A comunicação da ciência no Brasil – seus desafios, caminhos e impactos – esteve no centro de mais uma edição do Sexta no Parque (SXPQ), que recebeu no BH-TEC a pesquisadora Luísa Massarani, uma das principais referências da área no país.

Realizado em parceria com a Rede Lide, o encontro reuniu profissionais e representantes de instituições para discutir como aproximar a ciência da sociedade em um cenário cada vez mais marcado pela desinformação.
“A ideia dessa conversa no Parque foi justamente falar sobre o campo acadêmico da divulgação científica e a relação com a prática. A gente compartilhou uma série de iniciativas de pesquisa e de divulgação que desenvolvemos no contexto do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia”, destacou Luísa.
Ao longo da apresentação, a pesquisadora trouxe um panorama das iniciativas conduzidas pelo INCT e reforçou que a divulgação científica vai além da tradução de conteúdos técnicos — passa por estratégias que conectam o conhecimento à realidade da população.

Entre os exemplos apresentados, iniciativas como o podcast Matsia Peemaka – “bem viver” no idioma Baniwa – mostraram como a comunicação pode dar visibilidade a temas como saúde mental em comunidades indígenas do Alto Rio Negro, ampliando o alcance da ciência a diferentes públicos.
O encontro também abriu espaço para reflexões sobre a memória da ciência no Brasil, com destaque para a importância da preservação de acervos jornalísticos, muitas vezes negligenciados ao longo do tempo.

“Foi um momento muito produtivo, especialmente para quem trabalha com comunicação da ciência em um cenário cheio de desafios. A troca de experiências ajuda a fortalecer a área e pensar em novas estratégias”, avaliou Vanessa Fagundes, jornalista da Fapemig, que mediou o debate.
A programação foi encerrada com um momento de diálogo com o público, reforçando o papel da comunicação como ferramenta essencial para ampliar o impacto da ciência no país.