O Conexões começou! Um programa criado com metodologia exclusiva e fruto de uma parceria inédita entre o Sebrae Minas e o BH-TEC. Em 2025, o Conexões chega à sua nova edição reunindo 20 startups de peso, selecionadas entre algumas das iniciativas mais promissoras do ecossistema mineiro de inovação. A proposta é clara: fortalecer negócios que já passaram pelas primeiras etapas de aceleração e que agora precisam de suporte especializado, conexões estratégicas e desenvolvimento avançado para escalar.
Ao longo de 4 meses, as startups participam de uma trilha completa que combina atividades coletivas e individuais: mentorias técnicas, encontros com especialistas, palestras, treinamentos, diagnósticos personalizados e rodadas de conexão com empresas, investidores e instituições de ciência e tecnologia. É uma jornada intensa, desenhada para apoiar negócios que já estão no mercado — mas que querem ir ainda mais longe.
Agora, o BH-TEC apresenta, nesta reportagem, a história das 20 startups participantes do Conexões, organizadas por ordem alfabética. Confira o resumo das iniciativas e clique para ler a matéria completa sobre cada uma delas.
Abundance Brasil
A Abundance Brasil é uma startup de impacto socioambiental que busca tornar o mercado de carbono mais democrático, acessível e transparente, especialmente para pequenos e médios proprietários de terra. Fundada em 2020 por Pedro Miranda, a empresa surgiu do sonho de reflorestar terras nativas no Sul de Minas, transformando cada árvore em um token para facilitar a comercialização de créditos de carbono com empresas dispostas a compensar suas emissões.
Usando uma combinação de análise geoespacial, inteligência artificial e blockchain, a Abundance consegue verificar, rastrear e comercializar ativos florestais com custos até 95% menores do que os métodos tradicionais. Com sua plataforma, eles mapeiam propriedades rurais, identificam potencial para créditos de carbono e garantem rastreabilidade para compradores, o que facilita a entrada de mais produtores no mercado.
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Arkmeds
A Arkmeds é uma healthtech mineira que atua na modernização da engenharia clínica, garantindo que hospitais e clínicas tenham equipamentos médicos seguros, calibrados e funcionando com máxima eficiência. A empresa desenvolve analisadores próprios, que realizam testes e calibrações de forma automatizada, e um software de gestão que organiza processos, laudos, manutenções e rastreabilidade, trazendo mais confiabilidade para toda a operação.
Além da tecnologia, a Arkmeds investe na formação dos profissionais da área por meio da Arkmeds Academy, que oferece cursos, treinamentos e pós-graduação voltados para engenharia clínica. Unindo inovação, capacitação e uma cultura forte de atendimento, a startup busca elevar o padrão de qualidade dos serviços de saúde e se consolidar como referência no setor.
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Beyond Mining
A Beyond Mining é uma startup de mineração inteligente que usa inteligência artificial para resolver desafios práticos do setor, como previsibilidade de processos, simulação e otimização. Fundada por um engenheiro de minas com experiência acadêmica e prática, a empresa aplica algoritmos sofisticados para analisar grandes volumes de dados e gerar modelos matemáticos que ajudam a tomar decisões operacionais mais precisas.
Seu foco é implementar IA aplicada a problemas críticos da mineração — não IA “genérica”, mas soluções pragmáticas de engenharia: prever vibrações, simular cenários, otimizar rotas e processos. Para os próximos anos, a Beyond Mining pretende expandir sua coleta de dados e criar minas cada vez mais orientadas por dados, com operações mais eficientes, seguras e de ponta a ponta.
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Biolevel
A Biolevel é uma startup mineira voltada para a energia limpa, com foco na produção de biodiesel a partir da reciclagem de óleo vegetal usado. Sua principal inovação são as usinas compactas e modulares, que podem ser instaladas próximas aos pontos de coleta ou centros urbanos, reduzindo logística, custos operacionais e até 78% das emissões de gases de efeito estufa.
A tecnologia da Biolevel permite transformar resíduos comuns — como o óleo de cozinha descartado — em biocombustível de alta qualidade, seguindo padrões internacionais e com rastreabilidade completa. A empresa aposta em um modelo produtivo descentralizado, mais eficiente e ambientalmente robusto, que fortalece a economia circular e amplia o acesso a energia renovável.
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Dunning
Transformar dados em estratégia e resiliência em resultado. Essa é a essência da Dunning, empresa que desenvolve soluções de inteligência artificial para automação de crédito e cobrança. Fundada por Esdras Eler em 2015, a startup nasceu do desejo de transformar um experimento promissor em uma plataforma capaz de gerar valor real para empresas – e se consolidou como exemplo de persistência, inovação e visão de futuro.
Mais do que tecnologia, a Dunning simboliza a trajetória de quem acreditou no potencial da inteligência artificial para simplificar processos financeiros, trazendo mais eficiência, previsibilidade e qualidade na relação entre empresas e clientes. “A Dunning surgiu quando percebemos que os algoritmos que estavam sendo desenvolvidos tinham potencial para virar um negócio real. Eu queria transformar aquilo em algo maior”, conta Esdras.
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Guardian RH
A Guardian RH é uma startup de 2018 que une robótica de processos (RPA) e inteligência artificial para automatizar e tornar mais segura a gestão da folha de pagamento. A empresa já gerencia mais de 600 mil vidas e atende mais de 100 clientes no Brasil, com foco em reduzir erros, retrabalho e riscos ocultos no fechamento da folha.
A plataforma da Guardian simula o fechamento da folha para detectar inconsistências antecipadamente, sugerir correções e evitar pagamentos indevidos. Além disso, o sistema integra com muitos ERPs e tem crescimento forte: a Guardian reporta um ritmo de 170% ao ano, com parcerias estratégicas como a Senior Sistemas e participação no SAP Innovation Journey.
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Harpia Harpyja
A Harpia Harpyja é uma startup mineira focada em segurança industrial por meio da automação. A empresa nasceu de um desafio proposto pela Rumo para prevenir atropelamentos em linhas férreas: seus fundadores, João Vitor e Ana Cerulia Moraes, desenvolveram um sistema baseado em IoT para alertar quando há obstáculos nos trilhos.
A partir desse uso inicial em ferrovias, a startup expandiu sua tecnologia para outros setores industriais — como mineração e siderurgia — com seu principal produto, o Hamo, um sensor IoT instalado em ganchos para trabalho em altura. Ele monitora se os operadores estão usando seus equipamentos de segurança corretamente e alerta supervisores em tempo real para prevenir acidentes.
Hoje, o sensor Hamo já está em uso por grandes empresas como ArcelorMittal, CSN e Vale, ajudando a reduzir riscos de acidentes em altura, um dos mais letais no ambiente industrial.
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Hélli Skin
A Hélli Skin surgiu do sonho pessoal de sua fundadora, a farmacêutica Anna Paula Rampazo, que transformou uma grave experiência de saúde — incluindo uma broncoaspiração e recuperação demorada — em motivação para criar cosméticos seguros para peles sensíveis.
A marca desenvolve dermocosméticos biotecnológicos com ativos naturais e sintéticos cuidadosamente selecionados, como peptídeos e adaptógenos, para oferecer benefícios como hidratação, redução de linhas e luminosidade, sem provocar irritação. Com embasamento científico, a Hélli Skin combina propósito, segurança e resultados visíveis para quem tem a pele mais reativa.
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Interact Place
A Interact Place nasceu da combinação inusitada entre geologia, turismo e a febre do Pokémon Go. Guilherme Frade, enquanto estudava Geologia na UFMG, percebeu que muitos pontos turísticos contavam histórias profundas, mas não tinham infraestrutura para transmiti-las bem aos visitantes. Inspirado pelo uso de mapas e dessa cultura de jogos digitais, ele idealizou uma plataforma que conecta turistas e destinos por meio de tecnologias imersivas, como vídeos 360° e realidade aumentada.
Por meio dessa plataforma, gestores de destinos turísticos e eventos podem criar roteiros interativos gamificados: com pontos de interesse mapeados, emblemas e recompensas para os visitantes que participam das jornadas. A ferramenta também coleta dados estratégicos em tempo real (perfil dos visitantes, picos de visitação, mapas de calor, avaliações), que ajudam a planejar melhor a experiência turística e a gestão dos espaços.
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Kan.guru
Criada a partir de uma necessidade real dentro de uma transportadora, a kan.guru nasceu com o objetivo de digitalizar processos e ampliar a eficiência da logística rodoviária. A ideia surgiu em 2017 e, três anos depois, ganhou vida como uma empresa independente.
“Nosso propósito é dar previsibilidade para quem trabalha com logística. A kan.guru coloca todas as etapas da operação ao alcance do olhar, permitindo decisões mais rápidas e embasadas”, explica Bruno Andrade, CEO e cofundador da empresa, que tem mais de 25 anos de experiência no setor e já atuou como professor.
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LiaMarinha
A LiaMarinha nasceu de uma tragédia: o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), mobilizou o engenheiro William Pessôa, que decidiu voltar à cidade e usar seu conhecimento para ajudar na recuperação dos afluentes afetados. A partir disso, ele fundou a startup em 2017, com apoio da Fundação Renova e testes iniciais na Bacia do Rio Doce.
A solução da LiaMarinha é inspirada na natureza: ela usa fitorremediação (plantas + microrganismos) e insumos agrícolas para filtrar e descontaminar a água, especialmente em regiões sem acesso fácil a energia ou químicos. Seus sistemas são descentralizados e autosustentáveis, o que os torna viáveis para áreas remotas. Além disso, há uma plataforma digital chamada OlhaÁgua, usada para monitorar quem instalou esses dispositivos e coletar dados para otimizar a operação.
Leia a matéria completa sobre a LiaMarinha aqui

Lici Govtech
A Lici Govtech, liderada por Grazielle Carvalho, ajuda municípios brasileiros — sobretudo os de pequeno e médio porte — a avançar na jornada rumo a cidades mais eficientes, humanas e sustentáveis. A startup combina tecnologia, metodologia própria e capacitação para apoiar gestores públicos na tomada de decisões mais estratégicas e conectadas às necessidades reais da população.
Sua principal solução é a plataforma Chesi, que organiza indicadores alinhados à Agenda 2030 da ONU e facilita o planejamento urbano baseado em dados. Com mais de 1.000 profissionais capacitados, a Lici também formou uma comunidade engajada de especialistas e participa ativamente de iniciativas regulatórias, como a Lei Mineira de Cidades Inteligentes.
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Massalas
A Massalas é uma startup mineira que transforma a gestão de resíduos orgânicos de empresas usando uma abordagem sustentável, tecnológica e transparente. Ela oferece coleta, triagem e destinação de restos alimentares com registro em aplicativo, o que fornece para as empresas um dashboard em Power BI com indicadores como volume coletado e redução de CO₂.
Depois da coleta, os resíduos passam por uma separação e são levados para compostagem em pátios parceiros, onde são transformados em adubo de qualidade. Esse modelo, focado em clientes corporativos como indústrias e shoppings, une logística eficiente à economia circular — e já atende cerca de 70 grandes clientes.
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MaxBot
A Maxbot é uma startup mineira que atua no desenvolvimento de chatbots e soluções de atendimento automatizado para empresas, especialmente pequenas e médias. Depois de um começo dentro do programa Lemonade/UFMG, a empresa cresceu com foco em proximidade, preço acessível e suporte humanizado, diferindo de concorrentes maiores que atendem grandes corporações.
Sua plataforma permite que empresas atendam clientes de forma mais rápida, eficiente e personalizada, integrando canais como WhatsApp Business e telegram. Além de facilitar a vida de empresas e clientes, a startup busca contribuir para um futuro em que o atendimento digital seja mais inclusivo e humano.
Leia a matéria completa sobre a MaxBot aqui

MM SOL
A MM Sol entrega soluções sob medida para os clientes, atuando com eficiência para vencer desafios complexos. A empresa combina produtos sob demanda e consultoria personalizada para garantir entregas completas e aderentes à necessidade de cada parceiro.
Com histórico na indústria de tecnologia, seu CEO, Matheus Mendonça, usou experiência em RFID para desenvolver produtos próprios. Um dos destaques é sua ferramenta AgroVision, desenvolvida para a SEAPA, que automatiza a coleta de dados e gera relatórios precisos com muito mais agilidade, reduzindo erros humanos.
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NeuralMind
Transformar setores inteiros com inteligência artificial desenvolvida no Brasil e para o Brasil. Essa é a missão da NeuralMind, startup fundada por Patrícia Tavares e Roberto Lotufo, que atua na fronteira da tecnologia ao criar modelos proprietários de IA voltados para áreas como direito, regulação e saúde.
Entre suas tecnologias, destaca-se o BERTimbau, uma versão em português do modelo Transformer BERT, que ajudou a fomentar a comunidade de IA no Brasil. A NeuralMind também tem aplicado sua IA na saúde por meio da solução PrioScan, que analisa dados clínicos e imagens para ajudar hospitais a priorizar atendimentos com mais eficiência.
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OPPEM
A Oppem foi criada por três engenheiros civis que vivenciaram na prática as dores da gestão de contratos em grandes obras e operações industriais. A plataforma da Oppem centraliza a gestão de contratos, equipes terceirizadas, planejamento de mão de obra, desempenho físico-financeiro, segurança e cumprimento contratual — transformando processos complexos em dados digitais eficientes.
A empresa já atende grandes players industriais como Gerdau, Nestlé, Suzano e Vale, e projeta dobrar seu tamanho em relação a 2024, mesmo em um cenário econômico desafiador. Seu diferencial está justamente na experiência técnica dos fundadores: eles conhecem as operações industriais “de dentro” e acreditam que a inteligência artificial é fundamental para resolver problemas ainda não mapeados.
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Pele Rara
A Pele Rara é uma biotech mineira focada nas peles sensíveis que alia nanotecnologia e ativos naturais para criar dermocosméticos de alta eficácia. A empresa desenvolveu nanopartículas que potencializam a entrega dos ativos — tecnologia que permite, por exemplo, que 80% das partículas sejam absorvidas em 20 minutos.
Por meio de duas tecnologias principais — BioCic (regeneração) e BioBloc (limpeza suave) — a Pele Rara atua não só na estética, mas também no cuidado funcional de peles sensibilizadas por tratamentos médicos ou condições especiais. O portfólio serve desde bebês até idosos e atende quem tem pele reativa, descamativa ou fragilizada.
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Plaspop Design Circular
A Plaspop é uma startup que atua no fechamento do ciclo do plástico, usando inovação e economia circular para transformar resíduos pós-consumo em novos produtos. O fundador, Davi Lankous, dirige a empresa a partir de uma visão ambiental que surgiu na indústria familiar, com a ambição de reduzir o impacto do plástico por meio da reciclagem eficiente.
A solução central da Plaspop é a sua Estação Circular gamificada: os consumidores entregam resíduos plásticos em unidades físicas, acumulam pontos na plataforma e podem trocar esses pontos por produtos (como vasos, baldes, cadernos) feitos integralmente com plástico reciclado — ou até por créditos monetários via PIX ou Uber.
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ProspectaBio (Nextbio)
Com os olhos voltados para o agronegócio, um dos maiores pilares da economia brasileira, a ProspectaBio (NextBio) busca fomentar uma nova geração de bioinsumos através das bactérias presentes no meio ambiente, análises de moléculas e a análise de genes.
Buscando aperfeiçoar as técnicas aplicadas na criação de bioinsumos, a ProspectaBio, startup fundada em 2021 pela CEO Lídia Fiuza, se juntou à Ion Medicine em uma joint venture (acordo de colaboração entre duas ou mais empresas para realizar um projeto ou negócio específico, mantendo suas identidades separadas), formando a NextBio.
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