Ser reconhecido como a melhor aceleradora do Brasil em 2025 e eleito o melhor Parque tecnológico do país em 2024 não é resultado de uma avaliação isolada. Agora, uma auditoria independente conduzida pela Techni Methods, com participação de especialistas da Fapemig e da Anprotec, confirma que os programas de aceleração do BH-TEC se destacam pela qualidade da metodologia, da equipe, da gestão e da capacidade de gerar conexões estratégicas para o desenvolvimento de negócios inovadores.
A avaliação analisou cinco programas do Parque e atribuiu notas superiores a 4, em uma escala de 0 a 5, em praticamente todas as dimensões avaliadas, com diversos critérios alcançando desempenho próximo da nota máxima.
Logo na análise geral, a banca aponta que o BH-TEC possui um “time mais que capacitado para liderar e executar os programas”, aliado à capacidade de acesso a agentes do ecossistema de inovação, processos de gestão organizados e uma cultura consolidada de troca de experiências entre os diferentes programas.
“Desde sua implementação, o BH-TEC tornou-se referência para a criação de outros Parques em todo o território nacional e conquistou reconhecimento internacional”, afirma Tony Chierighini, vice-presidente da Anprotec, uma das principais instituições brasileiras voltadas aos ambientes de inovação e ao empreendedorismo inovador.
Avaliação reconhece maturidade dos programas
O trabalho avaliou os programas Conexões, Motirõ, OutLab, ALMG e Nautilus a partir de dez dimensões: metodologia, processo seletivo, rede de inovação, entregas, infraestrutura, equipe, feedback, gestão, resultados e visão de futuro.
Embora possuam formatos, objetivos e públicos diferentes, os cinco programas foram analisados também pela capacidade de gerar valor para o ecossistema, promover conexões estratégicas e contribuir para o posicionamento institucional do BH-TEC.
“O que mais me chamou a atenção foi a diversidade de públicos atendidos pelo BH-TEC no ecossistema de inovação de Minas Gerais, inclusive com iniciativas de alcance nacional. Também foi possível perceber um foco em sustentabilidade, uma das forças da inovação do nosso estado e uma demanda incontornável atualmente. Destaco ainda o profissionalismo e o rigor metodológico da equipe”, afirma Bruna Silva, general manager da Techni Methods.

A qualidade dos programas, a maturidade da gestão e a capacidade de adaptar as iniciativas às necessidades de cada negócio também foram destacadas por Rafael Pessoa, assessor da Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig.
“Quatro pontos me chamaram a atenção: a qualidade dos programas desenvolvidos; a maturidade e a flexibilidade da gestão das iniciativas; a ligação dos programas com as vocações do Parque, apoiando a consolidação de competências relacionadas à sustentabilidade em Minas Gerais; e a presença de programas para empresas em diferentes estágios de maturidade”, afirma Rafael.
Programa Conexões obtém desempenho de destaque
O Programa Conexões alcançou algumas das maiores notas da avaliação. Infraestrutura e entregas receberam 4,7; equipe e processo seletivo, 4,6; gestão, 4,5; e feedback, 4,4.
A banca destacou ainda a amplitude da rede mobilizada pelo programa, formada por 12 parceiros institucionais que participam de atividades de divulgação, bancas, mentorias e conexões com o mercado.

O acompanhamento de empresas em diferentes níveis de desenvolvimento foi apontado como uma das forças do modelo. Rafael destacou especialmente o papel do Conexões no apoio à etapa de escala, considerada decisiva para que startups transformem inovação em negócios sustentáveis.
“Por trabalharem com inovadores, os programas precisam oferecer uma base comum, mas compreender que cada participante terá focos e necessidades diferentes. O Conexões se destaca justamente por ajudar as empresas na etapa de escala, condição essencial para que startups se tornem negócios de sucesso”, explica.
Validação fortalece posicionamento institucional
A análise externa acrescenta uma nova camada aos reconhecimentos conquistados pelo BH-TEC nos últimos anos. Em 2024, o Parque foi eleito o melhor do Brasil. No ano seguinte, recebeu o prêmio de melhor aceleradora do país.
As notas e os pareceres da banca mostram que os resultados estão associados a metodologias estruturadas, capacidade de adaptação, articulação com diferentes atores e acompanhamento de empresas em estágios distintos.

“Que esse modelo bem-sucedido e reconhecido seja replicado em projetos semelhantes em todo o território brasileiro. Ele nos mantém em sintonia com as mudanças em tecnologia, inovação e mercados e também ajuda a moldá-las de maneira singular, facilitando o surgimento de empresas inovadoras e a inclusão de cidadãos no mercado globalizado por uma via segura, made in Belo Horizonte, Brasil”, destaca Tony Chierighini.
O diagnóstico também oferece referências para o aprimoramento dos programas e para a construção das próximas iniciativas do BH-TEC. A avaliação passa a orientar ajustes de metodologia, gestão, acompanhamento e mensuração de resultados, mantendo os programas conectados às transformações do ecossistema e às necessidades das empresas atendidas.