A próxima edição do Sexta no Parque coloca Belo Horizonte no centro de um dos debates mais estratégicos da ciência no Brasil: como transformar conhecimento em impacto real na sociedade.
O BH-TEC recebe Luísa Massarani, na próxima sexta-feira (10), uma das principais referências nacionais em comunicação pública da ciência, em uma edição especial da Rede Lide em CT&I. À frente de iniciativas que articulam dezenas de instituições no Brasil e no exterior, a pesquisadora traz uma visão direta sobre os caminhos – e os desafios – de aproximar ciência, políticas públicas e sociedade.
Mais do que uma palestra, o encontro consolida o papel do BH-TEC como espaço de conexão entre quem produz conhecimento e quem precisa dele para gerar transformação.
“O conhecimento só gera valor quando chega à sociedade. Fortalecer a divulgação científica é essencial para ampliar o alcance das pesquisas e conectar o que é produzido dentro dos centros de inovação com as demandas reais do país”, afirma o CEO do parque, Marco Crocco.
A mediação será de Vanessa Oliveira Fagundes, assessora de Comunicação da Fapemig, ampliando o debate com a perspectiva da comunicação estratégica no ecossistema de inovação.
Se você atua – ou quer atuar – com ciência, tecnologia e inovação, essa é uma oportunidade rara de acessar uma discussão que hoje orienta decisões em nível nacional.
As inscrições são gratuitas, pela plataforma Sympla, com participação presencial no auditório do BH-TEC.
Uma tecnologia desenvolvida na UFMG e conectada ao ecossistema do BH-TEC acaba de conquistar um dos mais importantes reconhecimentos da ciência e inovação no país. O Laboratório de Instrumentação Óptica Aplicada à Saúde (LIOAS) foi um dos vencedores da etapa nacional do Prêmio Finep de Inovação 2025 — premiação considerada o “Oscar da inovação brasileira”.
O Prêmio Finep de Inovação dá visibilidade a iniciativas que fortalecem a capacidade científica e tecnológica do Brasil | Ana Belo/BH-TEC
O reconhecimento destaca projetos de alto impacto em áreas estratégicas e reforça o papel da ciência nacional na construção de soluções com potencial de transformar a saúde pública.
Tecnologia que antecipa diagnósticos
No centro da conquista está o desenvolvimento de uma tecnologia baseada em espectroscopia Raman, capaz de gerar imagens da retina com informações bioquímicas — abrindo caminho para diagnósticos mais precoces e menos invasivos.
“O objetivo desse laboratório é desenvolver técnicas baseadas em ótica para diagnósticos, principalmente de doenças”, explica o coordenador do projeto, Leandro Malard.
A principal aplicação em desenvolvimento é o diagnóstico precoce de Alzheimer. A tecnologia busca identificar, pela retina, o acúmulo de proteínas associadas à doença — processo que hoje depende de exames caros e complexos, como o PET scan.
A proposta é substituir métodos invasivos por uma alternativa baseada apenas no uso de luz, com potencial de ampliar o acesso ao diagnóstico e reduzir custos.
Da ciência ao mercado
A trajetória do LIOAS também evidencia um ponto central para o avanço da inovação no país: a conexão entre universidade e empresa.
Essa ponte é feita, entre outros atores, pela FabNS — empresa sediada no BH-TEC e diretamente ligada à evolução da tecnologia.
A FabNS foi responsável pela primeira exportação nanoscópica do Brasil, trata-se do Porto, capaz de revelar imagens na escala de um nanômetro | Ana Belo/BH-TEC
“Nosso papel é aproximar a excelência científica das exigências necessárias para que uma tecnologia avance em direção ao mercado, contribuindo tanto no desenvolvimento técnico quanto na estruturação de caminhos de negócio”, afirma Hudson Miranda, CEO da FabNS.
A atuação reforça o papel do BH-TEC como ambiente que viabiliza a transformação do conhecimento em soluções aplicadas.
Infraestrutura e vanguarda tecnológica
O prêmio também reconhece a estrutura construída para viabilizar o avanço da pesquisa. O LIOAS é resultado de investimentos em infraestrutura de P&D apoiados pela Finep, com foco na consolidação de competências estratégicas de longo prazo.
“Estamos na vanguarda desse tipo de desenvolvimento tecnológico. São poucos grupos no mundo trabalhando com essa abordagem aplicada à saúde”, destaca Malard.
Além do Alzheimer, a tecnologia abre possibilidades para diagnósticos em outras áreas, como análise de tecidos e aplicações em ambiente hospitalar, com respostas mais rápidas e precisas.
Reconhecimento que projeta o futuro
Mais do que um prêmio, o reconhecimento consolida uma trajetória que integra ciência, infraestrutura e inovação aplicada.
Para o ecossistema do BH-TEC, a conquista reforça um movimento já em curso: conectar pesquisa de ponta a soluções com impacto real na sociedade.
E evidencia que, quando universidade, empresas e ambientes de inovação atuam de forma integrada, o resultado é mais do que avanço científico — é transformação concreta.
“A maior parte da pesquisa científica é financiada por dinheiro público. É responsabilidade social do cientista contar para a sociedade o que está fazendo.” A reflexão da pesquisadora Luísa Massarani, em entrevista ao portal Minas Faz Ciência, sintetiza um dos temas mais estratégicos para o futuro da ciência no país – e que estará no centro da próxima edição do Sexta no Parque.
O BH-TEC recebe no dia 10, às 10h, em edição especial da Rede Lide em CT&I, uma das principais referências brasileiras em comunicação pública da ciência para discutir os desafios e caminhos da divulgação científica no Brasil.
Com uma abordagem direta e atual, Luísa Massarani apresenta um panorama das iniciativas desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), rede que reúne mais de 100 pesquisadores de 25 instituições nacionais e internacionais.
A iniciativa reforça a comunicação como um ativo central para ampliar o impacto da ciência, orientar políticas públicas e aproximar o conhecimento da sociedade.
O encontro será mediado por Vanessa Oliveira Fagundes, assessora de Comunicação da Fapemig, em um debate que conecta ciência, inovação e estratégias de comunicação em um cenário cada vez mais desafiador.
Se você atua com ciência, tecnologia ou inovação – ou quer entender como transformar conhecimento em relevância e impacto -, essa é uma oportunidade de se conectar a um dos temas mais estratégicos do ecossistema.
A inscrição é totalmente gratuita, feita pela plataforma do Sympla. A palestra de Luísa Massarani, com mediação de Vanessa Oliveira Fagundes, será realizada no auditório do BH-TEC, no dia 10, das 10h às 12h.
Um dos principais palcos da inovação na América Latina teve presença ativa do BH-TEC – e com protagonismo. O Parque participou do South Summit Brazil, evento que reúne milhares de participantes, incluindo startups, investidores, grandes empresas e lideranças globais, consolidando-se como um dos mais relevantes do ecossistema internacional.
Em Porto Alegre, o South Summit reuniu lideranças, investidores e os principais players do mercado | BH-TEC/DIVULGAÇÃO
Mais do que presença institucional, a participação do BH-TEC refletiu um movimento estratégico: ampliar a inserção internacional das startups da sua comunidade e fortalecer conexões com atores-chave da inovação.
“O South Summit tem ganhado uma relevância muito grande como um dos principais eventos de inovação da América Latina. E o mais interessante é a construção coletiva — é um evento feito em parceria com os ecossistemas, com quem realmente faz inovação acontecer”, destaca Ana Canhestro, Head de Inovação do BH-TEC e embaixadora do evento.
Reconhecimento e presença ativa no ecossistema
Antes mesmo da abertura oficial, o BH-TEC já se destacava na programação. Durante o Community Summit – encontro que reúne ambientes de inovação parceiros do evento -, o Parque foi reconhecido como uma das comunidades de maior impacto na mobilização e articulação do ecossistema.
O reconhecimento reforça o papel do BH-TEC como articulador de conexões e promotor de iniciativas que ampliam a participação de startups brasileiras em ambientes globais.
O South Summit reuniu embaixadores por toda América Latina, reforçando o ecossistema e criando conexões internacionais | BH-TEC/DIVULGAÇÃO
Além disso, a atuação institucional ganhou ainda mais força com a presença de Ana Canhestro como embaixadora do South Summit, ampliando o diálogo com lideranças de diferentes regiões do Brasil e da América do Sul.
Startups da comunidade em destaque
A força da comunidade BH-TEC também se refletiu nos resultados. A NeuralMind, empresa que participou do programa Conexões, foi selecionada na Startup Competition — uma das principais vitrines do evento, que reúne soluções inovadoras com potencial de impacto global.
A empresa cria modelos proprietários de IA para atuação em áreas como direito, regulação e saúde | BH-TEC/DIVULGAÇÃO
O reconhecimento evidencia a qualidade dos negócios apoiados pelo Parque e sua capacidade de preparar startups para competir em cenários de alta exigência.
Conexões que geram negócios
Um dos destaques da participação do BH-TEC em 2026 foi a consolidação de uma nova frente de atuação: acompanhar ativamente as startups da comunidade em grandes eventos, promovendo conexões estratégicas e oportunidades reais de negócio.
Durante o South Summit, cerca de 10 empresas ligadas ao Parque participaram de rodadas de investimento, reuniões com executivos e encontros direcionados por área de atuação — incluindo agendas estruturadas com foco em setores como saúde e tecnologia.
“As empresas estão com agendas cheias, participando de rodadas e reuniões estratégicas. Esse tipo de conexão faz muita diferença, porque aproxima diretamente quem desenvolve tecnologia de quem pode investir ou contratar essas soluções”, explica Ana.
A iniciativa reforça o papel do BH-TEC não apenas como ambiente de inovação, mas como ponte ativa entre startups e o mercado.
O Parque Tecnológico marcou presença com delegação durante o evento | BH-TEC/DIVULGAÇÃO
Um movimento que vai além do evento
A participação no South Summit também abriu novas frentes de atuação. A equipe do BH-TEC realizou conexões com startups internacionais, corporações e outros ambientes de inovação, ampliando o benchmarking e identificando oportunidades de cooperação.
“Os aprendizados vêm muito dessa visão de construção conjunta. O evento mostra como a colaboração entre ecossistemas pode gerar iniciativas de impacto global”, completa Ana.
O BH-TEC acaba de alcançar o mais alto nível de certificação nacional voltada à qualificação de ambientes de inovação – um reconhecimento que consolida a capacidade do Parque de estruturar, desenvolver e acelerar empresas de base tecnológica em diferentes estágios, incluindo sua inserção em mercados internacionais.
Mais do que um selo, o CERNE (leia mais no fim desta reportagem), criado pela Anprotec e Sebrae, valida a maturidade dos processos, a consistência metodológica e a capacidade estratégica do BH-TEC em apoiar negócios inovadores desde as fases iniciais até etapas mais avançadas de crescimento e internacionalização.
Do conhecimento ao produto, da inovação à entrega | Divulgação/BH-TEC
“Esse reconhecimento mostra que o BH-TEC reúne hoje as condições técnicas, estratégicas e operacionais para apoiar empresas inovadoras em toda a sua jornada. É resultado de um trabalho contínuo de estruturação institucional e posiciona o Parque entre os ambientes mais qualificados do país”, reforça o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
Qualificação reconhecida em nível máximo
Desenvolvida pela Anprotec em parceria com o Sebrae, a certificação estabelece padrões de excelência para ambientes de inovação, avaliando desde a estrutura de programas até a governança, a articulação em rede e a capacidade de geração de impacto.
Entrega da certificação Cerne | Thiago Ricci/BH-TEC
Ao atingir o nível máximo, o BH-TEC passa a integrar um grupo restrito de organizações com maturidade comprovada na condução de processos complexos de inovação, com atuação que envolve desde a formação de novos negócios até a conexão com mercados globais.
Esse avanço reforça a trajetória recente do Parque, que foi eleito o melhor parque tecnológico do Brasil em 2024 e teve sua aceleradora reconhecida como a melhor do país em 2025.
Metodologia própria e foco em resultado
A certificação reflete uma decisão estratégica do BH-TEC de investir em programas estruturados, personalizados e orientados a resultados concretos.
“Essa certificação é muito importante para demonstrar o potencial estratégico do BH-TEC como ambiente de qualificação de negócios e desenvolvimento de novas empresas de base tecnológica”, afirma Ana Canhestro, Head de Inovação do Parque.
Após nível máximo, programas evoluem na mesma estratégia | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Foi uma escolha estruturar a aceleradora e os programas com foco em soluções altamente personalizadas, com conteúdo denso e aderente à realidade de cada organização. Não trabalhamos com modelos prontos, mas com programas desenhados para atender necessidades específicas.”
Essa lógica se traduz na atuação prática do Parque, com iniciativas que atendem diferentes níveis de maturidade e objetivos estratégicos. Programas como o Nautilus, voltado ao desenvolvimento de soluções com foco em sustentabilidade, e o Conexões, pioneiro na pós-aceleração de negócios inovadores, são exemplos dessa abordagem.
“Hoje temos competência e know-how para acelerar empresas desde os estágios iniciais até negócios mais estruturados. A certificação avalia justamente essa capacidade — desde práticas operacionais até gestão, relacionamento e articulação em rede”, completa Ana.
O Prêmio ALMG, realizado em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, também evidencia a capacidade do BH-TEC de mobilizar o ecossistema em torno de desafios reais — neste caso, a busca por soluções para as crises climáticas para o estado mineiro.
A iniciativa englobou um programa de aceleração, coordenado e executado pelo Parque, que resultou na aplicação, em várias regiões de Minas Gerais, de 10 tecnologias desenvolvidas para amenizar ou prever os impactos da crise climática.
Prêmio ALMG | Ana Belo/BH-TEC
Conexão global e impacto no ecossistema
O nível mais avançado da certificação também reconhece a capacidade de atuação internacional dos ambientes de inovação — um dos focos estratégicos do BH-TEC.
“Chegar a esse nível mostra que o Parque consegue apoiar empresas também no processo de internacionalização, conectando negócios a outros mercados e ajudando no amadurecimento para atuação global”, destaca.
Além de validar processos internos, o reconhecimento fortalece a confiança de empresas, parceiros e instituições no ambiente oferecido pelo Parque.
“Esse processo também foi um importante exercício de organização interna. Ele evidencia a qualificação da nossa equipe e a capacidade técnica que temos hoje para acelerar negócios com consistência e impacto”, finaliza.
O que é o CERNE
A certificação conquistada pelo BH-TEC faz parte do CERNE (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), uma metodologia desenvolvida pela Anprotec em parceria com o Sebrae.
O modelo estabelece padrões de qualidade para ambientes de inovação, avaliando desde a estrutura de programas e processos internos até a capacidade de gerar resultados concretos para empresas de base tecnológica.
Dividido em quatro níveis de maturidade, o CERNE reconhece a evolução dos ambientes ao longo de sua trajetória:
CERNE 1: sensibilização, prospecção, seleção, desenvolvimento e graduação de empreendimentos, além de gerenciamento básico
CERNE 2: gestão estratégica orientada a resultados, ampliação de limites de atuação e avaliação sistemática do mecanismo de inovação
CERNE 3: relacionamento institucional, articulação em rede, desenvolvimento colaborativo em ecossistema e responsabilidade social e ambiental
CERNE 4: atuação internacional, inovação em processos próprios e maturidade do sistema de gestão da inovação.
O nível mais alto, alcançado pelo BH-TEC, portanto, atesta não apenas a consistência metodológica, mas também a capacidade de atuação em rede, articulação institucional e inserção em contextos internacionais.
Na prática, trata-se de um selo que valida a capacidade de transformar conhecimento em negócios, com processos estruturados, gestão qualificada e foco em impacto – elementos essenciais para ambientes que atuam na fronteira da inovação.
Casa cheia na estreia e próximos encontros já no radar. O Sexta no Parque iniciou sua 5ª temporada no BH-TEC reunindo o ecossistema de inovação em torno de um tema estratégico — e já projeta a próxima edição, que terá como foco a divulgação científica.
A primeira edição do ano reuniu empreendedores, representantes de ambientes de inovação e membros da comunidade para discutir o novo edital do programa Seed, em um formato dinâmico de tira-dúvidas — aproximando, na prática, o poder público de quem está na ponta da inovação.
Com a presença de Lucas Mendes, subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, o encontro reforçou o papel do BH-TEC como espaço de articulação entre governo, empresas e ecossistema.
Lucas Mendes esclareceu todas as dúvidas sobre o edital | João de Moura/BH-TEC
Ao longo da programação, os participantes aprofundaram o entendimento sobre o edital e esclareceram dúvidas estratégicas sobre a chamada, que marca uma mudança relevante na política de inovação do estado.
Reformulado, o novo edital do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed) passa a direcionar recursos para ambientes de inovação, que assumem a responsabilidade de estruturar e executar programas de aceleração — fortalecendo esses espaços e ampliando o impacto das iniciativas.
“A proposta é impulsionar processos de inovação, transformação digital e desenvolvimento tecnológico, garantindo que soluções e metodologias cheguem ao mercado de forma mais eficiente”, destacou Lucas Mendes.
Os participantes esclareceram dúvidas e pontos importantes ao longo do encontro | João de Moura/BH-TEC
Mais do que um encontro informativo, a edição consolidou o Sexta no Parque como um espaço de conexão e construção coletiva sobre os rumos da inovação em Minas Gerais.
E a agenda continua. No próximo dia 10, o BH-TEC recebe Luisa Massarani, uma das principais referências do país em divulgação científica, para a edição “Divulgação científica na prática: caminhos e resultados” — ampliando ainda mais o diálogo entre ciência e sociedade.
Dois atores de peso da inovação em Minas Gerais deram um importante passo para impulsionar a cena mineira. O BH-TEC realizou uma visita à sede do Google em Belo Horizonte, em uma agenda voltada à construção de parcerias e ao fortalecimento das conexões no ecossistema.
A reunião foi realizada com Bruno Pôssas, um dos principais nomes da engenharia do Google no Brasil, cuja trajetória está diretamente ligada à origem da empresa no país a partir da UFMG.
De acordo com o CEO do BH-TEC e da Rede Mineira de Inovação (RMI), Marco Crocco, a agenda marca o início de um diálogo estratégico entre duas instituições com papel relevante no desenvolvimento tecnológico do estado.
“Estreitamos laços, visando futuras parcerias. Estamos falando de dois atores importantes do ecossistema de inovação de Minas Gerais, e essa aproximação pode fortalecer ainda mais as conexões em Belo Horizonte”, reforça.
UFMG e a tecnologia ponta
A presença do Google em Belo Horizonte está diretamente ligada à aquisição da Akwan, startup originada na UFMG, movimento que deu origem ao primeiro centro de engenharia da empresa na América Latina e ajudou a consolidar a capital mineira como um polo relevante de tecnologia.
Nesse contexto, a aproximação com o BH-TEC reforça a conexão entre pesquisa acadêmica, empreendedorismo tecnológico e grandes empresas — um dos pilares do ecossistema de inovação.
A agenda integra uma estratégia mais ampla do BH-TEC de fortalecer relações com grandes players de tecnologia, ampliando oportunidades de cooperação e consolidando o Parque como um ambiente de articulação entre ciência, mercado e inovação.
Belo Horizonte foi o ponto de partida da jornada do programa Finep pelo Brasil em Minas Gerais. A iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) busca ampliar o acesso de empresas, universidades e ambientes de inovação às linhas de financiamento público para ciência, tecnologia e inovação.
Com participação na organização da agenda local, o BH-TEC reforçou seu papel como articulador entre setor produtivo, instituições científicas e políticas públicas de inovação.
O encontro reuniu representantes do ecossistema mineiro para apresentar instrumentos de crédito, subvenção econômica e outros mecanismos de apoio à inovação — recursos que podem impulsionar projetos tecnológicos em empresas e instituições de pesquisa.
Gabriel Viégas, Elias Ramos, Luciana Santos, Matheus Pedrosa, Marco Crocco, Carlos Arruda e Wadson Ribeiro ressaltam a força do estado durante solenidade | João de Moura/BH-TEC
“Hoje iniciamos aqui em Belo Horizonte o Finep pelo Brasil, que tem como objetivo levar aos principais municípios brasileiros as linhas da Finep, sejam linhas de crédito para empresas, com juros bastante baixos e subsidiados, mas também recursos em forma de subvenção ou fundo perdido para empresas e arranjos com instituições científico-tecnológicas”, afirmou Wadson Ribeiro, gerente do Departamento Regional da Finep.
Recursos para inovação em todo o estado
A agenda marca o início de uma série de encontros que devem percorrer diferentes regiões de Minas Gerais, ampliando o acesso a informações sobre financiamento público para inovação.
O Finep Day acontece por todo Brasil, aproximando empresas à linhas de financiamento | João de Moura/BH-TEC
Segundo Wadson Ribeiro, o envolvimento de instituições estratégicas do ecossistema é essencial para que os recursos cheguem de forma efetiva às empresas e aos centros de pesquisa.
“O apoio de instituições como BH-TEC, BDMG, Fapemig e Fiemg, que ajudam a organizar esses eventos com a Finep, é fundamental para que esses recursos possam chegar às empresas e às instituições de pesquisa. Começamos com o pé direito esse evento e espero que seja um sucesso em todo o estado de Minas Gerais”, disse.
Conexão entre ciência e setor produtivo
Para o BH-TEC, sediar e apoiar iniciativas como o Finep pelo Brasil reforça a vocação do parque tecnológico como espaço de conexão entre ciência, empresas e políticas públicas de inovação.
De acordo com Marco Crocco, CEO do BH-TEC e da Rede Mineira de Inovação (RMI), a atuação conjunta com a Finep tem sido fundamental para ampliar o acesso a recursos que impulsionam projetos tecnológicos no estado.
“Participamos do Finep Day aqui em Belo Horizonte, e o BH-TEC entrou nessa parceria na organização do evento. A Finep vem, nos últimos anos, desembolsando um volume significativo de recursos para projetos de inovação, tanto em instituições científicas e tecnológicas quanto em ambientes de inovação e empresas”, destacou.
O Parque Tecnológico reafirma seu compromisso com a inovação, reforçando vínculo com parceiros chave | João de Moura/BH-TEC
Segundo Crocco, o BH-TEC e a Rede Mineira de Inovação atuam justamente para aproximar esses diferentes atores.
“Nós, como BH-TEC e RMI, estamos presentes justamente para facilitar esse contato entre o setor produtivo e as universidades. A Finep tem nos apoiado muito em várias iniciativas e entendemos que esse é um papel relevante para o estado de Minas Gerais como um todo.”
Minas Gerais no mapa da inovação
Criado para aproximar empresas e instituições das oportunidades de financiamento público, o programa Finep pelo Brasil promove encontros presenciais em diferentes regiões do país para apresentar instrumentos de apoio à inovação tecnológica.
Investimentos com instituições mineiras foram seladas durante solenidade | João de Moura/BH-TEC
A iniciativa contribui para fortalecer ecossistemas regionais de inovação, conectando universidades, empresas, parques tecnológicos e agências de fomento, além de ampliar o acesso a recursos que impulsionam o desenvolvimento científico e econômico.
É nesta sexta! O Sexta no Parque, evento mais tradicional do BH-TEC, terá uma edição especial dedicada a apresentar o novo edital do programa Seed, voltado a ambientes promotores de inovação que desejam estruturar e executar programas de aceleração de startups em Minas Gerais.
O encontro acontece no BH-TEC e será um espaço para esclarecer dúvidas, compartilhar informações estratégicas e discutir caminhos para fortalecer o ecossistema de inovação no estado. Faça sua inscrição gratuitamente clicando aqui!
Evento mais tradicional do BH-TEC está de volta | Ana Belo/BH-TEC
Reformulado e com foco na descentralização dos recursos, o edital do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed) foi lançado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Ao todo, serão disponibilizados R$15 milhões para apoiar iniciativas que ampliem a capacidade de aceleração de startups em diferentes regiões do estado.
A nova proposta do Seed marca uma mudança importante: nesta edição, são os próprios ambientes de inovação que deverão submeter suas propostas de programas de aceleração. Se aprovados, receberão recursos para estruturar e executar as iniciativas, além de incentivar financeiramente as startups selecionadas, ampliando o alcance das políticas públicas de inovação.
Espaço para diálogo e esclarecimento
Para apresentar a chamada e discutir seus impactos, o evento contará com a participação do subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, Lucas Mendes. Com mais de sete anos de atuação na coordenação de programas e projetos de impacto em ciência, tecnologia e inovação no estado, Mendes também é conselheiro da Rede Mineira de Inovação e membro de Câmara de Avaliação de Projetos da Fapemig.
Lucas Mendes, Subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, vai participar do encontro | Ana Belo/BH-TEC
Durante o encontro, os participantes poderão conhecer os principais pontos do edital, entender como funcionará o processo de submissão das propostas e tirar dúvidas diretamente com quem acompanha de perto a construção das políticas públicas voltadas ao empreendedorismo inovador em Minas Gerais.
📅 13 de março 📍 BH-TEC – Parque Tecnológico de Belo Horizonte Rua Professor José Vieira de Mendonça, 770
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Com envio quinzenal, a newsletter reúne uma curadoria estratégica de conteúdos relevantes para quem quer se manter informado sobre eventos, editais, chamadas abertas e temas que estão moldando o futuro do setor. A proposta é concentrar, em um só lugar, informações que ajudam a conectar pessoas, ideias e projetos que impulsionam a inovação em Minas Gerais e no Brasil.
Informação qualificada para acompanhar o ecossistema
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O mais tradicional evento do Parque Tecnológico de Belo Horizonte está de volta!
A 5ª edição do Sexta no Parque (SXPQ) abre uma nova temporada de encontros no BH-TEC e reforça o compromisso de conectar ciência, tecnologia, inovação e sustentabilidade em um ambiente aberto ao diálogo e à troca de experiências. Totalmente gratuito, o evento mantém uma das marcas que o consolidaram desde sua criação.
Um espaço para diálogo, ciência e inovação
Lançado em 2022 e criado com o propósito de aproximar o BH-TEC do ecossistema de inovação e da sociedade, o SXPQ se consolidou como referência em Belo Horizonte, reunindo empreendedores, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes da iniciativa privada em debates estratégicos e encontros que geram conexões reais.
“O Sexta no Parque é instrumento estratégico do BH-TEC para mobilizar, conectar, popularizar e promover a gestão do conhecimento. Neste ano, está ainda mais especial, pois traz temas da agenda da inovação, sustentabilidade, democracia, divulgação científica e muito mais. Esses assuntos ancoram-se na proposta de o Parque Tecnológico promover encontros de diversos atores, olhares, para enriquecer debates e fomentar conexões e parcerias”, comenta Cristina Guimarães, Gerente de desenvolvimento Institucional do Parque.
Últimas edições do evento trouxeram variedade de temas e de convidados | Ana Belo, João de Moura e Virgínia Muniz
Para quem?
“O Sexta no Parque é para todas as pessoas que apostam que a Ciência, a Tecnologia, a Inovação são vetores do desenvolvimento sustentável. Participem e sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas sempre! É uma honra contar com cada participante, com cada contribuição!” complementa Cristina.
Próximas edições
A 5ª edição marca o início de uma nova temporada de encontros que seguirão ao longo do ano, sempre às sextas-feiras, no BH-TEC. Em breve, divulgaremos todas as informações sobre cada encontro. Mas já anote na sua agenda as datas:
📅 [13 de março] – Neste encontro, teremos um tira-dúvidas sobre o edital do Seedpara ambientes de inovação! Faça a sua inscrição clicando aqui!
📅 [10 de abril]
📅 [05 de junho]
📅 [03 de julho]
O BH-TEC foi uma das paradas estratégicas nesta sexta-feira (27) da etapa Sudeste da Jornada Nacional de Inovação, iniciativa promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). A agenda incluiu o EMBRAPII Day, que percorre diferentes ambientes de inovação do país para mapear tecnologias e aproximar soluções inovadoras das demandas da indústria.
Reconhecido como um dos principais ambientes de inovação do Brasil, o BH-TEC recebeu a comitiva para uma visita técnica que apresentou a estrutura do Parque e as tecnologias desenvolvidas por empresas instaladas no local. Em 2024, o Parque foi eleito o melhor parque tecnológico do país pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).
O evento contou com parceria do Sebrae e da Fiemg, sócios-fundadores do BH-TEC | João de Moura/BH-TEC
“Estar aqui hoje no BH-TEC é de extrema importância. Um local que entendemos como um ambiente de inovação, onde as empresas podem ser suportadas, qualificadas e aceleradas. As empresas de base tecnológica precisam cada vez mais de ambientes como esse, e o BH-TEC, sem sombra de dúvidas, é um dos principais parceiros do Sebrae nessa jornada da inovação”, afirma Diogo Lisboa, gestor estadual do Sebrae na área industrial.
Ponte entre ciência e mercado
Diogo Lisboa testa o Poof, antisséptico de nanopartículas produzido pela NanoBrasil | João de Moura/BH-TEC
A visita reforça o papel do Parque como articulador entre empresas, universidades e instituições de apoio à inovação. “É importante para nós, porque é um conjunto de empresas do ecossistema como um todo que ainda não tinham tido um contato específico com o Parque Tecnológico”, afirma o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
Segundo Crocco, iniciativas como essa fortalecem a integração entre ciência, tecnologia e setor produtivo.
“Para nós, é de fundamental importância não só entender a demanda das empresas, mas principalmente mostrar o BH-TEC como uma instituição ponte entre o conhecimento gerado na universidade e o setor produtivo — desta vez em uma parceria com o Sebrae e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.”
Conexão com a indústria
Durante a visita, os participantes conheceram a infraestrutura do Parque e tiveram contato direto com empresas residentes. A comitiva visitou as instalações da NanoBrasil, que apresentou suas pesquisas e aplicações baseadas em nanopartículas — principal frente tecnológica da empresa.
“Tivemos a oportunidade de mostrar todo o trabalho que fazemos de incorporação das nanopartículas nos produtos. Foi uma visita muito proveitosa, saímos daqui com contatos e com muitas possibilidades interessantes que podem acontecer daqui em diante”, afirma Lucio Coelho.
Com a visita, o BH-TEC reforça seu papel como um dos principais articuladores do ecossistema de inovação brasileiro, promovendo conexões entre pesquisa científica, soluções tecnológicas e as demandas da indústria.
O que acontece quando conexões estratégicas se transformam em oportunidades reais de crescimento? O Conexões, programa de pós-aceleração do BH-TEC em parceria com o Sebrae Minas, acaba de lançar um relatório que traduz em números, experiências e resultados o impacto dessa jornada na trajetória de startups de base tecnológica.
O documento, que já está disponível para download no site do BH-TEC, reúne dados, depoimentos, percepções das startups participantes e aprendizados construídos ao longo de mais de 900 conexões realizadas entre empreendedores, empresas e parceiros estratégicos, além de mais de 460 horas de atividades, oficinas, mentorias e encontros ao longo das edições.
Esses números refletem a intensidade das atividades promovidas pelo programa desde sua primeira edição em 2023 até a segunda rodada, concluída em 2025.
Ao longo dessa trajetória, o Conexões fortaleceu negócios em estágio avançado de maturidade, conectando soluções tecnológicas a oportunidades de mercado, ampliando redes de relacionamento e incentivando práticas de desenvolvimento mais robustas, com foco em crescimento sustentável. O relatório também traz feedbacks das startups e insights que comprovam o papel do programa como uma ponte entre protagonismo empreendedor e inovação estruturada.
“O Conexões consolida o papel do BH-TEC como articulador de oportunidades no ecossistema de inovação. É um programa pioneiro em Minas Gerais, que vai além da aceleração tradicional ao promover conexões estratégicas que resultam em negócios, parcerias e amadurecimento das startups. Os resultados apresentados no relatório demonstram a força dessa metodologia”, comenta Cristina Guimarães, gerente de Desenvolvimento Institucional do BH-TEC.
E em breve, tem novidades! Fique de olho nos nossos canais pra saber tudo sobre a próxima edição do programa!
Quer ver tudo isso de perto?
O relatório completo está disponível para download, clique aqui.
A ação foi anunciada em solenidade realizada no Hub do BH-TEC, com o presidente do Parque, Marco Crocco, e a vereadora Marcela Trópia, responsável por viabilizar o programa ao destinar uma emenda parlamentar no valor de R$ 128 mil. O evento contou com a presença da imprensa e autoridades em ciência e inovação, como o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Fernando Reis.
Durante o lançamento, s convidados simularam o trajeto que será feito pelos estudante | Virgínia Muniz/BH-TEC
“É fundamental a formação na área de ciência, tecnologia e inovação. O Brasil tem carência nessa área, que é a base para o desenvolvimento tecnológico em todo o mundo. O BhtecXplore é muito importante para o Parque porque, além de cumprir o nosso papel de interação entre setor produtivo e academia, possibilita esse projeto educacional”, afirmou Crocco.
“Muito alegre em participar do lançamento desse projeto que vai trazer escolas para dentro desse ambiente de parque tecnológico, unindo empreendedorismo, tecnologia e inovação – e, assim, mostrar possibilidades de carreira para esses jovens”, reforçou Marcela Trópia.
A visita é uma rota tecnológica em que os jovens terão contato direto com as inovações que estão sendo feitas pelas empresas do BH-TEC. O objetivo é ampliar os horizontes e despertar o interesse para novas possibilidades de carreiras, formação e aguçar a curiosidade dos adolescentes para pensarem de forma disruptiva e se tornarem futuros cientistas inovadores.
Antônio Otávio Fernandes, diretor da iVision, apresentou microcâmera desenvolvida pela empresa | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Essa parceria com a vereadora Marcela Trópia fortalece o papel do BH-TEC como um espaço de formação e conexão com o futuro. Investir em iniciativas como o BhtecXplore é apostar na educação, na inovação e no desenvolvimento da cidade a partir das novas gerações”, destacou Crocco.
O programa é voltado especialmente para estudantes de 14 a 16 anos, entre os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Os jovens vão começar a visita pelo auditório do BH-TEC, que vai se tornar o ponto de encontro para que possam respirar e colocar a cabeça para funcionar, já com atividade prática.
Em seguida, eles passam pelo hall do Parque Tecnológico, onde são conduzidos por uma abordagem interativa, e exploram a estrutura do prédio institucional, incluindo visita a três empresas e/ou centros tecnológicos residentes do BH-TEC.
Taiguara Tupinambás, CCEO da FabNS, reforçou vínculo com a universidade e apresentou os projetos da FabNS | João de Moura/BH-TEC
Em cada empresa, eles vão conhecer o que está sendo feito lá, como começaram a desenvolver esse negócio, por que ele é inovador e quais carreiras seguir a exemplo dos empreendedores?
A visita é finalizada no hall, onde todos juntos respondem um quiz de 3 perguntas sobre o que viram no parque. Quem acertar as 3 ganha um prêmio feito pela impressora 3D do Parque.
Inovação mineira em alta
Para viabilizar a execução do programa e ampliar as atividades do Hub do BH-TEC, a vereadora Marcela Trópia destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 128.055,00, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE). O recurso, referente à Lei Orçamentária Anual de 2024, já foi repassado e será utilizado para qualificar a programação e gerar impacto no ecossistema de inovação da capital.
A parceria se insere em um momento de consolidação e maturidade institucional do BH-TEC. Em 2024, o faturamento agregado das empresas e Centros de Tecnologia instalados no Parque atingiu cerca de R$ 600 milhões, o maior valor já registrado, refletindo o fortalecimento do ambiente de inovação e a presença de organizações com alto potencial de desempenho. Esse resultado reforça o papel do BH-TEC como vetor estratégico de desenvolvimento econômico e tecnológico para Belo Horizonte.
O BhtecXplore reforça o compromisso do Parque com o futuro | João de Moura/BH-TEC
O histórico de investimentos também evidencia a vocação do Parque para a inovação. Entre 2012 e 2024, os aportes realizados concentraram-se majoritariamente em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com percentuais superiores a 75% na maior parte do período e picos acima de 95% em anos recentes. Esse cenário contribuiu para o amadurecimento do ecossistema, refletido, entre outros indicadores, no crescimento expressivo do número de patentes concedidas a partir de 2020, sinalizando maior capacidade de transformar conhecimento em ativos de valor.
Os recursos destinados à parceria permitirão ampliar ações já consolidadas no BH-TEC, como a realização de eventos abertos e gratuitos voltados à discussão de temas estratégicos para a inovação. Entre eles está o tradicional Sexta no Parque, encontro mensal que promove debates sobre inovação, sustentabilidade e negócios, reunindo empreendedores, especialistas, pesquisadores e representantes do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação. Também fazem parte da programação iniciativas de caráter mais técnico e formativo, como o Café no Hub, voltado à capacitação de empreendedores e visitantes.
Construir hoje o futuro da ciência e inovação de Minas. Essa é a proposta do BhtecXplore, programa inédito que vai ser lançado oficialmente nesta quarta-feira (11), a partir das 10h, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).
Alunos de escolas públicas e privadas terão contato direto com as inovações que estão sendo desenvolvidas pelas empresas e centros tecnológicos do BH-TEC.
O objetivo é ampliar os horizontes e despertar o interesse para novas possibilidades de carreiras, formação e aguçar a curiosidade dos adolescentes para se tornarem futuros cientistas inovadores.
As visitas acontecerão ao longo de todo o ano | Virgínia Muniz/BH-TEC
As visitas terão uma metodologia inédita, com visitas interativas a empresas e centros tecnológicos, incentivo para inspirar os jovens a escolher a carreira científica e até mesmo um quiz que vai render um prêmio feito pela impressora 3D do BH-TEC.
Todos os detalhes serão divulgados nesta quarta-feira (11) com a presença do presidente do BH-TEC, Marco Crocco, da vereadora Marcela Trópia e outras autoridades em ciência e inovação de Minas.
Inovação mineira em alta
Para viabilizar a execução do programa e ampliar as atividades do Hub do BH-TEC, a vereadora Marcela Trópia destinou uma emenda parlamentar no valor de R$ 128.055,00, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE).
O recurso, referente à Lei Orçamentária Anual de 2024, já foi repassado e será utilizado para qualificar a programação e gerar impacto no ecossistema de inovação da capital.
A parceria se insere em um momento de consolidação e maturidade institucional do BH-TEC. Em 2024, o faturamento agregado das empresas e Centros de Tecnologia instalados no Parque atingiu cerca de R$ 600 milhões, o maior valor já registrado, refletindo o fortalecimento do ambiente de inovação e a presença de organizações com alto potencial de desempenho.
Esse resultado reforça o papel do BH-TEC como vetor estratégico de desenvolvimento econômico e tecnológico para Belo Horizonte.
O BH-TEC está com oportunidade aberta para Agente de Captação! Se você tem experiência em desenvolvimento de negócios, captação de recursos e interesse em ciência, tecnologia e inovação, essa vaga pode ser pra você. Acesse o link para se inscrever clicando aqui.
A pessoa selecionada vai atuar na Gerência de Desenvolvimento Institucional, contribuindo para estratégias de captação, relacionamento com parceiros e elaboração de propostas que fortalecem o ecossistema de inovação.
Confira todas as informações sobre a vaga, requisitos e forma de inscrição:
Responsabilidades:
Contribuir para o planejamento e a execução de ações de captação de projetos e negócios do BH-TEC;
Mapear fontes de recursos por frente de captação definida pelo BH-TEC e identificar prospects;
Apoiar o relacionamento com parceiros;
Dar suporte na elaboração de propostas técnico-comerciais;
Participar ativamente de reuniões estratégicas;
Gerenciar o dashboard de captação, mantendo os KPIs atualizados.
Requisitos:
Formação em Administração, Gestão Pública, Economia, Engenharias, Comunicação ou áreas afins.
Experiência (mínima de 3 anos) comprovada em captação de recursos ou desenvolvimento de negócios, preferencialmente em contexto de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Noções de inovação e empreendedorismo.
Habilidade para comunicação eficaz e escrita estratégica.
Pensamento analítico e visão sistêmica.
Conhecimento de instrumentos de financiamento.
Conhecimento avançado em Pacote Office e ferramentas de gestão (desejável).
Mais informações
Tipo de contratação e valor da remuneração: bolsista – R$ 5.720,00.
Modelo de trabalho: Híbrido (com demanda presencial em Belo Horizonte).
O ano da inovação mineira está a todo o vapor. O BH-TEC participou, com mais de 20 ambientes de inovação de Minas Gerais, de um encontro fundamental para definir o rumo do segmento. A mobilização realizada na Fapemig, na quinta-feira (29), teve como objetivo debater desafios e necessidades dos parques tecnológicos e incubadoras mineiras.
“Foi um momento importante para os ambientes de inovação do estado e mostra que a Fapemig está ouvindo os nossos anseios”, afirma o presidente do BH-TEC e da RMI (Rede Mineira de Inovação), Marco Crocco.
“O BH-TEC trouxe pontos fundamentais que precisam ser revistos nos editais, como a necessidade de termos editais periódicos voltados para os ambientes e que reconheçam a diversidade de atuação deles, inclusive dando autonomia na definição dos projetos. Outro ponto foi a importância de haver um incentivo à internacionalização dos parques e não só das empresas”.
Mobilização reuniu cerca de 25 ambientes de inovação de todo o estado mineiro | RMI/Divulgação
Inovação mineira em foco
O objetivo do encontro foi reunir cerca de 25 ambientes de inovação de todo o estado mineiro para escutar diretamente os desafios, dificuldades e sugestões. A Fapemig pretende, a partir dessas informações, lançar uma nova iniciativa voltada para esse público específico.
“Eles bateram em nossa porta com reivindicações, nos cobraram ações, e agora estamos aqui. Isso foi muito importante porque ouvindo os parceiros é que podemos melhorar nossos editais”, afirmou o presidente da Fapemig, Carlos Arruda.
Presidente da Fapemig, Carlos Arruda, enalteceu mobilização para aperfeiçoar editais | RMI/Divulgação
O encontro é resultado de mobilização feita pelo por Crocco junto à Fapemig, Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e a escuta aos próprios associados durante os encontros da rede.
O encontro começou com uma abertura institucional e, na sequência, os ambientes presentes se dividiram em quatro salas para discussão. A pergunta mediadora foi: “Considerando os desafios atuais do seu ambiente, de que forma a Fapemig poderia ajudar o seu ambiente a avançar?”
Depois, os ambientes voltaram a se reunir no auditório para uma plenária para apresentação dos principais pontos levantados e, em seguida, o anúncio dos próximos passos.
Pelo segundo ano consecutivo, o BH-TEC e a FCJ Venture Builder unem esforços para a realização do Minas Summit, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do estado. O Parque Tecnológico se consolida como correalizador da iniciativa e reforça seu compromisso de levar ainda mais ciência, tecnologia e inovação ao evento, ampliando oportunidades para empreendedores, pesquisadores, gestores, estudantes e a sociedade civil.
Weber Rangel, CEO do Minas Summit, adiantou algumas novidades da próxima edição, que contará com novas temáticas, premiações e uma programação robusta de ciência e tecnologia no palco liderado pelo BH-TEC.
Evento é o maior em inovação no estado | Virgínia Muniz/BH-TEC
Uma novidade anunciada é a parceria com a Rede Mineira de Inovação (RMI). O Minas Summit 2026 terá um espaço dedicado aos ambientes de inovação de diferentes regiões do estado, conectando a força dos associados da RMI à proposta do Minas Summit no Trecho.
“Quando instituições se unem com propósito e planejamento, os resultados aparecem. A parceria com o BH-TEC foi fundamental em 2025 para ampliar temáticas, elevar o nível do conteúdo e oferecer uma experiência mais completa para quem busca aprendizado, conexões e oportunidades”, afirma Weber, que se reuniu com Marco Crocco, CEO do BH-TEC e a gerente de Desenvolvimento Institucional do Parque, Cristina Guimarães, para formalizar a parceria de correalização.
Palco Praça 7 na edição de 2025 do evento | Virgínia Muniz/BH-TEC
“É uma alegria renovar essa parceria pelo segundo ano consecutivo, porque ela representa a soma de forças em torno de um objetivo comum: entregar um evento cada vez mais robusto, conectado às demandas reais do público e capaz de gerar impacto concreto para o nosso ecossistema. Além disso, é fundamental integrar a RMI e seus associados a esse grande encontro”, destaca Marco Crocco, presidente do BH-TEC e da RMI.
O Minas Summit 2026 acontece nos dias 17 e 18 de junho, no BeFly Minascentro, com uma programação que inclui palestras, painéis, rodadas de negócios, exposições, oficinas e ações voltadas ao fortalecimento das conexões entre os diversos atores do ecossistema de inovação.
Se você é pesquisador(a), docente, discente ou técnico(a) da UFMG e tem uma tecnologia ou projeto com potencial de mercado, o InovaLab pode ser o próximo passo para tirar sua ideia do papel. Estão abertas as inscrições para mais um ciclo do Inovalab, uma iniciativa da CTIT (Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica) e da INOVA UFMG. O InovaLab chega a seu terceiro ciclo e está selecionando novos empreendimentos de base tecnológica da UFMG.
O InovaLab é o programa de incubação da INOVA UFMG que foi desenvolvido para apoiar esse público na jornada de transformar conhecimento em empreendimento. A INOVA já graduou 39 spin-offs acadêmicas, fortalecendo o ecossistema de inovação mineira.
Equipes participantes do ciclo 2 passaram por processos que estruturam soluções reais alinhadas ao mercado | InovaLab/ Divulgação
10 iniciativas serão selecionadas para fazer parte do InovaLab e uma delas pode ser a sua! As inscrições estarão abertas até 01/02 e pode ser a chance de alavancar seu projeto!
Durante o ciclo 3, as iniciativas selecionada passarão por um acompanhamento e criação do plano de incubação, que vai desde desenvolvimento tecnológico até mercadológico, realizados em conjunto entre INOVA e pré-incubado.
A incubação conta também com módulos de capacitação, mentorias e reuniões estratégicas apoiando a iniciativa durante todo o processo.
Os desenvolvimentos são acompanhados e os resultados alcançados são apresentados ao longo do processo, evidenciando a conexão entre universidade e mercado | Jebs Lima / UFMG
Vale destacar que o InovaLab é destinado à iniciativas que possuem vínculo com a UFMG, contribuindo com a comunidade acadêmica que busca se conectar com o mercado.
Não perca tempo, clique aqui para fazer sua inscrição
Mais do que visitas, o BH-TEC se consolida como destino obrigatório para quem busca compreender como inovação e sustentabilidade se traduzem em projetos concretos e oportunidades de investimento. O BH-TEC mantém sua relevância e conecta ciência, tecnologia e sustentabilidade. Relembre algumas visitas que aconteceram em 2025
Reforçando vínculos
O prefeito da capital mineira, Álvaro Damião, foi ao Parque pela primeira vez em 2025. Acompanhado por Marco Crocco, CEO do BH-TEC, Álvaro conheceu tecnologias desenvolvidas pelas empresas residentes, reforçou a parceria e projetou a primeira expansão da história do BH-TEC.
Durante visita, prefeito conheceu os desenvolvimentos da iVision, empresa que produz câmeras capazes de detectar perigos eminentes. O desenvolvimento é utilizado pelo Exército Brasileiro | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Ainda não conhecia a estrutura, e hoje eu fiquei encantado. Não tem como você conhecer as tecnologias de outros estados, de outros municípios, de outros países, e não conhecer o BH-TEC, que é onde a gente produz a tecnologia para o Brasil e para o mundo”, exaltou o prefeito de Belo Horizonte.
O prefeito reconheceu que as tecnologias do Parque podem impactar, na prática, a vida dos belo-horizontinos.
Conexões ‘Federais’
O reitor da Universidade Federal de Uberlândia, Carlos Henrique de Carvalho, conheceu as instalações do CTVacinas e do BH-TEC em janeiro. Durante a visita o reitor conheceu a estrutura e ressaltou a importância do Parque e do Centro para a ciência mineira.
Reitor em reunião com Marco Crocco, CEO do BH-TEC, e representantes do CTVacinas | Virgínia Muniz/CTVacinas
“Esse papel catalisador é fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade brasileira. O CTVacinas e o BH-TEC estão de parabéns por propiciar aos pesquisadores mineiros e à sociedade mineira esse desenvolvimento”, conta Carlos.
Conhecendo os talentos de casa
Marcela Trópia, vereadora de Belo Horizonte, visitou o BH-TEC e projetou parcerias tanto com o Parque quanto com o CTVacinas. Durante reunião, a vereadora reconheceu a qualificação e o valor do que é desenvolvido;
A vereadora conheceu os marcos e conquistas alcançadas dentro do Parque | Virgínia Muniz/CTVacinas
“Em breve, novidades dos projetos que a gente vai fazer em parceria com o CTVacinas e o BH-TEC, faz todo sentido investir nesse desenvolvimento tecnológico e de pesquisa que eu tenho o prazer de defender dentro da Câmara”, complementou Trópia.
Promovendo a ampliação
Mila Corrêa, Secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, também se encantou com a estrutura do CTVacinas e se empolgou com a construção do CNVacinas, o Centro Nacional estará presente dentro do Parque Tecnológico.
A secretária conheceu os laboratórios do CT dentro do BH-TEC, conhecendo tudo que já tem sido produzido pelo Centro, como a primeira vacina contra a Covid 100% desenvolvida no Brasil.
O Centro Nacional de Vacinas tem previsão de conclusão em 2026 e estará localizado dentro do Parque Tecnológico | CTVacinas/Divulgação
“Este centro, que hoje já é uma referência, torna Minas Gerais um dos estados mais relevantes na produção de vacinas. Com a inauguração do CNVacinas, vai se tornar uma potência ainda maior na produção de vacinas para o mundo”, definiu Mila.
O BH-TEC espera, em 2026, receber mais visitas, evidenciando o impacto gerado e abrindo portas para novas oportunidades e desenvolvimentos!
O ano de 2025 ficará marcado na trajetória do BH-TEC como um período de consolidação, crescimento e fortalecimento de seu papel como articulador da inovação sustentável. Entre reconhecimentos nacionais, a primeira expansão estrutural desde a inauguração do Parque, em 2012, e a presença em agendas globais estratégicas, o BH-TEC reafirmou sua missão de conectar ciência, mercado e políticas públicas.
Ao longo do ano, o Parque ampliou sua atuação no ecossistema de inovação, promoveu conexões estratégicas e fortaleceu iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, impactando empresas, pesquisadores e a sociedade.
Reconhecimento nacional e excelência em aceleração
Após ser eleito o melhor parque tecnológico em 2024, o BH-TEC agora conquista o prêmio de melhor aceleradora do país, reforçando seu protagonismo no cenário nacional.
Além disso, o Parque alcançou um marco importante ao receber o CERNE 2: certificação nacional que atesta a qualidade dos processos e do modelo de gestão de aceleradoras. As premiações foram concedidas pela Anprotec e formalizado durante a Conferência Anprotec, o maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina, que aconteceu em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Thiago Ricci/BH-TEC
O CERNE (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos) é reconhecido como um atestado de excelência para ambientes de inovação e valida a maturidade dos processos adotados pelo Parque no apoio a startups.
“É importante para validar os nossos processos. Ao mesmo tempo, é importante para as empresas aceleradas pelo BH-TEC reconhecerem a importância que esses processos têm para o Parque”, afirma Ana Canhestro, head de Inovação do BH-TEC.
Outro destaque foi o reconhecimento acadêmico e institucional: o artigo que apresenta os resultados de três anos do Centro de Inteligência em Sustentabilidade (CIS) do BH-TEC foi selecionado entre os melhores da Conferência Anprotec, em meio a cerca de 200 submissões.
Primeira expansão desde 2012
O ano de 2025 também marcou o anúncio da primeira expansão física do BH-TEC desde sua inauguração, em 2012. A nova estrutura, com entrega prevista para 2026, será um complexo de sustentabilidade, o primeiro prédio em ambientes de inovação de Minas Gerais totalmente dedicado ao tema.
O projeto foi apresentado em um evento que reuniu representantes dos governos municipal, estadual e federal, do legislativo, da academia e do setor produtivo, simbolizando o ecossistema materializado no Parque.
Ana Luísa Belo/BH-TEC
“É um dia fundamental para o BH-TEC. Em breve, esperamos oferecer a Minas Gerais um espaço de cerca de 2 mil metros quadrados para receber empresas e laboratórios na área de inovação e sustentabilidade”, destaca o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
Com investimento de R$ 15 milhões da Finep e R$ 3 milhões do Governo de Minas Gerais, o Complexo contará com três blocos e mais de 2 mil m² de área construída. O espaço foi concebido com foco em eficiência energética e redução de impactos ambientais, adotando soluções arquitetônicas sustentáveis desde sua concepção.
Minas Summit: protagonismo na maior vitrine da inovação corporativa de Minas
Neste ano, o BH-TEC também foi correalizador do Minas Summit, considerado o maior evento de inovação corporativa de Minas Gerais. Realizado nos dias 5 e 6 de junho, no Minascentro, o evento reuniu mais de 10 mil pessoas e contou com mais de 80 horas de conteúdo.
Ana Luísa Belo e Virgínia Muniz/BH-TEC
Como correalizador, o BH-TEC foi responsável por toda a programação da quinta-feira (5) no Palco Praça Sete, promovendo debates estratégicos sobre deep techs, ciência de dados, impacto socioambiental e comunicação para inovação.
O Parque contou ainda com dois estandes ao longo dos dois dias de evento: um dedicado às empresas residentes e outro ao Outlab, programa executado pelo BH-TEC em parceria com laboratórios da UFMG, com foco na capacitação para a comercialização de serviços tecnológicos.
BH-TEC na COP30: inovação e ciência no centro da agenda climática
A atuação do BH-TEC em 2025 também ultrapassou fronteiras. O Parque marcou presença na COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém (PA), um dos maiores eventos globais dedicados ao tema.
O CEO Marco Crocco participou como palestrante no Pavilhão de Ciências Planetárias, espaço da Presidência da COP voltado a colocar a ciência no centro da agenda climática global. O painel debateu os caminhos para uma transição climática justa, integrando inovação, ciência e inclusão social.
Ao lado de Penelope Hawkins (UNCTAD) e Gary Arthur Dymski (Universidade de Leeds), sob moderação de Luana Maia (Nature Finance), Crocco destacou a importância de repensar os modelos de financiamento climático:
“O debate sobre financiamento da transição climática precisa ir além da origem dos recursos. É preciso refletir sobre como eles são distribuídos e sob quais condições. Se forem estruturados apenas como empréstimos, podem comprometer orçamentos e ampliar desigualdades. A transição precisa ser, antes de tudo, justa.”
A participação na COP30 reforçou o papel do BH-TEC como ponte entre pesquisa, setor produtivo e políticas públicas, contribuindo para que soluções sustentáveis avancem do conhecimento científico para a prática.
Participações estratégicas
Além disso, o BH-TEC esteve presente em eventos estratégicos ao longo de todo o ano. O Parque ampliou sua atuação em agendas estratégicas do ecossistema de inovação ao representar Minas Gerais no Fórum Regional Sudeste de Economia de Impacto, contribuindo para o debate sobre modelos de desenvolvimento que conciliam inovação, sustentabilidade e impacto socioambiental.
O Parque também marcou presença no HackTown 2025, onde compartilhou reflexões sobre o papel dos parques tecnológicos no fortalecimento de negócios inovadores e na conexão entre ciência e mercado.
Além disso, o BH-TEC apresentou o programa Conexões como case no 4º Congresso Latino-Americano de Casos de Open Innovation, reforçando sua expertise na articulação entre startups, grandes empresas e centros de pesquisa.
Marina Carelli representou o programa Conexões no Open Innovation | João Victor Ribeiro/BH-TEC Gabriel Kuryiama, agente de sustentabilidade do Parque, no Fórum Regional Sudeste de Economia de Impacto | BH-TECAna Luiza Canhestro, Head de Inovação do BH-TEC, falou no Hacktown sobre ciência e mercado | Arquivo pessoal
Ao longo dos últimos meses, o Programa Conexões contou com uma rede de mentores que dedicou tempo, conhecimento e experiência para apoiar o desenvolvimento das startups participantes. Cada encontro, oficina e orientação personalizada ajudou a aprimorar estratégias, fortalecer modelos de negócio e ampliar a capacidade de execução das equipes.
A atuação dos mentores foi fundamental para transformar desafios em aprendizados práticos e para fazer o programa acontecer na sua essência: impulsionar soluções inovadoras e preparar as startups para crescer com consistência e impacto.
A seguir, confira os profissionais que contribuíram com mentorias especializadas e os temas trabalhados:
Reunindo os principais representantes dos ecossistemas de impacto de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o Fórum Sudeste foi um marco de aproximação das ações de desenvolvimento sustentável da região sudeste.
Realizado no último sábado (29), o evento contou com palestras, oficinas, mesas redondas e painéis que articularam os setores público e privado, criando a oportunidade de troca de experiências, formando vínculos e expandindo os negócios.
O evento no Espírito Santo contou com a participação de todas as regionais | Fórum Sudeste/Divulgação
O BH-TEC esteve presente no Fórum, representado por Gabriel Kuriyama, especialista de Sustentabilidade No painel Oportunidades, foram mostradas as principais iniciativas realizadas pelo Parque durante o ano, como o Nautilus e o Motirõ.
O fórum buscou consolidar uma visão compartilhada sobre o papel da região Sudeste na economia de impacto | Fórum Sudeste/Divulgação
“Expliquei como os avanços previstos na Enimpacto, que é justamente a política nacional sobre a economia de impacto, têm sido realizados em Minas Gerais e como o BH-TEC tem correspondido a essas metas, esses macro-objetivos. Então, nesse sentido, como esses programas do BH-TEC têm contribuído para esse avanço”, conta Gabriel.
Como separar, onde levar, que dia o caminhão passa, por que descartar seletivamente em vez de só descartar. Muitas perguntas são feitas quando se trata da destinação correta do lixo, o que inclui a coleta seletiva. A postura adequada, no entanto, é simples e as motivações são diversas: de contribuir para um futuro possível a evitar de levar uma multa que pode chegar a R$ 16 mil.
A partir de agora, nesta reportagem, você vai conferir os principais pontos sobre gestão de resíduos e ter as respostas para as suas dúvidas. O conteúdo faz parte do sustenTEC, campanha lançada pelo BH-TEC focada na educação e conscientização ambiental.
A coleta seletiva é a opção que menos impacta o meio ambiente, sendo fundamental para o reaproveitamento de materiais | Rodrigo Clemente/PBH
A coleta de resíduos é fundamental para o funcionamento da cidade – sem essa ação, a sociedade se tornaria insustentável. Em Belo Horizonte, existem algumas modalidades de descarte que podem ser realizadas pela população, entre as quais se destacam a coleta indiferenciada, quando não existe nenhum tipo de separação prévia, e a coleta seletiva, caracterizada pela separação dos resíduos.
O descarte ‘comum’
Para entender melhor, a coleta indiferenciada é a mais convencional, aquela em que todos os resíduos ficam juntos, colocados no saco de lixo e descartados. A SLU (Superintendência de Limpeza Urbana) é a empresa responsável pelo recolhimento desses resíduos realizando a coleta em diferentes dias, dependendo da sua região.
O caminhão passa habitualmente em dois períodos do dia: diurno, das 7h às 8h, e noturno, das 19h às 20h. E aqui já entra um ponto que muita gente não sabe: se você colocar o lixo na rua fora dos horários programados para a coleta rende multa! E a sanção, no caso mais grave, pode chegar a R$ 16 mil.
“Colocar no horário adequado evita que os lixos sejam mexidos ou rasgados, que bicho mexa. Quando chove, corre o risco desses resíduos serem levados pela correnteza. Com o horário sendo respeitado, essa chance de ter resíduo espalhado na via diminui consideravelmente”, explica Kryscia Palhares Napoli Affonso, chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU.
Se em frente ao seu prédio não tem aquela estrutura para colocar o lixo dentro – chamado de suporte fixo -, pode colocar na calçada mesmo.
E se eu trabalho na hora da coleta?
Se você trabalha ou tem algum outro compromisso no período em que o caminhão passa na sua rua, o que fazer? A SLU lançou neste semestre um projeto-piloto justamente para esse público: o plano de descarte de lixo em contêineres.
O objetivo é evitar que os sacos com resíduos fiquem expostos nas calçadas durante o dia. Ao todo, 50 coletores especiais com tampa foram distribuídos em 22 pontos do Hipercentro de Belo Horizonte.
Os contêineres foram adicionados em outubro e já estão disponíveis para o descarte | Rodrigo Clemente/PBH
“A gente detectou que ali era um dos focos onde as pessoas expunham resíduo fora do horário. E aí, na tentativa de coibir esse movimento das pessoas, a gente colocou esses contêineres para que elas disponham e lá acontece a coleta automatizada”, conta Kryscia.
Esses pontos são monitorados por câmeras, para identificar eventuais infrações. O plano da gestão municipal é fazer o teste por cerca de 5 meses e, então, ampliar para outras regiões da cidade.
Bora separar os nossos resíduos?
Embora existam avanços no processo de coleta indiferenciada, todos esses materiais são direcionados para aterros sanitários, gerando gases, que são grandes influenciadores no aumento da temperatura. Além disso, os aterros ocupam grandes áreas verdes, que precisam ser desmatadas para a sua construção.
Visando mais sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente, existe um caminho melhor para o descarte dos resíduos: a coleta seletiva.
Tudo sobre coleta seletiva
A coleta seletiva é caracterizada pela separação prévia de resíduos conforme sua composição, essa composição pode ser separada entre dois grandes grupos: os resíduos perigosos e os não perigosos.
Os resíduos perigosos possuem diversas classificações que variam em seus graus de periculosidade, sendo os mais perigosos gerados, principalmente, na indústria. Em uma definição mais clara, o resíduo perigoso é aquele que apresenta característica tóxica, corrosiva e risco eminente à saúde.
Os materiais mais comuns no cotidiano, como pilhas e baterias, possuem uma adequada para descarte seguro.
As pilhas e baterias também são coletadas em comércios como supermercados | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
“Esses resíduos têm uma logística reversa: ou seja, precisam voltar para essa cadeia que o fabricante iniciou. Tanto a lâmpada quanto a pilha, os próprios fabricantes também têm essa obrigação de receber esses resíduos de volta para dar a destinação correta, reciclagem ou a forma como eles entendem que dá para aproveitar esse resíduo”, relata Kryscia.
A SLU não faz o recolhimento desse tipo de lixo, contudo existem empresas licenciadas para o recolhimento, você pode dar uma olhada clicando aqui.
Um descarte seguro desses materiais evita a contaminação do meio ambiente por metais pesados e tóxicos, preservando, não só da natureza, mas também da saúde humana.
As lâmpadas fluorescentes devem ser descartadas em locais específicos | Tom/Pixabay
Papel, plástico, metal… E os resíduos do dia a dia?
Os resíduos não perigosos são os mais comuns e englobam itens como papéis, papelão, plásticos, metais entre outros. A coleta seletiva é de suma importância para a reciclagem desses materiais.
“Quanto mais resíduos a gente consegue reutilizar ou reciclar, menos lixo – ou rejeito – é enviado para o aterro sanitário e menos impacto é gerado ao meio ambiente. Outro ponto importante é que a coleta seletiva estimula o descarte nos locais corretos, o que evita poluir o meio ambiente. E garante mais higiene”, explica Márcia Sousa, especialista de Sustentabilidade do BH-TEC.
O processo para o descarte começa logo após o consumo: realizar a separação dos produtos e destiná-los de acordo com a lixeira correta. Atualmente, as lixeiras para coleta seletiva no Brasil são separadas por cores:
Azul: papel e papelão
Vermelho: plástico
Amarelo: metal
Verde: vidro
A lixeira preta serve para o descarte de resíduos não recicláveis | João de Moura/BH-TEC
Como reciclar corretamente?
Passo 1: Passar uma água
Para resíduos que entram em contato com a comida, é necessária uma limpeza prévia. Mas o quão limpo é preciso que o material esteja? As embalagens não precisam estar esterilizadas, mas é fundamental uma limpeza básica, como um enxague com água, para a retirada do excesso de comida, óleo ou gordura.
Em caixas de pizza e papéis sujos de molho, a parte engordurada prejudica o processo de reciclagem, entretanto, é possível separar as partes sujas e reciclar somente as partes que não entraram em contato com o alimento.
A limpeza evita a proliferação de bactérias e de outros animais não desejados, além de reduzir os odores nos centros de reciclagem.
Passo 2: Amassar ou dobrar
Tudo separado e limpo, é necessário diminuir o espaço que esses resíduos vão ocupar. Amassar as latinhas e as garrafas e dobrar os papelões já é o suficiente para otimizar o espaço que esses materiais ocupam.
Em relação a materiais cortantes, como cacos de vidro, é necessário uma embalagem que não permita a perfuração, assim evitando acidentes com os coletores. Inclusive, pode-se utilizar garrafas PET para embalar os cacos, sendo necessário a identificação que dentro da garrafa existe material cortante.
Passo 3: Tudo no mesmo saco
Após os processos de separação e preparação do resíduo, é preciso colocar tudo em só um saco, não é preciso organizar em sacos diferentes por tipo de material, pois a separação é feita nas cooperativas onde os resíduos são enviados.
Os catadores são contratados pela SLU e realizam todo o processo, juntamente com o gerenciamento da empresa.
Em Belo Horizonte, existem duas modalidades de coleta seletiva: a porta a porta e a ponto a ponto.
Porta a porta
O processo para o recolhimento é similar à coleta do resíduo indiferenciado. O lixo deve ser colocado na rua no horário adequado e o caminhão faz o recolhimento. A coleta porta a porta ainda é um desafio em Belo Horizonte e é realizado em alguns bairro da capital.
Caminhões percorrem toda a cidade diariamente para garantir o funcionamento de Belo Horizonte | Amira Hissa/PBH
Ponto a ponto
A fim de ampliar o alcance da coleta seletiva, a SLU elaborou os “Pontos Verde”: tratam-se de um lugar específico em que o resíduo selecionado pode ser levado e descartado.
Com mais de 80 Pontos Verde espalhados pela capital, o descarte é um pouco diferente e mais fácil.
O único material que deve ser separado, dentre os recicláveis, é o vidro: para garantir a segurança dos trabalhadores da coleta | Rodrigo Clemente/PBH
Não é preciso embalar o resíduo com sacos plásticos e não há necessidade de seguir um dia ou horário, naqueles que se encontram em locais públicos. Desse jeito, é só inserir os materiais diretamente no contêiner.
O Parque Tecnológico também conta com o Ponto Verde, perto da passarela para a entrada para o prédio institucional. O Ponto Verde é um grande incentivo a coleta seletiva e é uma excelente alternativa para o descarte de maiores volumes.
Vale ressaltar que o Ponto Verde localizado no Parque é destinado especialmente para facilitar o descarte de resíduos produzido no BH-TEC.
“Com o descarte seletivo, garantimos uma maior taxa de reciclagem e reutilização de produtos e embalagens; estimulamos a cadeia da reciclagem; e evitamos o envio para o aterro sanitário. Por exemplo, se eu descartar o papel junto com restos de alimentos, o papel será contaminado e, assim, não poderá ser reciclado”, reforça Márcia, antes de concluir:
“Quando fazemos o descarte não seletivo, estamos jogando “no lixo” os materiais que voltem voltar para a cadeia produtiva”.
Existem planos de expansão para os Pontos Verde, alcançando mais bairros da capital | João de Moura/BH-TEC
O BH-TEC conta com uma grande infraestrutura para o descarte seletivo de resíduos: por toda a expansão, é possível encontrar lixeiras e locais corretos para realizar o descarte. A coleta seletiva, além de influenciar no ambiente de trabalho, também colabora com a saúde da área verde do Parque.
“O estímulo à coleta seletiva incentiva o cuidado com o ambiente, o que é muito importante, pois o Parque tem áreas de mata, com a presença de animais silvestres que podem ser impactados pela poluição, em caso de descartes incorretos de resíduos”, conta a especialista de Sustentabilidade do BH-TEC.
Resíduos perigosos no BH-TEC
Todos os resíduos gerados são de responsabilidade dos respectivos geradores – inclusive, ou especialmente, em relação ao perigosos.
A coleta seletiva é um passo importante para uma sociedade mais sustentável, mas isso não pode ficar só dentro do Parque. A continuação das boas práticas realizadas no BH-TEC é vital para uma cidade mais limpa e renovável – preservando, assim, o meio ambiente.
Com mais de 212 horas de atividades, 600 conexões geradas e 98 diagnósticos estratégicos realizados, o Programa Conexões 2025 encerra hoje, 26, sua jornada impulsionando o crescimento de 20 startups de base tecnológica em Minas Gerais.
O encontro promovido pelo BH-TEC e Sebrae Minas fechou com chave de ouro a edição 2025 do Conexões: um ciclo que combinou acompanhamento individualizado, eventos coletivos, mentorias, produção de conteúdos e oportunidades estratégicas para fortalecer negócios inovadores no estado.
Encontros promoveram a troca de experiências entre empreendedores | Ana Belo e João Moura/BH-TEC
Ao longo de cinco meses, as startups participantes vivenciaram uma trilha intensa de desenvolvimento, marcada por aprofundamento técnico, expansão de rede e avanços concretos em múltiplas frentes do negócio.
Uma jornada para impulsionar startups maduras em Minas Gerais
Entre julho e novembro de 2025, o Programa Conexões estruturou um percurso robusto para apoiar o crescimento contínuo de startups de base tecnológica no estado. A jornada começou com um diagnóstico aprofundado conduzido por especialistas. Ao todo, foram 98 diagnósticos estratégicos e 73 horas de reuniões, permitindo mapear desafios, identificar potenciais de alavancagem e orientar decisões críticas de cada negócio.
Trocas entre empreendedores estimularam o desenvolvimento das empresas | Ana Belo/BH-TEC
Na etapa seguinte, cada startup construiu um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), evoluindo em encontros regulares com a equipe do BH-TEC. Foram 20 PDIs desenvolvidos e 67 horas de acompanhamento, garantindo clareza de prioridades, orientação prática e evolução contínua.
Atividades coletivas, mentorias e conexões que aceleraram resultados
Além do acompanhamento individual, o programa promoveu experiências coletivas que ampliaram visão, fortaleceram competências e estimularam trocas estratégicas entre empreendedores. Ao longo da edição, foram:
39 horas de eventos coletivos
32 mentorias especializadas
6 eventos online
5 encontros presenciais
Mais de 600 conexões geradas
2 e-books compartilhados
Roda de conversa do programa Conexões, no P7 Criativo | João Moura/BH-TEC
Os eventos abordaram temas essenciais para negócios em expansão, como:
Funil de vendas
Pesquisa de mercado
Vendas para o governo
Propriedade intelectual e proteção de marcas
Experiência do cliente e reconhecimento de marca
Planejamento e comunicação
Estratégia e gestão de produto
Negociação
Cultura e maturidade organizacional
Conectividade 5G/6G e IA nas organizações
O programa também realizou uma Rodada de Oportunidades com mais de 70 conversas estratégicas entre startups e instituições convidadas — distribuídas entre Organizações Públicas (45%), Inovação e Propriedade Intelectual (30%) e Indústria/Infraestrutura (25%). Entre os convidados estiveram Copasa, Cemig, Prefeitura de Sabará, Belotur, AcelorMittal, FCJ, entre outros.
Apoio especializado e discussão profunda dos desafios das empresas
O Conexões contou com o envolvimento de 37 parceiros e mentores, incluindo nomes de instituições como iFood, Sympla, UFMG, Cemig, Belotur, FCJ e Hospital das Clínicas.
No acompanhamento individual, os temas mais trabalhados foram:
100% das startups construíram planos de ação concretos
14 empresas avançaram em estruturação comercial
12 discutiram propriedade intelectual e proteção
8 trabalharam gestão financeira e captação
7 evoluíram em estratégia de produto
100% ampliaram suas redes de contato estratégicas
A abordagem do programa proporcionou discussões profundas e personalizadas, criando um espaço de reflexão estratégica e planejamento de próximos passos com impacto direto no desenvolvimento dos negócios.
Visibilidade e fortalecimento de marca para as participantes
Além disso, cada startup recebeu um pacote completo de comunicação, com produção de um vídeo institucional e uma matéria aprofundada sobre sua trajetória, solução e impacto.
O conteúdo foi publicado nos canais oficiais do BH-TEC, em coautoria com as empresas, gerando maior engajamento, fortalecendo autoridade e ampliando a visibilidade das soluções no ecossistema.
Encerramento celebra conexões, aprendizados e avanços concretos
O evento de encerramento reuniu as startups para uma roda de conversa sobre aprendizados, desafios e transformações vivenciadas ao longo da jornada. O momento reforçou o caráter colaborativo que marcou toda a edição.
Depois, representantes do Sebrae Minas e do BH-TEC deram as boas-vindas e reforçaram o papel estratégico do Conexões no fortalecimento de negócios inovadores em Minas Gerais.
Palestra sobre IA com Hammer Lage
A tarde contou com a participação de Hammer Lage (DTI Digital), com a palestra “AI readiness: Effectiveness AI adoption”, destacando como organizações podem se estruturar para incorporar inteligência artificial de forma eficaz em suas rotinas de trabalho.
Hammer compartilhou aprendizados de sua atuação em empresas como Localiza, Banco Inter, Itaú, MRV, Vale, VLI, Fiat e Landor, trazendo insights práticos para quem busca integrar IA ao negócio com impacto real.
Hora da premiação
Durante o evento, foram apresentados os principais resultados do programa e realizadas as premiações das startups que se destacaram em três categorias:
Startups receberam placas e troféus | Ana Belo/BH-TEC
Equipe mais colaborativa: Lici Govtech
Engajamento e participação: Interact Place
Startup destaque em conexões: Biolevel
O reconhecimento reforçou não apenas o desempenho individual das empresas, mas também seu impacto coletivo na construção de um ambiente de colaboração, engajamento e geração de oportunidades.
Happy Hour encerra a edição 2025
A edição terminou com um happy hour no hall do BH-TEC, celebrando as conquistas do programa e fortalecendo os laços construídos ao longo dos últimos meses.
Com os olhos voltados para o agronegócio, um dos maiores pilares da economia brasileira, a NextBio busca fomentar uma nova geração de bioinsumos através das bactérias presentes no meio ambiente, análises de moléculas e a análise de genes.
A empresa é uma das participantes do Conexões, programa pioneiro de pós-aceleração do BH-TEC com o Sebrae Minas.
Os bioinsumos são capazes de controlar pragas, nutrir e estimular o crescimento das plantações | NextBio/Divulgação
Parceria inovadora
Buscando aperfeiçoar as técnicas aplicadas na criação de bioinsumos, a Prospecta Bio, startup fundada em 2021 pela CEO Lídia Fiuza, se juntou à Ion Medicine em uma joint venture (acordo de colaboração entre duas ou mais empresas para realizar um projeto ou negócio específico, mantendo suas identidades separadas), formando a NextBio.
“Ganhamos o primeiro lugar na FINEP para o programa deles do agro e aí a Ion Medicine chegou conosco depois desse projeto. Então a gente começou a se desenvolver ali, porque a gente tem um acervo microbiano, a gente tem know-how em formulações e eles têm um know-how em metabolômica”, conta Francys Vilella, consultora e pesquisadora da NextBio.
Com a carreira construída com os olhos na agricultura, as pesquisadoras perceberam a importância da atividade para a sociedade. Visando contribuir na área, a NextBio reúne experiência e tecnologia em favor do meio ambiente.
Com análise microbiológica aprofundada, a NextBio produz formulações que fogem dos padrões convencionais, alcançando mais benefícios e maior eficácia na aplicação do produto | NextBio/Divulgação
“A NextBio é uma visão de futuro. A gente entende que o futuro dos insumos caminha para a exploração de metabólitos em formulações diferenciadas, customizadas e exclusivas. É isso que a NextBio busca desenvolver”, completa Francys.
Com grande experiência na área, a empresa conta com uma equipe de pesquisadores, biólogos e agrônomos; permitindo que os desenvolvimentos sejam cada vez mais aprimorados.
A natureza cuidando da natureza
“Temos muitos testes para estresse hídrico, nosso objetivo principal na NextBio. Então, ambientalmente falando, a gente pode conseguir uma redução na aplicação de água via pivô, por exemplo, em áreas irrigadas”, explica Diounéia Berlitz, sócia e bióloga da NextBio.
A aplicação da solução contribui para o crescimento mais saudável das plantas, visto que a solução estabiliza a quantidade de água absorvida pelo vegetal. Além disso, a tecnologia possui uma vida útil maior, permanecendo mais tempo no solo, prolongando o efeito e contribuindo para a saúde da lavoura.
O bioinsumo, além de trazer vantagens ambientais, é mais seguro para aplicação quando comparado aos insumos químicos. Dessa maneira, o desenvolvimento é mais sustentável e saudável durante todo percurso | NextBio/Divulgação
“A formulação tem uma durabilidade maior, a gente chama de shelf life, a partir do momento que tenho aquela formulação, eu tenho uma estabilidade dessa formulação por mais tempo, que seria uma característica dessa nova geração de bioinsumos agrícolas”, relata Diounéia
Ligados diretamente à agricultura sustentável, a solução da NextBio é composta a partir da própria biodiversidade brasileira. Assim, a empresa confirma seu grande apelo à responsabilidade socioeconômica e ambiental.
“Os produtos são totalmente inofensivos ao meio ambiente, não são tóxicos, são testados numa gama grande de outros organismos, desde minhocas até abelhas e crustáceos. Então, os insumos são ambientalmente amigáveis”, completa Diouneia.
Conectar para impulsionar
A NextBio é uma das empresas participantes do Conexões, programa de pós-acelaração promovido pelo BH-TEC em colaboração do Sebrae Minas. Francys e Diounéia enxergam o Conexões como peça importante para o crescimento da empresa.
Diounéia Berlitz e Francys Vilella na roda de conversas no Conexões | Ana Belo/BH-TEC
“Participar do programa nos desafia a realmente tirar a ideia do papel e colocar em prática, Os programas de mentoria e os encontros nos desafiam a pensar e organizar, mas ao mesmo tempo, o programa tem nos dado suporte que a gente precisa”, conta Francys.
“O Conexões, realmente, conecta outras experiências; acho que esse é o diferencial do programa, que é trazer algo mais aplicado, já trazer essa conversa com possíveis investidores. Achei muito bacana, muito importante”, completa Diounéia.
O Programa Conexões chega à etapa final com uma palestra gratuita que promete ampliar o debate sobre um dos temas mais estratégicos para o futuro dos negócios: Como as empresas podem se preparar para incorporar Inteligência Artificial de forma eficiente, consciente e verdadeiramente transformadora. O encontro será realizado nesta quarta-feira (26), às 16h, no Auditório do BH-TEC.
A conversa será conduzida por Hammer Lage, executivo com mais de 15 anos de experiência em tecnologia, criação de soluções digitais e liderança de equipes de alta performance.
Head de Tecnologia na DTI Digital, Hammer já liderou projetos de transformação para organizações como Localiza, Banco Inter, Itaú, MRV, VALE, Fiat, além de atuar junto a órgãos públicos e indústrias de diversos portes.
Ao longo da palestra, o especialista abordará os principais pilares necessários para que empresas consigam estruturar sua jornada de adoção de IA, desde a preparação de processos e equipes até a criação de bases sólidas para que a tecnologia gere ganhos reais.
Conexões
O encontro marca o encerramento oficial do Programa Conexões, iniciativa que, ao longo do ano, promoveu atividades de capacitação, integração e desenvolvimento para startups, parceiros e comunidade empreendedora. A palestra é aberta ao público e representa uma oportunidade para ampliar repertório, fortalecer redes e discutir caminhos para o uso estratégico da Inteligência Artificial.
A palestra é gratuita, mas as vagas são limitadas, então é necessário retirar os ingressos no Sympla!
Anote aí!
Data: 26/11 (quarta-feira) Horário: 16h Local: Auditório do BH-TEC – Rua Professor José Vieira de Mendonça, 770 – Engenho Nogueira, Belo Horizonte
Criada a partir de uma necessidade real dentro de uma transportadora, a kan.guru nasceu com o objetivo de digitalizar processos e ampliar a eficiência da logística rodoviária. A ideia surgiu em 2017 e, três anos depois, ganhou vida como uma empresa independente.
“Nosso propósito é dar previsibilidade para quem trabalha com logística. A kan.guru coloca todas as etapas da operação ao alcance do olhar, permitindo decisões mais rápidas e embasadas”, explica Bruno Andrade, CEO e cofundador da empresa, que tem mais de 25 anos de experiência no setor e já atuou como professor.
O desenvolvimento da plataforma foi marcado por um forte componente prático: a vivência dentro da própria transportadora permitiu criar uma ferramenta capaz de atender diferentes perfis de operação.
“Não havia ferramentas que integrassem todas as etapas da gestão logística. Então, decidimos construir o produto internamente. Isso nos deu um laboratório riquíssimo para desenvolver uma solução completa e versátil, considerando diferentes necessidades do setor”, conta Bruno.
Empresa desenvolveu solução ideal para o setor de logística | kan.guru/Divulgação
Desde então, a empresa consolidou um sistema robusto que permite gestão em tempo real de cargas, viagens e entregas, reunindo informações sobre pedidos, motoristas, caminhões, notas fiscais e ocorrências operacionais. O resultado é uma plataforma que conecta os elos da cadeia e transforma dados em decisões.
Conheça agora a história da kan.guru, uma das empresas do Conexões, programa pioneiro de pós-aceleração em Minas Gerais criado pelo BH-TEC e executado, nesta edição, em parceria com Sebrae Minas.
Tecnologia e inteligência de dados
A kan.guru aposta em flexibilidade e rapidez de integração com diferentes sistemas. Hoje, a empresa coleta mais de 2 milhões de registros diários de localização de caminhões, que alimentam um grande banco de dados sobre o comportamento e a performance das operações.
Essas informações agregam valor adicional a clientes e parceiros. “Com base nas rotas e trajetos registrados, conseguimos estudar padrões de comportamento, eficiência e até impactos ambientais, como emissões de carbono”, explica o CEO.
O CEO da empresa, Bruno Andrade, acumula mais de 25 anos de experiência no setor | Ana Belo/BH-TEC
A equipe atual reúne cerca de 20 colaboradores diretos, distribuídos entre áreas como tecnologia, desenvolvimento, comercial e marketing.
Escalada de crescimento e impacto
Com produtos maduros e testados, a kan.guru vive o momento de escala e consolidação. “Eu diria que, em 2026, a kan.guru já não dependerá mais de investidores. Será o ano em que passaremos a andar com as próprias pernas, para nos sustentarmos por conta própria e conquistarmos novos contratos. E, em 2027, gerar ainda mais resultados”.
Além de eficiência operacional, a empresa mira impacto para os motoristas. Um dos objetivos é facilitar o acesso de condutores autônomos a crédito, planos de saúde e outros serviços e produtos, com base nos dados coletados pela plataforma.
Equipe participa de oficinas no programa Conexões para alcançar os objetivos para os próximos anos | Ana Belo/BH-TEC
Outro foco é a redução das emissões de carbono, por meio da otimização de rotas e melhor aproveitamento dos recursos de transporte.
Aprendizado e conexões que impulsionam
A jornada da kan.guru no programa Conexões reforçou a importância da troca e do amadurecimento estratégico.
“Foi uma surpresa muito feliz termos sido selecionados. Todas as interações e mentorias têm muita utilidade. Falar sobre nós mesmos nos ajuda a organizar melhor as nossas ideias. E ouvir outros profissionais, com experiências diversas, é bem agregador”, destaca Bruno.
kan.guru se prepara para um marco: em 2026, pretende caminhar sem investimentos | Ana Belo/BH-TEC
Para Rafael Bernardino, auxiliar da área comercial da empresa, o programa também auxiliou na comunicação.
“Percebemos que às vezes explicávamos o negócio da kan.guru de forma mais complexa do que o necessário. Tem sido muito rico em termos de aprendizado. Descobrimos que podemos otimizar o que a gente já entrega”, afirma.
O debate reuniu representantes da academia, setor produtivo e instituições de fomento para discutir como a colaboração entre diferentes atores acelera o desenvolvimento de soluções socioambientais.
Crocco destacou que o painel permitiu uma troca de perspectivas complementares sobre o modelo de tríplice hélice: “Foi um debate interessante, com pontos de vista distintos: a visão da universidade, o ponto de vista do Estado e eu trazendo a visão de um parque tecnológico.”
Diálogos sobre cooperação, inovação e sustentabilidade
Moderado por Rafael Vieira, o painel debateu o papel estratégico da integração entre universidade, setor produtivo e governo diante dos desafios da sustentabilidade. Além de Crocco, participaram:
Bruno Araújo Oliveira, secretário executivo de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais
Gesil Sampaio Amarante Segundo, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UESC e presidente do Parque Cientifico e Tecnológico do Sul da Bahia
“A minha intervenção foi no sentido de mostrar que o conceito de tríplice hélice implica em ambientes tecnológicos — parques tecnológicos, incubadoras — onde o setor produtivo, o Estado e a universidade, em conjunto, motivam a inovação e a transferência de conhecimento”, destaca o CEO do BH-TEC.
Evento reuniu representantes de diversas instituições | PPGITUFMG/Divulgação
Os participantes destacaram a tríplice hélice como um modelo essencial para acelerar a inovação, fortalecer a competitividade nacional e gerar soluções socioambientais de impacto. A conversa abordou ainda:
Como transformar pesquisa acadêmica em inovação aplicada capaz de gerar retorno social e econômico
A atuação dos parques tecnológicos como catalisadores de parcerias estratégicas e ambientes de teste para novas tecnologias
A importância da governança e das políticas públicas — incluindo instituições de fomento como a CAPES — para sustentar essa integração
Estratégias de cooperação entre universidades e empresas para impulsionar a transição sustentável
Ao comentar sobre governança, Crocco reforçou um ponto central de sua fala: “Para ser uma hélice, nenhum dos três tem que ter um poder maior sobre os outros. A governança deve ser tal que os três tenham participação real na construção do ambiente de inovação.”
Ele ressaltou, ainda, que essa dinâmica exige diálogo constante: “O conceito de tríplice hélice impõe a necessidade de uma negociação permanente entre os parceiros, entendendo seus movimentos e interesses e assumindo juntos o ambiente de inovação como instrumento de suas políticas.”
O painel se consolidou como um espaço de diálogo plural, marcado pela troca de experiências, identificação de sinergias e pela busca de novas formas de colaboração que ampliem o alcance da sustentabilidade por meio da inovação.
Sobre o SIITPG
O SIITPG – Seminário Internacional em Inovação Tecnológica na Pós-Graduação surgiu como evolução do WorkIT, tradicional evento do Programa de Pós-Graduação em Inovação Tecnológica (PPGIT) da UFMG.
Com sua ampliação para um formato internacional e interdisciplinar, o seminário reforça o compromisso da UFMG em integrar ciência, tecnologia e inovação em prol do desenvolvimento sustentável e da competitividade global.
Voltado aos desafios contemporâneos, como transformação digital, sustentabilidade e neoindustrialização, SIITPG reúne academia, setor produtivo e governo com o objetivo de fomentar soluções inovadoras com impacto real na sociedade.
Consolidado como um espaço de troca de experiências, formação de redes e disseminação de boas práticas, o evento reafirma o protagonismo da UFMG no ecossistema nacional e internacional de inovação.
Transformar dados em estratégia e resiliência em resultado. Essa é a essência da Dunning, empresa que desenvolve soluções de inteligência artificial para automação de crédito e cobrança. A startup, fundada por Esdras Eler em 2015, nasceu da vontade de transformar um experimento promissor em uma plataforma capaz de gerar valor real para empresas – e se consolidou como exemplo de persistência, inovação e visão de futuro.
Mais do que uma plataforma tecnológica, a Dunning representa a trajetória de quem acreditou no poder da tecnologia e da inteligência artificial para simplificar a relação entre empresas e clientes, trazendo mais eficiência e previsibilidade aos processos financeiros.
“A Dunning surgiu quando percebemos que os algoritmos que estavam sendo desenvolvidos tinham potencial para virar um negócio real. Eu queria transformar aquilo em algo maior”, conta Esdras.
A empresa é uma das participantes do Conexões, pioneiro programa de pós-aceleração em Minas Gerais criado e executado pelo BH-TEC – e, nesta edição coordenado em parceria com o Sebrae Minas.
Conheça agora a história da Dunning!
De uma oportunidade à criação de um novo negócio
A ideia que deu origem à Dunning surgiu quando Esdras trabalhava em uma das primeiras aceleradoras de startups de Belo Horizonte, entre 2012 e 2015. Durante o acompanhamento de um dos projetos acelerados, ele percebeu algo que despertou sua atenção: o uso de algoritmos de inteligência artificial para identificar padrões de pagamento de consumidores e dados financeiros.
Esdras apresenta a Dunning no Programa Conexões, do BH-TEC | Ana Belo/BH-TEC
“Eu olhei para aquilo e pensei: isso é muito interessante, dá pra transformar essa aplicação em um negócio. Eu quero fazer parte disso”, relembra.
Algum tempo depois, Esdras decidiu fundar a Dunning ao lado de dois sócios, Bruno e Breno, com o propósito de levar inteligência e automação ao setor financeiro. O primeiro desafio foi transformar a ideia em produto, algo que, embora nascido de um contexto de consultoria e aceleração, exigia desenvolvimento técnico e validação de mercado.
No ano seguinte, a Dunning conquistou o primeiro cliente, que, segundo Esdras, continua com a empresa até hoje. “Ele acreditou muito no início, quando tudo ainda era um teste. Já são quase dez anos de parceria”, diz, com orgulho.
Os desafios e a virada
Apesar do início promissor, os anos seguintes foram marcados por dificuldades. Entre 2016 e 2019, a empresa enfrentou obstáculos para crescer comercialmente. “A gente tinha um produto em que acreditava, mas não conseguia emplacar novos clientes”, explica o fundador.
Foram anos de tentativa, participação em programas de aceleração e muita resiliência.
Em meio às turbulências, os outros dois sócios deixaram o negócio. Em 2021, após a pandemia, Esdras se viu sozinho à frente da empresa, e foi justamente esse momento que marcou um novo começo.
“Costumo dizer que 2021 foi o segundo nascimento da Dunning. Eu decidi continuar, mesmo sozinho, porque acreditava no que tínhamos construído”, afirma.
Com determinação e visão estratégica, ele conseguiu retomar o crescimento e reposicionar a empresa no mercado. Durante a pandemia, a digitalização dos processos financeiros abriu novas oportunidades, e a Dunning passou a crescer em torno de 100% ao ano.
A solução: Automação inteligente
Interface do software da Dunning | Dunning/Divulgação
A Dunning desenvolveu uma plataforma completa para automação da gestão de crédito e cobrança, desenhada para ajudar empresas a reduzir inadimplência, melhorar o relacionamento com seus clientes e tornar o processo de cobrança mais inteligente.
A solução é estruturada em 3 pilares principais, que se integram para oferecer uma visão completa do ciclo financeiro:
Análise de crédito – Avalia a capacidade de pagamento do cliente a partir de múltiplas fontes de dados e modelos preditivos de risco
Monitoramento de comportamento de pagamento – Utiliza inteligência artificial para acompanhar o histórico de pagamentos e identificar desvios que podem indicar risco de inadimplência. Quando o sistema detecta padrões preocupantes, emite alertas preventivos
Cobrança automatizada – Gera ações personalizadas conforme o perfil e o comportamento do cliente, utilizando IA generativa para criar agentes que interagem automaticamente com consumidores e conduzem negociações de forma empática e eficiente
“Nosso diferencial está em antecipar problemas. A plataforma não espera a inadimplência acontecer: ela detecta os sinais e ajuda a agir antes”, explica Esdras.
Atualmente, a empresa atende principalmente médias empresas dos setores de construção civil, planos de saúde e educação, com cerca de 50 clientes ativos em todo o país.
Novos horizontes
Participar do Programa Conexões, do BH-TEC, tem sido uma experiência marcante para o CEO. Esdras destaca a qualidade das mentorias e diagnósticos oferecidos.
Rodada de oportunidades do Programa Conexões | Ana Belo/BH-TEC
“O conteúdo tem sido muito positivo. As mentorias coletivas e o diagnóstico trouxeram visões práticas e valiosas sobre o nosso negócio”, avalia.
O próximo passo da Dunning é fortalecer o time técnico e buscar investimento para expandir a operação. E, se depender da determinação de Esdras, essa nova fase promete ser tão transformadora quanto o próprio início da empresa.
Uma transição climática justa, construída por estratégias que integrem inovação, ciência e inclusão social. Essa foi a tônica da participação do CEO do BH-TEC, Marco Crocco, como palestrante da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém (PA). O debate foi exibido no Pavilhão de Ciências Planetárias, espaço da Presidência da COP dedicado a colocar a ciência no centro da agenda climática global.
O painel, transmitido ao vivo em formato híbrido, reuniu também Penelope Hawkins (UNCTAD) e Gary Arthur Dymski (Universidade de Leeds), sob a moderação de Luana Maia (Nature Finance). Juntos, os convidados discutiram caminhos para ampliar o financiamento de ações de mitigação e adaptação climática, com foco na equidade e na viabilidade econômica da transição.
Financiamento justo e inclusivo
Crocco destacou, durante a fala no evento internacional, a importância de pensar o financiamento climático não apenas em termos de volume de recursos, mas também de estruturas e mecanismos que garantam acesso equitativo entre países e regiões.
“O debate sobre financiamento da transição climática precisa ir além da origem dos recursos. É preciso refletir sobre como eles são distribuídos e sob quais condições. Se forem estruturados apenas como empréstimos, podem comprometer orçamentos e ampliar desigualdades. A transição precisa ser, antes de tudo, justa”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que as estratégias de sustentabilidade devem ser acompanhadas de modelos de desenvolvimento regional que integrem inovação, ciência e inclusão social: princípios que também orientam a atuação do BH-TEC.
Os participantes também reforçaram que o enfrentamento das mudanças climáticas depende de uma forte integração entre ciência, políticas públicas e financiamento internacional.
O papel do BH-TEC nas agendas globais
A presença do BH-TEC na COP30 reforça o compromisso em conectar inovação, sustentabilidade e desenvolvimento socioeconômico. O papel de instituições como parques tecnológicos, segundo Crocco, é justamente o de criar pontes entre conhecimento científico, setor produtivo e políticas públicas, contribuindo para que soluções sustentáveis se tornem realidade.
“Participar desse diálogo global é também uma forma de reafirmar o papel do BH-TEC como um agente de transformação, que promove conexões e estimula a inovação voltada à sustentabilidade”, destacou.
A ciência no centro da COP30
O Pavilhão de Ciências Planetárias, onde ocorreu o painel, é uma das principais iniciativas da Presidência da COP30. O espaço busca aproximar a ciência das negociações climáticas, promovendo um diálogo aberto entre pesquisadores, formuladores de políticas, lideranças indígenas e a sociedade civil.
Ao longo da conferência, o pavilhão se consolidou como um dos palcos mais relevantes para o debate sobre como o conhecimento científico pode orientar a transição ecológica e garantir decisões baseadas em evidências.
Com a convicção de que não há um futuro viável sem tecnologia, inovação e sustentabilidade, o BH-TEC lança uma nova campanha focada na educação e conscientização ambiental: o sustenTEC!
A campanha vai abordar temas diversos – de gestão de resíduos a respeitos e cuidados com a fauna silvestre – em formatos diversos. Reportagens, vídeos, ações internas e externas fazem parte do rol do sustenTEC.
Trilha feita pela equipe de sustentabilidade do BH-TEC para reconhecimento das áreas de preservação do Parque | BH-TEC
“A campanha começará com uma abordagem interna, estimulando práticas sustentáveis dentro do BH-TEC, mas que a pessoa pode levar pra vida, fortalecendo essa cultura e responsabilidade socioambiental”, afirma Camila Viana, Head de Sustentabilidade do Parque Tecnológico.
Informação e mobilização
Uma conduta sustentável pode parecer complexa em um primeiro momento, mas a campanha tem o objetivo de desmistificar essa ideia, com ações práticas para a preservação do Parque, da cidade e do meio ambiente.
“O objetivo é conectar o BH-TEC e a sociedade com as práticas sustentáveis. Para isso, criamos um mascote e, desde a concepção até o nome dele, fizemos em votações com o público do Parque”, reforça o coordenador de Comunicação do BH-TEC, Thiago Ricci.
Em duas votações distintas, foram definidos o animal inspiração para o mascote e o nome. Presença constante – e querida, jacu foi escolhido e o nome definido foi JacuTEC, uma alusão ao nome BH-TEC.
“O sustenTEC será importante para trazermos mais informações sobre o que é essa área de preservação dentro do BH-TEC, um Parque que reúne inovações de última geração e biodiversidade riquíssima”, complementa Camila Viana.
Uma plataforma inédita para reunir – e impulsionar – os empreendimentos de impacto socioambientais e climáticos de todo o Brasil. Esse é o Portal Impacta Brasil, lançado oficialmente hoje (13) durante a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Belém, no Pará. A iniciativa do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) contou com a participação do BH-TEC.
O portal tem como objetivo levar visibilidade a empreendimentos listados em bases existentes e ampliar conexões com investidores e fundos verdes, além de integrar uma das ações da Estratégia Nacional de Economia de Impacto, que tem entre seus principais objetivos a ampliação de oferta de capital e incentivo a negócios com propósitos socioambientais positivos.
Dos 484 empreendimentos inscritos, 334 com foco em negócios com soluções climáticas foram selecionados para serem apresentados durante o evento internacional.
“As startups inscritas na plataforma foram validadas por parceiros e apoiadores do portal, e o BH-TEC foi convidado para essa banca. Então, mandamos uma lista de startups e indicamos algumas para participar do Portal Impacta Brasil”, contextualiza Camila Viana, Head de Sustentabilidade do Parque Tecnológico de Belo Horizonte.
O Parque Tecnológico é um dos articuladores nacionais dos negócios de impacto socioambiental | MDIC/Divulgação
Iniciativa de peso
Os negócios validados foram escolhidos pelas características inovadoras e por estarem alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às metas das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
A seleção contempla setores-chaves para o enfrentamento da crise climática, como florestas e uso do solo; agropecuária e sistemas alimentares; água e saneamento; energia e biocombustíveis; logística e mobilidade; indústria; gestão de resíduos; e finanças.
Entre as funcionalidades do portal, se destacam:
Mapeamento de oportunidades: acesso público a inciativas e negócios com potencial de impacto positivo e retorno financeiro
Busca por tese: ferramentas de filtro que permitem ao investidor localizar projetos alinhados com sua estratégia ESG ou tese de impacto
Integração com bases externas: as soluções apresentadas integram bases confiáveis e especializadas do ecossistema
Curadoria local com alcance global: desenvolvido em colaboração com atores-chave do ecossistema de impacto no Brasil, possui linguagem e visão voltadas ao investidor global
Instrumento dinâmico com interface com várias iniciativas: além de reunir em um só lugar empreendimentos destacados por organizações intermediárias do setor, o Portal dialoga com ações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e com plataformas como o Cadastro Nacional de Empreendimentos de Impacto (Cadimpacto) e o Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto)
O MDIC planeja abrir novas seleções para a plataforma em 2026, com outras lentes e temáticas, de modo a alimentar um verdadeiro ecossistema com o maior número de negócios de impacto positivo consolidados.
A plataforma conta ainda com a correalização da Aliança pelo Impacto e da Climate Ventures, além de parcerias técnicas da Caixa Econômica Federal, Apex Brasil, BNDES, Sebrae, Quintessa e Impact Hub.
Com a Comunicação do MDIC
Uma solução personalizada de acordo com o problema! Em uma era de produtos sob demandas, essa é a especialidade da MM Sol. A empresa desenvolveu expertise em vencer desafios com eficiência, sempre com a entrega de soluções completas.
A MM Sol é uma das participantes do Conexões, pioneiro programa de pós-aceleração em Minas Gerais. A partir de agora, você conhece a história da empresa nesta reportagem especial.
Descoberta do empreendedorismo
Com formação na Escola Técnica de Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí, Matheus Mendonça, CEO da MM Sol, trabalhou durante desenvolvendo produtos, como tags e RFID (tecnologia que usa ondas de rádio para identificar objetos automaticamente), na indústria. Quando conheceu a sua esposa, Eliana Carla Mendonça, o empresário atualizou a própria visão em relação ao empreendedorismo.
“Eu trabalhava em uma empresa CLT e, quando conheci a minha atual esposa, ela era vidraceira. Eu já era gerente de uma empresa grande de tecnologia, ela com uma vidraçaria pequenininha, vidraçaria de bairro. Eu pensava assim, ‘ela deve ganhar pouco, né?’ Na verdade, ela ganhava três, quatro vezes mais do que eu. Aí me acendeu a lanterna, o empreendedorismo vale muito a pena”, conta.
Ao realizar consultorias individualizadas, a MMSol consegue atender os compradores com mais assertividade | MM Sol/Divulgação
Logo após esse insight, Matheus decidiu sair da empresa onde trabalhava e abriu o seu próprio negócio, focado no desenvolvimento de equipamentos médicos. A empresa durou cerca de 5 anos, quando foi vendida.
“Vendemos a empresa para um grande investidor, que em tese nos contrataria, terminaria o projeto e ainda nos daria royalties. Só que na prática ele entrou em recuperação judicial, engavetou o projeto e dissolveu a empresa”.
Momento decisivo
De volta ao mercado, Matheus encontrou dificuldade de se adequar à antiga carreira industrial após o período como empreendedor. Em 2019, abriu a MM Sol para participar do Programa Startup Industrial, da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).
Quatro anos depois, em 2023, o divisor de águas: a participação no SEED, programa de aceleração de startups. Matheus Mendonça dedicou 100% do tempo à empresa e conseguiu ser aprovado no Hub Gov MG, o que viabilizou o maior projeto em realização pela MM Sol.
“Com a aprovação, consegui montar uma equipe e, dessa forma, demos mais volume a produção”, ressalta.
Solução especializada
Depois da aprovação no Hub, a MM Sol desenvolveu para a SEAPA (Secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o AgroVision, ferramenta que facilita a coleta de dados de forma automatizada.
A ferramenta gera relatórios precisos, otimizando o tempo dedicado ao recolhimento de dados | MM Sol/Divulgação
“O AgroVision coleta dados de fontes pré-determinadas, faz a tipagem do banco de dados e gera relatórios automáticos, gerando eficiência e economia de tempo. Hoje, a SEAPA tem 12 pessoas que ficam o ano inteiro, 95% do tempo delas, fazendo relatórios em Excel, PowerPoint, Word”, explica Matheus antes de completar:
“A ferramenta reduz o trabalho para uma pessoa e com acurácia. Esses relatórios manuais possuem margem de erros – e a nossa ferramenta não. Se ela entender que tem um erro, não vai gerar relatório”.
Utilizando o Design Ágil, a ferramenta é desenvolvida com grande colaboração do contratante, justamente para atender os clientes da melhor maneira. A plataforma desenvolvida pela MM Sol, AgroVision, é pioneira na coleta e automatização de relatórios detalhados.
Erradicando problemas
Além de soluções tecnológicas, a empresa também realiza a instalação de sistemas de energia solar. Em colaboração com o IDENE (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais) a MM Sol instalou bombas de captação de água em poços artesianos no norte de Minas.
A instalação gerou grande impacto aos moradores da região, solucionando um problema constante.
O painel solar instalado pela empresa fornece a energia necessária para o bombeamento da água: o poço atende cerca de 12 famílias | MM Sol/Divulgação
“Acontecia briga de facão porque a conta de energia era paga coletivamente. Dava R$ 30 para cada família, mas, quando uma família não pagava, acabava faltando. É pouco, mas tem que pagar, às vezes R$ 30 faz falta para uma família carente. Então, saber que o sol está pagando essa conta para eles, que eles não precisam mais pagar, é bem bacana”
Conectar para criar oportunidades
A empresa busca agora mais estabilidade e crescimento com um contrato de maior escala. A ideia é que, assim, aumente o fluxo de caixa e, consequentemente, expanda a empresa.
“Se conseguimos acertar um contrato grande, vamos ter previsão de crescimento daí por diante. Então, eu e minha equipe trabalhamos muito, como já estamos fazendo, para conseguir acertar um contrato de fornecimento, ou de produto, ou de serviço, mas em volume maior”
Matheus avalia os encontros do Conexões sendo fundamentais para network | Ana Belo/BH-TEC
Matheus enxerga no programa Conexões a oportunidade para criar vínculos com grandes empresas e alavancar os projeto da MM Sol.
“Hoje o maior desafio é ter um fluxo de caixa consistente. Esse foi o motivo de termos entrado no Conexões. O programa nos conecta com empresas grandes. Estamos criando mais vínculos e está sendo excelente a nossa participação”, finaliza.
Você já pensou na comunicação como ferramenta de posicionamento e fortalecimento institucional?
Esse é o tema do primeiro Webinar Tem Base!, que acontece nesta sexta-feira (14).
Com o tema “Visibilidade Estratégica: o papel da comunicação no desenvolvimento dos laboratórios”, o encontro reúne Samantha Mapa, Thiago Ricci e mediação de Patrícia Giudice.
A conversa destaca como a comunicação pode impulsionar reconhecimento, cooperação e sustentabilidade nas iniciativas.
A participação é gratuita – inscreva-se pelo link da bio (é necessário ser um dos mapeados para confirmar a inscrição).
O CEO do BH-TEC, Marco Crocco, participará da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que está sendo realizada em Belém, no Pará. Ele integra o painel “Financiamento de Estratégias de Sustentabilidade em um Mundo em Transição Crítica”, nesta sexta-feira (14), das 17h às 18h, no Pavilhão de Ciências Planetárias, espaço da Presidência da COP30 dedicado a colocar a ciência no centro da agenda climática global.
O painel será realizado em formato online, transmitido ao vivo no auditório do pavilhão, e contará também com Penelope Hawkins (UNCTAD) e Gary Arthur Dymski (Universidade de Leeds), sob moderação de Luana Maia (Nature Finance).
“O tema do financiamento da transição climática é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da COP30”, destaca Crocco. “A mesa vai discutir não apenas de onde virão os recursos para viabilizar projetos de mitigação e adaptação, mas também de que forma esses recursos chegarão aos países e regiões que mais precisam deles.”
Ciência, sustentabilidade e inclusão na agenda global
A participação do presidente do BH-TEC na COP30 reforça o posicionamento institucional do Parque como um agente de inovação, alinhado às discussões internacionais sobre a transição ecológica. Ao lado de especialistas de renome, Crocco vai contribuir com uma visão que articula financiamento, desenvolvimento regional e inclusão social: temas que também permeiam a atuação do BH-TEC no ecossistema de inovação e sustentabilidade.
“Mais do que garantir grandes volumes de investimento, é essencial pensar na forma como esses recursos são estruturados”, afirma. “Se o financiamento vier majoritariamente por meio de empréstimos, por exemplo, muitos países poderão comprometer seus orçamentos e ampliar desigualdades já existentes. A transição climática precisa ser também uma transição justa”, complementa Crocco.
A ciência no centro da COP30
O Pavilhão de Ciências Planetárias, onde ocorrerá o painel, é uma iniciativa da Presidência da COP30 voltada a conectar ciência, políticas públicas e sociedade civil. O espaço propõe um diálogo amplo entre cientistas, formuladores de políticas, negociadores, lideranças indígenas e o público em geral, reforçando a importância de decisões baseadas em evidências científicas.
Fundada por três engenheiros civis com larga experiência, a Oppem busca controlar processos complexos e garantir eficiência em grandes obras e operações industriais. A plataforma centraliza a gestão de contratos e equipes terceirizadas, desde o planejamento de mão de obra até desempenho físico e financeiro, segurança e cumprimento contratual.
Oppem ficou no 1º lugar geral do ranking ‘Top 100 Open Startups’ | Oppem/Divulgação
“Nascemos há sete anos, literalmente de uma dor que a gente tinha na época de realizar os controles, que muitas vezes ainda eram feitos em papel, para ter mais eficiência no processo”, relembra Rafael Gontijo, cofundador da Oppem.
Hoje, a empresa atende alguns dos maiores grupos industriais do país, como Gerdau, Nestlé, Suzano e Vale. “Mesmo num cenário complexo economicamente, a gente vai dobrar de tamanho neste ano, em relação a 2024”, afirma Rafael.
Participante do programa Conexões, a empresa ficou no primeiro lugar geral do ranking ‘Top 100 Open Startups’, em 2024, entre cerca de 34 mil negócios listados.
Transformação que nasce da experiência prática
Rafael e os outros dois fundadores trabalharam na linha de frente da engenharia e da gestão industrial, experiência que se refletiu no DNA da startup.
“O nosso principal diferencial é conhecer a dor do cliente. A gente já fez isso. Passamos confiança no que a gente oferece por termos vivido essa realidade na prática”, explica.
Segundo ele, a tecnologia da Oppem, amparada por um time de mais de 40 pessoas, é uma das bases para se diferenciar em um mercado onde a digitalização ainda avança de forma gradual. “A gente acredita muito que embarcar inteligência artificial nas nossas soluções é um caminho sem volta. Vamos conseguir resolver problemas que ainda nem sabemos que existem ”, diz Rafael.
Equipe da Oppem | Oppem/Divulgação
Mudança cultural para gerar eficiência
A inovação, porém, exige mudança de mentalidade.“O maior desafio é vencer a barreira cultural das pessoas para aceitarem o novo. É comum ouvirmos frases como ‘eu faço isso há 30 anos’ ou ‘quando você nasceu, eu já fazia assim’. Mas nós mostramos que podemos agregar muito em eficiência”, destaca.
Essa transformação, ressalta, só se sustenta com resultados práticos. “A inovação gerando valor real é o maior benefício. Não é custo. É investimento”, afirma.
Ele conta que, em um caso recente, um cliente questionou o preço. A resposta foi simples: “o sistema geraria cinco vezes o retorno do valor investido”.
Parcerias que agregam
Para a Rafael, a seleção da Oppem para o programa Conexões expandiu oportunidades e fortaleceu capacidades internas. “Tem sido muito legal e interessante. A mentoria comercial, por exemplo, trouxe uma mudança de chave no nosso posicionamento”, destaca Rafael.
Além de acesso a executivos e experts, o programa fortaleceu laços com outros empreendedores de Minas Gerais. “Gostaria que o ano que vem fosse o dobro de startups participantes. A gente precisa fomentar mais isso aqui dentro do estado”, afirma.
Futuro: autoridade em gestão industrial
Com uma base sólida e metas ambiciosas, a empresa mira consolidar sua liderança no segmento industrial e expandir seu ecossistema de soluções.
“A gente tem capacidade de crescer centenas de vezes nos próximos anos. Queremos nos consolidar como referência, apoio e base de inovação para a indústria, independente do segmento ou tamanho”, projeta Rafael. “Gerar valor por meio da inovação e da tecnologia é o caminho também para a gente industrializar o país, gerar mais emprego e movimentar a cadeia de negócios de forma contundente”, complementa.
A ciência, a arte e a defesa da vida se encontram no documentário ‘Verter’, uma produção recente da Diretoria de Divulgação Científica (DDC) da UFMG, por meio do Centro Virtual da Memória da Extensão (CEVEX), a partir de parceria com o Laboratório de Inteligência em Divulgação Especializada em Ciência, Tecnologia e Inovação (Rede Lide em CT&I).
O filme une pesquisa científica, extensão universitária e narrativa audiovisual para mostrar como a preservação da Serra do Gandarela tornou-se uma questão de sobrevivência. Este ecossistema é responsável por fornecer 70% da água para BH e 40% para o entorno, com águas de qualidade excepcional, classificadas como de “classe especial”. A ameaça iminente a este manancial vital é o megaprojeto de mineração Apolo, da Vale, que planeja extrair 14 milhões de toneladas de minério de ferro por ano na região.
Lançado recentemente e publicado no canal da TV UFMG, no Youtube, ele propõe uma reflexão urgente: de onde vem a água que abastece milhões de pessoas na Região Metropolitana de Belo Horizonte — e o que ameaça sua existência.
As vozes dos moradores do distrito de André do Mato Dentro, que vivem e dependem diretamente das nascentes da Serra do Gandarela, guiam a narrativa e se entrelaçam às análises de pesquisadores e às paisagens do último território não minerado do Quadrilátero Ferrífero.
“Neste mês, temos a COP 30 e é importante dizer que o documentário traz uma questão que a COP – que é um encontro que tem a presença muito forte das grandes empresas – não consegue abordar: que é a verdade dita pelas comunidades, pelos moradores, que é a escuta dessas pessoas”, analisou Pedro de Filippis, cineasta e bolsista da Rede Lide.
“Verter” refaz o caminho das águas para estruturar sua investigação. Partindo do uso da água na cidade de Belo Horizonte, o filme percorre o trajeto inverso até a sua fonte, revelando a importância crítica da Serra do Gandarela para o abastecimento de milhões de pessoas na capital e em sua região metropolitana.
Mais do que denunciar, o filme busca conectar o espectador ao valor da água e à interdependência entre cidade e natureza — reforçando que o debate sobre mineração, sustentabilidade e gestão de recursos hídricos diz respeito a todos.
“Estamos sempre flertando com a escassez hídrica e não temos consciência do que nos abastece, dos riscos que esse abastecimento corre. Para fazer o documentário, tivemos contatos com pesquisadores voltados para essa área e vimos, com um viés científico também, como esse risco se aproxima da nossa realidade”, disse Rita Boechat, cientista social e bolsista da Rede Lide.
Divulgação científica
“O documentário é resultado de um trabalho muito potente, que amplifica olhares, histórias, existências e resistências e a todo momento nos mostra a presença nesses territórios. Para a universidade, é a oportunidade de reafirmar seu compromisso político, ético, social. A prática extensionista nos possibilita esse fortalecimento”, disse o professor André Luiz Freitas Dias, diretor de Divulgação Científica da UFMG e coordenador do núcleo Rede Lide em CT&I na universidade.
A Rede Lide em CT&I é um projeto em rede financiado pela Fapemig integrado pelo BH-TEC, UFMG, Fiocruz Minas, Parque Tecnológico de Viçosa (tecnoPARQ) e Biominas Brasil. O projeto aposta na comunicação conjunta para promover a divulgação científica no Estado de Minas Gerais nas suas mais diversas formas e possibilidades.
Ficha técnica completa:
REALIZAÇÃO Centro Virtual da Memória da Extensão (CEVEX)
Coordenação Débora Reis Verona Campos Segantini
Secretário Executivo Marcelo Pereira
Equipe: Pedro de Filippis e Rita Boechat (bolsistas do Projeto Rede Lide em CT&I), Giovanna Gimenez, Ana Cristina Amorim, Eduardo Bresolini, Graziele Nazor e João Pedro de Castro
A partir da sua graduação em farmácia na UFMG, Cynthia Nara, CEO da Pele Rara, teve seu primeiro contato com pessoas portadoras de peles sensíveis. No primeiro momento, vendo a eficácia do seu trabalho desenvolvido para combater acnes, Cynthia percebeu a importância do cuidado da pele e fundou a Pele Rara. Hoje, a empresa é referência no tratamento e acompanhamento de quem tem pele sensível.
A Pele Rara é uma das empresas participantes do programa Conexões, iniciativa do BH-TEC em parceria com o Sebrae Minas.
A Pele Rara vai além da estética e é vital para o fortalecimento da Pele. Cynthia Nara e Luiz Lobo trabalham em conjunto no auxílio dos pacientes | Pele Rara/Divulgação
Impacto inicial
“Eu prototipava muito no laboratório. Então, como os professores me viam muito envolvida nisso, eles começaram a me levar para outros lugares onde eu podia fazer mais produtos. Me levaram para a AMAVC (Associação Mineira do AVC), porque tinham muitas pessoas com problemas de ferida de pele, por estarem acamadas. A partir disso, comecei a entender a importância de uma pele mais forte para conseguir suportar alguns tratamentos”, conta Cynthia.
No final da sua graduação, Cynthia já desenvolvia outros protótipos farmacêuticos que eram testados nos hospitais. Com a vontade de colocar mais ativos na fórmula, a empresária se viu limitada pelas concentrações elevadas de ativos necessários para o feito adequado, que compromete “espaço” nas composições farmacêuticas. Assim, Cynthia buscou alternativas para contornar o problema e aumentar a capacidade de acomodar mais ativos sem comprometer a performance das composições.
“Foi por isso que eu fui estudar nanotecnologia. Fiz o mestrado nessa área e adaptei todas essas fórmulas que eu já tinha desenvolvido, adicionando os mesmos extratos naturais, porém, em nanopartículas. Inicialmente, o primeiro passo foi o estudo do escalonamento da tecnologia. Deu certo, e na sequência eu lancei os produtos já com as novas partículas dos ativos vegetais”, aponta.
Durante a pós graduação na USP, Cynthia fez todo o ensaio pré-clínico do desenvolvimento, comprovando a sua eficácia | Divulgação
Com o avanço da composição, a empresária abriu a Sympol Biotecnologia, focada, principalmente, em P&D. Com o sucesso da empresa, Cynthia guardou 100 mil reais, que foram investidos na criação da marca Pele Rara®.
Super dermocosmético/Tecnologia regeneradora
“A Pele Rara não é uma empresa de cosméticos. Ela é uma empresa que gira em torno do mercado de pele sensível e tudo que envolve esse tipo de pele. Acolhemos todas as pessoas que compram; a gente liga, a gente quer saber se ela está assistida e porque aquela pele sensível se desenvolveu, até para a gente também poder instruir na melhor conduta, que, inclusive, pode ser a não aplicação de nenhum produto naquela pele sem antes consultar um dermatologista.”
Atendendo desde bebês até idosos, a Pele Rara se destaca no auxílio às pessoas que possuem peles sensíveis e, além disso, aos seus cuidadores. Com um catálogo diversificado, a empresa une a nanotecnologia ao bem-estar da pele com as tecnologias BioCic e BioBloc.
Os produtos são eficazes na reestruturação da pele. As tecnologias estão presentes nos sabonetes e espumas da marca, promovendo a limpeza sem agressão à pele | Pele Rara/Divulgação
“O BioCic é uma tecnologia de regeneração de pele, chamamos de Drug Delivery, que é quando você consegue colocar a droga, o ativo, dentro de uma nanopartícula e essa nanopartícula literalmente entrega onde deve ser entregue”, explica Cynthia antes de completar:
“O BioBloc é uma combinação de tensosativos que limpam a pele sem agredir, porque eles devolvem para a pele sensível exatamente o que a pele perde no momento da limpeza: os lipídios protetores”.
O produto ajuda a atenuar os impactos do tratamento, como o rash cutâneo, a oxidação da pele e a dermatite pé-mão| Pele Rara/Divulgação
A tecnologia permite que os ativos naturais cheguem às principais células da pele, promovendo uma cicatrização mais veloz das superfícies sensibilizadas. A ação dos produtos é essencial durante tratamentos oncológicos e a sua utilização antes do início dos tratamentos reduz exponencialmente os danos.
Expandir para assistir
Além do laboratório, a Pele Rara dá assistência, doa amostras e faz ações para o benefício de quem sofre com a sensibilidade da pele. Colaborando com diversos públicos, a empresa contribui na AMAVC, no Hospital da Baleia e, em casas de acolhimento do público LGBTQIAPN+, onde a empresa promove a educação aos transexuais que terão a pele afetada durante a transição.
Pele Rara tem cuidado especial com peles sensibilizadas por cirurgias | Pele Rara/Divulgação
Visando o futuro, Cynthia planeja criar o Instituto Pele Rara, destinando 5% de todo o faturamento da empresa a ações sociais. Além disso, ela planeja a expansão da marca em todo o território nacional.
“Eu quero estar em todo o Brasil no varejo. Então, os médicos precisam conhecer a tecnologia, indicar e o paciente ter onde comprar. Em 2026, o plano é realizar divulgação científica da tecnologia, para gerar demanda para a drogaria. É isso que a gente vai trabalhar agora, na divulgação científica, nos resultados”
Do Laboratório para o escritório
Cynthia em rodada de oportunidades do programa Conexões | João de Moura/BH-TEC
Cynthia enxerga o Conexões como peça importante para o crescimento da empresa e avalia que as consultorias dadas pelo programa são fundamentais no aprendizado de como gerenciar um negócio.
“Um grande desafio foi a desconstrução de uma farmacêutica pesquisadora para uma empresária. Isso é muito difícil. Você tem que desconstruir uma mentalidade tanto pessoal quanto profissional e aprender muitas outras coisas”, conta, antes de completar:
“E o Conexões faz isso com a gente, com o diagnóstico preciso, ele nos estimula a ter uma visão mais holística de tudo: do mercado, dos canais de venda, do branding, da comunicação, do produto… Então, está sendo muito legal por causa disso. Como sempre, o BH-TEC inovando”.
Iniciativa inédita que coloca as infraestruturas de pesquisas das diversas universidades do estado no centro das estratégias de inovação e tecnologia.
Resultado de um grande mapeamento que cruzou as potencialidades acadêmicas do estado com a missões estratégicas da nova política industrial brasileira, o programa nasceu com o propósito de conectar ciência, mercado e políticas públicas. Tem Base! porque ele tem base científica, metodológica e chega a partir de uma grande base de dados.
O mapeamento é contínuo e foram ouvidos mais de 170 pesquisadores.
“É um programa que tem base metodológica e uma extensa base de dados, o que contribui para sua visão de longo prazo. Ele reforça o BH-TEC como o ambiente ideal para transformar conhecimento em negócio e posicionar Minas Gerais como protagonista nacional em inovação científica e tecnológica, principalmente ao mapear as pesquisas relativas às missões da NIB”, disse o presidente do BH-TEC, Marco Crocco.
“A proposta é fortalecer os ambientes de pesquisa e criar pontes sólidas entre a academia, as empresas e o governo, transformando dados, metodologias e descobertas em negócios sustentáveis e soluções de impacto social e econômico. Entendemos que esse programa é um marco para o fortalecimento da pesquisa e a valorização dos laboratórios mineiros”, disse a Head de Inovação do BH-TEC, Ana Luiza Canhestro.
Para abrir a programação, o Tem Base! estreia com o webinar “Visibilidade Estratégica: o papel da comunicação no desenvolvimento dos laboratórios”, que acontece no dia 14 de novembro, das 10h30 às 12h, em formato online.
O evento marca o início de uma série de encontros voltados a fortalecer competências e promover a integração entre os laboratórios participantes, sempre correspondendo às demandas mapeadas.
O primeiro webinar vai trazer a comunicação como eixo central para fortalecimento institucional a partir das percepções coletadas no mapeamento. O debate propõe refletir sobre como a comunicação pode se tornar um ativo estratégico para ampliar reconhecimento, formar redes de cooperação e garantir sustentabilidade — mesmo em contextos de recursos limitados.
O encontro contará com a experiência da Samantha Mapa, do Laboratório de Ensaios de Combustíveis (LEC) e do ELO/UFMG, e do Thiago Ricci, do BH-TEC e também do CTVacinas. A conversa será mediada por Patrícia Giudice, da Rede Lide em CT&I e do Outlab UFMG.
O webinar é gratuito e as inscrições estão disponíveis no link. É importante responder o mapeamento para que a inscrição seja efetivada.
Anote aí:
Webinar Visibilidade Estratégica: o papel da comunicação no desenvolvimento dos laboratórios.
Melhorar a eficiência das empresas reduzindo erros, riscos e custos ocultos na gestão da folha de pagamento: essa é a missão da Guardian RH, startup que busca transformar o setor com tecnologia e foco em automação inteligente. Fundada em 2018, a empresa já gerencia mais de 600 mil vidas e atende mais de 100 clientes em todo o país, com alto índice de satisfação.
Segundo o CEO e cofundador Flávio Azevedo, a ideia surgiu da experiência dele e de seus sócios com sistemas de RH e da percepção de uma dor recorrente nas empresas: o alto risco de falhas no fechamento da folha e o esforço manual necessário para garantir a conformidade do processo.
Flávio Azevedo apresenta a Guardian no Programa Conexões | Ana Luísa Belo/BH-TEC
“As empresas exportavam tudo para o Excel e literalmente ‘catavam milho’ para conferir a folha. Em organizações com milhares de colaboradores, isso é inviável. Identificamos uma oportunidade de automatizar esse processo crítico com precisão e agilidade”, explica Flávio.
Participante do programa Conexões, a empresa tem como um de seus diferenciais a agilidade na implementação e integração com diferentes sistemas de gestão de folha de pagamento.
Tecnologia para prevenir erros
A Guardian RH combina RPA (automação de processos robóticos) e inteligência artificial para identificar inconsistências, sugerir correções e prever impactos antes do fechamento da folha, evitando multas, retrabalhos e pagamentos indevidos.
“Enquanto outras soluções olham para o retrovisor, a nossa plataforma é preditiva. Ela simula o fechamento da folha e aponta erros antes de serem processados”, destaca o CEO.
Em um dos casos citados por Flávio, um cliente encontrou 3,5 mil inconsistências na primeira execução, incluindo um erro que poderia gerar quase R$ 2 milhões em pagamentos indevidos.
Expansão e parcerias estratégicas
Com crescimento sustentável, a Guardian contou com investimento anjo inicial. Hoje, vive a transição para uma empresa de médio porte, com cerca de 40 colaboradores.
A startup também soma conquistas estratégicas importantes. Foi selecionada no SAP Innovation Journey, ficando entre as 20 melhores entre mais de 1.500 startups participantes, e tornou-se parceira homologada da Senior Sistemas.
Além disso, já alcança integração com aproximadamente 70% dos principais ERPs (do inglês Enterprise Resource Planning), sustentando um ritmo consistente de crescimento médio de 170% ao ano.
Empresa fundada em 2018 já conta com cerca de 40 colaboradores | Guardian RH/Divulgação
“Com a parceria junto à Senior, devemos triplicar de tamanho no próximo ano. E a nossa entrada no ecossistema SAP também abre portas para clientes de grande porte”, afirma.
Impacto na gestão de RH
A Guardian já observou reduções de até 50% do esforço operacional em folha, liberando equipes para tarefas estratégicas.
“Vimos empresas que reduziram times de 12 para três pessoas na conferência da folha, mesmo crescendo de 7 mil para 25 mil funcionários. Isso é produtividade real”, aponta Flávio.
O CEO reforça que não se trata de substituir pessoas, e sim reposicioná-las: “Queremos liberar o RH das tarefas operacionais para que ele cuide de gente, estratégia, recrutamento”.
Conexões que viram oportunidades
Selecionada para o programa Conexões, a Guardian vem aproveitando o ciclo para acelerar ainda mais.
Flávio e Fernando, da Guardian, no Programa Conexões | Ana Luísa Belo/BH-TEC
“O programa nos conectou a mentores experientes, com conhecimento prático, e a uma rede de empreendedores em fase de tração. Abrimos portas importantes e seguimos trocando experiências com os mentores até hoje. Eu recomendo e, se pudesse, participaria novamente”, afirma Flávio.
Próximos passos
Nos próximos anos, a startup quer se consolidar como braço tecnológico fundamental para o RH corporativo: “Nosso objetivo é trazer mais produtividade, reduzir o esforço operacional e apoiar o crescimento sustentável das empresas e da economia.”
Com uma combinação rara de experiência técnica e visão inovadora, a Beyond Mining pretende revolucionar o setor de mineração com soluções de Inteligência Artificial (IA) que resolvem problemas críticos e aumentam a eficiência.
Fundada por um engenheiro de minas com experiência prática em mineração e em pesquisa acadêmica, a empresa avança para além da atividade tradicional para criar um futuro mais inteligente e eficiente para o setor.
“A motivação vem de muito antes da fundação. Eu via, lá dentro da mina, inúmeros problemas que poderiam ser resolvidos tecnicamente, mas que ficavam parados por inércia, burocracia ou falta de espaço para inovar. A Beyond Mining nasceu para preencher essa lacuna”, reforça Paulo Lopes, cofundador da empresa.
Empresa tem como principal trunfo aliar o conhecimento técnico do segmento a soluções tecnológicas | Beyond Mining/Divulgação
A Beyond Mining é uma das participantes do programa Conexões e, a partir de agora, você conhece a história da startup que tem como objetivo usar algoritmos e métodos computacionais para resolver problemas reais da indústria da mineração.
IA para potencializar a mineração
Criada em 2019, a Beyond Mining surgiu com uma clareza sobre o que iria solucionar. A experiência do engenheiro de minas pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) proporcionava uma visão essencial para levar soluções de IA à mineração.
“Na mineração, existem desafios que quem não é da área nem imagina que existem. Nosso trabalho é aplicar IA de forma muito direcionada e técnica, lidando com um grande volume de dados para gerar previsibilidade, otimização e simulação de processos que são fundamentais para a operação”, destaca o cofundador.
A potência proporcionada pela tecnologia aliada ao direcionamento e assertividade da empresa | Beyond Mining/Divulgação
Entre programadores, pesquisadores, especialistas técnicos e parceiros estratégicos, a empresa consegue contemplar todas as áreas. O time atua de forma conectada ao ecossistema de inovação e à academia.
Paulo, inclusive, mantém atuação como pesquisador e orientador na UFOP, fortalecendo a ponte entre ciência e mercado.
“A partir dos dados, conectamos pontos, entendemos comportamentos e estabelecemos correlações para criar modelos matemáticos capazes de resolver desafios reais da mineração”, afirma o cofundador da Beyond Mining.
Minas inteligentes à vista
“Antes eu precisava explicar o que era IA. Hoje, tenho que explicar o que a nossa IA não é. A inteligência artificial generativa criou muitas expectativas, e também frustrou muita gente. Nossa abordagem é diferente: é engenharia aplicada, é pragmatismo”, afirma.
Paulo Lopes já mira os próximos passos para tornar cada vez mais as minas inteligentes | Beyond Mining/Divulgação
Nos próximos anos, a startup quer avançar na coleta e medição de dados específicos, ampliando ainda mais as possibilidades de aplicação de IA na operação mineradora. “Queremos implementar nossa solução de ponta a ponta em grandes projetos de mineração, com minas inteligentes, com processos controlados e orientados por dados”, reforça Paulo.
A Beyond Mining aposta em tecnologia aplicada para transformar processos, aumentar a eficiência e reduzir custos no setor mineral. “Nosso objetivo é aplicar o que realmente faz sentido, funciona e gera impacto”, conclui.
Colaboração que transforma
Participante do programa Conexões, a Beyond Mining tem encontrado no BH-TEC um espaço de troca madura com outras startups e apoio estratégico para escalar suas soluções.
| João Moura/BH-TEC
“O programa tem um tempero diferente. Não trata a gente como iniciante, mas como uma empresa que já tem estrada. Isso faz toda diferença. As trocas entre os participantes são muito ricas, pois todos têm certa experiência”, avalia Paulo.
Criada com a vontade de solucionar atropelamentos e abalroamentos em linhas férreas, a Harpia Harpyja cresceu e hoje também busca dar segurança para os operários que trabalham em altura. Ao utilizar ferramentas como a Internet das Coisas (IoT), a Harpia conecta segurança e modernidade com seu produto pioneiro.
Com participação na indústria mineradora, siderúrgica e ferroviária, a Harpia une tecnologia e proteção | Harpia Harpyja/Divulgação
Conheça agora a história da Harpia Harpyja, empresa mineira que em pouco tempo já leva segurança, através de tecnologia, a grandes empresas.
Promissor desde o início
Com formação em engenharia de controle e automação na UFMG, João Vitor Moraes, CEO da Harpia Harpyja, passou anos na área de automação residencial, quando teve a oportunidade de trabalhar em uma fabricante de locomotivas.
Após se dedicarem à indústria ferroviária, João e sua irmã Ana Cerulia Moraes fundaram a Harpia Harpyja.
“A Harpia surgiu em 2020, através de um programa de inovação aberta feito pela Rumo, uma empresa ferroviária. Eles propuseram alguns desafios para evitar atropelamento e abalroamento em linhas férreas”, inicia o atual CEO da empresa, antes de finalizar:
“Eu trabalhava com a minha irmã em home office e, juntos, decidimos fazer uma proposta para esse desafio de inovação. Essa proposta foi aceita, nós fomos os vencedores, e a partir dali a gente começou a desenvolver esse projeto”.
O sistema desenvolvido era um drone que funcionava como batedor do trem: sobrevoava à frente da locomotiva e alertava o maquinista sobre a presença de obstáculos nas passagens em nível.
Drone e equipe que garantiram o primeiro reconhecimento da empresa | Harpia Harpyja/Divulgação
Tecnologia e segurança
Depois da premiação, João viu que a tecnologia utilizada poderia ser aproveitada em outros segmentos – e foi bem aí que a Harpia expandiu seus negócios.
João Vitor (à direita) ao lado dos sócios da Harpia Harpyja | Arquivo pessoal
“A tecnologia de Internet das Coisas pode ser usada de uma forma muito mais abrangente. Vimos que conseguiríamos solucionar outros problemas da indústria, utilizando a mesma tecnologia e o mesmo know-how, não só para a indústria ferroviária”, afirma o CEO.
“Então, a gente acabou partindo para esse tipo de segmento de cliente, que é a indústria de forma geral” .
Aplicando a IoT, a Harpia desenvolveu seu principal produto, o Hamo.
“É um sensor que criamos, que é colocado em ganchos talabarte para trabalho em altura. Esse sensor é capaz de detectar se os operadores estão utilizando o equipamento de proteção de forma adequada ou não, avisando tanto o próprio operador quanto os supervisores técnicos de segurança, para que eles possam tomar uma ação em tempo real de prevenção do acidente”, explica João.
Com depósito de patente em processo de aceitação, o Hamo é pioneiro no Brasil | Harpia Harpyja
O Hamo já faz parte do procedimento de segurança de empresas como a ArcelorMittal, CSN e Vale. O acidente de trabalho em altura é uma das maiores causas de morte em trabalho no Brasil e o sensor ajuda a prevenir acidentes.
“O nosso equipamento não é só para ser um dedo duro que está criando motivo para demitir alguém. Ele está ali para lembrar que todo mundo é humano, todo mundo erra. O impacto que a gente quer é diminuir esses acidentes em altura a ponto de eles saírem ali dos rankings de acidentes que mais matam no Brasil”, disse.
Talento de casa
Harpia Harpyja, popularmente conhecido como Gavião Real, representa a vontade da empresa de desenvolver uma tecnologia brasileira. A ave representa o nacionalismo e a força que a empresa traz consigo.
“Um dos pilares que carregamos é o desejo de desenvolver tecnologia no Brasil, de contribuir para que o nosso país deixe de ser um país só de exportação de commodities, etc., para a gente ter uma tecnologia que a gente consiga internacionalizar e que seja referência”, reforça João Vitor Moraes.
Com desenvolvimento mineiro e brasileiro, empresa contribui para o aumento de segurança dos trabalhadores | Harpia Harpyja/Divulgação
“Acreditamos que a mão de obra brasileira é muito boa, é um grande diferencial. Somos muito bons e temos que aprender a valorizar mais isso, o nosso povo, a nossa inteligência, a nossa formação, a UFMG – uma universidade fantástica a nível internacional”.
Planos para o futuro
Todo o desenvolvimento é produzido pela própria Harpia, desde o hardware até a entrega dos dados aos clientes. Planejando potencializar o crescimento e fabricação do produto, João almeja atingir, já nos próximos anos, o TRL9 (nível mais alto de maturidade que indica que a tecnologia funciona e está pronta para a comercialização).
Conexões com o futuro
A Harpia Harpyja é uma das participantes do programa Conexões, inciativa do BH-TEC em parceria com o Sebrae Minas. João vê a parceria com o Parque como crucial para solidificar a empresa como potência nos próximos anos.
O CEO da empresa vibra ao valorizar a ciência nacional e mineira | Arquivo pessoal
“O Parque Tecnológico de Belo Horizonte é referência em quase todos os lugares que a gente vai. Então, ser uma das empresas parceiras do BH-TEC já nos traz um peso, já é uma carta de apresentação muito forte para a gente”.
Durante sua formação, João fundou uma empresa incubada pelo INOVA, programa de incubação da UFMG | Arquivo pessoal
“O Conexões cria um vínculo mais forte com a universidade. Participamos do OutLab recentemente. Então, é um diferencial que eu não vi em outros programas, esse vínculo com a academia”, finaliza.
O espírito colaborativo que move o Programa Conexões tomou conta do Living Hub, no P7 Criativo, em mais um evento do programa. O encontro realizado hoje (29) reuniu empreendedores, investidores e representantes de grandes empresas em um ambiente vibrante, repleto de boas conversas, novas ideias e oportunidades reais de negócio.
Entre cafés, risadas e muita troca, o evento mostrou mais uma vez a força de um ecossistema que cresce junto, compartilhando experiências e construindo caminhos para inovação e impacto.
Manhã de trocas entre empreendedores
O dia começou com uma recepção calorosa e um café de boas-vindas, seguidos por duas rodas de conversa entre empreendedores das edições 2023 e 2025 do Conexões.
Roda de conversa abordou temas de maturidade organizacional e finanças | Ana Belo/BH-TEC
Os debates abordaram temas essenciais para o crescimento das startups, como maturidade organizacional, cultura, gestão de pessoas, vendas, finanças e captação de investimentos.
“Participei da primeira edição do Conexões lá em 2023 e hoje eu retornei aqui para participar dessa roda de conversa com outros empreendedores. Foi uma conversa muito rica. Falamos sobre cultura organizacional e densidade de talentos dentro das empresas e depois entramos nos desafios comerciais e financeiros”, relata Gabriel Ferreira, da Coodesh, que participou da primeira edição do programa.
Gabriel Ferreira compartilhou sua experiência à frente da Coodesh | João Moura/BH-TEC
As rodas de conversa mostraram, na prática, o quanto o aprendizado coletivo acelera o desenvolvimento de quem empreende. Cada relato, dúvida e insight compartilhados se somaram à construção de um ambiente de crescimento mútuo.
Tarde de conexões e negócios
Na parte da tarde, o clima foi de movimento e expectativa com a Rodada de Oportunidades, que reuniu startups do Conexões 2025 e representantes de empresas, investidores e instituições públicas.
Confira alguns dos participantes:
FCJ Group
Belotur
SEAPA
Totall Propriedade Intelectual
Triaxis Capital
ArcelorMittal
Hospital das Clínicas da UFMG
SEDE/MG
Copasa
Sympla
BioConsulting Laboratórios
CTNano/UFMG
CEMIG/IEBT
Foram reuniões individuais, nas quais os empreendedores puderam apresentar suas soluções e explorar possibilidades de parceria, investimento e cocriação.
A rodada de oportunidades proporcionou muitas trocas entre os empreendedores | João Moura/BH-TEC
“Essa rodada de oportunidades foi bastante interessante e produtiva. Eu não esperava que fosse tanto! Está superando minha expectativa em relação às conexões que conseguimos fazer com cada cliente. E o mais legal é que tudo acontece em um ambiente unificado”, ressalta a CEO da BioConsulting Laboratórios, Patrícia Falcão.
Um ecossistema que cresce junto
A mesma avaliação dos participantes do programa foi observada entre os convidados da Rodada de Oportunidades. O Head de Inovação da FCJ Venture Builder, Carlos Firmo, ressaltou que “a experiência foi muito válida”.
“Um momento de interação, aprendizado e troca muito profunda, com profissionais dos nichos da saúde, do agro, da energia. A inovação é o que vai mover o mundo, gerar soluções para que o país cresça e a sociedade se beneficie cada vez mais rápido.”
Os empreendedores tiveram uma tarde de muita troca e conexões | Ana Belo/BH-TEC
O evento terminou em clima de celebração com um happy hour com toda a equipe que ajudou a reforçar o propósito do Conexões: criar pontes, inspirar trajetórias e fortalecer o ecossistema de inovação de Minas Gerais.
O tradicional Sexta no Parque (SXPQ) estreou o BH-TEC Talk! O formato valoriza e compartilha os valores do ecossistema do Parque Tecnológico de Belo Horizonte. A edição deste mês de outubro trouxe as experiências de empresas residentes que passaram pelo processo de incorporação por grandes organizações.
“O objetivo dessa ação é trazer toda a competência do Parque, mostrando esse ativo que temos internamente. Trouxemos o tema incorporações, mostrando casos e as experiências de três empresas que foram incorporadas aqui no Parque”, avaliou Cristina Guimarães, gerente de Desenvolvimento Institucional do BH-TEC.
Na edição de outubro, o SXPQ contou com a presença de empresas residentes | João de Moura/BH-TEC
Experiências que auxiliam
A Supersonic, Toxicologia Pardini e Ecovec são três empresas residentes incorporadas por grandes organizações. Durante o SXPQ realizado na última sexta (24), líderes dessas instituições contaram sobre os processos que ocorrem até a aquisição, compartilhando as dificuldades, as experiências e os pontos de atenção na hora de fechar a transição.
Em 2020, o LabFar foi 100% adquirido pelo Grupo Pardini | João de Moura/BH-TEC Filipe Reis ressaltou a importância de adaptação durante o processo de M&A | João de Moura/BH-TEC
“Compartilhei processo de M&A (Fusões e Aquisições, em tradução livre) que a Supersonic passou recentemente, se integrando ao Grupo ETUS, do qual a gente faz parte hoje. Tivemos a oportunidade de trocar bastante ideia sobre o que está envolvido quando uma empresa começa a pensar em ser adquirida ou fazer parceria com outras empresas”, resumiu o CEO e Co-fundador da Supersonic, Filipe Reis, antes de completar:
“Trouxemos um pouco da experiência principalmente do último ano, que foi um ano bem corrido. Nunca é fácil, fomos descobrir isso na prática, mas tivemos muitos aprendizados. Foi uma troca de experiências com as outras empresas que estavam e todo mundo que participou do evento”.
Andressa Martins, da Toxicologia Pardini, abriu o evento contando a história da incorporação do LabFar, empresa residente do Parque que, em 2019, foi adquirida pelo Grupo Pardini. Hoje, a empresa nacionaliza 100% da produção em seu laboratório situado no Parque.
Aproveitando os resultados
Os processos de incorporação compartilhados nortearam as empresas que buscam iniciar o processo | João de Moura/BH-TEC
A edição do SXPQ mostrou que todos os processos compartilhados tiveram os momentos de desafio, o que demanda resiliência e flexibilidade dos envolvidos na negociação. A Ecovec, uma das primeiras residentes do Parque, teve um processo mais demorado de compra, foi concluído em 2019 junto à Rentokil Initial.
“Foi uma experiência muito marcante para a empresa, que cumpriu um ciclo de vida da Ecovec, e agora é um outro ciclo de vida pós-aquisição. Então, acho que foi bastante interessante compartilhar toda a nossa experiência pré-aquisição, durante a aquisição e após a aquisição”, analisou Luis Felipe Barroso, um dos fundadores da empresa.
Ao final, Cristina compartilhou estatísticas de empresas residentes do Parque que foram incorporadas | João de Moura/BH-TEC
Casos como da Supersonic, Toxicologia Pardini e Ecovec reafirmam o Parque Tecnológico como ativo importante da ciência, tecnologia e inovação. Durante toda a trajetória do BH-TEC, cerca de 15% das empresas foram adquiridas.
Acompanhe as redes sociais do BH-TEC para ficar por dentro da programação da próxima edição do SXPQ.
Transformar o mercado de carbono em um ambiente mais acessível, ágil e transparente para pequenos e médios proprietários de terra. É com esse propósito que a Abundance Brasil atua. Participante do programa Conexões, a startup foi fundada pelo engenheiro de produção Pedro Miranda em 2020.
“Eu já trabalhava com tecnologia, mas queria criar algo que gerasse abundância para as pessoas e para a natureza. A ideia do negócio ganhou forma em uma conversa com meu pai, que sonhava em plantar uma floresta de árvores nativas no Sul de Minas”, relembra Miranda, antes de complementar:
“Como o projeto teria um custo alto, pensei em transformar cada árvore em um token, garantindo transparência e viabilizando a comercialização com empresas interessadas em compensar suas emissões”.
Empresa tem como negócio tornar rentável o cuidado com o nosso planeta | Abundance/Divulgação
A proposta rapidamente evoluiu para um negócio de base tecnológica com forte potencial de impacto socioambiental. Em 2022, a Abundance Brasil realizou suas primeiras vendas de créditos de carbono e deu início ao desenvolvimento de soluções para monitorar florestas com mais eficiência.
A partir daí, vieram importantes marcos: a entrada no Cubo Itaú, em São Paulo, a seleção para a COP 28, em Dubai, e, mais recentemente, a aprovação no programa AI for Nature, do Google.
Impacto econômico e social
Hoje, a empresa se empenha para ir além da tecnologia: trata-se de criar um modelo mais inclusivo de acesso ao mercado de carbono, capaz de beneficiar pequenos e médios proprietários de terra.
Pedro Miranda, fundador e CEO da Abundance | Divulgação
“Existe um grande hiato entre ter uma área preservada e conseguir transformar isso em ativos comercializáveis. Nossa solução democratiza esse processo e ajuda a destravar recursos financeiros para quem, muitas vezes, acha impossível acessar esse mercado”, afirma Pedro.
Inovação para acelerar a restauração ambiental
A solução desenvolvida pela Abundance Brasil combina análise geoespacial, inteligência artificial e blockchain para realizar a verificação de ativos florestais, com custos até 95% menores em relação aos métodos tradicionais.
Uma das tecnologias desenvolvidas pela Abundance é a análise de dados geográficos integrados ao Google | Abundance/Divulgação
“De forma prática, estamos criando uma ponte que facilita a entrada de pequenos e médios produtores no mercado de carbono. Nossa tecnologia reduz barreiras e amplia o acesso a oportunidades de financiamento e geração de valor a partir da restauração e conservação florestal”, explica Pedro Miranda.
A plataforma utiliza dados geográficos, integrados ao ecossistema do Google, para mapear propriedades e identificar o potencial de geração de créditos de carbono. As informações são processadas por modelos de IA e armazenadas em blockchain, garantindo rastreabilidade e transparência em todas as etapas.
Crescimento com impacto positivo
Atualmente, a Abundance Brasil já monitora cinco florestas e comercializa créditos para 80 empresas. “A meta é chegar a 100 florestas monitoradas e 200 empresas clientes”, explica Pedro.
Para isso, a startup aposta em expansão tecnológica e comercial. Uma das iniciativas previstas é a realização de uma análise massiva de propriedades rurais em todo o Brasil, em parceria com o Google, para identificar automaticamente áreas com potencial de geração de créditos de carbono.
Parceria com o Google representa uma nova etapa da empresa, com o levantamento de propriedades pelo país | Abundance/Divulgação
O plano de longo prazo é gerar valor a partir de 1 bilhão de árvores até 2030, o equivalente a 1 milhão de hectares de áreas monitoradas.
Experiências que fortalecem o ecossistema mineiro
A participação no programa Conexões marca também o retorno de Pedro a Belo Horizonte, sua cidade natal, após uma temporada empreendendo em São Paulo.
“Voltar para BH tem sido muito positivo. O programa Conexões me aproxima novamente do ecossistema de inovação local e me permite trocar experiências com outros empreendedores ao longo das dinâmicas”, destaca.
Segundo ele, as atividades promovidas pelo programa, como encontros presenciais, mentorias e eventos de integração, têm gerado oportunidades de parceria.
A edição especial do Sexta no Parque (SXPQ) destaca histórias reais de empresas residentes que transformaram pesquisa em negócio de sucesso e vivenciaram processos de incorporação por grandes organizações. Um encontro para quem quer entender como o ambiente do BH-TEC acelera trajetórias.
O evento gratuito será realizado nesta sexta-feira (24), a partir das 9h30, no auditório do Parque Tecnológico.
A edição do tradicional SXPQ, intitulada Comunidade BH-TEC Talk, promete uma manhã de troca de experiências e conexões.
Durante o encontro serão apresentadas histórias de empresas que cresceram no BH-TEC, alcançaram grandes mercados e foram incorporadas por grupos nacionais e internacionais – cases que reforçam o impacto do Parque como plataforma de conexão entre ciência, tecnologia e mercado, impulsionando negócios de base científica e tecnológica que geram soluções de alto valor para a sociedade.
Entre os convidados estão:
Andressa Martins, Coordenadora de Operações dos negócios toxicológicos na empresa Toxicologia Pardini, vai compartilhar a experiência iniciada com a LabFar, passando pelo Grupo Pardini e culminando na incorporação pelo Fleury.
Filipe Reis, que é VP de Serviços na ETUS, grupo de empresas de Mídia, Tecnologia e Marketing, e CEO da Supersonic, referência em otimização de conversão (CRO) há mais de 12 anos. Em 2024, conduziu o processo de M&A que integrou a Supersonic à ETUS, experiência que ampliou sua visão sobre crescimento, cultura e inovação.
Luís Felipe Barroso, Gerente de unidade de negócios – Vector, da Ecovec – A Rentokil company, que compartilha a experiência da Rentokil.
O evento é voltado à comunidade interna do BH-TEC: empresas residentes, pesquisadores e colaboradores – e também acolhe empreendedores, representantes de universidades e profissionais do ecossistema de inovação que se conectam com o Parque e suas iniciativas.
Quer participar? Adquira o seu ingresso gratuito através do Sympla (clique aqui!)
Os estudantes que participaram do EcoParque 2025, tiveram a oportunidade de produzir a suas próprias tirinhas. A oficina de foi além de apenas desenhar, e trouxe uma relação de criação, fixação e aprendizado através das histórias em quadrinhos.
A oficina promove o vínculo dos estudantes com o meio ambiente | Virgínia Muniz/BH-TEC
Ilustrando
“A gente quer trazer uma conexão para as crianças através dos quadrinhos da natureza. Buscamos alcançar, através da arte, uma conexão das crianças com o Cerrado”, conta Gabriel Alves, ilustrador e animador.
A oficina de quadrinhos começou com a apresentação do trabalho de Evandro Alves, pai de Gabriel e também cartunista. Com foco no Cerrado, Evandro produziu o livro que leva o nome do bioma, baseado na sua experiência no local quando criança.
Com mais de 30 mil seguidores, @cerrado.em.quadrinhos.oficial é a página do projeto no Instagram | Thiago Ricci/BH-TEC
A dinâmica explicou, visualmente, como funciona o bioma e também permitiu que os estudantes criassem seus próprios quadrinhos, conectando a arte e educação.
Um olhar diferente
“Desenhando a gente consegue entender mais a anatomia do meio ambiente, como as coisas coexistem entre si e se relacionam. No segundo quadrinho eu estou fazendo um besouro, porque eu particularmente gosto muito de insetos”, declarou Sofia Carolina, estudante da Escola Maria Luiza Miranda Bastos.
Sofia Carolina ilustrando durante oficina | Virgínia Muniz/BH-TEC
A oficina busca despertar um olhar afetivo e o sentimento de pertencimento dos estudantes com o meio em que habitam através do desenho. Permitindo que os alunos escrevam as próprias histórias em conjunto com a natureza.
Alunos despertaram a criatividade durante a prática | Thiago Ricci/BH-TEC
“Eu acho que é uma relação muito afetiva. Por exemplo, uma aluna estava desenhando o besouro, os besouros estão no meio ambiente. Estamos constantemente olhando pro ambiente ao nosso redor e percebendo pequenas ligações, coisas que chamam a nossa atenção. Isso gera memórias à medida que eles vão experienciando o ambiente ao redor”, afirma Yuri Alves, artista visual.
Uma solução para a segunda maior ameaça ambiental do planeta: o plástico, com cerca de 8 milhões de toneladas depositados nos oceanos anualmente e 400 anos para se decompor. Essa é a inovação desenvolvida pela Plaspop, pioneira no fechamento do ciclo do plástico. E toda a tecnologia, que leva esperança por um mundo sustentável, nasceu de uma inspiração paterna.
O fundador da empresa, Davi Iankous, se encantou ao acompanhar o ciclo do plástico na empresa do próprio pai. O fascínio deu origem à Plaspop e a paixão pela mescla entre um material que possibilita múltiplos usos e, ao mesmo tempo, representa um dos maiores desafios do nosso futuro em relação ao uso consciente, descarte, logística, reciclagem e transformação dos plásticos pós-consumo.
Aplicando o design de economia circular, a empresa analisa, prepara e transforma o resíduo em produto| PLASPOP/DIVULGAÇÃO
A empresa é uma das participantes do Conexões, programa pioneiro em Minas Gerais de pós-aceleração criado e executado pelo BH-TEC – e, nesta edição, com a parceria do Sebrae Minas.
A partir de agora, conheça toda a história da Plaspop.
Inspiração
Após anos em indústria familiar, tendo toda a formação voltada na resolução dos problemas que surgiam na empresa, Davi viu a oportunidade de abrir o seu próprio negócio.
“Eu venho da área ambiental, sou gestor ambiental e desde sempre acompanhava o ciclo do plástico. Dentro da indústria, a gente voltava muita coisa para o processo, sabe? Então, sempre tive desejos de trabalhar com projetos de ciclo fechado”, conta o empresário.
“Em 2020, eu fundei a Plaspop diante desse desejo de fechar o ciclo do plástico, no intuito de desenvolver soluções de economia circular e transformação de resíduos com foco nos plásticos”, complementa Davi Iankous.
A PlasPop não utiliza nenhuma material exterior para a pigmentação dos produtos – são as tampinhas que colorem os objetos | Plaspop/Divulgação
O primeiro projeto da empresa foi o “Destampa”, iniciativa que monetizava tampinhas recolhidas nas escolas e convertia esse valor adquirido em produtos socioambientais.
Após o sucesso do projeto pioneiro, Davi decidiu empenhar as forças da Plaspop no fechamento do ciclo do plástico – e deu início a Estação Circular, o desenvolvimento de maior sucesso.
“Lançamos um MVP [Mínimo Produto Viável] dentro do supermercado em Betim, onde fica a nossa fábrica. E para rodar esse MVP eles nos deram três meses, nos deslocaram para o melhor ponto do supermercado da cidade, e acabou que deu super certo!”, relembra.
Pioneira na economia circular, a Estação é a única empresa que atrela CPF à reciclagem, trazendo benefícios aos usuários | Plaspop/Divulgação
“Hoje, é a nossa principal unidade e estamos lá desde 2021. E a partir disso o MVP foi consolidando, trazendo números”.
Atualmente, a empresa conta com seis unidades franqueadas em Minas Gerais, e o CEO planeja expansão para outros estados.
O renascimento do plástico
Afinal, o que é a Estação Circular? Como o próprio CEO da empresa define, são estações de reciclagem “gamificadas”. “O consumidor faz na nossa plataforma, entrega seu resíduo na unidade mais próxima – e tudo o que ele entrega de resíduo gera uma pontuação”, explica.
“Esses pontos podem ser usados para adquirir os produtos fabricados por nós. Hoje, além dessa forma de troca, a gente tem troca de pontos por créditos monetários mesmo, no PIX e no PicPay. Também fechamos uma parceria com a Uber: usuários que têm pontos em carteira, podem trocar esses pontos por corridas”, complementa.
As unidades oferecem uma linha de produtos como baldes, vasos, caixas, cadernos, bandejas… E todas são produzidas a partir do plástico descartado – ou seja, pós consumo. Dessa forma, o plástico que seria descartado, volta como um novo produto para o consumidor.
Polietileno (sacolas, garrafas e embalagens) e polipropilenos (móveis, tubos, etc.) são os principais materiais usados na confecção dos produtos | Reprodução/@estacaocircular/Instagram
Todo o material entregue nas estações é usado como matéria prima. Os que não são reaproveitados para a confecção de produtos, são reciclados e destinados para outras indústrias.
Nova perspectiva
Mudar a mentalidade do consumidor de maneira orgânica é um dos impactos da Estação. Hoje, os usuários das unidades conseguem distinguir e adquirir produtos que a Estação recebe, contribuindo para a reciclagem e sustentabilidade.
“Hoje, já tem diversos usuários que na hora de comprar o produto da prateleira do supermercado, já pensa na Estação. ‘Ah, não, não vou levar esse produto aqui porque a estação não recebe e não é reciclável'”, se orgulha Davi.
“As pessoas já estão entendendo de materiais, de embalagens e fazendo as suas escolhas lá na hora de comprar pensando no descarte”.
Presente em mercados, a Estação fideliza e atrai clientes nos locais, que aproveitam para entregar os resíduos e fazer compras | Plaspop/Divulgação
Além disso, a Estação realiza um trabalho social importante, que gera, além de sustentabilidade, um senso de comunidade cada dia mais forte.
“Temos depoimentos de idosos que estavam em depressão e hoje são grandes parceiros da Estação porque movimentam a família toda. Começaram a encontrar mais com a família por causa da Estação, porque o familiar passa na casa e deixa o seu resíduo ali para os pais levar na estação”, relata o CEO da Plaspop.
No final do ano, a Estação vai premiar o usuário que mais entregou resíduos.
“Tem usuário que levou uma tonelada. Uma única pessoa não, são várias”, reforça Davi.
Parceria de sucesso
Depois de dois anos operando em Betim, a Estação foi entregue sem custos à Associação de Catadores. Hoje, duas unidades são geridas pela Associação.
“É importante incluir os catadores em processos mais tecnológicos. Temos o compromisso de trazer renda e mudar a imagem do catador de um pobre coitado, para empreendedor”, reforça Iankous.
Um dos pilares da Plaspop é a ressignificação da imagem dos catadores de materiais recicláveis | Divulgação
Conexões para uma nova etapa
O Conexões chegou na hora certa para a Plaspop, que enxerga a oportunidade como ideal para o crescimento da empresa.
“Nos primeiros anos a gente participou muito de programas de aceleração. Chega um ponto que você não vê progressão mais. Já o Conexões teve um match melhor justamente por causa disso, por estarmos em uma fase mais madura”, afirma Davi Iankous.
O BH-TEC foi palco de um dia de aula diferente e inspirador para estudantes de mestrado e doutorado da UFMG. O grupo da disciplina “Inovação, Empreendedorismo e Mercado em Biotecnologia” visitou o Parque Tecnológico de Belo Horizonte nessa sexta-feira (17), quando recebeu palestras e visitou a estrutura.
“A UFMG é uma grande parceira e para a gente apoiar as disciplinas da universidade é muito importante. Essas atividades abrem portas tanto para os alunos quanto para pessoas interessadas a conhecer melhor o parque, saber das oportunidades que existem no nosso espaço”, resume a Head de Inovação do BH-TEC, Ana Canhestro.
A disciplina coordenada pelo professor Júnio Cota compreende estudantes tanto de mestrado quanto de doutorado de programas diversos de pós-graduação do ICA (Instituto de Ciências Agrárias), da UFMG, em Montes Claros.
Estudantes se inspiraram e viram na prática a inovação | João de Moura/BH-TEC
Os alunos receberam palestras e, em seguida, conheceram a estrutura do BH-TEC e de empresas residentes.
Conhecimento para inspirar
Ana Canhestro compartilhou informações sobre parques tecnológicos no geral, o BH-TEC especificamente, inovação, spin-offs e deep techs. “Falamos sobre toda essa temática que envolve tecnologia científica e como que o BH-TEC em si é um grande case para essa temática”, afirma.
Aula no Parque: estudantes puderam ver inovação, empreendedorismo e mercado na prática | João de Moura/BH-TEC
Em seguida, Aurelio Serrao falou sobre a própria trajetória, que inclui experiência em Harvard. Hoje, o biólogo, empreendedor e investidor é co-CEO da InnoVec, sediada no BH-TEC.
A empresa é focada em desenvolver soluções inovadoras para a prevenção e controle de doenças tropicais transmitidas por mosquitos, tais como dengue, chikungunya, zika e malária.
Com experiência em Harvard, Aurelio compartilhou os sucessos e insucessos da trajetória | João de Moura/BH-TEC
“Compartilhar experiências e histórias é a coisa mais importante quando você quer desenvolver qualquer coisa na área do empreendedorismo. Tive um percurso que não foi de muito sucesso e, dos erros, acho que aprendi alguma coisa”, ressalta o especialista, antes de complementar:
“Agora, decidi me juntar à InnoVec, que desenvolve a inovação mais disruptiva que eu vi nos últimos 15 anos no mercado onde atuo mais, o de mosquitos”.
Estrutura para inspirar
O dia terminou com uma visita guiada pela estrutura do BH-TEC, inclusive com visita a empresas residentes – uma outra forma, mais prática, de inspiração. “Achei muito legal conhecer as empresas e a tecnologia que elas estão desenvolvendo”, conta o engenheiro bioquímico e estudante de pós, Tarcísio Nogueira.
“Inclusive, um trabalho que o meu orientador me propôs desenvolver envolve a síntese biológica de nanopartículas metálicas. Por isso, eu já quis até tirar foto do produto porque já vi que tem uma empresa que trabalha com isso. Já é um contato que pode ser incluído no meu doutorado”, finaliza.
“Foi um momento super rico para a gente compartilhar um pouco tanto teoricamente quanto na prática como que o BH-TEC vem se posicionando como esse ambiente relevante de inovação, de transferência de tecnologia”, conclui Ana Canhestro.
A Arkmeds, empresa de base tecnológica com sede em Belo Horizonte, tem um propósito claro: garantir que os equipamentos médicos utilizados em hospitais e clínicas estejam sempre em perfeito funcionamento, com o objetivo de aumentar a segurança dos pacientes e a eficiência dos serviços de saúde.
Com soluções que unem tecnologia, automação e capacitação de profissionais, a startup é uma das participantes da atual edição do programa Conexões, iniciativa do BH-TEC voltada para potencializar negócios inovadores em expansão, executada nesta edição 2025 em parceria com o Sebrae Minas.
Tecnologia da Arkmeds hoje auxilia diversos profissionais | Arkmeds/Divulgação
Fundada em 2015, a empresa cresceu de uma sala com poucos colaboradores para uma estrutura robusta, com mais de 60 profissionais e presença em todo o Brasil, além de clientes em países como Chile, México, Peru e Angola.
Segundo José Gabriel Oliveira, supervisor comercial da Arkmeds, o fortalecimento interno da estrutura e a alta demanda gerada a partir da participação em grandes eventos do setor, como feiras hospitalares, foram muito desafiadores e, ao mesmo tempo, decisivos para esse crescimento.
“A empresa saiu de uma startup de apenas um cômodo para um escritório grande e uma equipe com vários setores, como logística, produção, qualidade, desenvolvimento e comercial. Isso nos permitiu ampliar muito nossa capacidade de entrega”, conta o supervisor.
Tecnologia, processos e pessoas
A Arkmeds oferece um ecossistema completo para engenharia clínica, que une tecnologia, automação de processos e capacitação de pessoas.
Com analisadores próprios para calibração de equipamentos médicos e um software de gestão que automatiza processos e garante rastreabilidade e confiabilidade nas informações, a empresa também conta com uma frente de capacitação — a Arkmeds Academy —, que oferece pós-graduação, treinamentos e outros cursos.
Equipe da Arkmeds em ação | Divulgação
“A gente entendeu que não existe tecnologia e processo sem pessoas capacitadas. Por isso, trabalhamos com três pilares, que são complementares: pessoas, processos e tecnologia”, explica.
Outro ponto fundamental do processo é o atendimento ao cliente. “Por mais que existam diferentes setores, nós costumamos dizer que todos os profissionais da equipe fazem parte da área de experiência do cliente. Temos o compromisso de garantir que cada interação seja a melhor possível, com o intuito de resolver problemas e entregar soluções”.
Conexões que impulsionam o crescimento
Participar do Conexões tem sido valoroso para a empresa. Segundo José Gabriel, o ambiente de trocas entre startups e instituições parceiras tem gerado oportunidades concretas de aprendizado e negócios.
José Gabriel em um dos encontros do programa Conexões | Ana Belo/BH-TEC
“Tem sido muito proveitoso e a expectativa é que seja ainda melhor nessas semanas finais. As palestras, dinâmicas e mentorias nos auxiliam na prática e a equipe do BH-TEC é sempre muito atenciosa”, pontua..
“Além disso, a aproximação com outras empresas facilita conexões que podem virar parcerias reais. Eu sou o ponto focal da Arkmeds, mas estou sempre compartilhando o conhecimento com o restante da equipe. Por ser uma empresa mais madura, o programa de pós-aceleração faz muito sentido para a gente ”.
Olhar no futuro
Em plena fase de expansão internacional, a Arkmeds quer se consolidar como referência global em engenharia clínica, tanto na tecnologia quanto na capacitação de pessoas.
Sede da empresa, em Belo Horizonte | Arkmeds/Divulgação
“Nosso objetivo é que, no futuro, quando alguém pensar em engenharia clínica, pense na Arkmeds. Queremos ser referência em qualidade e segurança, pois todo cidadão quer ter a garantia de que será bem atendido em um hospital, seja público ou privado, e que tudo esteja de acordo com os padrões exigidos pelas instituições governamentais”, destaca José Gabriel, antes de finalizar:
“A melhoria da saúde como um todo é o que nos move”.
Pelo segundo ano consecutivo, o BH-TEC conquista a premiação máxima no maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina. Eleito o melhor parque tecnológico em 2024, o Parque acaba de ser escolhido como a melhor aceleradora do país, na noite de hoje (15).
O Parque Tecnológico de Belo Horizonte concorreu com mais de 100 aceleradoras de todo o país e ganhou o primeiro lugar com o pioneiro programa executado em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
“É a consolidação de uma trajetória. Ano passado ganhamos o primeiro lugar na categoria parque tecnológico, e no primeiro ano de funcionamento, ganhamos o primeiro lugar como aceleradora”, vibra o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
“É muito importante para o BH-TEC, é muito importante para o ecossistema de inovação de Belo Horizonte, é muito importante para a UFMG e para todos os nossos atores. Ainda mais em uma concorrência tão acirrada: são 54 parques tecnológicos e mais de 100 aceleradoras de todo o pais”.
Conferência Anprotec estima receber 16 mil pessoas de 40 países | Anprotec/Divulgação
Lançado em 2024, o edital mobilizou pesquisadores, empreendedores e agentes do ecossistema mineiro em busca de soluções para um dos maiores desafios do nosso tempo: as mudanças climáticas.
BH-TEC foi eleita a melhor entre mais de 100 aceleradoras de todo o país | Anprotec/Divulgação
Dez propostas foram selecionadas e, desde janeiro deste ano, passaram por um programa estruturado e executado pelo BH-TEC, com acesso a capacitações, mentorias especializadas e validação técnica.
“Ficamos muito felizes com o reconhecimento porque é um projeto com um arranjo único dentro do ecossistema. Nunca vimos a Assembleia Legislativa, junto com um Parque Tecnológico, executando algo tão voltado para buscar soluções concretas para a sociedade”, destaca Camila Viana, Head de Sustentabilidade do BH-TEC.
“Queremos avançar com mais iniciativas com esse perfil – projetos capazes de gerar benefícios reais para a população, melhorar serviços públicos e criar soluções inovadoras para desafios como a crise climática”, complementa.
Um exemplo para inspirar outros estados
Mais do que um programa, o projeto mostra como a união de esforços pode gerar resultados concretos e abrir caminho para que outros estados também apostem nesse modelo colaborativo.
“Essa discussão aqui na Assembleia foi inovadora. Talvez sejamos a primeira Assembleia a realizar um prêmio com base em inovação e tecnologia, incentivando startups e, com isso, gerando não só emprego e renda, mas também soluções de qualidade para os problemas da população”, afirma Tadeu Leite, presidente da ALMG.
Além de concorrer ao prêmio de melhor aceleradora do país, o BH-TEC é destaque em outra categoria na maior conferência de empreendedorismo inovador da América Latina. Os resultados obtidos em três anos de Centro de Inteligência em Sustentabilidade do Parque, o CIS, chamaram a atenção a ponto de ser selecionado entre trabalhos de todo o Brasil.
A coordenadora do CIS e Head em Sustentabilidade do BH-TEC, Camila Viana, apresentou as iniciativas e os respectivos impactos na Conferência Anprotec 2025, realizada em Foz do Iguaçu (PR), de ontem (13) a quinta-feira (16).
Camila Viana responde à dúvida da plateia | BH-TEC/Divulgação
“Analisamos os resultados de 3 anos de trabalho do CIS e escrevemos um artigo que foi um dos selecionados na apresentação nesta Conferência”, explica a especialista, antes de complementar:
“Esse estudo olha para a atuação do CIS dentro do BH-TEC e como o trabalho do Centro auxilia o Parque a funcionar dentro de um modelo de inovação, a quíntupla hélice, e como, através desse trabalho, a gente promove o ecossistema de inovação colaborativo”.
O anúncio dos melhores artigos, relatos de boas práticas e pôster será realizado a partir das 18h desta quarta-feira (15).
Conferência espera receber 16 mil pessoas de 40 países nos quatro dias de evento | Anprotec/Divulgação
Melhor aceleradora
O pioneiro programa de aceleração coordenado e executado pelo BH-TEC, em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi selecionado entre os finalistas do prêmio Aceleradora – Troféu Lynaldo Cavalcanti.
Em 2024, o BH-TEC foi o grande vencedor em outra categoria: a de melhor parque tecnológico do Brasil.
Crocco apresenta programa inédito executado pelo BH-TEC, que concorre a prêmio Anprotec | BH-TEC/Divulgação
Neste ano, concorre com Getin Aceleradora – Gestão Empresarial, Tecnologia e Inovação LTDA e Ventiur Investimentos em Novos Negócios S.A.
O anúncio do grande vencedor será realizado durante o Jantar de Encerramento, também na noite desta quarta-feira (15).
O evento realizado entre hoje e quinta-feira (16) pretende receber 16 mil pessoas durante esse período de 40 países. O BH-TEC, eleito o melhor parque tecnológico do país pela Anprotec, concorre neste ano como melhor aceleradora, por meio do Hub de Inovação Multifuncional.
O CEO do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, Marco Crocco, apresentou o pioneiro projeto, batizado de Acelerando Políticas Públicas, na conferência, considerado o maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina.
Crocco detalhou o programa para a banca que vai definir o grande vencedor | BH-TEC/Divulgação
“Com muita satisfação e orgulho que apresentamos o caso do BH-TEC, em parceria com a ALMG. Já ganhamos o prêmio enquanto parque tecnológico no ano passado, o que é muito importante para consolidar a nossa trajetória – e agora, da nossa aceleradora”, reforça Crocco.
Melhores do Brasil
O painel “Demoday Prêmio Anprotec de Empreendedorismo Inovador” também sediou a apresentação dos outros dois finalistas na categoria aceleradora, além dos selecionados para a etapa final em Incubadora de Empresas e Negócios de Impacto.
Na categoria disputada neste ano pelo BH-TEC, chamada Troféu Lynaldo Cavalcanti, também disputam:
Getin Aceleradora – Gestão Empresarial, Tecnologia e Inovação LTDA
Ventiur Investimentos em Novos Negócios S.A
O anúncio do grande vencedor será realizado durante o Jantar de Encerramento, na noite desta quarta-feira (15).
BH-TEC busca ganhar o segundo prêmio da Anprotec, desta vez em nova categoria | BH-TEC/Divulgação
A iniciativa busca reconhecer os melhores programas, práticas e projetos desenvolvidos por ambientes promotores, como incubadoras, aceleradoras, hubs, parques tecnológicos e negócios de impacto.
“Estamos impressionados com o nível das candidaturas deste ano, que demonstram o amadurecimento do ecossistema de inovação no Brasil. Os finalistas representam iniciativas que não só inovam, mas também geram impacto real em suas regiões, fomentando conexões e soluções sustentáveis”, ressaltou Maíra Nobre, diretora de Redes e Associados da Anprotec.
Um exemplo que pode inspirar outros estados
“Queremos avançar com mais iniciativas com esse perfil – projetos capazes de gerar benefícios reais para a população, melhorar serviços públicos e criar soluções inovadoras para desafios como a crise climática”, destaca Camila Viana, Head de Sustentabilidade do BH-TEC.
Mais do que um programa, o projeto mostra como a união de esforços pode gerar resultados concretos e abrir caminho para que outros estados também apostem nesse modelo colaborativo.
“Essa discussão aqui na Assembleia foi inovadora. Talvez sejamos a primeira Assembleia a realizar um prêmio com base em inovação e tecnologia, incentivando startups e, com isso, gerando não só emprego e renda, mas também soluções de qualidade para os problemas da população”, afirma Tadeu Leite, presidente da ALMG.
O BH-TEC está on no maior evento de empreendedorismo inovador da América Latina! A Conferência Anprotec 2025 acaba de começar em Foz do Iguaçu (PR) com a expectativa de receber, no próximos dias, mais de 16 mil pessoas de 40 países.
O evento considerado um dos maiores do mundo chega à 31ª edição promovido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimento Inovadores (Anprotec) e pelo Sebrae.
Conferência começa nesta segunda, 13, e vai até quinta, 16 | Divulgação/Anprotec
E o BH-TEC está em peso: a criação e os resultados do Centro de Inteligência em Sustentabilidade do BH-TEC, o CIS, são tema de um dos painéis e o Parque é um dos finalistas do Prêmio Incubadora de Empresas, com o Hub de Inovação Multifuncional.
Ecossistemas colaborativos e sustentabilidade em pauta
A Head de inovação e sustentabilidade do BH-TEC, Camila Viana, participa da programação com a apresentação do painel “Ecossistemas colaborativos: um novo paradigma para a inovação”.
A discussão é baseada no artigo “Ecossistemas colaborativos e sustentabilidade como vértice: a contribuição do CIS para a inovação em hélice no BH-TEC”, publicado por Camila Viana, Wallace Carrieri e Gabriel Kuriyama, todos integrantes da equipe do BH-TEC.
O trabalho apresenta como o Centro de Inteligência em Sustentabilidade (CIS) tem promovido práticas colaborativas que conectam governo, empresas, universidades e sociedade civil em torno de soluções sustentáveis e inovadoras.
BH-TEC é finalista no Prêmio Incubadora de Empresas
O Hub de Inovação Multifuncional do BH-TEC é um dos finalistas do Prêmio Incubadora de Empresas, na categoria Aceleradora – Troféu Lynaldo Cavalcanti.
A premiação reconhece iniciativas que alavancam startups por meio de programas estruturados de aceleração, com impacto econômico e integração com mercados e investidores, além de valorizar práticas inovadoras relacionadas a estratégias de financiamento e investimento.
Evento reune atores do ecossistema de todo o Brasil | Divulgação/Anprotec
Mais tarde, o CEO do BH-TEC, Marco Crocco, participa do DemoDay do evento, apresentando um pitch sobre o Hub de Inovação Multifuncional e seu papel como aceleradora e promotora de conexões estratégicas entre startups, investidores e grandes empresas.
Fique de olho nos nossos canais para acompanhar tudo o que acontece por lá.
Será que vem mais um prêmio por aí?
Uma solução que resolvesse a falta de acesso a água de qualidade e garantisse a segurança hídrica. Esse é o principal objetivo da LiaMarinha, empresa mineira nascida a partir de uma sensibilização. Comovido com o rompimento da barragem de Fundão em Mariana, William Pessôa, nascido e criado na cidade, decidiu fazer algo que pudesse contribuir na recuperação dos afluentes impactados pelos rejeitos de minério.
A startup é uma das participantes do Conexões, programa pioneiro em Minas Gerais de pós-aceleração. Criado e executado pelo BH-TEC, a atual edição do programa tem a parceria do Sebrae Minas.
A partir de agora, você confere a reportagem especial sobre a história da LiaMarinha.
Entre as tecnologia da LiaMarinha para despoluir água, estão o uso de microrganismos e de insumos agrícolas | LiaMarinha/Divulgação
Uma solução para o desastre
“Meu pai e minha família trabalhavam na mineração e estavam no dia do rompimento. Tudo isso mexeu muito comigo. Tive a oportunidade de ir para a Croácia, onde fui trabalhar com soluções baseadas na natureza, com foco na gestão sustentável da água”, relembra William Pessôa, antes de complementar:
“E foi a partir daí que decidi voltar para o Brasil, para criar uma empresa que pudesse contribuir com a minha cidade”.
Com o conhecimento adquirido em sua formação como engenheiro civil, com especialização em impactos socioambientais, William decidiu abrir a LiaMarinha em 2017. No terceiro mês, a empresa recebeu um aporte financeiro da Fundação Renova por meio de um programa inicial de aceleração de tecnologias montado pelo Senai.
Um dos pilares da LiaMarinha é Denise Davini, sócia e especialista em biotecnologia e gestão de projetos | LiaMarinha/Divulgação
Com isso, a LiaMarinha deu o pontapé inicial para o desenvolvimento da solução, que, após testes no parque tecnológico da UFV (Universidade Federal de Viçosa), foi observada em maior escala na Bacia do Rio Doce, comprovando a eficácia do desenvolvimento da empresa.
“A tecnologia foi instalada no Rio Gualaxo do Norte, na bacia do Rio Doce, por um ano. Nós conseguimos diminuir a turbidez da água entre 20% e 40%”, conta o fundador e CEO da empresa.
Após o sucesso inicial, a empresa expandiu sua área de atuação a outras mineradoras.
A solução a partir da observação
A capacidade de se adaptar ao ambiente é um diferencial da LiaMarinha. A partir da observação do local, a empresa consegue desenvolver a solução mais adequada, pensando na comunidade, na infraestrutura e no meio ambiente.
A LiaMarinha desenvolve essa purificação da água utilizando soluções baseadas na natureza, como por exemplo, o processo de fitorremediação: o uso de espécies de plantas e estimulação de microrganismos para descontaminação da água. Além disso, o uso de resíduos agrícolas como insumos para promover a redução de alguns metais presentes na água.
Como os locais normalmente são afastados, a empresa aposta em soluções que não dependam de energia elétrica e produtos químicos | LiaMarinha/Divulgação
A empresa realiza, ainda, a instalação de sistemas descentralizados, por meio de estações de tratamento de esgoto sanitário e efluentes industriais, que possibilitam a sustentabilidade do processo.
“Quando a gente pensa na mineração, ela acaba sendo numa área mais remota. Por isso, levamos soluções passivas, que não têm a dependência ali de energia elétrica, uso de produtos químicos, para tornar mais viável. Então, isso acaba sendo um diferencial das nossas soluções”, explica William.
A LiaMarinha também utiliza a plataforma digital “OlhaÁgua”, que torna possível o monitoramento dos dispositivos instalados. A plataforma facilita todo o processo, pois através dela acontece a gestão, o diagnóstico e a comunicação entre empresa e comunidade.
Além disso, a plataforma permite o recolhimento dos dados, que ajudam na evolução das soluções, trazendo assertividade nas operações da empresa.
Da lavra ao porto
Os desenvolvimentos da LiaMarinha chamam a atenção em todo o planeta | LiaMarinha/Divulgação
Fundada em 2017, a LiaMarinha se aproxima do seu décimo ano de atuação e já planeja expandir suas soluções para todo o ciclo da água no setor de mineração, abrangendo desde a extração e o beneficiamento até o transporte nos portos.
E um dos trunfos de William e equipe é justamente a participação no programa Conexões.
“A ideia é se aproximar de outras empresas, entender esse mercado, como atuar com plataforma digital, como vender, como se conectar mesmo. É esse o momento! Estar próximo de outras organizações, escutar os relatos nos momentos de conversa. Isso eu acho que é o principal ponto para a gente, ganhar esse aprendizado”, ressalta o idealizador da LiaMarinha.
Transformar setores inteiros com inteligência artificial desenvolvida no Brasil e para o Brasil. Essa é a missão da NeuralMind, startup fundada por Patrícia Tavares e Roberto Lotufo, que atua na fronteira da tecnologia ao criar modelos proprietários de IA voltados para áreas como direito, regulação e saúde.
Participante do Programa Conexões, a empresa trabalha para levar inovação a segmentos estratégicos e contribuir com a soberania tecnológica nacional.
“A gente não só usa inteligência artificial nos nossos produtos: a gente desenvolve tecnologias de IA. Somos uma deeptech, criamos soluções que realmente transformam setores e aumentam a eficiência dos nossos clientes”, explica Patrícia.
Da academia ao mercado: Uma trajetória guiada pela inovação
Engenheira de produção, doutora em política científica e tecnológica e com passagens por grandes empresas, universidades e centros de pesquisa, Patrícia Tavares construiu uma carreira marcada pela busca por eficiência, inovação e impacto.
“Eu sempre trabalhei com a ideia de como levar o conhecimento da academia para o mercado. E quando surgiu a NeuralMind, isso se concretizou: conseguimos criar uma empresa de base científica com propósito real de transformação”, conta.
Patrícia Tavares e Roberto Lotufo | Neuralmind/Divulgação
Ao lado de Lotufo, pesquisador com mais de 40 anos de experiência em inteligência artificial e visão computacional, ela uniu visão estratégica e expertise técnica para fundar uma empresa capaz de gerar tecnologia própria e oferecer soluções sob medida para desafios complexos.
Tecnologia proprietária e pioneirismo em IA
A NeuralMind foi pioneira no Brasil ao treinar o primeiro modelo de linguagem baseado no Transformer BERT do Google para o português, o BERTimbau, lançado em 2020 — antes mesmo da popularização do ChatGPT.
“Nós disponibilizamos o BERTimbau para toda a academia, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do mercado de IA no país”, relembra Patrícia.
Outro destaque é o Neuroscience, buscador proprietário da empresa baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs), que realiza buscas semânticas e interpreta diferentes tipos de dados — de textos e planilhas a documentos em formatos diversos — com desempenho superior a soluções tradicionais.
Soluções que salvam vidas
Mais recentemente, a NeuralMind tem aplicado sua tecnologia à área da saúde, desenvolvendo sistemas que auxiliam médicos e hospitais na priorização de exames e atendimentos de emergência.
A solução, chamada PrioScan, utiliza IA para analisar imagens e dados clínicos dos pacientes e indicar automaticamente quais casos devem ser atendidos primeiro, ajudando a salvar vidas e otimizar recursos hospitalares.
Escritório da empresa | Divulgação NeuralMind
“Hospitais públicos enfrentam grandes filas de emergência e têm poucos profissionais para dar conta da demanda. Com a nossa solução, conseguimos evitar mortes e reduzir o tempo de internação, liberando leitos e ampliando o acesso à saúde da população”, destaca Patrícia.
O produto já está em teste no Hospital das Clínicas de Porto Alegre e deve ser validado em outras instituições, como o Hospital das Clínicas da UFMG.
Crescimento, internacionalização e impacto
Atualmente em fase de tração, a NeuralMind conta com 30 colaboradores e já possui clientes em diferentes segmentos. A startup abriu filiais em São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e no Canadá, ampliando sua presença no mercado nacional e internacional.
Equipe da Neuralmind | Divulgação
A empresa também busca fomento e novos investimentos para expandir suas operações, fortalecer as áreas comercial e de marketing e obter certificações internacionais para o PrioScan.
“Queremos escalar nossas soluções e consolidar a expansão internacional. Mas, acima de tudo, queremos continuar desenvolvendo IA no Brasil, em português e para o contexto brasileiro, contribuindo para a autonomia tecnológica do país”, reforça Patrícia.
Conectando inovação e ecossistema mineiro
A entrada no Programa Conexões e no ecossistema de Minas Gerais foi estratégica para a NeuralMind. A empresa viu no BH-TEC e na UFMG uma oportunidade de fortalecer sua presença em um dos principais hubs de inovação e saúde do país.
“O BH-TEC tem um papel muito importante no ecossistema. Participar do Conexões está sendo riquíssimo: desde o diagnóstico inicial até as conexões que estamos fazendo”, afirma Patrícia, antes de finalizar:
“Queremos tornar nossa filial de Belo Horizonte totalmente operacional e contribuir ativamente com o ecossistema mineiro.”
Da sala de aula de Educação Física ao mundo da tecnologia. A trajetória do CEO Rômulo Balga e da Maxbot mostra como inovação, resiliência e propósito podem transformar um sonho em uma empresa que hoje conecta milhares de pessoas todos os dias.
Criada em Belo Horizonte, a startup nasceu dentro do programa Lemonade/UFMG em 2017 e hoje é referência em soluções de atendimento automatizado por meio de chatbots.
Maxbot tem se tornado referência em atendimento automatizado | Maxbot/Divulgação
Do esporte para a tecnologia
Formado em Educação Física, Rômulo se apaixonou pela tecnologia ao perceber como ferramentas digitais poderiam impactar diretamente o dia a dia das pessoas. “Eu nunca imaginei trabalhar com isso, mas descobri que a tecnologia tem um poder transformador enorme. E foi esse impacto que me fez mudar de área”, conta.
Rômulo, então, mergulhou nessa área e logo percebeu a dificuldade das empresas em oferecer um atendimento de qualidade aos seus clientes. Aproveitando o boom do WhatsApp Business, teve a iniciativa de criar uma solução para suprir essa necessidade.
Os primeiros passos
A ideia da Maxbot surgiu durante o Lemonade, programa de pré-aceleração que reúne empreendedores em busca de transformar ideias em negócios. Na época, Rômulo ainda buscava dar os primeiros passos no empreendedorismo, mas rapidamente percebeu o potencial da comunicação digital e já acumulava experiência com atendimento ao cliente.
Logo no início, a empresa já faturava com os primeiros parceiros, mostrando que havia espaço para soluções de automação de atendimento. “O Lemonade foi um divisor de águas. A gente saiu de lá com uma empresa de verdade, clientes e receita”, relembra Rômulo, CEO e fundador da Maxbot, especialista em marketing e mentor de startups.
Desafios iniciais: o caso WhatsApp
Apesar do futuro promissor, o empreendimento superou desafios. Um dos primeiros obstáculos da Maxbot foi o acesso ao WhatsApp Business API, que, no início, estava restrito a poucas empresas no Brasil. Isso dificultava a entrada de novos players no mercado.
Com criatividade, a startup encontrou formas de se adaptar, usando outros canais e oferecendo soluções alternativas até conseguir a integração oficial. “Esse foi um momento de muita resiliência. Tivemos que ser ágeis, pensar em novas rotas e continuar entregando valor aos clientes”, diz Rômulo.
A solução
A Maxbot desenvolve chatbots e soluções de atendimento digital que ajudam empresas a atenderem seus clientes de forma mais rápida, eficiente e personalizada.
Plataforma mostra como funciona o atendimento da empresa | Maxbot/Divulgação
O foco está nas pequenas e médias empresas (PMEs), que muitas vezes não têm acesso a soluções robustas oferecidas por grandes players do mercado. “Nosso cliente quer agilidade e resultado. Ele não quer um sistema complexo e difícil de usar. Quer algo que resolva sua dor de forma simples e direta”, explica Rômulo.
Concorrência e diferenciais
O mercado de automação de atendimento no Brasil é disputado, com nomes como Blip, Take e Zenvia. Mas a Maxbot encontrou seu diferencial justamente no foco nas PMEs e no atendimento próximo.
“Enquanto os grandes miram nas multinacionais, a gente se posiciona ao lado do pequeno e do médio empresário, oferecendo proximidade, preço acessível e suporte humanizado. Nosso diferencial é tratar cada cliente como parceiro”, destaca Rômulo.
Equipe, cultura e crescimento
Hoje, a Maxbot conta com uma equipe enxuta e multidisciplinar. Para Rômulo, a cultura da empresa é um dos principais motores do crescimento. “A gente acredita que inovação não é só tecnologia. É sobre pessoas, sobre a forma como nos relacionamos com clientes e com o time”, afirma.
Neste ano, a empresa comemorou 5 anos de história | Reprodução/LinkedIn/Maxbot
Além de facilitar a vida de empresas e clientes, a startup busca contribuir para um futuro em que o atendimento digital seja mais inclusivo e humano. “Queremos melhorar a forma como as pessoas se comunicam com empresas no Brasil. Se conseguirmos reduzir frustrações e tornar o atendimento mais justo, já estaremos cumprindo nossa missão”, projeta o CEO.
Participação no Conexões
Neste ano, a Maxbot foi selecionada para o Programa Conexões, iniciativa do BH-TEC com o Sebrae Minas que acelera startups em estágio de tração e crescimento. A experiência trouxe novas perspectivas de negócio, conexões com empresas e acesso a mentorias especializadas.
Mateus e Rômulo participaram do Conexões representando a startup | Arthur Colpa e Ana Belo/BH-TEC
“O Conexões nos colocou em contato com outros empreendedores e com grandes players. Isso ajuda muito a abrir portas e enxergar oportunidades que sozinho a gente não veria”, destaca Rômulo.
Da primeira usina móvel de biodiesel do mundo ao sonho de descentralizar a produção de energia limpa no Brasil. A história da Biolevel, startup mineira participante do Programa Conexões do BH-TEC, mostra como a inovação pode nascer dentro da universidade, ganhar força no mercado e se transformar em uma solução capaz de unir sustentabilidade, impacto social e economia circular.
Uma jornada que começou no laboratório
A trajetória da Biolevel remonta a 2009, quando o engenheiro mecânico Alex Nogueira, sócio-fundador, lançou na cidade de Itaúna, em Minas Gerais, um projeto de coleta de óleo de cozinha usado para produção de biodiesel. A iniciativa deu origem à primeira versão de uma usina experimental e, em parceria com a UFMG e o professor Rochel Lago, à criação da primeira usina móvel de biodiesel do mundo.
Usina móvel da Biolevel | Divulgação/Biolevel
“A usina foi colocada em uma carreta e rodou várias cidades, mostrando de forma prática e educativa que era possível transformar o resíduo em combustível renovável”, relembra Fernando Andrade, CEO da Biolevel.
O projeto teve validações com empresas como Gerdau, Minerita e Stellantis, além da venda de uma usina ao supermercado Verdemar. À época, porém, a empresa ainda carregava o DNA acadêmico e operava sob o nome BChem (de biodiesel + química). A visão empresarial só ganharia força anos depois.
Recomeço com visão de mercado
Engenheiro ambiental e empreendedor desde 2015, Fernando encontrou o projeto parado em 2020 e viu a oportunidade de dar um novo rumo à ideia.
“Conversamos com o Alex e decidimos transformar a BChem em um negócio com foco em mercado, criando a Biolevel. Fizemos o rebranding, estruturamos novos modelos de negócio e, a partir daí, partimos para a validação com clientes”, explica o CEO.
Hoje, a startup atende produtores de soja, indústrias consumidoras de biodiesel e cidades acima de 50 mil habitantes, onde implanta usinas descentralizadas de produção.
Tecnologia nacional e modular
A grande inovação da Biolevel está no modelo de usinas compactas e modulares, capazes de transformar diferentes tipos de óleo vegetal em biodiesel, com até 78% de redução nas emissões de gases de efeito estufa.
A usina é compacta e permite uma alta produção | Divulgação/Biolevel
“Nossa usina é compacta e tem alta capacidade de produção. O modelo B100, por exemplo, produz 100 litros por hora, o que significa mais de 26 mil litros por mês”, detalha Fernando.
Além de eficiência, a solução ajuda o Brasil a enfrentar um gargalo: atualmente, o país ainda importa cerca de 17% do biodiesel que consome.
Impacto social: O projeto Biocombustível Social
Mais do que produzir energia limpa, a Biolevel decidiu transformar também a realidade das pessoas. Com o projeto Biocombustível Social, a startup vai capacitar cidadãos em situação de vulnerabilidade e cooperativas de reciclagem para atuarem como agentes de coleta de óleo de cozinha usado. Todo o material recolhido vai ser comprado comprado pela própria empresa, garantindo uma fonte estável de renda para essas famílias.
Biodiesel produzido pela empresa | Divulgação Biolevel
“Estamos falando de pessoas que antes dependiam de programas assistenciais e que hoje conseguem conquistar autonomia financeira, chegando a uma renda mensal de até R$ 3.500. É uma virada de chave que dá dignidade, cria empregos locais e ainda resolve um grande problema ambiental: evitar que milhares de litros de óleo sejam despejados em pias e redes de esgoto”, destaca Fernando.
A solução já está sendo apresentada a empresas e cidades interessadas.
Uma equipe movida por propósito
À frente da Biolevel estão profissionais de diferentes áreas que unem expertise técnica e visão de impacto:
Fernando Andrade, engenheiro ambiental e CEO
Alex Nogueira, engenheiro mecânico com doutorado em combustíveis renováveis
Tainá, engenheira de materiais com especialização em sustentabilidade
Bruno, engenheiro civil com especialização em gestão financeira e processos
Juntos, eles formam um time preparado para transformar a produção de energia limpa no Brasil.
O futuro da Biolevel
Com uma equipe multidisciplinar de sócios especializados em engenharia, sustentabilidade e gestão, a Biolevel mira a expansão por meio de parcerias estratégicas.
“Nosso objetivo é, no futuro próximo, realizar uma fusão com uma grande empresa do setor de energias renováveis. Isso permitirá ampliar a escala e levar nossa tecnologia a muito mais clientes e cidades”, projeta o CEO.
Expectativas para o Conexões
Participar do Programa Conexões é, para a startup, mais uma oportunidade de acelerar a visão de negócio e ampliar o impacto.
Fernando Andrade representando a Biolevel no programa Conexões | Ana Belo/BH-TEC
“Queremos usar o Conexões para ir além da parte técnica. Nossa expectativa é criar de fato conexões com prefeituras, indústrias e governos, abrindo caminhos para que a Biolevel esteja cada vez mais inserida em processos que tragam impacto real”, destaca Fernando.
O EcoParque 2025 transformou a curiosidade em descoberta e a diversão em aprendizado. Crianças e jovens da rede pública de Belo Horizonte viveram hoje (1º) um dia mágico de trilhas ecológicas, oficinas criativas, experimentos científicos e experiências interativas. Mais do que um evento, foi um convite para sonhar com um futuro em que ciência, inovação e sustentabilidade caminham juntas, provando que aprender pode ser encantador, transformador e inesquecível.
Tenda foi montada dentro do Parque e contou com várias atrações e experimentos científicos | Virgínia Muniz/BH-TEC
“O EcoParque, a Jornada Científica e todas as ações voltadas para escolas e para a formação das novas gerações são fundamentais. Não existe sustentabilidade sem olhar para o futuro. E é justamente isso que conecta essas iniciativas à nossa missão: construir, desde já, um futuro mais sustentável”, destaca Camila Viana, Head de Sustentabilidade do BH-TEC.
Oficinas, trilhas e experiências práticas
Quadrinhos, escape room e mais de 10 atividades práticas fizeram a alegria das crianças e jovens. As trilhas ecológicas e tecnológicas do BH-TEC permitiram que os participantes explorassem de forma lúdica e educativa os laboratórios e áreas de preservação ambiental do Parque.
Alunos em visita à CT Nano | Ana Belo/BH-TEC
Além disso, o Parque contou com uma “biblioteca no ônibus”, um projeto da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.
“Eu nunca tinha visto, foi uma experiência maravilhosa, porque tem livros para todas as faixas etárias, de todos os gêneros. É algo realmente mágico, incrível”, conta a estudante Beatriz Alves, do 2º ano do Ensino médio da escola Professor Alisson Pereira Guimarães.
Além das oficinas, o espaço interativo ofereceu outras atividades, como experiências conduzidas por laboratórios da UFMG, apresentação de resultados da Jornada Científica, jogos educativos, exposição de animais peçonhentos e demonstrações de biologia sintética, garantindo uma imersão completa no mundo da ciência e inovação.
Trilha ecológica no Parque | Arthur Colpa/BH-TECBiblioteca no ônibus | Ana Belo/BH-TEC
O evento também foi palco da finalização da 3ª edição da Jornada Científica 2025, projeto do Centro de Inteligência em Sustentabilidade (CIS) que envolve escolas da rede pública de Belo Horizonte.
Os alunos apresentaram seus trabalhos relacionados ao ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima, incluindo um minidocumentário produzido ao longo do ano. A mostra evidenciou o engajamento dos estudantes e o potencial transformador da educação voltada para sustentabilidade e inovação.
Alunos da Jornada Científica apresentam documentário produzido durante o programa | Virgínia Muniz/BH-TEC
“À primeira vista, pode parecer inusitado um parque tecnológico investir em ações voltadas para a educação básica. Mas é justamente daí que surgirão as soluções que, em breve, estarão aqui dentro do Parque e na sociedade. Falar de sustentabilidade é, acima de tudo, falar das próximas gerações”, complementa Camila Viana.
O estacionamento do BH-TEC se transformou no mundo encantado da química durante o EcoParque: a ACS Chapter levou diversão e aprendizado aos mais de 400 estudantes de escolas municipais e estaduais que passaram pelo evento hoje (1º). De escape room a verdadeiros laboratórios de química: a ACS Student Chapter, da UFMG, levou encantamento e aproximou a química dos jovens – desmistificando a ciência que estuda a matéria e sua estrutura.
A ACS Student Chapter é um grupo vinculado à American Chemical Society (ACS), uma associação de químicos estadunidense. O objetivo é proporcionar o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens cientistas e da comunidade, promovendo ciência de forma responsável, sustentável e diversa.
“O nosso objetivo, aqui, é levar a ciência para os alunos de escola pública da região metropolitana de Belo Horizonte. Muitos têm uma visão mistificada do que é a química e como ela funciona. Então, a nossa meta é mostrar para eles que a química está no nosso dia a dia. É sempre muito gratificante participar de eventos assim”, descreve Fernanda Gandra, mestranda em química pela UFMG.
Fernanda Gandra, da ACS Chapter, mostra seu experimento aos alunos | Arthur Colpa/BH-TEC
Entre os estandes preparados pelo grupo, os alunos puderam vivenciar experimentos com radiação UV, química presente no açúcar, poliacrilato, relógio de iodo e camaleão redox, além de uma mesa com jogos e o Escape Room (leia mais abaixo).
“Foi tudo muito bom. Hoje aprendi muitas coisas novas, vi experimentos que nunca tinha visto, tipo a da luz ultravioleta. Foi tudo muito legal, a gente se divertiu demais”, diz Raphael Arcanjo, estudante de 14 anos da Escola Municipal Professor Daniel Alvarenga.
Douglas Paiva, da ACS Chapter, mostra um experimento aos alunos | Arthur Colpa/BH-TEC
O Escape Room
Muito disputado entre os alunos, o Escape Room levou o formato que caiu no gosto de jovens e adultos: uma sala com desafios e enigmas que devem ser desvendados em um determinado tempo.
Montado pelos estudantes de química, o Escape Room temático do ACS Chapter busca ensinar sobre o acidente radiológico envolvendo o Césio-137, em Goiânia, no fim da década de 1980.
“Esse Escape Room é ambientado no ano de 1987, numa típica casa dos anos 1980 no Brasil. Ele serve como conscientização e um aprendizado sobre o que ocorreu no acidente radiológico de Goiânia”, informa Diogo Vidal, professor do departamento de química da UFMG.
Alunos da E.E. Flávio dos Santos tentam desvendar os enigmas do Escape Room | Arthur Colpa/BH-TEC
Com enigmas voltados para a conscientização ambiental, radioatividade e descarte correto de resíduos, o estande montado teve filas para a participação de cada um dos grupos de estudantes, que aprenderam sobre o maior acidente radiológico já registrado no Brasil – e o que deve ser feito para que jamais ocorra outro como esse.
“Eu nunca tinha participado de um Escape Room, e foi uma experiência muito legal. Apesar que não conseguimos desvendar todos os enigmas, foi muito divertido, aprendemos bastante sobre o caso”, afirma Lucas Augusto, 16, estudante da Escola Estadual Flávio dos Santos.
Alunos de Escola Municipal tentam desvendar os enigmas do Escape Room | Virgínia Muniz/BH-TEC
Democratização da ciência. Essa é a principal meta do laboratório IdeaReal, projeto do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG que abrilhantou o EcoParque hoje (1º), ao levar biologia de forma lúdica aos cerca de 500 estudantes que passaram pelo evento.
O desenvolvimento de peças educacionais em 3D, que ilustram componentes biológicos, é uma das estratégias do grupo para o aumento da acessibilidade da biologia nas escolas.
Os estudantes tiveram a oportunidade de montar células e DNA | Ana Belo/BH-TEC
Biologia na mão
Materiais como o Genética de Mão, que possui componentes para a montagem de DNA, células animais e vegetais, são forma de tirar das páginas dos livros e mostrar, de forma palpável, elementos fundamentais da ciência.
“Com isso, a gente aprende coisa diferente. Aqui mostra tudo em tamanho que dá pra entender melhor, né? Porque no livro a gente vê tudo igual, e poder pegar, olhar e ver o que está acontecendo por dentro é muito legal! Bem melhor!”, conta o estudante Ítalo.
Itens da maleta que possibilitam a montagem de células e do DNA| Ana Belo/BH-TEC
Acessibilidade
O IdeaReal é um espaço para desenvolvimento e projetos na área da biotecnologia, que busca possibilitar e compartilhar o conhecimento adquirido à população. Uma das frentes do laboratório é a inclusão de estudantes com deficiência visual.
Estruturas biológicas em braille. | Arthur Colpa/BH-TEC
“Temos um projeto que trabalha com a inclusão de pessoas com deficiência visual, então estamos desenvolvendo peças maiores com braile, que permita o aluno a aprender biologia”, cita Regina Fernandes, gestora de inovação do laboratório.
Jornada
O laboratório IdeaReal, inclusive, foi um dos destinos dos estudantes participantes da Jornada Científica deste ano (veja mais no vídeo abaixo). A Jornada é um programa idealizado e executado pelo Centro de Inteligência em Sustentabilidade do BH-TEC, o CIS, para levar ciência à rotina de estudantes da rede pública de ensino.
Ao longo de quatro meses, um grupo de alunas e alunos passam por oficinas, visitam laboratórios e ambientes de ciência, tecnologia e inovação para, no final, desenvolver um trabalho sobre uma meta ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), da ONU. O encerramento da Jornada ocorre justamente no EcoParque, que recebe centenas de estudantes para um dia todo de vivências e aprendizados científicos.
Quinze laboratórios especializados em áreas diversas aptos para levar o conhecimento gerado na UFMG em melhoria de vida para você. Esse é o saldo do Outlab edição 2025, que chega ao fim hoje (30) com o OutlabDay, um dia inteiro de inovação, ciência e conexões.
O programa de extensão que capacita pesquisadores da UFMG em empreendedorismo e gestão promoveu mentorias, encontros presenciais e acompanhamentos individualizados ao longo de dois meses.
Laboratórios vivenciaram um programação cheia com oficinas, exposição e rodadas de negócio | Amanha Canhestro
“Tenho certeza de que isso vai se tornar um caso de sucesso exportado, visto e admirado por outras instituições. Um modelo que foi gestado pela UFMG e tem se mostrado bastante inovador: inovação dentro da inovação”, vibrou, durante a mesa de encerramento, o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Fernando dos Reis.
O programa é coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPq), apoiado pela Fundep e tem metodologia de inovação desenvolvida pelo BH-TEC.
“Para o BH-TEC, responsável pela criação e execução da metodologia, tem sido muito gratificante porque é um processo de crescimento junto com o próprio Outlab. Temos nos esforçado pra entender a dinâmica de cada laboratório para prestar um serviço ou oferecer um produto, o que é muito diferente de uma empresa”, ressaltou o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
Inspiração
Mesa de encerramento da edição 2025 | Amanda Canhestro
Além da mesa de encerramento, o OutlabDay contou com workshops. Uma das palestras foi justamente sobre a comunicação científica, o que despertou reflexões nos participantes para um final com “chave de ouro”.
“Acabei refletindo sobre o meu trabalho, como a gente, como técnico e acadêmico, tem uma linguagem que acaba não conseguindo se conectar com o público, o alvo que a gente quer, futuros clientes”, afirmou Mariana Oliveira, do Laboratório de Briófitas.
“Falei com os laboratórios sobre a importância da pesquisa que eles fazem ser levada para o conhecimento da população de uma forma acessível”, ressaltou a palestrante, Carla Chein, jornalista e editora do jornal O Tempo.
Conexão
Todas as atividades aconteceram do Centro de Atividades Didátcas 3, na UFMG | Amanda Canhestro
Durante todo o dia, no CAD3, no campus Pampulha da UFMG, os pesquisadores exibiram o que é desenvolvido por cada laboratório ao público em geral.
“Trouxemos a ciência e a pesquisa para o público, para aproximar o público da pesquisa. É uma forma de mostrar o que é feito dentro da universidade e mostrar pra empresas que, às vezes, precisam de um serviço que fazemos aqui”, ressaltou Alessandra Martins, da Aqua Smart, que faz tratamento de efluentes e análise de água.
Por fim, foram realizadas rodadas de negócio entre os laboratórios e empresas.
“Acabamos de conversar com o pessoal do laboratório da engenharia elétrica, que tem muita sinergia com o que a gente faz, desenvolvimento de equipamento IoT. Tenho certeza de que essa conexão vai render muitos frutos”, vibrou João Vítor Moraes do Carmo, da Harpia Harpyja.
O Sexta no Parque transformou o BH-TEC em um encontro de ideias e conexões. A edição trouxe, na manhã da última sexta-feira (26), o tema “LabMIn de Portas Abertas” e mergulhou no universo do Laboratório de Metodologias de Inovação: uma rede acadêmica que desenvolve metodologias e ferramentas para impulsionar negócios de base tecnológica e fortalecer ambientes de inovação.
A programação foi aberta por Marco Aurélio Crocco, presidente do BH-TEC e coordenador da Rede LabMIn, e Marina Carelli, especialista em inovação, que deram as boas-vindas aos convidados. Em seguida, Ana Luiza Canhestro, Head de Inovação no BH-TEC e coordenadora do Núcleo BH-TEC da rede, apresentou os objetivos e principais resultados alcançados pela iniciativa até o momento.
Painéis de debate
Na sequência, o encontro reuniu especialistas em dois painéis que estimularam a troca de experiências entre academia e mercado.
Mediado por Ana Luiza Canhestro, o primeiro debate, sobre metodologias de inovação e criação de spin-offs, contou também com representantes de outros núcleos da Rede LabMIn:
• Kelly Carvalho Vieira, pelo Núcleo de Tecnologia da Qualidade e da Inovação (NTQI) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
• Pamella Magalhães, pelo Departamento de Engenharia de Produção, Administração e Economia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
• Guilherme Brilhante, pelo Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTev) / TecnoPARQ da Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Os participantes compartilharam experiências e perspectivas sobre a aplicação de metodologias voltadas à inovação e à geração de novos negócios, destacando práticas que vêm sendo desenvolvidas pela rede LabMIn.
Álvaro e Valdirene em Painel sobre spin-offs | Ana Belo/BH-TEC
Na sequência, o segundo painel abordou o tema spin-offs acadêmicas e corporativas e contou com a mediação de Marco Crocco. Participaram Álvaro Eiras, CEO da InnoVec, spin-off criada a partir de pesquisa da UFMG, e Valdirene Sullas Peressinotto, diretora executiva da Gerdau Graphene, empresa que atua no desenvolvimento, produção e distribuição de aditivos químicos, minerais e outros produtos que incorporam nanomateriais à base de carbono, incluindo o inovador grafeno.
“Essa discussão que tivemos no evento mostra a importância do professor-pesquisador transformar sua tecnologia em algo que chegue até a sociedade. Em outras palavras, como fazer a pesquisa virar um negócio capaz de resolver problemas reais, gerar riqueza e criar empregos”, destacou Álvaro.
Os debates reforçaram a importância do papel das spin-offs como um elo estratégico entre a produção de conhecimento acadêmico e sua aplicação em soluções para o setor produtivo e para a sociedade.
Inovação em Foco
Ainda na sexta-feira, durante a tarde, em evento voltado para convidados, o LabMIn promoveu o encontro ‘Inovação em Foco: Conversas Técnicas entre Lideranças’.
Conrado e Jacqueline no encontro da tarde | Ana Belo/BH-TEC
A programação contou com a participação de Conrado Chacon, especialista de inovação da ArcelorMittal Brasil, que apresentou a perspectiva corporativa dos investimentos em novos negócios por meio de Corporate Venture Capital (CVC). Em seguida, Jacqueline Batista, coordenadora de ecossistemas de inovação na Suzano, falou sobre o papel dos programas de inovação aberta sob a perspectiva de grandes empresas.
A Massalas tem como missão tornar a gestão de resíduos orgânicos mais eficiente e sustentável para empresas e indústrias. Com operações que combinam logística, tecnologia e educação ambiental, a startup oferece soluções que ajudam clientes a reduzir desperdícios, cumprir metas de descarbonização e impactar positivamente o meio ambiente.
Uma solução que faz a diferença
Atualmente, a Massalas atende cerca de 70 clientes, entre os quais Carrefour, Sam’s Club, Shopping Del Rey, Vale, Petronas e Toshiba. Na prática, a Massalas oferece um serviço completo de coleta, registro e destinação de resíduos orgânicos.
O processo começa dentro da cozinha do cliente, com treinamento de equipes e definição da frequência de coleta. Tudo é registrado em um aplicativo de roteirização, que é disponibilizado para os gestores, cujos dados alimentam um dashboard em Power BI.
Dashboard da startup | Massalas/Divulgação
“Esse acompanhamento dá transparência e mostra claramente o impacto: quanto resíduo foi coletado, quanto de CO₂ deixou de ser emitido. É uma ferramenta poderosa para as empresas que buscam metas de descarbonização e aterro zero”, explica Guilherme Pacheco, sócio-fundador da empresa.
O processo
Depois da coleta, os resíduos são levados a estações de transbordo, onde passam por uma triagem para retirada de materiais que não são orgânicos. Em seguida, são encaminhados a pátios de compostagem parceiros da Massalas, que transformam o material em adubo de qualidade.
Esse modelo, hoje terceirizado, permite que a empresa concentre seus esforços na logística — que é o maior custo da operação e também onde está a sua principal expertise.
Estação de transbordo da empresa | Massalas/Divulgação Caminhão da Massalas | Massalas/Divulgação
“Nosso foco hoje é o médio gerador, principalmente indústrias que têm metas de aterro zero e de sustentabilidade. O que fazemos é garantir que esses resíduos sejam coletados de forma segura, higienizados e destinados corretamente, com total transparência para os clientes”, reforça Pacheco.
A mais nova realização da empresa foi a aquisição de um caminhão de coleta mecanizada. Dessa forma, é possível atender clientes que geram até 5 toneladas de resíduos por mês, aumentando a eficiência e segurança do processo logístico.
Caminhão de coleta mecanizada da empresa | Massalas/Divulgação
Desafios que moldaram o negócio
O caminho que a Massalas trilhou para chegar até aqui não foi fácil. Logo no início, Guilherme e Filipe Maciel, os sócios-fundadores, enfrentaram dificuldades financeiras para estruturar o negócio, contando muitas vezes apenas com recursos próprios.
Entre 2019 e 2020, a startup passou por um momento crítico quando uma enchente em Belo Horizonte inundou o pátio de compostagem, destruindo toda a estrutura que haviam montado.
“Foi um momento de loucura. Nosso pátio foi completamente carregado pela água e pela lama, com até seis metros de altura em alguns pontos. Precisamos encontrar parceiros e soluções rápidas para não interromper a operação, e isso exigiu muita criatividade e resiliência da equipe”, relembra Guilherme.
Pátio da Massalas destruído durante enchente | Massalas/Instagram
A pandemia em 2020 também impactou significativamente o faturamento, fazendo com que a Massalas reavaliasse o modelo de negócio e voltasse a atender residências antes de retomar a operação B2B em shoppings e indústrias.
Planos para o futuro
A empresa é uma das participantes do Conexões, o programa de pós-aceleração do BH-TEC com o Sebrae Minas. “Ser selecionado para o Conexões é uma grande satisfação. Empreender pode ser solitário, e participar do programa nos dá oportunidade de compartilhar desafios e conquistas com outros empreendedores, além de validar nosso trabalho”, comenta Guilherme.
Guilherme e Filipe nos encontros do Conexões | Ana Belo/BH-TEC
Com o objetivo de expandir a operação para outras localidades e abrir uma nova frente de venda de fertilizantes, a Massalas sonha grande. Hoje, a capacidade de processamento é de 200 toneladas/mês, mas os fundadores projetam chegar a 350 a 500 toneladas/mês para viabilizar a expansão.
“Somos muito sonhadores. Queremos levar nosso modelo para todo o Brasil e, ao mesmo tempo, desenvolver soluções complementares que contribuam para a economia circular e o meio ambiente”, conclui Guilherme.
Preservar o meio ambiente, reutilizar resíduos e solucionar problemas: são esses os principais objetivos da Biosfera, startup mineira que, com pesquisa e inovação, gera soluções sustentáveis para problemas antigos.
Participante do programa Nautilus, a empresa, nascida em Minas Gerais, se destaca por inovar na forma em que transformam resíduos poluentes em matéria essencial para a sociedade.
“Tudo o que é considerado lixo, o resíduo final de processo da indústria, para a gente é matéria-prima para desenvolvimento de novas tecnologias, novos produtos, sempre priorizando o cuidado com o meio ambiente, com a comunidade e a captação de CO2 no processo, evitando os gastos de efeito estufa”, explica Érica Campelo, gerente de comunicação da Biosfera, sobre a startup.
Henrique dos Santos, CEO da Biosfera, fala durante o Demoday do Nautilus | Ana Luísa Belo/BH-TEC
Da ideia à execução
Criada a partir de uma siderúrgica de dentro da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a empresa começou sua trajetória solucionando os problemas dos rastros de poluição deixados por essa atividade – e não parou mais.
“Tínhamos um desafio: transformar as pilhas de restos da siderúrgica. Aquilo ia para a terra e fazia muito transtorno para o rio e para a comunidade, principalmente em relação à saúde”, explica Érica.
Estufa onde são produzidos alimentos pela Biosfera | Divulgação
“No começo, utilizávamos essa pilha de restos da siderurgia em pavimentação ecológica, recuperando áreas de estradas vicinais, estradas de terra, que até então eram um problema sério para a comunidade local. A partir desse agregado que virou pavimento, a própria comunidade pôde chegar às feiras, aos hospitais, as crianças puderam ter acesso às escolas, porque até então existia muita dificuldade em função da poeira, da terra e da lama que gerava nas estradas”, completa.
Desde o princípio com forte apelo às questões ambientais, a Biosfera não se ateve apenas aos componentes siderúrgicos: hoje, trabalham com resíduos de mineração e recursos energéticos.
Expectativas de um futuro melhor – para todos
Participante do Nautilus, a gerente de comunicação se mostrou empolgada com a ajuda oferecida pelo programa, visando uma melhora para a sua empresa.
“O Nautilus deu para a gente um conhecimento do entorno de direcionar mais os nossos processos para os nossos clientes. É possível fazer muita coisa, assim, em termos de resolver soluções. O programa nos ajudou muito”, afirma a jornalista.
Equipe da Biosfera posa para foto | Divulgação
Pensada para aliviar e ajudar a vida em sociedade, a Biosfera espera, para os próximos anos, alcançar esse objetivo.
“Para nós, hoje, não tem como deixar de minerar ou produzir aço, não tem como deixar de produzir frango e outras atividades do agro. Mas a gente pode fazer isso de forma consciente. Então, a meta é que a Biosfera seja referência nessa parte de sustentabilidade, com projetos espalhados em todo o Brasil, mostrando que a gente transformou resíduos em recursos sustentáveis”, finaliza Érica, sobre suas expectativas.
Transformar a forma como os municípios planejam, decidem e se relacionam com a população. Esse é o propósito da Lici Govtech, startup liderada por Grazielle Carvalho, que levou uma trajetória marcada por reviravoltas em um projeto de impacto nacional. Hoje, a empresa se consolida como referência em metodologias e tecnologias que apoiam prefeituras a se tornarem mais eficientes, sustentáveis e conectadas às necessidades reais da sociedade.
Lici Govtech em treinamento para os servidores do Município de São Lourenço | Lici Govtech/Divulgação
De professora a empreendedora
Grazielle trilhou um caminho acadêmico sólido, com graduação, mestrado e doutorado em Geografia na UFMG, além de um período de estudos no exterior. O objetivo era se tornar professora universitária, mas a reprovação em um concurso para a docência mudou o rumo de sua carreira.
“Foram dez anos de preparação para um concurso, e, quando não passei, me vi totalmente sem chão e sem um plano B. Foi quando o empreendedorismo entrou na minha vida”, conta Grazi.
Após experiências desafiadoras em duas empresas, que resultaram em aprendizados valiosos sobre gestão, tecnologia e propriedade intelectual, Grazielle fundou a Lici Govtech, em 2018. O início foi com consultorias e oficinas participativas para prefeituras, mas logo a atuação evoluiu para um modelo inovador de aceleração de cidades inteligentes.
A metodologia Lici
Atualmente, a empresa combina três frentes, reunidas em uma metodologia exclusiva de aceleração:
plataforma digital
treinamentos
consultorias
A proposta é apoiar prefeituras, especialmente de pequeno e médio porte, a alcançarem maior eficiência na gestão pública, com base em indicadores de desempenho alinhados à Agenda 2030 da ONU.
“Nosso objetivo é tornar o trabalho das prefeituras mais simples e efetivo, oferecendo ferramentas acessíveis mesmo para quem não tem familiaridade com tecnologia”, explica Grazi.
Livro lançado pela Lici Govtech explica a metodologia da plataforma Chesi | Lici Govtech/Divulgação
Um dos destaques é a plataforma Chesi, cujas iniciais significam “Cidades humanas, eficientes, sustentáveis e inteligentes” e foi desenvolvida para simplificar a análise de dados e processos participativos.
Visual, intuitiva e acessível, foi pensada para atender gestores de municípios menores, mas também se adapta facilmente a cidades maiores e mais complexas.
Diferenciais e impacto
Além de já ter capacitado mais de mil profissionais do setor privado, a Lici se dedica agora à formação de servidores públicos. A empresa também mantém uma comunidade de ex-alunos que podem ser integrados a projetos de consultoria, ampliando o alcance da metodologia.
Grazi dá palestras e workshops na área de cidades inteligentes e sustentáveis | Lici Govtech/Divulgação
Outro ponto relevante é a atuação de Grazi na coordenação técnica da Lei Estadual de Cidades Inteligentes de Minas Gerais (Lei nº 24.839/2024), uma das primeiras legislações do tipo no país, que vai além da tecnologia e integra pautas de sustentabilidade, mudanças climáticas e economia verde.
“Cidades inteligentes não são apenas wi-fi na praça ou lâmpadas de LED. É sobre sustentabilidade, ocupação do solo, mudanças climáticas e desenvolvimento econômico alinhado à Agenda 2030.”
Reconhecimento e próximos passos
A startup foi selecionada para programas estratégicos como o Conexões e, mais recentemente, o Mulheres Inovadoras (FINEP 2025). Para Grazi, esse apoio é essencial para levar a empresa a um novo patamar.
“A Lici já alcançou muito, mas precisamos somar conhecimentos para ampliar o impacto. Queremos estar presentes em 50% +1 dos municípios brasileiros, contribuindo para uma gestão pública mais moderna, participativa e sustentável.”
O Programa Conexões viveu hoje (24) um momento especial. O Hub do BH-TEC recebeu startups, empreendedores e especialistas para um dia intenso de troca de experiências, conteúdo prático e inspiração.
Entre cafés, bate-papos e reflexões, os participantes tiveram acesso a conhecimentos que vão do design de produto à arte de negociar, passando por estratégias para aproveitar grandes eventos de inovação.
Da estratégia à jornada do cliente
O primeiro bloco do dia mergulhou no universo de Produto e UX. Sophia Ragone, Head de Produto na Sympla, destacou a importância de alinhar estratégia de produto com as necessidades reais dos usuários:
“Compartilhei como trazer a visão e a experiência do usuário para dentro da construção do roadmap, garantindo que cada etapa atenda a necessidades mapeadas de forma estratégica”, resume.
Sophia Ragone, do Sympla | Arthur Colpa/BH-TEC
Victor Lélis, Product Designer na Localiza, reforçou o mesmo ponto ao falar sobre mensuração e impacto: “Discutimos os efeitos da experiência do usuário e como medir esses impactos de maneira consistente. Uma boa gestão de UX reflete diretamente no dia a dia de quem usa o produto”, pontua.
Victor Lélis, da Localiza | Arthur Colpa/BH-TEC
Da intuição às evidências
O segundo bloco trouxe Gestão de Produtos com Lucas Azevedo, Sênior Product Manager no iFood. Ele apresentou caminhos para usar métricas de forma inteligente na construção de roadmaps.
Lucas Azevedo, Sênior Product Manager no iFood | Arthur Colpa/BH-TEC
“O desafio é sair da intuição e passar a usar evidências concretas. As métricas permitem decisões mais assertivas e produtos que geram valor de verdade”, destacou.
Estratégias de negociação
Na parte da tarde, foi a vez de discutir negociação. Bruna Pereira, Gerente Geral na Techni Methods, trouxe dicas práticas para startups que buscam melhores resultados.
Bruna Pereira compartilha conhecimento | Arthur Colpa/BH-TEC
“Mostrei como é possível estruturar negociações para alcançar acordos mais vantajosos, tanto com clientes quanto com parceiros”, sintetiza.
Hackeando eventos de inovação
Encerrando o dia, o painel “Hackeando Eventos” apresentou os bastidores e as estratégias para aproveitar ao máximo grandes encontros do ecossistema.
Djenifer Walczak, Ana Canhestro e João Miguel Abreu | Arthur Colpa/BH-TEC
Djenifer Walczak, do South Summit, e João Miguel Abreu, do HackTown e Silicon Drinkabout BH, compartilharam experiências únicas e alertaram sobre a importância de preparação para estes eventos.
Quadrinhos, sala de escape room, oficina de jornalismo científico, experiências práticas e até trilhas ecológicas. Essas são algumas das mais de 10 atividades que compõem a imperdível programação do EcoParque 2025, evento realizado pelo BH-TEC e aberto a escolas e estudantes das redes pública e privada de Belo Horizonte.
O EcoParque, que acontece no Parque Tecnológico de Belo Horizonte, na próxima quarta-feira (1º), tem como objetivo aproximar crianças e jovens da ciência, tecnologia, inovação e sustentabilidade em uma programação divertida, interativa e educativa.
Trilhas ecológicas estão na programação do EcoParque 2025 | Virgínia Muniz/BH-TEC
Além de oficinas culturais e científicas, os participantes poderão vivenciar experimentações conduzidas por laboratórios da UFMG, conhecer resultados da Jornada Científica – projeto realizado ao longo do ano com escolas públicas – e ainda explorar trilhas internas e ecológicas do Parque.
“O EcoParque é um evento no âmbito da disseminação da ciência, tecnologia e inovação, que também vai abrigar a mostra final da Jornada Científica, que é um trabalho que o CIS faz com a escola pública”, conta Wallace Carrieri, coordenador de projetos do Centro de Inteligência em Sustentabilidade do BH-TEC (CIS) e da Jornada.
Oficinas para todos os gostos!
De oficina para influencer à sala de escape room | Ana Luisa Belo/BH-TEC
As atividades acontecem nos turnos da manhã e da tarde, com vagas limitadas para oficinas e experiências guiadas. Ao todo, mais de 10 atividades estão programadas, e os alunos podem se inscrever na que mais gostarem.
Confira a lista de atividades:
Oficina “Cerrado em Quadrinhos” – com o ilustrador e cartunista Evandro Alves
Oficina “Seja um Influencer da Ciência!” – com jornalistas e profissionais da Rede LIDE – Laboratório de Inteligência em Divulgação Especializada do BH-TEC
Escape Room Temático – desafios de 30 minutos cujo objetivo é desvendar o mistério para escapar de uma sala especial, realizado pelo ACS Chapter UFMG (Três sessões de manhã – 8:30/9:30/10:30 – e duas sessões à tarde – 14h/15h)
Trilhas: Trilha Tecnológica pelo prédio do BH-TEC e Trilha Ecológica pela área de preservação ambiental
Espaço interativo (abaixo de tenda na área externa):
experiências científicas e roda “Converse com Cientistas” (ACS Chapter UFMG)
carro-biblioteca: biblioteca itinerante da Biblioteca Pública do Estado de Minas Gerais
exposição de animais peçonhentos (serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas) (FUNED)
práticas e atividades sobre biologia sintética (Laboratório Idea Real | ICB/UFMG)
experiências e atividades científicas (Programa 1000 Futuros Cientistas UFMG)
jogos educativos sobre genética e biodiversidade (Startup Metagen)
Cada estudante poderá se increver nas atividades que deseja participar | Ana Luisa Belo/BH-TEC
“Assim que chegam, os estudantes podem se inscrever para as atividades guiadas, que têm vagas limitadas. Além disso, podem visitar livremente as mostras, no espaço interativo, ou participar das oficinas e trilhas – tanto a ecológica quanto a interna, que passa pelas empresas”, explica Wallace.
Últimas vagas:
Pela manhã, a programação já está com inscrições esgotadas, mas ainda restam cerca de 100 vagas para o período da tarde. Para participar, professores e/ou escolas devem inscrever os alunos no formulário abaixo:
Turma da Jornada Científica 2025 | Ana Luisa Belo/BH-TEC
O EcoParque também será palco da finalização da 3ª edição da Jornada Científica 2025, uma iniciativa do CIS junto a escolas da rede pública de Belo Horizonte, em que alunos desenvolvem projetos ligados a um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Nesta edição, os visitantes poderão assistir a uma mostra documental produzida pelos estudantes da Escola Professor Hilton Rocha, localizada na região do Barreiro – e conhecer os resultados alcançados ao longo do ano. O ODS 13 foi o escolhido para e edição: Ação contra a mudança global do clima.
Os alunos apresentarão o trabalho final da Jornada: minidocumentário e site informativo | Ana Luisa Belo/BH-TEC
“Esperamos que os alunos vejam o resultado de uma Jornada diferente, que será um produto cultural e um site que os estudantes fizeram reunindo todas as informações do bairro e dicas sobre sustentabilidade” conta Wallace.
“As expectativas estão altíssimas porque a equipe do BH-TEC está toda envolvida nesse evento. Então, a gente quer realmente abrir o Parque para a comunidade e fazer um evento bem bonito”, finaliza o coordenador.
Programação completa:
Manhã
8h às 9h | Credenciamento; Inscrições; Visita à Mostra de Atividades e Experimentação Científica
8h40 | Apresentação dos trabalhos produzidos pelos alunos do projeto Jornada Científica de Inovação Sustentável, incluindo o minidocumentário “Mudanças Climáticas no Barreiro”.
A partir de 9h30 | Atividades com vagas limitadas e inscrição no credenciamento
Tarde
13h30 às 14h30 | Credenciamento; Inscrições; Visita à Mostra de Atividades e Experimentação Científica
14h10 | Apresentação dos trabalhos produzidos pelos alunos do projeto Jornada Científica de Inovação Sustentável, incluindo o minidocumentário “Mudanças Climáticas no Barreiro”.
A partir de 15h | Atividades com vagas limitadas e inscrição no credenciamento
Você tem um compromisso nesta quarta-feira (24), a partir das 19h30. O programa Trabalho e Renda, da Rede Minas, vai abordar o tema sob a perspectiva de um futuro sustentável, na busca por uma nova economia.
A convidada especial é a Head de Sustentabilidade do BH-TEC, Camila Viana, coordenadora do Centro de Inteligência em Sustentabilidade do Parque, o CIS, além de doutora em Ciências/Microbiologia pela UFMG e mestre em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais pelo CDN/CNEN.
“O programa vai tratar da questão do trabalho com sustentabilidade, dentro da perspectiva de futuro, desse movimento mundial na busca de uma nova forma de economia, do que é preciso para a gente fazer esse caminho rumo a mais sustentabilidade no mundo”, resume a especialista.
“E como que entra o trabalho, o emprego nessa chave”, complementa.
O programa aborda temas relevantes e atuais sobre o mercado de trabalho, oferecendo informações práticas, dicas e cases de sucesso que inspiram e motivam o público.
“Quando eu recebi o convite, fiquei super lisonjeada. É meu primeiro convite para aparecer na televisão, em um programa ao vivo. Então, estou muito feliz e honrada”, finaliza Camila, especialista em Gestão Ambiental pelo SENAC/MG e graduada em Ciências Biológicas pela UFMG.
Ouvir, aprender e compartilhar. Foi com esse espírito que a Target, empresa residente no BH-TEC com 28 anos de história na criação de soluções para educação corporativa, lançou seu mais novo projeto: um podcast que promete levar conhecimento e inspiração para empresas de diferentes setores.
“Sempre tivemos um relacionamento muito próximo dos nossos clientes, desde a criação das ideias até a avaliação dos resultados. Dessas trocas nasceram conversas tão ricas que podem agregar muito a qualquer empresa que queira transformar suas áreas de treinamentos. São essas conversas, cheias de aprendizado, que estamos compartilhando em cada episódio”, explica Sérgio Wildhagen, CEO da Target.
Equipe da Target no estúdio de apresentação do podcast | Target/Divulgação
Conversas que inspiram transformação
A iniciativa surge como uma forma de ampliar a base de clientes e, ao mesmo tempo, estreitar ainda mais o relacionamento com aqueles que já fazem parte da história da empresa.
Além de aproximar a Target de seu público, o formato é também uma ferramenta que reforça a estratégia de comunicação e inovação da companhia.
“O podcast tem a mesma essência das nossas relações com os clientes: conversas francas, com profundidade e conduzidas por profissionais experientes”, destaca Sérgio.
Gravação do terceiro episódio do podcast com o convidado Gustavo Mucci | Target/Divulgação
Os convidados são escolhidos entre parceiros que já estiveram na linha de frente de projetos realizados junto à Target. A seleção das pautas combina a expertise educacional da empresa com a vivência prática de seus convidados, criando episódios relevantes e dinâmicos.
Um portal de referência
Com a novidade, a Target pretende transformar o seu canal no YouTube em um verdadeiro hub de conhecimento para o mercado corporativo, reunindo conteúdos diversos em formato acessível e atrativo.
“Queremos construir um espaço de aprendizagem e entretenimento, que se torne referência para empresas que buscam inovação em seus treinamentos”, afirma o CEO.
A história da Interact Place nasceu de uma mistura improvável: geologia, turismo e… Pokémon Go. Enquanto cursava Geologia na Universidade Federal de Ouro Preto, Guilherme Frade começou a ver as paisagens de forma diferente. Inspirado pela febre do jogo de realidade aumentada e pelas discussões sobre geoconservação, percebeu que faltava aos destinos turísticos algo essencial: infraestrutura de comunicação com o visitante.
“A ideia da empresa surgiu quando eu estava estudando geologia e fui percebendo o quanto as paisagens contavam histórias que muitas pessoas não conseguiam acessar. Ao mesmo tempo, via minha mãe, com mais de 40 anos, na rua capturando Pokémon no Pokémon Go, e isso me chamou atenção para o potencial das tecnologias digitais em interagir com o público”, lembra Guilherme.
A Interact Place nasceu para transformar a forma como o público interage com a tecnologia nos pontos turísticos | Divulgação
A partir dessa inspiração, ele começou a refletir sobre os desafios enfrentados pelo turismo no estado: “Estava participando de congressos de geoconservação do Geoparque do Quadrilátero Ferrífero, que não tinha sido aberto, e um dos entraves era a falta de infraestrutura de comunicação para o turista. Foi aí que veio a ideia de criar uma plataforma para que as pessoas pudessem acessar informações durante a visitação em pontos turísticos, museus e eventos”, conta.
O início
A ideia começou a se desenhar entre 2016 e 2017, mas a Interact Place só se materializou de fato em 2018, quando Guilherme e sua equipe participaram do HackaTour: um hackathon voltado para o turismo, promovido por BeloTur, Sebrae, Ampro e BH Airport. “Foi um momento decisivo. Participamos com a ideia em fase de ideação e saímos premiados do concurso, o que nos deu o empurrão para criar a startup.”
Guilherme e Alexandra no Guia Pampulha, experiência desenvolvida pela Interact Place | Divulgação
Sobre a equipe que iniciou essa jornada, Guilherme destaca a importância da mentora Alexandra Carvalho, conhecida como Alexa: “Ela foi nossa mentora no hackathon, e seu apoio foi fundamental. Depois do concurso, ela continuou nos mentorando e acabou se tornando sócia da empresa, o que mostra o quanto o trabalho em equipe e o suporte são importantes desde o começo.”
Uma solução que conecta turistas e gestores
De forma didática, Guilherme explica o que a Interact Place oferece: “Se eu fosse explicar para minha avó, diria que juntamos duas coisas que ela conhece: mapas turísticos e aqueles rádios de museu que dão informações. Só que a gente modernizou isso com tecnologias imersivas, como vídeos 360°, realidade aumentada e roteiros gamificados.”
A plataforma permite que gestores de destinos turísticos e eventos criem roteiros interativos, com pontos de interesse detalhados, e disponibilizem esses conteúdos para os visitantes por meio de um mapa digital. Além disso, a ferramenta inclui elementos de gamificação, como emblemas e premiações, para engajar os turistas.
Interact Place aposta na qualidade da experiência do usuário | Divulgação
“Do lado do gestor, oferecemos dados em tempo real sobre o perfil do público, picos de visitação, mapas de calor e avaliações da experiência, que ajudam a melhorar a gestão dos espaços e a criar jornadas cada vez melhores para os visitantes”, conta Guilherme.
Outro diferencial é a tecnologia usada: “A gente optou por uma aplicação web progressiva, ou PWA, que dispensa o download de aplicativo e cadastro do usuário, eliminando barreiras e facilitando o acesso. O turista pode acessar a experiência em poucos segundos, o que é fundamental para captar sua atenção”, conta Guilherme.
Desafios para inovar no setor público
Um dos maiores desafios enfrentados pela startup foi a aproximação com o poder público. “O maior obstáculo foi conseguir portas para conversar com órgãos públicos. Eles não estavam preparados para contratar uma solução inovadora como a nossa, que foge dos modelos tradicionais de licitação”, comenta Guilherme.
Apesar disso, a Interact Place conseguiu uma importante parceria ao ser selecionada pelo programa Seed em um edital de desafios públicos, desenvolvido pela Fundação Clóvis Salgado para o Palácio das Artes, em Belo Horizonte. “Implementamos uma visita interativa com totens, QR codes e conteúdos multimídia que contou a história do Palácio e dos homenageados, trazendo uma experiência rica para os visitantes.”
Plataforma da Interact Place no Grande Hotel Termas de Araxá | Divulgação
Além do setor público, a startup também atende clientes privados, como o Grupo Tauá. “Eles tinham uma dor interessante: os visitantes não entendiam o valor histórico do mobiliário antigo do Grande Hotel Termas de Araxá. A gente criou conteúdos para contar essas histórias e valorizar o patrimônio”, explica Guilherme.
Visão para o futuro
Sobre os próximos passos, Guilherme destaca três focos principais: “Queremos desenvolver um motor de vendas para o setor público e ampliar nosso impacto para outras cidades e patrimônios tombados pela UNESCO. Também buscamos estreitar parcerias com instituições de ensino, como a UFMG, para fomentar pesquisa e desenvolvimento, especialmente em inteligência artificial, área que estamos começando a explorar com visão computacional para análise de imagens e vídeos. O outro é captar investimentos, agora estamos no momento certo para isso.”
Guilherme apresenta a empresa em um dos encontros do programa Conexões no BH-TEC | Ana Belo/BH-TEC
A experiência no programa Conexões
Ser selecionada para o programa de pós-aceleração Conexões, do BH-TEC, trouxe para a Interact Place um importante reconhecimento institucional. “Recebemos essa aprovação com muita felicidade, pois é uma validação do que estamos fazendo, especialmente para os gestores públicos que têm medo de arriscar contratando startups. Ter o selo do BH-TEC e de seus parceiros dá segurança e reforça a confiança no nosso trabalho”, celebra Guilherme.
O presidente do BH-TEC, Marco Crocco, tomou posse hoje (17) no Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) durante o Fórum Nacional – Oportunidades de Investimentos e Desafios Regionais, realizado em Recife. O evento foi promovido pela ABDE em parceria com a Ceplan e contou com o apoio do Sebrae.
“É um convite pessoal, mas também é um convite que reflete um pouco a importância para o BH-TEC e também para a RMI (Rede Mineira de Inovação) estar nesse circuito de agentes públicos, federais, regionais, que discutem o desenvolvimento econômico de uma forma tão ampla e tão significativa”, destaca Crocco, que também é presidente da RMI.
Marco Crocco recebe o certificado da presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho | ABDE/Divulgação
Esse é o primeiro Conselho Consultivo da Associação, que será formado por 11 membros. Quatro deles representam instituições financeiras que integram o Sistema Nacional de Fomento (SNF), enquanto os demais são especialistas externos.
O grupo terá como missão debater os desafios e as oportunidades relacionados ao financiamento e às ações conduzidas pelo sistema, trazendo diferentes perspectivas para enriquecer a tomada de decisão.
“Para mim, particularmente, foi uma grande satisfação, porque eu já fui presidente da própria ABDE, quando fui presidente do BDMG, mas acho que é muito mais do que isso, também é um reconhecimento do próprio BH-TEC, da própria RMI”, complementa Crocco, antes de finalizar:
“É importante para a associação e para o Parque a gente estar participando desses ambientes nacionais, ser um ator importante na participação desse diálogo com as políticas públicas e com os setores nacionais do Brasil”.
O evento contou com representantes de diversas instituições | ABDE/Divulgação
Entre os participantes do fórum estiveram representantes do BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Finep, Sebrae, Sudene, Fiepe, além de empresários de diversos setores da economia regional.
O encontro integrou o circuito de debates nacionais da ABDE, que serve como preparação para a COP30. A programação contou ainda com três mesas setoriais sobre temas estratégicos para o desenvolvimento econômico da região: Agroindústria Sustentável; Inovação, Indústria e Transição Energética; e Varejo, Turismo e Infraestrutura.
Com foco em peles sensíveis e reativas, a Hélli Skin desenvolve cosméticos que unem ativos naturais e sintéticos seguros para promover longevidade cutânea e resultados visíveis. A marca nasceu do conhecimento científico e da experiência pessoal de sua fundadora, Anna Paula Rampazo, que transformou um grave problema de saúde em motivação para criar produtos eficazes, seguros e diferenciados.
A Hélli Skin cria dermocosméticos biotecnológicos para peles sensíveis | Hélli Skin/Divulgação
O sonho que virou empresa
Em 2009, durante uma cirurgia, Anna Paula sofreu uma broncoaspiração que evoluiu para a Síndrome Aguda da Angústia Respiratória (SARA). Foram dois meses em coma, seis meses na UTI, perda total dos movimentos e um ano sem andar. Enquanto se recuperava, enfrentou também a perda da mãe para o câncer.
“No retorno à rotina, depois do meu problema de saúde, percebi que produtos que antes não causavam problemas agora provocavam reações alérgicas severas. Foi quando descobri que havia me tornado alérgica e comecei a buscar alternativas naturais que não me fizessem mal”, lembra Anna Paula.
Essa descoberta foi o ponto de virada que a levou a cursar Farmácia e mergulhar no estudo e desenvolvimento de cosméticos naturais e seguros.
Anna Paula apresenta a Hélli Skin no programa Conexões | Ana Belo/BH-TEC
Em 2014, um sonho com a mãe, que lhe dizia para abrir uma empresa, foi o impulso que faltava. “Sempre fui muito amiga da minha mãe. Comecei a rezar e perguntar: ‘mãe, se você estivesse aqui, o que me diria?’. Uma noite, sonhei com ela dizendo que era para eu abrir minha empresa. Acordei decidida”, lembra Anna Paula.
Ela começou de forma artesanal, produzindo familiares e amigos. O salto veio em 2022, quando foi aprovada no Programa Centelha, no Espírito Santo, que possibilitou a industrialização da produção e o lançamento oficial da Hélli Skin.
O nome é inspirado no girassol (Helianthus) e simboliza a luz e a renovação, e também é uma homenagem à sua mãe, Élida.
“Quero que as pessoas sejam luz, e que a Hélli represente isso.”
Produtos para peles sensíveis, mas que cuidam de todos
A marca tem foco em peles sensíveis e reativas, mas seus produtos também promovem longevidade cutânea para qualquer tipo de pele. Hoje, a linha conta com quatro itens: dois limpadores faciais, uma bruma esfoliante e um creme facial.
Produtos da Hélli Skin | Divulgação
“Todos são ricos em ativos antioxidantes, calmantes e hidratantes, trabalhamos com peptídeos e adaptógenos. Tudo para promover redução de linhas de expressão, clareamento, melhora da textura e luminosidade, sempre com produtos naturais ou sintéticos seguros”, explica Anna.
Formação e propósito
Formada em Administração e Farmácia, mestre em Desenvolvimento Cosmético Natural e doutoranda em Inovação Tecnológica, Anna Paula construiu a Hélli Skin com base científica sólida e um propósito claro: criar cosméticos eficazes, seguros e diferenciados.
“Mais um cosmético no mercado eu não quero. Quero que ele tenha diferencial, propósito e resultados visíveis para as pessoas”, explica.
Anna Paula quer expandir a marca | Hélli Skin/Divulgação
Sua ambição é tornar a marca referência nacional e, futuramente, internacional, no cuidado com peles sensíveis, além de ter um projeto para desenvolver um ativo proprietário exclusivo.
“Estou muito animada e confiante nesse projeto. É algo que vai realmente colocar a Hélli em outro patamar,” conta.
Conexões para crescer
Anna Paula participa da segunda edição do programa Conexões, realizada pelo BH-TEC e Sebrae Minas. Essa é uma experiência que ela considera essencial para ampliar seu networking, consolidar a estratégia da empresa e se preparar para novos editais.
Anna Paula representa a Hélli na abertura do programa Conexões | Ana Belo/BH-TEC
“Ter pessoas que acreditam no seu projeto aumenta nossa fé de que estamos no caminho certo. Ser aprovada no programa me mostrou isso. Estou aprendendo muito e estou empolgada para colocar todos os ensinamentos em prática. Quero ser o case de sucesso do programa”, afirma.
O BH-TEC escreveu hoje (11) mais um capítulo de reconhecimento nacional, no considerado Oscar da Inovação. O Parque foi premiado como um dos três principais projetos de Ambiente de Inovação com o Centro de Inteligência em Sustentabilidade, o CIS.
A volta do “mais importante prêmio do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, o Prêmio Finep de Inovação, voltou após um hiato de 10 anos com uma seleção inicial de 3 mil projetos em todo o Brasil aptos para o reconhecimento.
Na categoria Ambiente de Inovação, no Sudeste, o BH-TEC foi selecionado entre cerca de 300 outros projetos.
Reconhecimento é considerado o Oscar da Inovação | Crédito: Finep
“É motivo de muito orgulho ser selecionado entre centenas de projetos e ter chegado aqui, na final sudeste, onde há a maior concentração de ICTs e parques tecnológicos. Este prêmio começa em 1989, com encerramento no Palácio do Planalto, considerado o Oscar da Inovação”, vibra o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
O grande vencedor da categoria disputada pelo BH-TEC foi a Fundação CPQD Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, com o Techoá, em Campinas (SP). Outro paulista ficou entre os 3 melhores, ao lado do BH-TEC: a consolidação dos Centros de Inovação da UNESP.
“Os projetos mostram que a inovação brasileira é a realidade. Tivemos a honra de receber centenas de propostas que são capazes de mudar setores estratégicos, gerar empregos qualificados, diminuir desigualdades e principalmente melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade”, afirmou o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias.
Vencedores da etapa Sudeste do Prêmio Finep de Inovação | Crédito: Finep
Nova era
O reconhecimento nacional é mais uma marca da ressignificação pela qual o BH-TEC passa desde 2019. No ano passado, o Parque Tecnológico de BH foi considerado o melhor de todo o Brasil.
“A sensação é de final de um ciclo, que marca a estruturação e a importância do CIS para o BH-TEC. O centro começou a ser construído há 3 anos e já conquista um reconhecimento dessa relevância”, ressalta a Head de Sustentabilidade do BH-TEC, Camila Viana.
“O BH-TEC tem que ficar muito orgulhoso da sua trajetória e, quem sabe, ano que vem, a gente não consegue chegar à final nacional? Quero ver o BH-TEC no Palácio do Planalto”, finaliza Crocco.
Mais de 150 conexões de valor, 80 reuniões individuais e a formidável taxa de quase 100% de presença nas 100 horas de atividades oferecidas. A primeira edição do Nautilus, programa com metodologia exclusiva do BH-TEC voltado para impulsionar negócios de impacto, chega ao fim com o Demoday realizado hoje (10) e a Infinito Mare premiada como o principal destaque.
“Muito orgulhosa das startups que passaram conosco por 4 meses de programa de aceleração e hoje apresentam seus pitches para comunicar com clareza o seu negócio, o seu impacto socioambiental. A gente percebe claramente como trouxe para as startups participantes um posicionamento entendendo que inovação e sustentabilidade caminham juntos”, vibra a coordenadora do Nautilus, Camila Viana.
O Demoday foi realizado nesta tarde no P7 Criativo, no Centro de Belo Horizonte. Além da apresentação da própria Camila, também falaram representantes do parceiro desta edição, Instituto Ethos, e da patrocinadora, CAIXA.
Instituto Ethos é uma das referências nacionais no tema | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Estamos muito satisfeitos com os resultados, participando de mais uma etapa do programa. Que a gente possa ampliar e replicar parcerias com outras empresas a partir da metodologia criada”, ressalta Felipe Saboya, diretor-adjunto do Instituto Ethos.
“Estamos muito felizes em fazer parte do Nautilus e ver que as startups não estão construindo somente empresas, mas um futuro mais sustentável”, destaca Maria Paula Loes, gerente de Negócios de Impactos da CAIXA.
Maria Paula Loes, da CAIXA | Virgínia Muniz/BH-TEC
Destaques
Todas as nove startups que finalizaram o programa fizeram rápidas apresentações – ou pitches – para apresentar os seus negócios. Uma banca avaliou o desempenho dessa explanação após os progressos alcançados com quatro meses de Nautilus.
E a Infinito Mare ficou com o principal destaque, seguida por MetaGen e Sem Frascos (confira mais sobre cada uma das participantes abaixo).
Infinito Mare (centro), MetaGen e Sem Frascos foram os destaques do Nautilus | Virgínia Muniz/BH-TEC
Infinito Mare
Bruno Libardoni, da Infinito Mare | Virgínia Muniz/BH-TEC
Representada pelo CEO, Bruno Libardoni, a Infinito Mare se propõe a nada menos do que salvar as águas do mundo. A ideia que nasceu como um projeto utópico entre um oceanógrafo e dois designers se transformou na startup que hoje leva inovação, ciência e esperança para rios, mares e lagos.
“Obrigada ao Nautilus por fazer a gente crescer tanto”, destacou Libardoni ao recebeu o principal destaque do programa.
Izabela Mendes, da MetaGen | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Vamos desvendar o poder do DNA para um futuro sustentável”. Esse é o objetivo da MetaGen, compartilhada pela própria fundadora, Izabela Mendes. A startup ficou com o segundo lugar do Nautilus.
A partir de análises genéticas de água, solo e até mesmo do ar, a MetaGen desenvolveu uma tecnologia inovadora para monitorar as espécies que passam pelo ambiente.
Luiz Miranda, da Sem Frascos | Virgínia Muniz/BH-TEC
A startup belo-horizontina que ficou com o terceiro lugar do Nautilus mira a mudança sustentável da cadeia automotiva. A empresa inova o modo de pensar a utilização dos invólucros plásticos, problema lesivo ao meio ambiente.
Por meio de um dispenser automatizado, a empresa tem como prioridade evitar a geração de resíduos sólidos e líquidos.
“Onde tem um super desafio, existe uma super planta”. A máxima foi levada a sério por Diana Sales, bioquímica com mestrado e doutorado em Biotecnologia e fundadora da DSBio.
A especialista e a startup descobriram qualidades anti-inflamatória, cicatrizante e antimicrobiana na aroeira (Schinus terebinthifolia). “A gente vai curar e restabelecer defesas”, afirma Diana Sales.
Já pensou se todas as empresas fossem avaliadas pelos seus riscos à sustentabilidade? É essa a ideia da ESG Scan, startup mineira e participante do programa Nautilus.
“Sem monitoramento, investimentos em ESG podem ser perdidos. É importantíssimo o monitoramento desses dados para evitar esses riscos”, explica Junio Magela, CEO da empresa.
Giuliano Capeletti, do Mercado Net Zero | Virgínia Muniz/BH-TEC
“O meio por onde o impacto acontece”. A frase é de Giuliano Capeletti, fundador da Mercado Net Zero e empreendedor com quase 20 anos de experiência.
A startup oferece seu trabalho a partir de créditos de carbono no mercado voluntário. Esses créditos podem ser gerenciados por meio de uma plataforma personalizada disponibilizada para seus clientes.
Gustavo Tamasco, da Prometeus | Virgínia Muniz/BH-TEC
A Prometeus trabalha para usar os próprios recursos da natureza, junto à tecnologia, para regenerar o planeta. “A gente tem muitos microrganismos espalhados por vários biomas, e o desafio é detectar aquele que tem uma função específica para resolver um problema real do agricultor”, afirma o CEO da Prometeus, Gustavo Tamasco.
“Vamos transformar o desperdício de alimentos em economia e impacto social”, afirma Roseane Moreira. A fundadora e idealizadora da Acelera ESG criou a startup justamente para atuar na gestão e prevenção do desperdício.
A empresa utiliza um software para conectar empresas e ONGs, a fim de recuperar produtos próximos do vencimento com a maior agilidade possível, gerando economia aos empresários e comida no prato do povo.
Henrique Eleto, da Biosfera | Virgínia Muniz/BH-TEC
O diretor da Biosfera, Henrique Hélcio Eleto, reforça que a empresa busca eliminar um passivo da siderurgia por meio de uma planta fertilizante sequestradora de carbono.
O prefeito da capital mineira, Álvaro Damião, se encantou ao conhecer o Parque Tecnológico de Belo Horizonte pela primeira vez nesta quarta-feira (10). O mandatário conheceu tecnologias desenvolvidas por uma das empresas residentes, projetou nova expansão e garantiu reforçar a parceria com o BH-TEC, do qual a PBH é uma das sócias-fundadoras.
“Ainda não conhecia a estrutura, e hoje eu fiquei encantado. Não tem como você conhecer as tecnologias de outros estados, de outros municípios, de outros países, e não conhecer o BH-TEC, que é onde a gente produz a tecnologia para o Brasil e para o mundo”, exaltou o prefeito de Belo Horizonte.
“Vim aqui pessoalmente para colocar a prefeitura à disposição, a PBH sempre foi parceira e vamos dar continuidade aos projetos que eram feitos quando Fuad [Noman, saudoso prefeito de BH] veio aqui. Temos que fazer essa expansão e fazer mais uma outra”, complementou.
Prefeito de BH, Álvaro Damião; CEO do BH-TEC, Marco Crocco; e presidente da Prodabel, Fernando Augusto Silva Lopes | Virgínia Muniz/BH-TEC
Damião se refere à primeira expansão da história do BH-TEC, cujo prédio deve ser construído em 2026. O atual prédio institucional do Parque Tecnológico já opera com a capacidade máxima de startups e empresas residentes e possui uma lista de espera de interessados.
Mais segurança
A comitiva liderada por Álvaro Damião conheceu de perto uma das tecnologias desenvolvidas no BH-TEC, pela empresa InventVision (iVision). O prefeito foi apresentado a câmeras e IA desenvolvidas pela startup mineira, responsável, por exemplo, por produzir equipamentos para o Exército Brasileiro.
Álvaro Damião e comitiva observam tecnologia de câmeras desenvolvidas pela iVision | Crédito: BH-TEC
“Mostramos uma câmera com visão humana e outra infravermelha, que identifica o calor. O prefeito pôde ver que, através da câmera e nossa inteligência, é possível identificar automaticamente determinados objetos, como arma de fogo e faca”, explica Antônio Otávio Fernandes, diretor da iVision.
Os pesquisadores fizeram uma simulação com uma arma fictícia e o programa identificou prontamente a presença do equipamento, assim como o calor no caso da câmera de infravermelho.
Prefeito de BH observa onde será construído o novo prédio do Parque | Arthur Colpa/BH-TEC
Mais qualidade
O presidente do BH-TEC, Marco Crocco, reforçou a importância dos desenvolvimentos realizados para a melhoria da qualidade de vida das belo-horizontinas e dos belo-horizontinos.
Damião e comitiva reforçam parceria com o BH-TEC em reunião | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Temos aqui tecnologias avançadas, empresas que desenvolvem produtos avançados e ter a prefeitura como parceira nesse projeto é importante, porque aqui é que se faz ciência, aqui se faz inovação, aqui se desenvolvem tecnologias que dão alívio imediato para a população e que dão uma entrega imediata na população”, ressaltou Crocco.
O prefeito também destacou essa mesma linha. “A gente quer saber das tecnologias, como que elas podem ajudar a melhorar a vida do povo belo-horizontino”, afirmou.
Imprensa cobre visita do prefeito da capital mineira ao Parque Tecnológico | Virgínia Muniz/BH-TEC
“Para Belo Horizonte é fundamental ter um local em que se desenvolvem tecnologias e inovações para o bem da população, além de reter talentos. É uma cidade onde a gente exporta tecnologia e conhecimento, e precisamos de uma expansão ainda maior. Contar com a prefeitura para isso é fundamental”, concluiu Crocco.
Um encerramento à altura de quatro meses intensos de trocas, aprendizados e muita evolução. Essa é a expectativa do Demoday, o evento que acontece nesta quarta-feira (10) e que marca o encerramento do Nautilus, um programa criado com metodologia exclusiva do BH-TEC para desenvolver a sustentabilidade de negócios, startups e empresas.
A primeira edição contou com mentores impactantes, uma série de capacitações estruturadas a partir de estudos nacionais e internacionais, além de uma rodada de negócios que reuniu gigantes como Renner, Jaguar, Land Rover e a CAIXA, patrocinadora do programa, que contou com uma referência nacional para a primeira edição: o Instituto Ethos.
O Demoday servirá de palco para que cada uma das nove participantes que encerram o Nautilus apresente os seus avanços. “É um momento muito aguardado pelas startups e por toda a equipe que pensou em cada detalhe da jornada delas. É quando percebemos como cada negócio se transformou”, resume a coordenadora do programa, Camila Viana.
O Demoday do Nautilus será um evento fechado realizado no P7 Criativo | Crédito: Portal Belo Horizonte
O evento de encerramento ainda vai marcar o anúncio das três startups que mostraram a melhor comunicação em inovação e impacto socioambiental durante a edição do programa.
”Queremos destacar quem conseguiu mostrar que sustentabilidade pode ser uma estratégia de negócio”, reforça Camila Viana, que também é a Head de Sustentabilidade do Parque Tecnológico.
Jornada marcante
Durante os quatro meses, as startups participaram de dinâmicas diversas construídas com uma metodologia exclusiva, incluindo oficinas e rodadas de negócios, focadas em transformar ideias sustentáveis em alternativas promissoras para atender demandas ambientais de todo o mundo.
Com todos os aprendizados adquiridos durante a jornada, as startups chegam ao fim da edição com mais maturidade e direcionamento em busca de solucionar as suas principais dificuldades.
No P7 Criativo, as startups vão fazer um pitch para apresentar as respectivas evoluções | Crédito: Portal Belo Horizonte
”Estamos ansiosos para ver como elas vão se posicionar no palco e comunicar tudo o que evoluíram nesses quatro meses”, reforça Camila.
O Demoday será realizado no P7 Criativo, no Centro de Belo Horizonte, em um evento direcionado para as startups e parceiros do Nautilus – portanto, não é aberto ao público.
Mais estratégias e percepções
O programa de aceleração foi uma ferramenta importante para os empreendedores unirem projetos de sustentabilidade com um diferencial estratégico pensando no mercado de negócios.
Encontro entre empresas do Programa Nautilus e participantes do prêmio da ALMG no BH-TEC | Ana Belo/BH TEC
Para alguns, a experiência serviu para amadurecimento de ideias de negócio e para outros serviu como descoberta de novas percepções de valores e negócios.
Confira algumas impressões:
Gustavo Tamasco, fundador da Prometeus, comentou sobre os aprendizados construtivos que conquistou durante o Nautilus. “Nos ajudou a ajustar nosso discurso, não só em relação ao financeiro e à tecnologia, mas também sobre o impacto ambiental que podemos gerar como empresa”.
Outros representantes também compartilharam suas experiências a respeito da participação no programa. Confira as declarações abaixo:
‘’Eu não tinha segurança de falar que a gente faz economia circular, eu imaginava que o circular estava ligado a um plástico e, na verdade, não é isso. Então, foi muito importante para eu começar a entender este ponto’’ – Diana Sales, fundadora da DSBio
”Fez a gente pensar em coisas que outros programas de aceleração não fizeram a gente pensar. Então, essa parceria foi sensacional justamente porque traz coisas bem diferentes” – Izabela Mendes, fundadora da MetaGen
“Foi uma chance de entender que nosso trabalho não é só tecnologia, mas também gestão e estratégia para escalar” – Bruno Libardoni, CEO da Infinito Mare
Você percebe que o mercado está cada vez mais pressionado pelas urgências climáticas?
Diante destas constantes mudanças ocasionadas pelo aquecimento global, surgiu a Mercado Net Zero, empresa criada para transformar desafios ambientais em oportunidades de negócios sustentáveis.
Quem está a frente da startup é Giuliano Capeletti, que fundou a empresa em 2024. Empreendedor com quase 20 anos de experiência, atua com soluções para empresas no setor elétrico.
Em 2020, Giuliano teve um start que surgiu a partir de uma percepção: as empresas que possuem metas de sustentabilidade precisam de um caminho mais ágil e seguro para compensar suas emissões.
Os fundadores Giuliano e Caroline, responsáveis por viabilizar impacto através de crédito de carbono | Mercado Net Zero/Divulgação + Radovan Zierik/Pixabay
Foi daí que surgiu a grande ideia de criar uma startup para simplificar o processo rumo ao carbono neutro.
A Mercado Net Zero é mais uma participante do Nautilus, programa criado com metodologia exclusiva do BH-TEC, baseada em estudos nacionais e internacionais, para desenvolver a sustentabilidade de negócios, startups e empresas.
E você vai conhecer mais sobre essa startup a partir de agora!
Qual é o serviço da NetZero
A startup oferece seu trabalho a partir de créditos de carbono no mercado voluntário. Esses créditos podem ser gerenciados por meio de uma plataforma personalizada disponibilizada para seus clientes.
Ao contrário do mercado regulado, no mercado voluntário, não há obrigações legais, ou seja, as empresas calculam suas emissões e compram créditos para cumprir compromissos ambientais e reforçar sua imagem sustentável.
Startups e integrantes já acumulam premiações | Mercado Net Zero/Divulgação
Entenda melhor os serviços prestados abaixo:
Marketplace de créditos de carbono
A startup atua conectando empresas que querem comprar créditos de carbono com desenvolvedores que os oferecem. O intuito é facilitar a negociação e a aquisição desses créditos.
Gestão de emissões e inventário de carbono
Eles auxiliam seus clientes a medir os gases de efeito estufa, chamados de escopos 1, 2 e 3. Após a medição, compram créditos para compensar o carbono emitido.
Tecnologia e inteligência artificial
Atualmente ,a empresa está elaborando ferramentas digitais baseadas no uso da IA para otimizar o serviços prestados por eles.
Pessoas e Propósitos
”Somos um intermediário de impactos. Somos o meio por onde o impacto acontece” — Giuliano Capelatti
A equipe da empresa trabalha para um futuro mais sustentável para o planeta e também para os negócios | Mercado Net Zero/Divulgação
A frase do CEO representa o espírito e propósito da empresa. Essa máxima surgiu durante a participação no Nautilus. ”Atráves do programa, conseguimos mensurar nosso impacto”.
A confudadora da empresa, Caroline Silveira, também extraiu aprendizados a partir do programa de aceleração. ”Deixei de olhar para nossa empresa como uma roda que gira dinheiro e passei a enxergá-la como instrumento que pode ser utilizado para impacto de uma forma bem legal”, destaca.
Atualmente, a dinâmica de trabalho da NetZero é dividida em algumas áreas desde a operação até o atendimento ao cliente. A empresa possui Giuliano como CEO, e Caroline, que se divide em sua atuação no marketing, operações e nas decisões estratégicas da startup.
Marcelo Moraes também é sócio e engloba a equipe de 8 funcionários.
Olhando para frente: objetivos futuros da empresa
O foco da NetZero é expandir seus serviços, com atuação no monitoramento de projetos de créditos e parcerias em tecnologias de gás carbônico.
“Queremos trazer mais tecnologia para dentro da empresa e também aumentar nosso portfólio de clientes, principalmente, com as empresas que têm compromisso ambiental ou que querem regulamentar a emissão para uma possível obrigação regulatória futura”, enfatiza Giuliano.
”Também estamos começando a olhar para o mercado internacional, principalmente o chinês. Inclusive, estive na China recentemente”, ressalta o CEO, que segue com os pés no chão pensando em parcerias menores mas já colocando, desde já, o foco em grandes contratos.
Num mundo de desigualdades, a fome não é novidade e nem está perto de acabar. É daí, então, que surge a Acelera ESG, startup soteropolitana voltada para a gestão e prevenção do desperdício.
Participante do programa Nautilus, a empresa utiliza um software para conectar empresas e ONGs, a fim de recuperar produtos próximos do vencimento com a maior agilidade possível, gerando economia aos empresários e comida no prato do povo.
Pessoas recebem alimentos após ação da startup | Acelera ESG/Divulgação
“É muito triste pensar que um terço de tudo que a gente produz vai parar no lixo. Enquanto a gente tem uma quantidade de mais de 60 milhões de pessoas em insegurança alimentar”, ressalta a fundadora e idealizadora, Roseane Moreira, antes de concluir:
“Então, se a gente conseguir fazer essa ponte de uma gestão eficiente e garantir o benefício dos dois lados, todo mundo ganha”.
O início: Ideais desde a raiz
Bióloga e mestra em biotecnologia, Roseane Moreira idealizou o projeto motivada pela pandemia. O objetivo, desde o início, foi ajudar as pessoas em insegurança alimentar.
“Começamos com o ‘Minha Cesta’ em 2021, que era uma startup com um plano de assinaturas de cestas básicas. Teve uma adesão bem interessante de pessoas, tanto físicas quanto jurídicas, mas, quando acabou a pandemia, as doações acabaram, também”, conta a CEO da empresa.
“Então nos reinventamos e, em 2023, foi criada a Acelera”.
Roseane e Caio Nascimento, idealizadores da Acelera ESG e da Minha Cesta | Acelera ESG/Divulgação
“Sempre foi algo muito forte em mim essa questão de buscar reduzir a insegurança alimentar para que as pessoas possam garantir a alimentação da sua família. A partir daí, essas pessoas têm forças para buscar emprego, para se capacitar e buscar outras formas de qualidade de vida”, completa.
Expansão como empresa
A Acelera herdou da Minha Cesta os ideais, mas os potencializou: a gestão de doações que antes atendia pessoas físicas em Salvador, agora tem caráter mais voltado para a sustentabilidade, gestão dos desperdícios e atende varejistas e cidades em todo o país.
“Temos um case muito interessante, em Lucas do Rio Verde. Estamos fazendo a implantação nesse momento. Lá existiam algumas brechas que dava para fortalecer a política de prevenção de perdas. Eles têm um compromisso de lixo zero na cidade, até 2030, junto com o objetivo dos desenvolvimentos sustentáveis, das ODS”, pontua Roseane.
Roseane palestrando durante encontro do programa Nautilus | Ana Luísa Belo/BH-TEC
Cada vez mais, a empresa prova que o social e o financeiro andam juntos, convertendo, a partir de ações que visam a melhora para a sociedade, lucro e economia para as empresas.
“A questão é trazer o retorno do investimento social para as empresas, assim elas se tornam mais motivadas a participar. Então, você economiza contratando o nosso serviço e vai ganhar também com impacto social, o que auxilia na sua reputação”, finaliza.
Planos e expectativas
A empresa espera, como participante do programa Nautilus, conseguir novas conexões e parceiros estratégicos, sempre lembrando dos ideais para qual a empresa foi fundada.
“Nossa meta é alcançar o crescimento saudável. Somos parceiros das empresas para que todo mundo consiga ter sua sustentabilidade financeira, buscamos o reconhecimento pelo que a gente faz, tanto na questão da insegurança alimentar quanto na gestão de estoque eficiente para prevenir perdas e dessa forma reduzir a insegurança alimentar”, projeta a fundadora.
Como conservar algo que você não conhece? Justamente com esse foco, a MetaGen desenvolveu uma tecnologia inovadora para monitorar as espécies que passam pelo ambiente. Como? A partir de análises genéticas de água, solo e até mesmo do ar.
E essas potentes informações são fundamentais para que sejam tomadas as decisões mais adequadas por governos, nações, empresas e, lógico, a sociedade de forma geral.
Interessante, não é mesmo?! Quer saber mais?
MetaGen realiza análises genéticas que geram indicadores de biodiversidade | Izabela Mendes/Arquivo pessoal
A MetaGen é mais uma participante do Nautilus, programa criado com metodologia exclusiva do BH-TEC, baseada em estudos nacionais e internacionais, para desenvolver a sustentabilidade de negócios, startups e empresas.
E, a partir de agora, você conhece mais sobre a MetaGen!
O início
A trajetória da startup começou em 2021 na cidade de Belo Horizonte, onde ainda mantém sua sede.
Izabela Mendes, fundadora da empresa, é formada em biologia, mestre em vertebrados com doutorado focado em genética. Desde a época da graduação, seus colegas de classe sabiam que ela gostava e já trabalhava na área de genética dentro de laboratório.
A partir disso, começaram a surgir convites para trabalhos de pesquisa na área e ela… recusava! Mas com muita insistência e incentivo de seu pai, Izabela acabou abrindo uma empresa voltada para pesquisas genéticas.
Primeiros passos
Depois de 5 meses, a fundadora da MetaGen conseguiu fechar o seu primeiro contrato. A conquista gerou surpresa para ela, que não imaginava conseguir um retorno do mercado tão rapidamente, mas, ao mesmo tempo…
”Acreditava que essa área era uma demanda do mercado e de fato e eu já enxergava essa oportunidade. Então, por outro lado, não foi tão surpreendente porque eu sabia que a grande procura existe”, contrapõe Izabela.
Logo no ano seguinte, em 2022, a equipe da bióloga aumentou, com a entrada dos sócios Daniel Teixeira, atualmente seu diretor operacional, e Vitor Borges, que ingressou trazendo consigo experiências de consultoria ambiental. Além deles, Izabela conta com suporte de mais duas funcionárias nas atividades de sua empresa.
Os três sócios atuam juntos desde 2022 | Izabela Mendes/Arquivo pessoal
Qual problema a MetaGen resolve?
A empresa parte de uma máxima: antes de qualquer ação, é essencial entender como a natureza funciona. E para isso é essencial possuir dados da biodiversidade e, consequentemente, monitorar o meio ambiente.
”Essa observação requer uma logística intensa com o apoio de grandes equipes. E nós, da MetaGen, utilizamos uma metodologia não invasiva que monitora a biodiversidade sem precisar de especialistas em campo”, explica a fundadora da instituição.
DNA Ambiental: a solução inovadora
Em busca de contortar os efeitos causados pela grande devastação ambiental, a MetaGen utiliza uma ferramenta genética e genômica para monitoramento ambiental chamada de sequenciamento de alto rendimento ou sequenciamento de nova geração.
”Nós deixamos o nosso DNA em todo local que nós tocamos com a nossa digital. E isso funciona com todos os organismos”.
E a inovação da empresa está justamente neste aspecto: utilização do sequenciamento do DNA presente no ambiente, sem a necessidade de ter contato direito com os seres vivos analisados.
Como a empresa atrai os clientes?
A MetaGen faz questão de estar sempre presente em eventos relacionados à perda de biodiversidade. Além disso, são engajados nas redes sociais. Seu foco está em:
empresas, preferencialmente do setor elétrico
outras empresas de quaisquer setores
ONG´s
”Por lei é exigido que todas as empresas que vão instalar algum empreendimento, precisam fazer um monitoramento prévio durante e após a instalação desse negócio para entender qual que é o impacto que ela vai gerar no ecossistema local, por isso temos esse foco maior”, destaca Izabela.
A fundadora da MetaGen representou sua empresa durante a Rodada de Negócios Nautilus, em São Paulo | Virgínia Muniz/BH TEC
Desafios da Jornada
”Começamos a construir o nosso caminho na universidade, nunca tivemos uma base de business. Fomos na cara e na coragem” — Izabela Mendes
Partindo desse desafio em entender o mercado de negócios, os representantes da MetaGen ingressaram no programa Nautilus com o intuito de aprender técnicas para gerenciar com excelência a empresa, em todos os aspectos.
”Fez a gente pensar em coisas que outros programas de aceleração não fizeram a gente pensar. Então, essa parceria foi sensacional justamente porque traz coisas bem diferentes”, destaca Izabela.
Planos para o futuro
Atualmente, a MetaGen utiliza o laboratório por meio de uma parceria de residência. A empresa de DNA sustentável faz a locação da estrutura e do maquinário de equipamentos cedidos pela BioMinas.
Por isso, a principal meta da MetaGen, pensando em futuro próximo, é conquistar o seu próprio laboratório com atendimento realizado 12 horas por dia. ”Nossa intenção é captar mais clientes para que a capacidade produtiva do laboratório chegue a 100%”, reforça.
Já pensou se todas as empresas fossem avaliadas pelos seus riscos à sustentabilidade? É essa a ideia da ESG Scan, startup mineira e participante do programa Nautilus.
A partir de uma base de dados que escaneia e monitora os riscos ESG da cadeia de suprimentos, a empresa ajuda empresários a identificar e resolver problemas na raiz, evitando crises ainda maiores.
“Quando se olha um produto ou serviço, muitas vezes se têm dificuldade de entender quais são as eventuais violações de direitos humanos, questões ambientais ou até mesmo riscos de governança, corrupção, que podem estar presentes dentro dessas cadeias de fornecimento”, explica Junio Magela, CEO da empresa.
Esses dados são capturados pela tecnologia desenvolvida pela ESG Scan, que processa, organiza e identifica os riscos, o que leva transparência e segurança para os processos.
“Nosso principal diferencial é que não somos apenas um compliance. Temos uma capacidade enorme de transformar todo esse conjunto de dados, através da transparência, em resultados operacionais e conhecimento sobre a cadeia de suprimentos”, reforça Magela.
Pedro Esteves, Junio e Fabiano Alves: os fundadores da ESG Scan | ESC Scan/Divulgação
Além do monitoramento feito, outra inovação da startup é o score, uma pontuação feita a partir do perfil da empresa, identificando os problemas e priorizando os riscos mais relevantes do negócio, para que sejam resolvidos urgentemente.
“Por meio dos nossos scores preditivos, dá para ter uma previsibilidade sobre problemas potenciais ambientais, sociais, e de governança”, explica o CEO.
Desenvolvimento do projeto
A ESG Scan conta com três fundadores: Junio Magela, Pedro Esteves e Fabiano Alves. Para além da amizade de anos, as formações em comum foram fundamentais para o nascimento da ideia. A proposta dos idealizadores foi fugir do convencional.
“Se tinha uma visão muito ‘quadrada’ sobre como usar a tecnologia, e a gente não pensava daquele jeito. Então, a gente pensou em criar uma startup que fosse capaz de resolver esses problemas que a advocacia tradicional não tem condição de resolver”, diz Junio, antes de complementar:
“Dentro desse cenário, a gente pensou nessa parte de dados, porque vimos que a sustentabilidade não é restrita somente às questões ambientais”.
A partir das ideias e conhecimentos dos fundadores em direito e programação, a ESG Scan saiu do papel para se tornar realidade: já são cinco anos no mercado, diversas empresas ajudadas e muita história, ainda, a ser escrita.
Pedro, o COO, apresenta a ESG Scan na rodada de negócios do Nautilus | Virgínia Muniz/BH-TEC
Expectativas
Contando com profissionais experientes e conceituados, os fundadores da ESG Scan esperam com o Nautilus se firmar ainda mais no mercado como uma startup de impacto, ajudando cada vez mais empresas.
Junio, CEO da ESG Scan, durante a rodada de negócios Nautilus | Virgínia Muniz/BH-TEC
“A gente entende que o nosso papel dentro do contexto das comunidades que a gente participa é, justamente, ajudar todas as empresas, bancos, seguradoras e indústrias a agirem de forma mais ética e correta. Nossa ferramenta, ao trazer transparência, garante que os nossos clientes consigam gerar um impacto cada vez mais positivo na sociedade”, afirma Junio, antes de finalizar:
“A gente vê a ESG Scan de forma estratégica. Queremos que o nosso score seja cada vez mais conhecido. Para a gente, o objetivo é ter a nossa tecnologia implementada ao ponto de cada vez mais conseguir resolver os problemas reais de uma sociedade”.
Você se imagina em um mundo onde os antibióticos mais fortes não funcionam mais? Parece assustador, mas essa ameaça é real, diante do cenário alarmante de resistência antimicrobiana que provoca cerca de 1 milhão de mortes por ano, segundo dados de 2024 da Organização Mundial da Saúde (OMS).
E se a solução para esse cenário hipotético estivesse na própria natureza?
É justamente esse o propósito da DSBio, startup que transforma recursos renováveis e naturais da biodiversidade brasileira em insumos fitoativos baseados em evidências científicas, os chamados Ingredientes Naturais Funcionais com Atividade Validada (INFAVs).
A startup desenvolve pesquisas e produtos baseados em plantas e suas propriedades | Virgínia Muniz/BH-TEC
A empresa é uma das participantes do Nautilus, programa criado pelo BH-TEC com metodologia exclusiva, baseada em estudos nacionais e internacionais, para desenvolver a sustentabilidade de negócios, startups e empresas.
Conheça agora a história da DSBio!
A descoberta
“Onde tem um super desafio, existe uma super planta”. Essa máxima foi levada a sério por Diana Sales, bioquímica com mestrado e doutorado em Biotecnologia pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), com ênfase na pesquisa etnofarmacológica de plantas medicinais.
A planta nativa do Brasil possui propriedades medicinais, como anti-inflamatória, cicatrizante e antimicrobiana | Vírginia Muniz/BH-TEC
A especialista identificou nas pesquisas: para um super problema, a aroeira (Schinus terebinthifolia). A planta oferece soluções de origem vegetal (IFAVs) de interesse do SUS e da população em geral, para o controle da resistência microbiana e equilíbrio do microbioma humano, animal e vegetal.
E tem mais! “Descobrimos que a aroeira é um dos modelos mais promissores para se tornar um recurso de sustentabilidade e inovação, amenizando impactos na saúde e no clima’’, afirma Diana, fundadora da DSBio.
A aroeira, explica a bioquímica, é cultivada pela DSBio de maneira sustentável e inédita nas montanhas do interior de Minas Gerais, sendo uma parceria da startup com o setor de agricultura familiar.
O início de um sonho
A empresa surgiu no Espírito Santo, em 2017, desenvolvendo pesquisas com plantas medicinais para a preparação de medicamentos contra bactérias existentes. Atualmente, as atividades da empresa se revezam entre os laboratórios da UFMG, onde ocorrem as extrações das plantas, e o interior do estado, onde estão localizadas as plantações de Aroeira.
A DSBio une a tecnologia e a biodiversidade brasileira para um futuro mais sustentável | Diana Sales/Arquivo pessoal
A DSBio estuda a planta por cerca de 10 anos e um divisor de águas aconteceu entre 2023 e 2024, quando a empresa firmou uma parceria com a FarmaVax, unidade Embrapii da UFMG, onde foi desenvolvido o primeiro fármaco, através dos INFAVs, validado e padronizado por sua eficácia contra bactérias resistente a antibióticos.
Como a aroeira pode ajudar a sua saúde?
O grande projeto da BSDio consiste no desenvolvimento de um dermocosmético biomimético inovador, formulado com um princípio ativo vegetal extraído da Aroeira, reconhecido por suas potentes propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, especialmente contra microrganismos multirresistentes.
Com isso, a empresa busca:
reduzir infecções resistentes
diminuir custos hospitalares
gerar fonte de renda local para trabalhadores envolvidos na plantação de aroeira
ajudar na saúde dos consumidores de fármacos
reduzir a emissão de gás carbônico para organizações ambientais interessadas
Ao longo dos anos, a equipe da BSDio tem dedicado esforços em pesquisas para garantir que o medicamento seja capaz de proteger a microbiota humana com 100% de segurança. ‘’A nossa pegada é a eficácia e segurança. Então, a tecnologia foi patenteada em 2023 com tecnologia verde”, reforça Diana.
O time de sintonia por trás da DSBio
“Só temos coragem quando temos boas parcerias” — Diana Sales
A frase da fundadora da DSBio resume com clareza o espírito da empresa: uma união entre conhecimento científico, com base em inovação e propósito social.
A empreendedora pesquisou no pós-doutorado a importância da aroeira para a tribo indígena Tupiniquim, além de desenvolver estudos moleculares sobre a planta na UFMG, investigando seu potencial terapêutico.
Além do medicamento, DSBio incentiva a agricultura familiar | Virgínia Muniz/BH-TEC
Ao seu lado, a responsável pela startup conta com a ajuda de dois parceiros que tornam o propósito realista: Peter Zahar, que atua como consultor sênior da empresa, contribuindo com soluções inovadoras para o desenvolvimento tecnológico e de negócios; e Jorge Sales, com ampla experiência em gestão ambiental na Vale, hoje aposentado, direcionando seus conhecimentos estratégicos às operações da DSBio.
Os três formam uma equipe repleta de sintonia e coragem em busca de transformar a missão em realidade para a sociedade.
Tecnologia Sustentável: foco no futuro
Em 2025, acontece o segundo projeto pré-clínico para validar o medicamento à base de aroeira. Segundo Diana, a empresa está aprendendo com o processo de plantação de Aroeira, para refinar melhor o projeto, visando o bem-estar da população.
Durante o Nautilus, os representantes da startup participam de atividades formativas para a amadurecer algumas ideias essenciais para o crescimento da empresa.
‘’Eu não tinha segurança de falar que a gente faz economia circular, eu imaginava que o circular estava ligado a um plástico e, na verdade, não é isso. Então, foi muito importante para eu começar a entender este ponto’’, revela a representante da startup.
Atualmente a principal proposta da BSDio é a criação de uma biofábrica de produção de insumo, com o intuito de gerar soberania na produção da medicação à base de Aroeira.
“Com uma fábrica piloto bem planejada e estruturada, poderemos vislumbrar o que virá nos próximos anos e, assim, podemos nos adaptar cada vez mais ao mercado”, projeta Peter Zahar.
A premiação voltou justamente em 2025 após um hiato de 10 anos e, entre 3 mil projetos aptos a disputar o reconhecimento, o BH-TEC foi selecionado como um dos três finalistas da regional na categoria “Ambiente de Inovação”.
O Prêmio Finep volta a ser realizado após um hiato de 10 anos | Finep/Divulgação
“Ser finalista no Prêmio Finep tem um significado muito especial não só pelo reconhecimento em si. É fundamental, também o significado do projeto, o CIS, que significa a materialização de uma ressignificação que o BH-TEC teve a partir de 2019”, vibra o CEO do Parque, Marco Crocco.
Como o BH-TEC chegou à final?
Dos 3 mil projetos aptos a disputar o reconhecimento, contratados entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, foram selecionados 300 pela Finep. Destes, 144 aceitaram o convite para disputar os prêmios regionais, nas categorias:
Cadeias Agroindustriais Sustentáveis
Complexo Econômico Industrial da Saúde
Infraestrutura, Saneamento, Moradia e Mobilidade Sustentáveis
Bioeconomia, Descarbonização, Transição e Seguranças Energéticas
Transformação Digital da Indústria para Ampliar a Produtividade
Tecnologias de Interesse para a Soberania e a Defesa
Deep Tech Startup
Ambiente de Inovação e Infraestrutura de P&D em ICTs
O BH-TEC está entre os finalistas na categoria Ambiente de Inovação com outros dois projetos coordenados pela Fundação CPQD Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações e pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho.
A cerimônia de entrega dos troféus vai ser realizada no dia 11 de setembro, na sede da Finep, no Rio de Janeiro, com a presença confirmada da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Os vencedores regionais disputam o prêmio nacional entre novembro e dezembro.
A importância do CIS
Além do reconhecimento, como cita Crocco, o projeto pelo qual o BH-TEC disputa a final é emblemático pela ressignificação do Parque Tecnológico e, ainda, importância para o Brasil e planeta, de forma geral.
“Com esse centro, a gente espera contribuir para esse grande desafio, para esse grande desafio mundial, institucional, da sociedade, com a nossa função que é gerar tecnologias, que nos ensinem tanto a enfrentar os problemas derivados da crise climática, ou seja, soluções tecnológicas para a crise climática”, diz o CEO do BH-TEC, antes de concluir:
“Mas também no ambiente de sustentabilidade mais amplos, tecnologia que nos permitam incluir mais parte da sociedade, tecnologias sociais”.
O que é o Prêmio Finep?
A premiação é considerada pelo governo federal a mais importante do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e, após 10 anos de hiato, retorna em novo formato. Agora, os concorrentes são os projetos da carteira da Finep, apoiados nos mais diversos setores do conhecimento, em todas as regiões do país.
De acordo com a própria Finep, o objetivo é divulgar o estado da arte da Inovação brasileira fruto do apoio da Finep e evidenciar a importância desse fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento do país, o aumento da competitividade e o bem-estar da sociedade.
O uso do plástico na sociedade já é normalizado há quase um século. No meio automobilístico, essa realidade está em todas as partes: desde os componentes dos automóveis até as embalagens dos líquidos usados para a manutenção dele. A partir desse problema, surge a Sem Frascos: startup criada em Belo Horizonte, que mira a mudança sustentável da cadeia automotiva.
Participante do programa Nautilus, a empresa se destacou por inovar o modo de pensar a utilização dos invólucros plásticos, problema lesivo ao meio ambiente. Por meio de um dispenser automatizado, a empresa tem como prioridade evitar a geração de resíduos sólidos e líquidos.
“Todo o mercado de aplicação automotiva no mundo é feito através de frascos descartáveis, acumulando assim centenas de toneladas todo ano, além de um número considerável de emissão de CO2. Diante desse cenário de agressão ao meio ambiente, vem a Sem Frascos, trazendo uma solução inovadora e 100% sustentável”, afirma o CEO da empresa, Luiz Miranda.
A startup, a equipe e o lema: ‘Menos plástico e mais futuro’ | Sem Frascos/Divulgação
A ideia e a execução
Luiz, idealizador do projeto e fundador da empresa, tem mais de 30 anos de experiência no ramo automotivo. Com essa bagagem, pensou e desenvolveu o projeto inspirado por grandes empresas – e pelo rastro de poluição deixado pela indústria automobilística.
“A ideia que eu tive foi criar uma disruptura no mercado, assim como a Uber e o Airbnb fizeram. Então, fiquei pensando como eu poderia trazer isso para o meu mercado, que é o setor automotivo. Daí, um dia fui abastecer meu carro no posto e me veio a ideia do dispenser para os produtos líquidos”, explica Luiz.
“Não geramos nenhum frasco descartável, trazendo assim um impacto ambiental muito grande, economizando recursos da poupança energética. Além disso, o nosso diferencial consiste também num selo verde que mensura o impacto gerado”, completa, sobre o produto.
Luiz Miranda, CEO da empresa | Sem Frascos/Divulgação
No entanto, a ideia não saiu do papel da noite pro dia. Foram três anos da ideia à fundação da startup.
“Muita gente que eu tinha contato dentro da área não entendia do que eu estava falando. Eles não tinham uma visão que eu tinha do negócio na época, então era como se ninguém acreditasse que aquilo era possível. Fiquei durante esse período lutando uma batalha praticamente sozinho”, relembra o idealizador, antes de complementar:
“Até que eu conheci algumas pessoas, para quem eu contava a ideia, e fazia sentido para elas. Daí, muitas me ajudaram a desenvolver o projeto e começar a empresa”.
Expectativas de um futuro próspero
O CEO da empresa participante do programa Nautilus não esconde a felicidade em participar do programa de aceleração, visando um futuro melhor para a empresa, o meio ambiente e as novas gerações.
Estandes da Sem Frascos em eventos | Sem Frascos/Divulgação
“Estamos aproveitando cada aprendizado que o Nautilus tem trazido para a Sem Frascos. É uma realização de um sonho a rodada de negócios nos estúdios Globo em São Paulo. A experiência foi fantástica”, pontua.
“Eu estou há muitos anos no ramo, já fiz grandes negociações, mas para mim chegar com a Sem Frascos, depois de ser desacreditado, é um grande orgulho e esperamos, ainda, chegar mais longe”, finaliza.
Salvar as águas do mundo. A ideia que nasceu como um projeto utópico entre um oceanógrafo e dois designers se transformou em uma startup que hoje leva inovação, ciência e esperança para rios, mares e lagos. Assim surgiu a Infinito Mare, criadora da Caravela, tecnologia premiada internacionalmente que une ecologia e design para regeneração das águas.
Com sede em São Paulo e participante do Nautilus, programa do BH-TEC, a empresa avança na missão de transformar inquietações científicas em impacto ambiental, social e econômico.
Da inquietação à inovação
“A Infinito Mare vem de um monte de inquietações diferentes”, conta Bruno Libardoni, CEO da startup e doutor em geociências. “No fim do meu doutorado conheci dois designers e eles me provocaram a criar um projeto para salvar as águas do mundo. Daí nasceu a Caravela.”
Ainda em 2018, o protótipo foi reconhecido com o Top Innovation Award, maior prêmio mundial de eco design, realizado na China. O sucesso confirmou o potencial da ideia, mas logo surgiu um desafio maior: transformar inovação em negócio.
Em 2019, Bruno fundou a Infinito Mare, com o propósito de unir ciência, tecnologia e educação.
Caravela da Infinito Mare em atuação | Infinito Mare/Divulgação
Do laboratório ao mercado
A trajetória, porém, exigiu aprendizado. “Uma coisa é ter uma tecnologia reconhecida, outra é transformar isso em produto vendável. No início, não tínhamos modelo de negócio, não sabíamos precificar”, relembra Luciana Batista, COO da startup, que passou a integrar o time em 2022.
Foi no mesmo ano, com a participação no Marine Startup Lab, que a empresa iniciou sua jornada de aceleração. “Durante o programa, um mentor me perguntou: ‘O que acontece com a sua empresa se você morrer?’ Eu respondi: ‘acaba.’ E ele disse: ‘então sua empresa não existe.’ Foi nesse momento que entendi que precisava compartilhar o sonho”, relembra Bruno.
Equipe completa da Infinito Mare | Infinito Mare/Divulgação
Ao lado de Luciana, Bruno ampliou a equipe e fortaleceu a visão de traduzir ciência em linguagem acessível. Hoje, a Infinito Mare é formada por Bruno, Luciana, Daniel Tremmel, que é químico, e Jana del Favaro, uma bióloga.
A primeira Caravela na água
Em 2024, veio o primeiro grande contrato. A Infinito Mare venceu a etapa brasileira de um campeonato global de inovação da Zurich Seguros e instalou quatro Caravelas na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte.
O impacto foi imediato: em apenas 20 dias, o projeto alcançou 2,5 milhões de pessoas, muito além da meta inicial de 100 mil. “Enquanto para o departamento de marketing da empresa o resultado já era satisfatório, para nós só fazia sentido se houvesse também impacto ambiental e social real”, afirma Luciana.
Caravela na Lagoa da Pampulha | Infinito Mare/Divulgação
Bruno reforça: “Nosso objetivo é mostrar que a Caravela pode devolver esperança às pessoas. Quando enxergam que a água pode ser regenerada, a percepção muda completamente.”
Mais setores, mais impacto
Além de projetos urbanos como o da Pampulha, a Infinito Mare já atua em outros segmentos. No setor portuário, a tecnologia permite monitorar navios que podem ter poluído a água. Em hidrelétricas, oferece soluções para controle de qualidade hídrica. E no marketing urbano, ajuda empresas a conectarem suas marcas a transformações ambientais nas cidades.
Resíduos retirados da Caravela são enviados para estudos | Infinito Mare/Divulgação
Na Lagoa da Pampulha, por exemplo, as Caravelas permaneceram instaladas por três meses. Nesse período, a equipe da startup realizava coletas periódicas da biomassa acumulada.
O material foi encaminhado a universidades e pesquisadores parceiros, responsáveis por analisar quais espécies de algas se desenvolveram, sua velocidade de crescimento e a capacidade de absorção de poluentes.
Esses estudos permitem identificar alterações na qualidade da água e até mesmo apontar a presença de resíduos.
O papel do BH-TEC e do Nautilus
A participação no Nautilus, programa de aceleração do BH-TEC, marcou um momento decisivo. “Entramos no Nautilus justamente quando fechamos nosso primeiro contrato em Belo Horizonte. O BH-TEC foi nossa casa na cidade. Aprendemos muito com o Instituto Ethos e agora estamos entregando o nosso primeiro relatório para o cliente”, conta Luciana.
Bruno e Luciana na rodada de negócios do programa Nautilus | Virgínia Muniz/BH-TEC
Para Bruno, estar em um ambiente como o Nautilus trouxe mais que suporte técnico. “Foi uma chance de entender que nosso trabalho não é só tecnologia, mas também gestão e estratégia para escalar”, comenta.
Olhando para o futuro
Com uma fábrica terceirizada em Curitiba capaz de produzir até 200 Caravelas por mês, a Infinito Mare já planeja expandir internacionalmente. “A crise hídrica é crescente e a necessidade de recuperar as águas só aumenta”, aponta Bruno.
“Acreditamos que, quando a Caravela mostrar que pode trazer esse retorno, vai viralizar. Não haverá como ignorar.”
Luciana resume o sonho coletivo: “Quero que toda cidade que eu visitar tenha uma Caravela. Que ela seja um símbolo de regeneração das águas, de cuidado com o ambiente. Esse é o legado que queremos deixar.”
“Esses momentos ampliam o olhar deles, conectando a teoria e a prática, serão levados para toda a vida e fazem com que cada um seja multiplicador de um mundo sustentável”. A frase resume a experiência vivenciada pelos estudantes muito além dos muros da Escola Municipal Hilton Rocha, na região do Barreiro.
Alunas e alunos participantes da Jornada Científica 2025 tiveram um dia de aula pra lá de diferente – e entusiasmante: exploraram o parque da Serra do Rola Moça para observar de perto o tema trabalhado na edição deste ano: ODS-13, intitulado “ação contra a mudança global do clima”.
“Enquanto coordenadora da escola, sei da importância que experiências como essa, somadas à participação na Jornada Científica do BH-TEC, têm tido na vida acadêmica dos nossos estudantes”, enaltece Geisiene Ferreira, diretora da escola e autora da frase que abre esta publicação.
A atividade gerou conhecimento, vivência e consciência ambiental para os estudantes | CIS/BH-TEC
Da universidade para a sociedade
O coordenador da Jornada deste ano, Wallace Carrieri, reforça a importância do programa no compromisso do Parque Tecnológico de Belo Horizonte. “O objetivo é a transferência de conhecimento da universidade, da pesquisa e de empreendedores para a sociedade”, afirma.
“Então, quanto mais cedo a gente começar, mais a gente está cumprindo o nosso papel. A Jornada Científica está abrindo as portas para que os estudantes cheguem até o BH-TEC, e para que o Parque também se aproxime deles”, finaliza Carrieri, que também é o gestor de projetos do Centro de Inovação em Sustentabilidade do BH-TEC, o CIS.
A proximidade da emblemática Serra do Rola Moça com a escola dos alunos foi um dos motivos para a localidade ser escolhida para a dinâmica.
Os estudantes aprenderam na prática muitos dos conteúdos trabalhados no dia a dia escolar | CIS/BH-TEC
Próximo passo: um futuro brilhante
A próxima ação da Jornada Científica vai ajudar os estudantes a entenderem ainda mais sobre como a universidade funciona. ‘’A gente quer abrir as portas da universidade para eles, para que eles entendam e se motivem, visando a continuidade dos estudos’’, pontua Carrieri.
“Estamos articulando com um laboratório da UFMG para fazermos um experimento, que vai ajudar eles a perceberem as atividades da universidade”, complementa.
O que é a Jornada Científica?
A Jornada é um programa do CIS criado em 2023, no contraturno escolar, com estudantes de escolas públicas e privadas. Neste ano, a 3ª edição está acontecendo com os educandos do 9º ano da E.M. Hilton Rocha.
No ano passado foi a vez dos estudantes da Escola Municipal Monsenhor Artur De Oliveira. E, na primeira edição, a parceira foi o Instituto Casa Viva de Educação e Cultura.
A Jornada Científica realiza encontros semanais na escola, além de visitas e dinâmicas a espaços externos, como parques, laboratórios, UFMG e o próprio BH-TEC.
Como transformar descobertas científicas em mensagens simples, acessíveis e capazes de gerar impacto social? A questão esteve no centro da Sexta no Parque especial Rede Lide em Ciência, Tecnologia e Inovação, promovida na última sexta-feira (22), no BH-TEC, em um contexto em que a ciência é cada vez mais necessária e, ao mesmo tempo, desafiada a se fazer ouvir.
Com o tema “Do laboratório ao público: como comunicar ciência na prática”, o encontro reuniu pesquisadores, jornalistas, comunicadores e startups em um diálogo direto sobre estratégias para aproximar a ciência da sociedade. O evento foi conduzido por Patrícia Giudice, gestora da Rede Lide em CT&I e contou com a abertura de Marco Crocco, presidente do Parque.
Marco Crocco participou da abertura do evento e Patrícia Giudice conduziu os debates | Ana Belo/BH-TEC
“É muito bom estar aqui nesse evento, essa oportunidade para pessoas que fazem divulgação científica, tanto comunicadores quanto pesquisadores. A gente sabe do impacto e do benefício que isso gera para a sociedade, através dessa relação e dessa conexão que a divulgação científica promove”, conta a convidada Samantha Mapa, jornalista e pesquisadora em Comunicação Pública da Ciência.
A proposta do evento foi provocar reflexões e, sobretudo, compartilhar ferramentas para transformar informação científica em conhecimento acessível. Rodas de conversa e estudos de caso trouxeram exemplos reais de como usar mídias sociais, imprensa, eventos e até pitches de negócios para ampliar o alcance de descobertas que, muitas vezes, ficam restritas às universidades e laboratórios.
Samantha compartilhou sua experiência enquanto comunicadora na área da ciência | Ana Belo/BH-TEC
Vozes que inspiram
Outra convidada foi a jornalista Léa Medeiros, da Universidade de Viçosa, que, com mais de 25 anos de experiência em divulgação científica, destacou a evolução do campo e a importância de apoio institucional para acelerar essa transição. “Eu dei um panorama do quanto as coisas estão mudando: e mudando para melhor. Saímos de um voluntariado para projetos e editais que estimulam a divulgação. Mas ainda há muito a ser feito. Esse evento deixou claro que estamos em uma transição, que precisa ser alavancada por financiamento e apoio”, conta.
Léa possui mais de 25 anos comunicando ciência | Ana Belo/BH-TEC
Já Gabriela Arruda, da Biominas Brasil, trouxe sua experiência ao lado de Pedro Villar, da startup Oncotag, mostrando como o universo do empreendedorismo pode ensinar a ciência a se comunicar de forma mais assertiva. “Falamos sobre apresentação de pitch, que é uma forma de traduzir tecnologias e serviços para quem não domina a linguagem acadêmica. Foi muito bom revisitar esse tema e ver como a divulgação científica evoluiu nos últimos anos. Hoje, percebemos uma mudança exponencial, e isso me deixa com o coração quentinho.”
Gabriela Arruda e Pedro Avelar trouxeram uma visão prática sobre a comunicação da ciência | Ana Belo/BH-TEC
Um movimento em construção
Além das falas inspiradoras, o evento contou com a participação de nomes como Pedro de Filippis, cineasta e bolsista da FAPEMIG/REDE LIDE CT&I; a professora Verona Segantini, coordenadora do Centro Virtual de Memória da Extensão da UFMG; e o professor Lucas Gonçalves, do projeto micro UFMG e da pós-graduação em Comunicação Pública da Ciência. Eles reforçaram o papel central da comunicação como ponte entre a produção científica e a sociedade.
O evento gerou reflexões e debates sobre modos de comunicar a ciência no dia a dia | Ana Belo/BH-TEC
Com diálogos abertos e experiências práticas, a Sexta no Parque se consolidou, mais uma vez, como espaço para pensar coletivamente como dar voz à ciência e aproximá-la de quem mais precisa dela. Acompanhe as redes sociais do BH-TEC para ficar por dentro da programação da edição da SNPQ de setembro!
Você já parou para pensar em como o nosso planeta se regenera?
Para facilitar, quando assistimos a vídeos, filmes ou séries sobre cidades abandonadas, percebemos claramente como a natureza se vira sozinha, sem a presença humana. E sabe como isso acontece? Com os microrganismos.
A Prometeus, startup participante do Nautilus, o programa de aceleração de negócios de impacto, trabalha justamente com isso: como usar os próprios recursos da natureza, junto à tecnologia, para regenerar o planeta.
O início
Fundada em 2024 pelo engenheiro agrônomo Gustavo Tamasco e pela arquiteta Daniela Tamasco, a Prometeus nasceu do sentimento de dever cumprido ao longo da carreira dos fundadores e do reconhecimento de que seu conhecimento poderia gerar soluções para alguns dos problemas mais urgentes da sociedade: a crise no meio ambiente e o crescimento da população.
Gustavo Tamasco e Daniele Tamasco, fundadores da Prometeus | Arquivo/Prometeus
“Desde essa minha trajetória no laboratório, eu sempre tive o dilema da questão da bioeconomia, o aumento da população e como vamos alimentar todas essas pessoas no futuro. Não dá para continuar fazendo as coisas do jeito que fazemos hoje, porque degradamos muito o meio ambiente e exaurimos a vida do solo”, conta o CEO da Prometeus, Gustavo Tamasco.
“E eu sempre identifiquei que a utilização desses microrganismos poderia ser uma saída”, diz Gustavo.
Um estudo que a vida no planeta precisa
Do laboratório da universidade, durante a graduação em agronomia, trabalhando para identificar microrganismos capazes de ajudar no crescimento das plantas, já começava a ideia de substituir os químicos para o controle de pragas.
Mas o conhecimento sobre esses seres precisava ir além.
“Depois de fazer uma especialização na universidade para aprender a entender o material genético desses microrganismos, percebi que isso iria ajudar a identificar novos microrganismos promissores, que é uma das grandes dificuldades dessa área”, diz Gustavo.
“A gente tem muitos microrganismos espalhados por vários biomas, e o desafio é detectar aquele que tem uma função específica para resolver um problema real do agricultor”, completa.
A solução para o problema? A inteligência agrigenômica: conhecimento em agricultura, genômica e inteligência baseada em ciência de dados e algoritmos.
Como é isso na prática?
De cientista a empreendedor de um negócio de impacto | Prometeus/Arquivo
Um exemplo claro para entender o trabalho da startup é olhar para o cenário das pastagens degradadas no Brasil.
São mais de 100 milhões de hectares de pastagem degradada no país, segundo o Ministério da Agricultura. E o que acontece quando o pasto fica degradado? Significa que a vida no solo está muito fragilizada e já não consegue sustentar o crescimento saudável das plantas.
Quando isso acontece, a emissão de carbono para a atmosfera aumenta significativamente e a erosão do solo também se intensifica, fazendo com que a terra fique cada vez pior.
“O que nós fazemos é identificar novos microrganismos capazes de balancear a saúde do solo de maneira efetiva. Fazemos, por exemplo, um mapeamento da problemática das pastagens degradadas a nível nacional, para identificar padrões de vida microbiana que ajudem a recuperar esses solos”, diz Gustavo.
“O objetivo é fortalecer as plantas presentes no solo, ajudando-as a se recuperar por meio da promoção de crescimento. Esses microrganismos atuam como características pré-bióticas ou probióticas, igual a um remédio para humanos, mas aplicado de maneira efetiva para as plantas”, completa.
O fungo que degrada o plástico
Sim, existem fungos capazes de degradar plástico – e um exemplo claro do diferencial da Prometeus está no ganho de tempo economizado para identificar esses organismos.
“Normalmente, levaria 15 a 20 anos para descobrir algo assim, mas, usando nossas tecnologias, conseguimos detectar essas coisas muito mais rápido”, diz Gustavo.
Um desses fungos, o Pestalotiopsis microspora, foi encontrado na Amazônia e pode se alimentar de poliuretano, um tipo de plástico, inclusive em ambientes sem oxigênio.
“Com isso, conseguimos resolver problemas ambientais e também desenvolver novos produtos e moléculas para diferentes indústrias, ajudando a reduzir o uso de químicos e aumentar o uso de soluções biológicas. Ou seja, nosso trabalho é tanto para melhorar o que já existe, quanto para descobrir algo novo que ainda pode ter utilidade”, resume Gustavo.
Os desafios
Além da grandeza das soluções da Prometeus, alguns desafios ainda existem: a metrificação dos ganhos financeiros para os clientes e investidores.
“Hoje, o maior desafio para a nossa tecnologia é que ela utiliza outras tecnologias que são extremamente caras, e a nossa própria tecnologia também é de custo elevado”, diz Gustavo.
“Ela tem um potencial de retorno muito grande, mas, para realizar projetos em larga escala com clientes, precisamos provar o impacto financeiro real – não apenas o impacto ambiental. Esse tem sido um grande desafio: metrificar tudo e construir provas concretas de que, embora o investimento inicial seja maior do que o habitual, o retorno compensa ao longo do tempo”, completa.
Novos olhares
Prometeus é uma das 9 startups participantes do Nautilus | BH-TEC/Arquivo
No programa, o que mais contribuiu para a trajetória da Prometeus foram os novos olhares que o Nautilus permitiu.
“Uma das dinâmicas que mais chamou atenção foi justamente a questão do ponto financeiro, o valor não capturado e tudo que é relacionado a impacto socioambiental da empresa. Antes, não tínhamos ideia de nada disso, nada estava metrificado internamente”.
“O Nautilus nos ajudou a ajustar nosso discurso, não só em relação ao financeiro e à tecnologia, mas também sobre o impacto ambiental que podemos gerar como empresa”, finaliza Gustavo.
“Idealizamos um amanhã no qual cada criança e adolescente, fortalecidos pela educação, cultura e esporte, despertem para a grandiosidade de seus sonhos, construindo um futuro repleto de dignidade para toda a sociedade”. E a Comunidade BH-TEC, através do programa Nautilus, vai participar da construção desse amanhã com uma campanha de doações de livros e materiais escolares.
A portaria do prédio institucional do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (Rua Professor José Vieira de Mendonça, 770 – Engenho Nogueira) será o ponto de recebimento desses materiais até o dia 5 de setembro.
“Transformar a vida só é possível se a gente fizer junto, com um apoio coletivo, com pessoas que se unem em prol de um bem maior. Por isso, toda ação faz a diferença”, reforça Bruna Peconick, gerente da Avenue Hope, entidade que vai receber o que for arrecadado durante o período.
Doar pra quem?
A instituição escolhida para receber os livros e os materiais escolares doados é uma associação sem fins lucrativos, com sede no bairro Santa Tereza, região Leste de BH. A Avenue Hope atende mais de 80 crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, em situação de vulnerabilidade social, no contraturno escolar, em dois períodos: das 8h20 às 11h10 e das 13h10 às 16h.
A instituição distribui 40 mil refeições por ano beneficiando 170 jovens e possui 10 mil voluntários ao longo de sua história | Maria Eduarda Vidigal/Avenue Hope
Enquanto estão na entidade, os jovens recebem refeições nutritivas e incentivo para conhecer mais sobre a importância de uma alimentação equilibrada. São oferecidas as seguintes aulas:
reforço em português, redação e leitura
reforço em matemática
dança
teatro
artes visuais
educação física e esportes
informática e programação
inglês
Também são promovidos encontros com as famílias para discutir temas relevantes para o desenvolvimento e sucesso educacional dos beneficiários. O projeto iniciado em 2024 conta com uma equipe multidisciplinar composta por educadores, psicólogo e assistente social, segundo organizadores.
Que instituição é essa?
O projeto é uma iniciativa de Zeo Solomon e Amir Razmara, diretores e fundadores da Avenue Code, consultoria de tecnologia norte-americana com foco em transformação digital e serviços de Inteligência Artificial (IA), que atua no Brasil há 16 anos e tem sede em Belo Horizonte.
Instalações da instituição sediada na região Leste de Belo Horizonte | BS Fotografias/Avenue Hope
A empresa já desenvolvia uma série de ações de cunho social e, com a criação da Avenue Hope, passa a concentrar esforços específicos nesta área de forma independente.
“O Brasil é um país de destaque para nossos negócios e nos sentimos chamados a retribuir todo o sucesso que tivemos aqui por meio de ações que promovam o desenvolvimento social local”, afirma Solomon, autor da frase que abre esta publicação.
Toda a estrutura da instituição foi realizada por meio de doações, tanto dos fundadores da Avenue Hope, quanto de outras empresas, que se solidarizaram com a causa. ‘’Recebemos de outras empresas eletrodomésticos, itens de higiene pessoal, presentes de natal, alimentos, brinquedos e muito mais’’, explica Bruna Peconick.
A Avenue Hope é um espaço seguro, lúdico, aconchegante e motivador para seus beneficários | BS Fotografias/Avenue Hope
Nautilus e Avenue Hope: Match perfeito
O Nautilus é um programa voltado para startups e negócios inovadores, criado para integrar a sustentabilidade ao amadurecimento empresarial, com uma metodologia exclusiva do Centro de Inteligência em Sustentabilidade do BH-TEC, o CIS. A edição é executada em parceria com o Instituto Ethos, referência nacional no tema.
E foi justamente em uma Conferência Ethos, em 2024, que integrantes do Avenue Hope abordaram a equipe do CIS em busca de parceria.
“A instituição nos procurou nesse evento querendo entender mais sobre o parque tecnológico e o que ele podia oferecer para ajudar no trabalho de acompanhamento com os jovens. E a gente viu a possibilidade de contribuir com eles por meio da campanha de doações”, explica o gestor de projetos do CIS, Wallace Carrieri.
Construa esse amanhã!
Além de doar livros e materiais escolares até o dia 5 de setembro, na portaria do BH-TEC, você pode fazer doações através de PIX a partir de R$ 20, o que contribui, por exemplo, com o almoço de uma criança.
Confira todas as possibilidades no site da Avenue Hope, clicando AQUI.
Nove startups, 25 empresas entre as maiores do Brasil e um único objetivo: conversar, se conectar e gerar negócios.
Uma das atividades mais esperadas do programa de aceleração de negócios de impacto, Nautilus, teve como palco os estúdios Globo, nesta quarta-feira (20), em São Paulo.
A rodada teve como palco a infrastrutura dos estúdios Globo | Virgínia Muniz/BH-TEC
A emissora sediou o encontro entre startups e grandes empresas dos mais variados setores.
“Foi maravilhoso! Eu acho que isso aqui é tudo que a gente esperava”, afirmou Diana Sales, fundadora da DSBio. A fala resumiu o clima da rodada de negócios, organizada pelo BH-TEC em parceria com o Instituto Ethos.
Diana Sales, fundadora da DSBio | Virgínia Muniz/BH-TEC
Ao longo da tarde, mais de 30 reuniões individuais aproximaram startups e representantes de corporações de tecnologia, finanças, energia e saúde.
“A rodada foi incrível pra gente. Primeiro, conversamos com a Caixa e pensamos juntos em criar algum tipo de incentivo para quem compra créditos de carbono, o que pode nos ajudar a alavancar. Além disso, o Instituto Ethos demonstrou interesse em fazer a neutralização conosco, o que seria uma grande jogada”, contou Giuliano Capeletti, fundador da Mercado Net Zero.
A oportunidade de praticar o que aprendeu
Todas as startups tiveram ao menos 4 reuniões | Virgínia Muniz/BH-TEC
A rodada foi considerada um marco no processo de aceleração. Para os empreendedores, foi a chance de receber feedback de mercado, colocar aprendizados em prática e abrir portas para novas parcerias.
“A gente veio aqui com os exercícios da aceleração em cada etapa. As capacitações foram super importantes, porque culminaram no que estamos vivendo agora. Não parece que só esse momento é bom: o programa cumpriu um papel essencial de nos preparar para conversar com investidores”, disse Diana Sales, da DSBio.
Gigantes se impressionaram
Não foram apenas os empreendedores que saíram satisfeitos. As empresas que participaram da rodada também se impressionaram com a tecnologia, a inovação e as soluções apresentadas pelas startups.
A patrocinadora do programa, Caixa Econômica, participou das reuniões | Virgínia Muniz/BH-TEC
A própria patrocinadora, Caixa Econômica Federal, já saiu do encontro com encaminhamentos.
“Hoje realmente superou minhas expectativas. Todas as conversas que tivemos aqui estão muito alinhadas com a estratégia da Caixa no setor de impacto. Praticamente todas as startups podem ser atendidas, para ganhar tração e crescer seus projetos”, destacou Andressa Toyomi, coordenadora de sustentabilidade da Caixa.
Para a Merck, farmacêutica multinacional, a percepção foi semelhante.
“Foi uma tarde muito produtiva. Conversei com quatro ou cinco empresas, conheci soluções e identifiquei sinergias com a Merck. Superou minhas expectativas e saí daqui com várias propostas de colaboração e apoio”, afirmou Amanda Baumgartner, gerente de Novos Negócios da Merck para a América Latina.
Aquecendo os motores
O primeiro momento contou com boas-vindas das instituições | Virgínia Muniz/BH-TEC
Antes da rodada de negócios, o evento contou com a participação das instituições parceiras e patrocinadoras. Representantes da Globo, da Caixa Econômica Federal e do Instituto Ethos reforçaram a importância de apoiar iniciativas que unem inovação, impacto social e sustentabilidade.
“A gente acredita que não existe sustentabilidade se não houver parceria. Esse programa tem tudo a ver com o que acreditamos aqui na Globo”, disse Bruna Ventura, responsável pela área de Valor Social da Globo.
Camila Viana, coordenadora do CIS | Virgínia Muniz/BH-TEC
A coordenadora do Nautilus, Camila Viana, também deu as boas-vindas, apresentou o BH-TEC e destacou o papel do programa no fortalecimento do ecossistema de impacto.
“É aquela palavra: gratificante. É uma dinâmica intensa, fruto de muito trabalho de preparação e alinhamento. Ver a rodada acontecer, as empresas vivenciando o exercício e as startups explicando seus negócios para potenciais interessados é muito legal”, afirmou Camila.
O BH-TEC foi palco, nesta quarta-feira (20), de um dia inteiro dedicado a transformar ideias em possibilidades. No segundo encontro do programa Conexões, especialistas e startups de diferentes regiões do país se reuniram para compartilhar experiências, trocar conhecimentos e fortalecer uma rede de inovação que cresce a cada edição.
Logo cedo, o tradicional café de boas-vindas aqueceu as conversas e abriu espaço para conexões genuínas: aquelas que fazem diferença tanto nos negócios quanto na trajetória pessoal dos empreendedores.
A programação começou com a palestra de Davi Aureliano, Gerente Sênior de Vendas da Blip, que trouxe insights valiosos sobre estratégias comerciais. “A gente abordou todas as etapas do funil de vendas, desde geração de demanda, inbound e outbound, até as melhores abordagens para diferentes tipos de empresa”, explicou.
Davi compartilhou insights valiosos com os empreendedores | Arthur Colpa/BH-TEC
Na sequência, Raíssa Michalsky, especialista em planejamento estratégico, trouxe provocações sobre análise de mercado e a importância de entender cenários e concorrência. “Esse processo é essencial para a rotina das organizações, principalmente para startups em fase de tração e escala”, destacou.
Raíssa Michalsky falou sobre “Como Estruturar uma Pesquisa de Mercado” | Arthur Colpa/BH-TEC
Mais inspirações
O encontro seguiu com reflexões práticas sobre como vender para o governo e lidar com contratos públicos, conduzidas por Paulo Vítor Guerra, CEO do IEBT Innovation. Além de compartilhar estratégias, o especialista abriu espaço para ouvir os empreendedores e responder às dúvidas que surgem diante dos desafios desse tipo de negócio.
PV falou sobre sua experiência à frente do IEBT | Ana Belo/BH-TEC
Para encerrar o dia, Felipe Cardoso, gerente de inovação da Cemig, apresentou o programa Cemig Lab e o CPSI (Contrato Público para Solução Inovadora), um modelo que possibilita a contratação de startups e soluções inovadoras pelo setor público.
Segundo o especialista, a iniciativa abre novas oportunidades para que as startups se conectem com a administração pública, levando mais agilidade, inovação e eficiência à execução dos projetos.
Felipe Cardoso abordou o Contrato Público para Solução Inovadora | Ana Belo/BH-TEC
“Acreditamos que é uma oportunidade tanto para as startups quanto para o setor público acelerarem seus processos internos, alcançando resultados muito além do esperado em contratações tradicionais”, destacou.
Uma oportunidade de virar o jogo: startups do programa Nautilus vão se reunir, em São Paulo, com gigantes em uma rodada de negócios que promete abrir caminhos para investimentos, parcerias estratégicas e novos clientes.
A rodada de negócios é uma das atividades mais aguardadas do programa | Arquivo/BH-TEC
Essa é apenas uma das atividades previstas no cronograma do programa de aceleração de negócios de impacto coordenado pelo Centro de Inteligência em Sustentabilidade do BH-TEC, em parceria com o Instituto Ethos com patrocínio da Caixa Econômica Federal, o Nautilus.
“Dentro do Nautilus, nós dedicamos um momento importante para mapear os interesses de conexões de valor para as startups. A rodada de negócios é um momento importante para os empreendedores, apresentarem suas soluções a potenciais clientes e buscarem novos negócios e parcerias”, conta Camila Viana, coordenadora do programa.
Como funciona?
A rodada reúne as nove startups da atual edição do Nautilus em encontros curtos com diferentes empresas, que podem se tornar investidores, parceiros ou clientes.
“É a oportunidade de proporcionar esse contato direto, real dependendo das necessidades e do momento de cada startup”, explica Camila.
Por que São Paulo?
Turma do Nautilus 2025 que vão se encontrar em São Paulo | Arquivo/BH-TEC
A atividade acontece nesta quarta-feira (20), em São Paulo. A escolha da cidade foi estratégica: fruto da parceria com o Instituto Ethos e do mapeamento realizado junto às startups participantes, que indicaram interesse em dialogar com empresas de atuação nacional.
“A gente mapeou os interesses das startups e, depois, com o apoio direto do Instituto Ethos na execução dessa rodada, fizemos o contato com as empresas de interesse. Por isso, ir a São Paulo é uma forma de tirar um pouco as startups de Minas e conectá-las com empresas de alcance nacional, trazendo uma nova perspectiva para quem participa do programa”, diz Camila.
25 empresas confirmadas
Ao todo, 25 grandes empresas confirmaram presença. Entre elas, Lojas Renner, Jaguar Land Rover, Merck Life Sciences, Eurofarma, PwC, Ajinomoto, ONS, Boca Rosa Company e a própria Caixa Econômica Federal.
“Para a Caixa é nesse momento que surge a oportunidade de acelerar todo o amadurecimento das soluções, ampliar a rede de relacionamento, gerar conexões relevantes e oportunidades mais concretas para essas startups”, diz Andressa Toyomi, coordenadora de sustentabilidade da Caixa.
“Nós iremos participar diretamente dessas reuniões com as startups, e o nosso objetivo é conhecer e dialogar com todas elas, compreender de fato quais são os desafios que estão trazendo, as propostas, as soluções, e conseguir mapear, a partir desse diálogo possíveis sinergias futuras ou projetos futuros”, finaliza Andressa.
O Programa Conexões, iniciativa do BH-TEC, com parceria do Sebrae Minas nesta edição, conquistou projeção nacional ao ser apresentado como case no 4º Congresso Latino-Americano de Casos de Open Innovation, realizado durante a Open Innovation Week (OIWEEK), no Rio de Janeiro. A participação representou a oportunidade de mostrar ao ecossistema brasileiro como conexões estratégicas podem transformar o crescimento de startups em estágio de tração.
O BH-TEC esteve presente no painel Hubs de Inovação com a palestra: “Inovação Aberta Aplicada à Pós-Aceleração de Startups: o caso do Programa Conexões”, conduzida por Marina Carelli Reis, gestora do programa. A apresentação destacou a metodologia personalizada e a articulação em rede que têm marcado a iniciativa desde sua primeira edição, em 2023.
“Compartilhamos com o ecossistema uma perspectiva de um programa voltado a startups em fase de tração. Mas não só isso: por trás do programa, há uma articulação muito forte, partindo do pressuposto de que o somatório das iniciativas e dos parceiros é essencial para potencializar essas startups”, afirma a Head de Inovação do BH-TEC, Ana Canhestro.
Edição de 2025 reuniu milhares de pessoas | Ag. Enquadrar/Divulgação RIW
Conexões
O Conexões nasceu para preencher uma lacuna no ecossistema: apoiar startups que já validaram seus produtos, mas enfrentam desafios para escalar. Sua metodologia combina diagnóstico técnico detalhado, plano de desenvolvimento individual, acompanhamento próximo e promoção de conexões estratégicas.
Em 2023, o programa atendeu 10 startups, realizando mais de 130 conexões qualificadas. Em 2025, ampliou o alcance para 20 empresas e passou a contar com o Sebrae/MG como correalizador.
“O Parque tem um programa inovador na metodologia e no que entrega para as startups, e, como pano de fundo, uma articulação institucional muito forte com parceiros. Isso faz uma grande diferença para o sucesso da iniciativa”, reforça Ana Canhestro.
Rio Innovation
A participação na OIWEEK também coincidiu com outro momento estratégico: o BH-TEC esteve presente no Rio Innovation Week, a maior conferência global de tecnologia e inovação, que reuniu milhares de empreendedores, investidores e líderes de diferentes setores.
Rio Innovation Week é o maior evento de inovação do país | Ag. Enquadrar/Divulgação RIW
Ao longo do evento, a equipe do Parque esteve dedicada a estabelecer novas conexões, integrar redes e buscar oportunidades que fortaleçam ainda mais o ecossistema de inovação.
Como transformar dados complexos em narrativas envolventes? Como usar mídias sociais, imprensa e eventos para potencializar a divulgação científica? E como engajar públicos que, muitas vezes, estão distantes do universo acadêmico?
Essas e outras questões serão debatidas na próxima sexta-feira (22), no Sexta no Parque. Em parceria com a Rede Lide em Ciência, Tecnologia e Inovação, esta edição do evento mais tradicional do BH-TEC vai reunir especialistas para discutir o tema: “Do laboratório ao público: como comunicar ciência na prática”.
O encontro vai apresentar estratégias e ferramentas capazes de levar descobertas científicas para além dos muros da universidade, tornando-as mais compreensíveis, atrativas e relevantes para diferentes públicos.
Em um cenário em que a informação circula em velocidade recorde, comunicar ciência com clareza e responsabilidade é mais urgente do que nunca. A proposta é que os participantes saiam do evento com ideias aplicáveis, baseadas em experiências reais, para ampliar o impacto social e cultural de suas pesquisas.
O Sexta no Parque contará com a participação de nomes que atuam na linha de frente da divulgação científica. Confira quem vai estar lá:
Gabriela Arruda (Biominas Brasil) vai falar sobre pitch e como laboratórios e empresas podem criar apresentações rápidas e atrativas.
Professora Verona Segantini (UFMG) e Pedro de Filippis (cineasta) vão apresentar o trabalho desenvolvido no Centro Virtual de Memória da Extensão (Cevex) dentro da Rede Lide.
Professor Lucas Gonçalves (UFMG) trará a visão do pesquisador e divulgador científico, incluindo possibilidades como o uso de podcasts.
Léa Medeiros (UFV) compartilhará sua experiência na sensibilização de estudantes de pós-graduação para a importância da divulgação científica.
Anote aí!
📅 Data: Sexta-feira, 22 de agosto 📍 Local: BH-TEC – Parque Tecnológico de Belo Horizonte ⏰ Horário: A partir das 9h30 🎯 Público-alvo: Pesquisadores, empreendedores, comunicadores e todos interessados em aproximar ciência e sociedade.
Os ingressos são gratuitos, mas devem ser retirados através do Sympla porque o auditório tem capacidade limitada!
O Plenarinho II da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) se transformou, na manhã desta quinta-feira (14), em palco de celebração, reconhecimento e perspectivas para o futuro. A solenidade marcou os 20 anos de criação da Associação Parque Tecnológico de Belo Horizonte, iniciativa que deu origem à estrutura física que hoje conecta empresas, universidades e poder público em prol da inovação.
Cerimônia em homenagem aos 20 anos do BH-TEC | @Luiz Rocha/Comunicação Mandato Beatriz Cerqueira
Aberto ao público, o evento reuniu autoridades e representantes da academia, do setor produtivo e de instituições parceiras, reforçando a importância do BH-TEC como motor de desenvolvimento econômico, social e tecnológico para Minas Gerais.
Reconhecimento na Casa do Povo
A presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG, deputada Beatriz Cerqueira, destacou a relevância dos parques tecnológicos para a geração de emprego e renda no estado, parabenizando o BH-TEC por duas décadas de história e entregando a homenagem ao diretor-presidente do Parque, Marco Aurélio Crocco.
Beatriz entrega placa de congratulação para Marco Crocco | Luiz Rocha/Comunicação Mandato Beatriz Cerqueira
“Celebrar os 20 anos do BH-TEC em uma casa como essa tem muito significado”, afirmou Crocco, que também agradeceu o apoio da parlamentar e de todos os parceiros ao longo dos anos. “O BH-TEC tem muita história, muita gente e muita disposição”, complementa.
Um instrumento de transformação
Crocco ressaltou o caráter multifacetado do Parque, que atua como instrumento de políticas públicas da UFMG, da Prefeitura de Belo Horizonte, do Governo de Minas, da Fiemg e do Sebrae, impactando desde grandes empresas até micro e pequenos negócios.
Segundo o CEO, os números acumulados ao longo das duas décadas comprovam a relevância da atuação: mais de R$ 40 milhões captados para atividades institucionais, R$ 600 milhões em investimentos de empresas e laboratórios residentes, mais de 80 novos produtos e processos desenvolvidos e um faturamento conjunto superior a R$ 2 bilhões.
“É uma entrega que cumpre o que promete: criar um verdadeiro polo de desenvolvimento. E ainda temos muito mais o que fazer”, destacou Crocco.
Marco Aurélio Crocco relembrou a história da comunidade BH-TEC | Luiz Santana/ALMG
Parcerias que impulsionam inovação
O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Carlos Alberto Arruda de Oliveira, afirmou que a instituição não existiria na forma atual sem o Parque. “O BH-TEC compõe a cadeia de valor da ciência, tecnologia e inovação. Ele faz a ponte entre o cientista e o empreendedor. Sem ele e sem os parques tecnológicos, não conseguiríamos realizar o nosso objetivo de tornar Minas um estado relevante em ciência, tecnologia, crescimento e inovação.”
Carlos Alberto Arruda ressaltou a importância do BH-TEC para a Fapemig | Luiz Santana/ALMG
Representando a Prefeitura de Belo Horizonte, o diretor-presidente da Prodabel, Fernando Augusto Silva Lopes, ressaltou a transversalidade entre poder público, empresas, academia e ecossistemas de startups. “O investimento tecnológico tem um potencial gigantesco de gerar não só novos produtos, mas também inovação social”, afirmou.
Fernando Augusto Lopes falou sobre o papel transversal do Parque | Luiz Rocha/Comunicação Mandato Beatriz Cerqueira
Inspiração e impacto
Para Felipe Queiroga Figueiredo, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o legado do BH-TEC mostra o que é unir Estado, empresas e academia em prol da inovação. “Os números apresentados pelo Crocco são expressivos e inspiradores para outros parques. O Estado de Minas está alinhado com essas políticas porque sabemos que isso traz um diferencial enorme para a sociedade.”
Já Cynthia Nara, CEO da Pele Rara, empresa residente do Parque, ressaltou o apoio e a atenção aos detalhes que o BH-TEC oferece às empresas residentes. “Desde um espaço para o nosso estoque até os diagnósticos e aulas dos programas, nos sentimos acolhidos e valorizados. Hoje, participo de congressos no Brasil todo e, em todos os lugares, Minas Gerais e a UFMG são referência em inovação.”
Felipe Queiroga | Luiz Santana/ALMGCynthia Nara Pereira | Luiz Santana/ALMGFelipe e Cynthia ressaltaram o papel do Parque enquanto articuladores da inovação no estado | Luiz Santana/ALMG
Educação como base da inovação
O evento reuniu autoridades importantes na área da educação: o presidente do Conselho Administrativo do BH-TEC e professor da UFMG, Ruben Dário Sinisterra Millán, lembrou que 95% da tecnologia do país ainda está concentrada nas universidades. “Temos um potencial enorme e o BH-TEC mostra que este é um instrumento que dá certo. Precisamos de mais apoio das políticas públicas para gerar impacto”, comentou.
A pró-reitora adjunta de Pesquisa da UFMG, Jacqueline Takahashi, destacou a capacidade do Parque de dialogar com diferentes públicos. “O BH-TEC aprendeu uma linguagem que interage com pesquisadores, empresas, jovens e gestores públicos.”
Por fim, o vice-reitor da UFMG, Alessandro Moreira, reforçou que a pesquisa básica é a base da inovação e que o BH-TEC cumpre um papel fundamental ao construir essa ponte. “Além de impulsionar empresas e startups, o Parque desenvolve uma metodologia de inovação que ensina muito e gera impacto social e econômico.”
Alessandro Moreira | Luiz Santana/ALMGRuben Dário Sinisterra Millán | Luiz Santana/ALMGJacqueline Takahashi | Luiz Santana/ALMGO papel do BH-TEC para a educação foi tema na celebração | Luiz Santana/ALMG
Duas décadas de resultados e novos desafios
Encerrando a cerimônia, as falas convergiram para um mesmo ponto: o BH-TEC já é referência nacional e internacional, mas seu futuro será ainda mais desafiador. A consolidação da inovação como política de Estado e o fortalecimento da conexão entre academia, empresas e governo seguem como prioridades para ampliar o impacto do Parque nas próximas décadas.
O presidente do BH-TEC e da RMI (Rede Mineira de Inovação), Marco Crocco, é a Personalidade Econômica de 2025. O CEO do Parque Tecnológico foi o grande vencedor da categoria do 2° Prêmio Economia Mineira.
A iniciativa do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG) teve o desfecho na noite dessa quarta-feira, 13 de agosto, quando é celebrado o Dia do Economista.
“É um reconhecimento não só da minha carreira, mas também das instituições pelas quais passei. É um reconhecimento da UFMG, é um reconhecimento da Fundep, do BDMG e, agora, do Parque Tecnológico de Belo Horizonte”, vibra Crocco.
A solenidade também celebrou os 60 anos da fundação do Corecon-MG, em um evento que reuniu economistas, representantes de entidades públicas e privadas, autoridades acadêmicas, profissionais da comunicação e parceiros institucionais.
Crocco foi eleito Personalidade Econômico pelos próprios pares | Alessandro Carvalho/Corecon-MG
“Celebrar 60 anos de história é reafirmar o nosso compromisso com a ética, o conhecimento e o desenvolvimento regional. E fazer isso homenageando quem atua com excelência em diferentes frentes da economia é motivo de orgulho para todos nós”, pontuou a presidente do Conselho, Carolina Rocha Batista.
Personalidade Econômica de 2025
Crocco foi eleito Personalidade do Ano pelos próprios colegas. Apenas os economistas votaram em três indicados: além do próprio CEO do BH-TEC, o professor da UFMG e diretor do Cedeplar, Frederico Gonzaga Jayme Júnior, e o economista-chefe do BDMG, Izak Carlos Silva.
“Uma alegria ser indicado e competir com profissionais tão qualificados. O Frederico Gonzaga, além de amigo, é um grande economista e referência na área de política fiscal”, reforça Crocco.
É a segunda edição do prêmio promovido pelo Corecon-MG.
“O prêmio em si é muito importante, valorizar a profissão de economista, valorizar o ensino e a pesquisa em economia e o exercício da profissão como um todo, além da própria imprensa especializada”, conclui a Personalidade Econômica de 2025.
“Um ambiente estratégico voltado à pesquisa e à inovação que reúne empresas e centros de pesquisa com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social de Minas Gerais”. A frase é parte da justificativa para a audiência pública na Assembleia Legislativa mineira (ALMG) que será realizada na próxima quinta-feira (14) para homenagear o Parque Tecnológico de Belo Horizonte, o BH-TEC.
O evento celebra os 20 anos da criação da Associação Parque Tecnológico de Belo Horizonte, que deu origem à inauguração de toda a estrutura, em 2012. A homenagem é totalmente aberta ao público e será realizada no Plenário da ALMG a partir das 10h, com a participação de autoridades, parceiros, representantes da academia e do setor produtivo para celebrar as duas décadas de história.
“Receber da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia as congratulações pelos 20 anos da associação BH-TEC é motivo de honra. Essa homenagem pública é muito mais que um ato simbólico: ela concretiza a parceria profícua entre o Parque Tecnológico e políticas públicas no âmbito Legislativo para o fomento das áreas de CT&I e, sem dúvidas, da Educação”, afirma o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
A audiência foi convocada pela presidente da Comissão, Beatriz Cerqueira.
A homenagem integra o trabalho da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, que reúne atores-chave do ecossistema de inovação para debater e propor políticas de desenvolvimento científico, tecnológico e educacional.
“De forma democrática e participativa, concluímos um robusto documento para orientar e fomentar esses temas e acredito que esta é uma atribuição-chave de um ambiente de inovação como o BH-TEC: ser mecanismo de colaboração para políticas públicas”, afirma Crocco.
Ao longo desses anos, o BH-TEC consolidou-se como um elo fundamental entre universidade, governo e empresas, fortalecendo parcerias, incentivando o empreendedorismo e criando um ambiente fértil para o avanço da ciência e tecnologia no Estado.
“Na quinta-feira, durante a audiência, é mais um momento de grande alegria para o Parque Tecnológico, pois receberemos um reconhecimento público de uma Comissão que tem em seu cerne a defesa e o incentivo da ciência em uma Casa Legislativa que valoriza e que também é parceira da Inovação”, complementa o CEO do BH-TEC.
A homenagem acontecerá às 10h, no Plenarinho II da ALMG (Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho – Belo Horizonte/MG.
Inovação, conexões reais e oportunidades concretas. É com esse espírito que o Parque Tecnológico de Belo Horizonte estreia o Radar BH-TEC, uma nova iniciativa que nasce para aproximar ciência, tecnologia e mercado de forma direta e estratégica. Na primeira edição, realizada nesta quarta-feira (6), o destaque foi a apresentação do Edital Fapemig Deep Tech, voltado a startups com tecnologias em estágio avançado de desenvolvimento.
“Estamos no BH-TEC para lançar um edital inovador, voltado à inserção de deep techs no mercado, com até R$ 2 milhões por proposta. Com apoio do BH-TEC, promovemos também um painel com parceiros como Emerge, Wylinka e Fundepar para discutir esse tema, que está muito em alta no Brasil”, destaca Flávio Belo, assessor da presidência da Fapemig.
Flávio Belo esclareceu dúvidas dos empreendedores sobre o edital | Ana Belo/BH-TEC
O edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) busca apoiar empresas que estão prontas para dar um salto em sua inserção no mercado, seja para realizar as primeiras vendas, seja para ampliar a presença onde já atuam.
O novo evento da inovação
Mais do que uma apresentação técnica, o evento se estrutura como um ponto de encontro do ecossistema de inovação de Minas Gerais. Um painel especial discutiu os desafios e oportunidades para deep techs no Brasil, com participação de representantes da Emerge, Wylinka e Fundepar, instituições que vivem de perto a realidade de startups de base científica.
O painel foi mediado por Marco Crocco, presidente do BH-TEC e da Rede Mineira de Inovação. Com mais de 25 anos de experiência em gestão, inovação e desenvolvimento, Crocco conduziu o debate com um olhar estratégico e sensível às barreiras enfrentadas por quem empreende com ciência no Brasil.
Participaram também da conversa:
Douglas Veronez (Emerge), trazendo sua vivência como pesquisador e empreendedor na área de engenharia biomédica
Paulo Mendonça (Wylinka), que compartilha lições sobre programas de aceleração, políticas públicas e impacto social
Carlos Lopes (Fundepar), com análises sobre os riscos, dificuldades de tração e a importância de fundos e subvenções econômicas no amadurecimento das deep techs
Crédito: Ana Belo/BH-TEC
“Achei muito interessante essa e outras iniciativas do BH-TEC, que estão abrindo portas para nós, empreendedores. Ter contato direto com profissionais das agências de fomento, como a Fapemig, é uma liberdade adicional que a gente tem para esclarecer dúvidas antes das submissões aos editais”, afirma Raissa Guerra, diretora-executiva da NanoView Nanotecnologia, que acompanhou o evento.
Evento encheu o auditório do Parque | Ana Belo/BH-TEC
Com o edital da Fapemig aberto até 2 de setembro, o Radar BH-TEC marca sua estreia ao colocar as deep techs mineiras no centro das oportunidades. Se você quiser saber mais sobre esse edital, confira as informações no site da Fapemig.