Tecnologias desenvolvidas por empresas residentes do BH-TEC avançam na principal chamada de apoio a deep techs de Minas Gerais, reforçando o papel do parque como um dos principais ambientes de inovação científica e tecnológica do país.
Entre os destaques está a FabNS, que conquistou o 1º lugar geral entre 147 propostas submetidas à Chamada 011/2025 – Deep Tech – Inserção no Mercado e Tração Comercial, da Fapemig. A Ipol Nanotecnologia também teve desempenho expressivo, alcançando a 4ª colocação.
As duas empresas estão entre as 14 classificadas para a Fase de Avaliação de Potencial de Mercado, etapa decisiva voltada à entrada das tecnologias no mercado e à sua consolidação comercial.
Chamada estratégica
A iniciativa destinará até R$ 10 milhões para apoiar o desenvolvimento final e a validação das tecnologias, além da preparação das empresas para a entrada no mercado e o fortalecimento de seus modelos de negócios .
Voltada a startups com tecnologias em estágio avançado (TRL 6 ou superior), a chamada prioriza projetos com potencial de inserção comercial e tração em mercados já existentes, um dos principais gargalos para deep techs.
Da ciência ao mercado
Especializada no desenvolvimento de instrumentos científicos de alta precisão, a FabNS atua com espectroscopia micro e nano-Raman e softwares analíticos voltados ao processamento de grandes volumes de dados.
Suas soluções apoiam pesquisas avançadas e aplicações em áreas como nanotecnologia e biomedicina, ampliando a capacidade de análise e inovação científica.

“Esse edital é muito importante por ser uma chamada inédita, focada numa etapa central para qualquer deep tech: transformar uma tecnologia que já provou valor em um produto mais robusto, mais comercializável e mais pronto para ganhar mercado. Com ele, a Fapemig está ajudando a encurtar esse caminho entre ciência, produto e mercado”, afirma Taiguara Tupinambás, cofundador e diretor comercial da FabNS.
“Para a FabNS, esse apoio significa melhorias no nosso nanoscópio Porto, mais preparação comercial e avanço na nossa estratégia de internacionalização. E o BH-TEC participa de forma muito concreta desse processo, como ICT parceira da FabNS no projeto, apoiando a etapa de modelagem de negócios e o roadmap tecnológico”, completa.
Base científica
A Ipol Nanotecnologia atua no desenvolvimento de polímeros e materiais avançados, com foco em plásticos de alta performance e nanotecnologia aplicada.

A aprovação na chamada vai viabilizar o projeto “Aumento de Desempenho de Polímeros Reciclados para a Indústria Automotiva via Nanotecnologia”, voltado ao desenvolvimento de soluções capazes de ampliar a eficiência, a durabilidade e as aplicações de materiais reciclados em escala industrial.
A empresa surgiu como spin-off do CTNano da UFMG, conectando a produção científica da universidade às demandas da indústria e ampliando o desempenho e as aplicações de materiais poliméricos.