Transformar dados em conhecimento, prever propriedades de materiais e desenvolver soluções para diferentes setores são algumas das aplicações da inteligência artificial apresentadas por empresas da Comunidade BH-TEC durante o terceiro encontro da série Sexta no Parque IA.
Com o tema IA em Ação: da estratégia à prática, o encontro reuniu representantes da FAR Science, ETUS, 4SAIT e Evolutionary Business para compartilhar experiências, desafios e aprendizados no desenvolvimento de soluções com inteligência artificial. A programação encerrou a trilogia dedicada ao tema, que avançou da discussão sobre oportunidades e desafios da tecnologia para experiências concretas de aplicação.
FAR Science: IA para organizar conhecimento científico

Representando o Laboratório de Bioinformática e Sistemas (LBS), Alessandra Cioletti apresentou a FAR Science, spin-off em desenvolvimento que surgiu de desafios identificados em projetos científicos, especialmente na seleção, organização e atualização do conhecimento disponível na literatura.
“Essa é a nossa proposta: coletar e processar esse conhecimento e estar sempre com ele atualizado, de uma maneira a conseguir acompanhar sempre o que está acontecendo”, explicou Alessandra.
A solução busca utilizar inteligência artificial para organizar informações científicas e facilitar o acesso a conhecimentos atualizados, combinando diferentes abordagens tecnológicas para extrair informações relevantes de grandes volumes de dados.
ETUS: inteligência artificial no marketing digital

Filipe Reis, vice-presidente B2B da ETUS, abordou o uso da inteligência artificial em mídia e marketing digital, compartilhando experiências da empresa e reflexões sobre os impactos da tecnologia no cotidiano.
Para ele, conhecer aplicações de diferentes setores amplia a compreensão sobre as possibilidades da IA. “A gente viu inteligência artificial sendo aplicada em vários contextos completamente diferentes, que essa é a grande ideia do BH-TEC, sempre conectar empresas de segmentos bem diferentes”, destacou.
A fala também evidencia o papel da comunidade do Parque na aproximação entre empresas com experiências e desafios distintos.
4SAIT: previsão de propriedades de materiais

Gabriella Correia, cofundadora e CEO da 4SAIT, apresentou uma solução de inteligência de dados voltada ao grafeno e a outros nanomateriais. A empresa desenvolve ferramentas para prever propriedades desses materiais a partir de medições mais simples e acessíveis.
“Ele faz uso de uma técnica muito simples e barata para prever resultados de técnicas muito complexas. Isso é muito importante em desafios como o da caracterização de materiais”, explicou Gabriella, ao apresentar o produto da empresa.
A proposta pode contribuir para a caracterização de materiais ao utilizar modelos computacionais para estimar propriedades e apoiar análises que envolvem técnicas mais complexas. Química e doutoranda em Inovação Tecnológica pela UFMG, Gabriella também atua na frente de caracterização de materiais da FabNS.
Evolutionary Business: modelagem de sistemas automotivos

Gabriel Zaitune, analista de desenvolvimento de produto na Evolutionary Business, compartilhou aplicações relacionadas à modelagem e ao desenvolvimento de sistemas de controle para powertrains híbridos, além de perspectivas para o avanço dessas soluções.
A empresa trabalha com modelagem e simulação de sistemas de propulsão eletrificados, incluindo veículos híbridos. Durante o encontro, Gabriel destacou a oportunidade de conhecer experiências de outras organizações.
“O evento foi muito proveitoso. A gente conseguiu ver diferentes soluções e aplicações que outras empresas estão utilizando”, afirmou.

O encontro encerrou a trilogia com um olhar voltado à prática: além de conhecer as possibilidades da tecnologia, os participantes puderam acompanhar como diferentes organizações identificam problemas, desenvolvem soluções e exploram novas oportunidades de aplicação.
“Essa é a grande ideia do BH-TEC, sempre conectar empresas de segmentos bem diferentes”, reforça Filipe.