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BH-TEC abre nova frente com Canadá e aproxima ecossistemas de inovação

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O BH-TEC abriu uma nova frente de internacionalização ao receber representantes da Universidade de Alberta, do Canadá, interessados em construir parcerias no Hemisfério Sul e ampliar conexões entre ecossistemas de inovação. A visita criou um primeiro espaço de aproximação entre a instituição canadense, o Parque e o ambiente mineiro de ciência, tecnologia e empreendedorismo.

“A Universidade de Alberta tem um ecossistema de inovação muito forte e está procurando parceiros no Hemisfério Sul. Para nós, é uma possibilidade de estabelecer interações com o Canadá que ainda não tínhamos e, principalmente, de conectar ecossistemas de inovação, e não apenas universidades ou parques isoladamente”, afirmou o presidente do BH-TEC, Marco Crocco.

A comitiva contou com David Bressler, professor e vice-presidente de Relações Internacionais, Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Alberta, e Vanessa Strickland, gerente regional das Américas da instituição.

A agenda, realizada junto à Fapemig, passou pela UFMG e pelo BH-TEC e permitiu aos visitantes conhecer capacidades tecnológicas, empresas, programas e o modelo de articulação entre universidade, poder público e setor produtivo construído em Belo Horizonte.

Conexão entre ecossistemas

A perspectiva de integração chamou a atenção também da delegação canadense. Bressler destacou especialmente o modelo que reúne universidade, governos e empresas em torno da transformação do conhecimento científico em impacto para a sociedade.

David Bressler é vice-presidente de Relações Internacionais, Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Alberta | Gabriel Guerra/BH-TEC

“Foi um privilégio visitar o BH-TEC e conhecer o ecossistema de inovação que está sendo construído aqui. É muito interessante ver universidade, governos e indústria trabalhando juntos e observar como pesquisa e educação podem ser transformadas em impacto e benefícios para a comunidade”, afirmou.

Segundo Bressler, a expectativa agora é transformar a aproximação inicial em novas conexões. “Espero que possamos construir colaborações e parcerias entre nossa instituição, nossa região e nossa província e o BH-TEC e sua comunidade”, completou.

Sinergias mapeadas

Para o BH-TEC, a visita também permitiu identificar pontos concretos de convergência entre as duas instituições. A analista de Negócios e Captação, Mariáh Mendonça, acompanhou a agenda e destacou que a conversa avançou sobre possibilidades de cooperação e sobre as capacidades existentes no Parque.

“Conseguimos mapear várias sinergias entre os objetivos do BH-TEC e os da Universidade de Alberta. Eles vieram conhecer melhor nosso ecossistema e nossas capacidades tecnológicas, e foi uma conversa que mostrou possibilidades muito interessantes de parceria. Acredito que podem surgir muitos frutos dessa aproximação”, afirmou.

MARIÁH MENDONÇA É ANALISTA DE NEGÓCIOS E CAPTAÇÃO DO BH-TEC E ACOMPANHOU A VISITA DA COMITIVA | Gabriel Guerra/BH-TEC

O movimento ganha relevância em um momento no qual o BH-TEC amplia sua capacidade de estabelecer conexões para além do país. A internacionalização é uma das dimensões associadas ao CERNE 4, nível máximo da metodologia de certificação de ambientes de inovação alcançado pelo programa de aceleração do Parque.

O reconhecimento integra uma trajetória que posiciona o BH-TEC como ponte entre universidade, empresas, governo e novos mercados.

Uma agenda internacional

A aproximação com o Canadá não ocorre de forma isolada. Nos últimos meses, o BH-TEC também recebeu uma comitiva da Huazhong University of Science and Technology (HUST), da China, além do embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, acompanhado de estudantes ruandeses de pós-graduação.

Em comum, as agendas colocam o Parque como ponto de encontro entre instituições estrangeiras e o ecossistema mineiro de inovação. Mais do que apresentar sua estrutura, o BH-TEC busca transformar essas visitas em relações capazes de aproximar pesquisadores, empresas, tecnologias e oportunidades em diferentes países.

A conversa com a Universidade de Alberta acrescenta agora o Canadá a esse mapa de conexões. O próximo passo é amadurecer as sinergias identificadas durante a visita e avaliar caminhos para que a primeira aproximação se transforme em projetos e parcerias entre os dois ecossistemas.

A visita reforça o caráter institucional do parque | Gabriel Guerra/BH-TEC

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