Ciência também virou jogo, robótica, maquete e experimentação no hall do EcoParque 2026. As atividades apresentadas no espaço aproximaram os estudantes de diferentes áreas do conhecimento e mostraram como conceitos científicos e tecnológicos podem aparecer de formas diferentes.
Durante a programação, os estudantes puderam circular entre diferentes experiências, , da discussão sobre o uso do hidrogênio nas ferrovias à construção de tecnologias por alunos da educação básica, e conhecer projetos que relacionam ciência, tecnologia, educação e questões presentes no cotidiano.
Robótica ao alcance dos estudantes
A robótica foi uma das experiências apresentadas no hall pelo projeto 1000 Futuros Cientistas e pelo projeto de extensão da Casa do Professor. A proposta é mostrar que a tecnologia também pode ser construída por estudantes da educação básica, mesmo sem conhecimentos prévios de programação.
“É importante mostrar que a tecnologia está presente no dia a dia dos jovens, principalmente dos estudantes da educação básica. O objetivo do nosso projeto é mostrar que a tecnologia pode ser construída mesmo por quem não conhece programação”, explica Everaldo da Silva, integrante do projeto.
Sandy Nolasco, graduando em Química Tecnológica pela UFMG, também participou da atividade e destacou a possibilidade de levar a robótica para o ambiente escolar de forma mais acessível.
“Viemos aqui para mostrar um pouquinho de como a gente consegue democratizar e inserir a robótica dentro do ambiente escolar para alunos do ensino fundamental e do ensino médio, de uma forma mais simples, para desenvolver a curiosidade dos alunos e também o interesse dos professores em levar a robótica para o ambiente escolar.”
A proposta chamou a atenção de Emily Santos, de 15 anos, estudante do IFMG Campus Betim. “Eu estou achando um evento muito interessante. Tem várias oficinas muito legais, inclusive robótica, que é uma coisa que a gente já trabalha lá no IF”.
Ciência sobre trilhos
Outra experiência levou os estudantes a conhecer uma aplicação de ciência e tecnologia relacionada ao transporte ferroviário. O professor Túlio Matos, do Departamento de Química da UFMG e integrante do LAMP, apresentou uma maquete desenvolvida em um projeto do CNPq sobre a utilização do hidrogênio nas ferrovias.
“Apresentamos uma maquete que desenvolvemos em um projeto do CNPq sobre a utilização do hidrogênio nas ferrovias. Aqui temos a nossa maquete e mostramos tudo o que foi feito durante o nosso projeto”, explica.
A maquete aproximou os estudantes de uma pesquisa que relaciona química, energia e transporte, mostrando como o conhecimento produzido em projetos científicos pode ser apresentado de maneira visual e acessível.
Natureza também vira jogo
A relação entre cidade, natureza e diferentes espécies também chegou ao hall por meio de dois jogos desenvolvidos pelo grupo Natureza Política. A atividade integrou a pesquisa Natureza Política em Jogo, que aborda a dinâmica das multiespécies e dos animais nas cidades.
Talles Anthony, integrante do grupo, explica que foram levados ao EcoParque o jogo Inventa Rio e o Jogo do Plantio.
“A gente trouxe dois jogos envolvendo a nossa pesquisa Natureza Política em Jogo, que aborda a dinâmica das multiespécies e dos animais na cidade. Os nossos jogos têm a ideia de trabalhar a empatia, sempre pensando na possibilidade de entender, além do humano, as questões da arquitetura e do urbanismo”.
Para os estudantes, a diversidade das atividades também foi parte da experiência. Entre robótica, pesquisa sobre hidrogênio e jogos que convidam a repensar a relação entre cidade e natureza, o hall do EcoParque apresentou diferentes caminhos para aproximar os estudantes da ciência.