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BH-TEC reúne hospitais para transformar desafios do SUS em agenda de inovação

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Gestores hospitalares de Belo Horizonte e de outras regiões de Minas transformaram gargalos da rede pública em desafios de inovação nessa segunda-feira (10), no Hub do BH-TEC. Eficiência operacional, sustentabilidade financeira, qualidade assistencial e captação de recursos estiveram no centro da oficina Inovação para Hospitais – Métricas do Amanhã.

O encontro amplia uma frente estratégica do Parque na área da saúde. A cooperação formalizada com o Hospital das Clínicas da UFMG leva essa agenda a um ambiente de alta complexidade do SUS, enquanto o workshop conecta diferentes instituições em torno de métodos, indicadores e soluções para a gestão hospitalar.

“Minas Gerais reúne mais de 500 hospitais na rede pública, incluindo instituições filantrópicas, e quase metade já investe em algum tipo de inovação. O próximo passo é fazer com que ela seja tratada como um ativo estratégico, capaz de melhorar a eficiência operacional, a sustentabilidade financeira, a assistência e a capacidade de captar recursos”, afirma Cristina Guimarães, diretora de Desenvolvimento Institucional do BH-TEC.

Gestão sob nova lente

A programação combinou uma introdução aos conceitos de inovação, uma dinâmica prática e o refinamento das propostas construídas pelos participantes. O objetivo foi aproximar o tema da rotina hospitalar e mostrar que novos resultados podem começar pela revisão de processos, fluxos e formas de medir o desempenho.

Tecnologias avançadas fazem parte desse movimento, mas não são o único caminho. Redesenhar um atendimento, reduzir etapas, melhorar a circulação de informações ou encontrar uma resposta diferente para um problema recorrente também pode produzir impacto na assistência.

Apresentação dos protótipos na Oficina para Hospitais
Os participantes identificaram problemas, pensaram em soluções e criaram protótipos viáveis para desafios da área | Gabriel Guerra/BH-TEC

“Oficinas de inovação são importantes para vários serviços, não só para a área da saúde, porque nos colocam em um lugar provocativo, para que a gente pense fora do nosso ambiente de segurança”, destaca Leonardo Torres, gestor da equipe de educação permanente do Hospital Risoleta Tolentino Neves.

Para ele, a inovação também passa por “revisar nossos processos e olhar para a mesma coisa de um jeito diferente”. Essa abordagem permite que as equipes reconheçam oportunidades dentro da própria operação, antes mesmo da incorporação de uma nova tecnologia.

Problemas compartilhados

A presença de gestores com experiências distintas mostrou que muitos dos desafios enfrentados pelos hospitais atravessam instituições e territórios. A troca permite comparar respostas, identificar dificuldades comuns e construir soluções que possam ser adaptadas a diferentes realidades da rede.

“A gente pôde conversar com vários outros gestores hospitalares, não só de Belo Horizonte. Vê que as experiências não são individuais e que esse compartilhamento é importante”, afirma Thamyres Rufato, médica emergencista e gerente do pronto-socorro do Hospital Odilon Behrens.

A oficina também abriu espaço para que os participantes saíssem da discussão conceitual e trabalhassem coletivamente novas possibilidades. “A gente sempre chega com alguma solução criativa que pode ser uma inovação do futuro”, completa Thamyres.

Participantes da Oficina para Hospitais
Os participantes da Oficina para Hospitais puderam, através da dinâmica, discutir desafios reais da área da saúde | Gabriel Guerra/BH-TEC

Alcance estadual

Para ampliar o debate na Rede SUS, o BH-TEC mapeou e convidou hospitais com atuação estratégica em diferentes macrorregiões de saúde de Minas Gerais. Instituições das regiões Centro, Centro-Sul, Sudeste e Nordeste estiveram entre as mobilizadas para a iniciativa.

A aproximação busca conectar os desafios vividos dentro dos hospitais à capacidade de articulação do Parque com universidades, empresas, startups, pesquisadores e agências de fomento. Essa rede pode apoiar desde a reorganização de processos até o desenvolvimento e a incorporação de tecnologias em saúde.

Indicadores também ocupam uma posição central. Quando uma instituição consegue medir seus gargalos, resultados e ganhos assistenciais, passa a ter melhores condições de priorizar investimentos, estruturar projetos e apresentar demandas consistentes a possíveis parceiros e financiadores.

Excelência do BH-TEC sendo apresentada na Oficina para Hospitais
O BH-TEC busca, cada vez mais, ser referência na área de inovação para a saúde | Gabriel Guerra/BH-TEC

Referência em inovação na saúde

A cooperação com o Hospital das Clínicas da UFMG tem como foco a estruturação da gestão da inovação, o aprimoramento de processos internos e a incorporação de tecnologias em um ambiente de alta complexidade do SUS.

Hospitais e instituições públicas de saúde interessados em estruturar programas, indicadores e projetos de inovação podem procurar o BH-TEC. A agenda iniciada no workshop prossegue agora na aproximação com novas instituições e na transformação de desafios hospitalares concretos em frentes de trabalho.

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