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Depois de hype e soberania, BH-TEC encerra trilogia sobre IA com aplicações reais de empresas

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Depois de discutir o que é realidade ou exagero na inteligência artificial e de colocar em pauta a soberania tecnológica brasileira, o Sexta no Parque (SXPQ) chega nesta sexta-feira (9) ao terceiro e último encontro de sua trilogia dedicada à IA. Desta vez, o debate muda de escala: sai das grandes questões sobre a tecnologia para mostrar como ela já vem sendo incorporada a produtos, processos e negócios.

Com o tema “IA em Ação: da estratégia à prática”, a edição reunirá empresas da Comunidade BH-TEC para apresentar experiências concretas de desenvolvimento e aplicação da inteligência artificial – incluindo resultados, escolhas, barreiras encontradas e aprendizados acumulados no caminho. O encontro começa às 9h30, com café, e segue das 10h às 12h com apresentações e roda de conversa no auditório do Parque.

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Cada convidado terá entre 15 e 20 minutos para apresentar sua experiência. Depois, o encontro será aberto a perguntas e à troca com o público. A proposta é ir além de uma vitrine de tecnologias: discutir o que acontece quando a IA deixa de ser apenas uma possibilidade e precisa resolver problemas reais, entregar valor e funcionar dentro das restrições de uma empresa ou projeto.

IA que vira solução

Entre os convidados está Filipe Reis, VP B2B da ETUS, MadTech que adquiriu a Supersonic em 2024. Cofundador da Supersonic em 2013, ele acumula duas décadas de atuação em marketing digital e liderou equipes envolvidas em mais de 400 projetos no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, para empresas como Banco Inter, Hotmart, PagBank, TOTVS, Direcional Engenharia e Afya Educação.

Também participa Gabriella Correia, cofundadora e CEO da 4SAIT, spin-off ligada à FabNS que desenvolve ferramentas de inteligência de dados para grafeno e nanomateriais. A empresa utiliza IA para prever propriedades de materiais a partir de medições mais simples e acessíveis e já possui pedido de patente depositado no INPI.

Química e doutoranda em Inovação Tecnológica pela UFMG, Gabriella também atua na frente de caracterização de materiais da FabNS e integra a Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia da ABNT.

A Evolutionary Business será representada por Gabriel Zaitune. Na sua trajetória ligada à empresa e à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Zaitune desenvolveu trabalhos relacionados à modelagem e calibração de sistemas de propulsão híbridos. A Evolutionary Business também vem divulgando aplicações de inteligência artificial ligadas a transporte, engenharia e descarbonização.

Completa o grupo Alessandra Cioletti, pós-doutoranda no Laboratório de Bioinformática e Sistemas (LBS), com doutorado em Química, mestrado em Ciências da Computação e pós-graduação em Ciência de Dados e Finanças.

Com mais de uma década de atuação em pesquisa aplicada, trabalhou em projetos de visão computacional e inteligência artificial na Vidi Sports, A3Data e Technium e é cofundadora da spin-off FAR Science, voltada ao desenvolvimento de soluções baseadas em IA.

Do problema ao valor

As diferentes experiências ajudam a responder uma pergunta decisiva para empresas que desejam avançar na adoção da tecnologia: onde a inteligência artificial realmente faz sentido?

O encontro pretende discutir desde a identificação de problemas que podem se beneficiar da IA até a transformação de dados e conhecimento em soluções aplicáveis.

Entram nessa trajetória questões como disponibilidade e qualidade dos dados, desenvolvimento tecnológico, integração aos processos existentes, validação, custos e capacidade de levar uma solução além de um projeto experimental.

Ao reunir experiências de áreas distintas, o SXPQ também abre espaço para novas conexões entre empresas, pesquisadores e organizações interessadas em desenvolver tecnologias, estabelecer parcerias ou identificar oportunidades de negócio a partir da inteligência artificial.

Uma trilogia sobre IA

A edição de outubro encerra uma sequência de três encontros do Sexta no Parque dedicada a olhar a inteligência artificial por diferentes ângulos.

Em agosto, o primeiro encontro colocou em discussão o que é hype e o que é realidade na IA, abordando possibilidades que já geram valor e também limites, riscos e impactos da tecnologia. Em setembro, a pergunta mudou para “Soberania em IA: qual controle precisamos ter?”, reunindo perspectivas da universidade, do governo e das empresas sobre dados, modelos, infraestrutura, conhecimento e dependência tecnológica.

O último capítulo leva essa discussão para a aplicação: depois de entender possibilidades, riscos e dependências, o foco passa a ser como empresas estão efetivamente transformando IA em soluções e quais aprendizados podem ser compartilhados com quem pretende seguir o mesmo caminho.

Sexta no Parque

O Sexta no Parque (SXPQ) é uma iniciativa do BH-TEC voltada à troca de conhecimento e à aproximação entre empresas, pesquisadores, especialistas e demais atores do ecossistema de inovação. Os encontros abordam temas ligados à ciência, tecnologia, empreendedorismo e desenvolvimento, combinando apresentações, debate e networking.

Sexta no Parque | IA em Ação: da estratégia à prática

  • Data: sexta-feira, 9 de outubro
  • Local: auditório do BH-TEC
  • 9h30: café
  • 10h às 12h: apresentações e roda de conversa
  • Participação gratuita: https://luma.com/qgy96cll

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