O BH-TEC acaba de alcançar o mais alto nível de certificação nacional voltada à qualificação de ambientes de inovação – um reconhecimento que consolida a capacidade do Parque de estruturar, desenvolver e acelerar empresas de base tecnológica em diferentes estágios, incluindo sua inserção em mercados internacionais.
Mais do que um selo, o CERNE (leia mais no fim desta reportagem), criado pela Anprotec e Sebrae, valida a maturidade dos processos, a consistência metodológica e a capacidade estratégica do BH-TEC em apoiar negócios inovadores desde as fases iniciais até etapas mais avançadas de crescimento e internacionalização.

“Esse reconhecimento mostra que o BH-TEC reúne hoje as condições técnicas, estratégicas e operacionais para apoiar empresas inovadoras em toda a sua jornada. É resultado de um trabalho contínuo de estruturação institucional e posiciona o Parque entre os ambientes mais qualificados do país”, reforça o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.
Qualificação reconhecida em nível máximo
Desenvolvida pela Anprotec em parceria com o Sebrae, a certificação estabelece padrões de excelência para ambientes de inovação, avaliando desde a estrutura de programas até a governança, a articulação em rede e a capacidade de geração de impacto.

Ao atingir o nível máximo, o BH-TEC passa a integrar um grupo restrito de organizações com maturidade comprovada na condução de processos complexos de inovação, com atuação que envolve desde a formação de novos negócios até a conexão com mercados globais.
Esse avanço reforça a trajetória recente do Parque, que foi eleito o melhor parque tecnológico do Brasil em 2024 e teve sua aceleradora reconhecida como a melhor do país em 2025.
Metodologia própria e foco em resultado
A certificação reflete uma decisão estratégica do BH-TEC de investir em programas estruturados, personalizados e orientados a resultados concretos.
“Essa certificação é muito importante para demonstrar o potencial estratégico do BH-TEC como ambiente de qualificação de negócios e desenvolvimento de novas empresas de base tecnológica”, afirma Ana Canhestro, Head de Inovação do Parque.

“Foi uma escolha estruturar a aceleradora e os programas com foco em soluções altamente personalizadas, com conteúdo denso e aderente à realidade de cada organização. Não trabalhamos com modelos prontos, mas com programas desenhados para atender necessidades específicas.”
Essa lógica se traduz na atuação prática do Parque, com iniciativas que atendem diferentes níveis de maturidade e objetivos estratégicos. Programas como o Nautilus, voltado ao desenvolvimento de soluções com foco em sustentabilidade, e o Conexões, pioneiro na pós-aceleração de negócios inovadores, são exemplos dessa abordagem.
“Hoje temos competência e know-how para acelerar empresas desde os estágios iniciais até negócios mais estruturados. A certificação avalia justamente essa capacidade — desde práticas operacionais até gestão, relacionamento e articulação em rede”, completa Ana.
O Prêmio ALMG, realizado em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, também evidencia a capacidade do BH-TEC de mobilizar o ecossistema em torno de desafios reais — neste caso, a busca por soluções para as crises climáticas para o estado mineiro.
A iniciativa englobou um programa de aceleração, coordenado e executado pelo Parque, que resultou na aplicação, em várias regiões de Minas Gerais, de 10 tecnologias desenvolvidas para amenizar ou prever os impactos da crise climática.

Conexão global e impacto no ecossistema
O nível mais avançado da certificação também reconhece a capacidade de atuação internacional dos ambientes de inovação — um dos focos estratégicos do BH-TEC.
“Chegar a esse nível mostra que o Parque consegue apoiar empresas também no processo de internacionalização, conectando negócios a outros mercados e ajudando no amadurecimento para atuação global”, destaca.
Além de validar processos internos, o reconhecimento fortalece a confiança de empresas, parceiros e instituições no ambiente oferecido pelo Parque.
“Esse processo também foi um importante exercício de organização interna. Ele evidencia a qualificação da nossa equipe e a capacidade técnica que temos hoje para acelerar negócios com consistência e impacto”, finaliza.
O que é o CERNE
A certificação conquistada pelo BH-TEC faz parte do CERNE (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), uma metodologia desenvolvida pela Anprotec em parceria com o Sebrae.
O modelo estabelece padrões de qualidade para ambientes de inovação, avaliando desde a estrutura de programas e processos internos até a capacidade de gerar resultados concretos para empresas de base tecnológica.
Dividido em quatro níveis de maturidade, o CERNE reconhece a evolução dos ambientes ao longo de sua trajetória:
- CERNE 1: sensibilização, prospecção, seleção, desenvolvimento e graduação de empreendimentos, além de gerenciamento básico
- CERNE 2: gestão estratégica orientada a resultados, ampliação de limites de atuação e avaliação sistemática do mecanismo de inovação
- CERNE 3: relacionamento institucional, articulação em rede, desenvolvimento colaborativo em ecossistema e responsabilidade social e ambiental
- CERNE 4: atuação internacional, inovação em processos próprios e maturidade do sistema de gestão da inovação.
O nível mais alto, alcançado pelo BH-TEC, portanto, atesta não apenas a consistência metodológica, mas também a capacidade de atuação em rede, articulação institucional e inserção em contextos internacionais.
Na prática, trata-se de um selo que valida a capacidade de transformar conhecimento em negócios, com processos estruturados, gestão qualificada e foco em impacto – elementos essenciais para ambientes que atuam na fronteira da inovação.