Robôs que medem a temperatura, luzes de LED que transmitem mensagens e sistemas que parecem coisa de outro mundo. Para quem está acostumado a encontrar a tecnologia pronta, experimentar como ela funciona pode mudar a forma de enxergá-la.
Foi essa a proposta da oficina de micro:bit, apresentado pelo projeto 1000 Futuros Cienstistas, durante o EcoParque 2026: mostrar que estudantes da educação básica também podem ocupar o lugar de quem desenvolve tecnologia.
A atividade partiu de uma ideia que vai além de apresentar equipamentos e novidades tecnológicas. O objetivo era aproximar os jovens dos processos de criação e mostrar que eles podem participar ativamente desse universo, em vez de apenas acompanhar suas transformações.
“Nós estamos mostrando tecnologia e atividades tecnológicas para a educação básica, mostrando que a tecnologia pode ser construída e que os alunos podem fazer uso dela de modo ativo, e não simplesmente assistir à tecnologia como se ela não fizesse parte da vida deles”, explica Everaldo da Silva, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Inovação Tecnológica da UFMG.

Curiosidade e participação
Para Kathy Velloso, de 17 anos, estudante da Escola Estadual Professor Alisson Pereira Guimarães, o contato com diferentes aplicações tecnológicas tornou a experiência marcante.
“Estou achando o evento incrível porque a gente tem muito aprendizado sobre tecnologia. A gente está vendo robôs que medem a temperatura, que se comunicam através de LED, como funcionam os trens movidos por IA. É muito legal, é muito diferente”, conta.
A experiência dialoga com um desafio da educação tecnológica: criar oportunidades para que os estudantes não sejam apenas usuários de ferramentas, mas compreendam suas possibilidades e se reconheçam como capazes de desenvolver soluções