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Equipe da FabNS posa para foto com Prêmio Finep de Inovação

Tecnologia da UFMG vence o “Oscar da inovação” e reforça protagonismo do ecossistema BH-TEC

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Uma tecnologia desenvolvida na UFMG e conectada ao ecossistema do BH-TEC acaba de conquistar um dos mais importantes reconhecimentos da ciência e inovação no país. O Laboratório de Instrumentação Óptica Aplicada à Saúde (LIOAS) foi um dos vencedores da etapa nacional do Prêmio Finep de Inovação 2025 — premiação considerada o “Oscar da inovação brasileira”.

Foto do LIOAS
O Prêmio Finep de Inovação dá visibilidade a iniciativas que fortalecem a capacidade científica e tecnológica do Brasil | Ana Belo/BH-TEC

O reconhecimento destaca projetos de alto impacto em áreas estratégicas e reforça o papel da ciência nacional na construção de soluções com potencial de transformar a saúde pública.

Tecnologia que antecipa diagnósticos

No centro da conquista está o desenvolvimento de uma tecnologia baseada em espectroscopia Raman, capaz de gerar imagens da retina com informações bioquímicas — abrindo caminho para diagnósticos mais precoces e menos invasivos.

“O objetivo desse laboratório é desenvolver técnicas baseadas em ótica para diagnósticos, principalmente de doenças”, explica o coordenador do projeto, Leandro Malard.

A principal aplicação em desenvolvimento é o diagnóstico precoce de Alzheimer. A tecnologia busca identificar, pela retina, o acúmulo de proteínas associadas à doença — processo que hoje depende de exames caros e complexos, como o PET scan.

A proposta é substituir métodos invasivos por uma alternativa baseada apenas no uso de luz, com potencial de ampliar o acesso ao diagnóstico e reduzir custos.

Da ciência ao mercado

A trajetória do LIOAS também evidencia um ponto central para o avanço da inovação no país: a conexão entre universidade e empresa.

Essa ponte é feita, entre outros atores, pela FabNS — empresa sediada no BH-TEC e diretamente ligada à evolução da tecnologia.

Foto no letreiro do BH-TEC
A FabNS foi responsável pela primeira exportação nanoscópica do Brasil, trata-se do Porto, capaz de revelar imagens na escala de um nanômetro  | Ana Belo/BH-TEC

“Nosso papel é aproximar a excelência científica das exigências necessárias para que uma tecnologia avance em direção ao mercado, contribuindo tanto no desenvolvimento técnico quanto na estruturação de caminhos de negócio”, afirma Hudson Miranda, CEO da FabNS.

A atuação reforça o papel do BH-TEC como ambiente que viabiliza a transformação do conhecimento em soluções aplicadas.

Infraestrutura e vanguarda tecnológica

O prêmio também reconhece a estrutura construída para viabilizar o avanço da pesquisa. O LIOAS é resultado de investimentos em infraestrutura de P&D apoiados pela Finep, com foco na consolidação de competências estratégicas de longo prazo.

“Estamos na vanguarda desse tipo de desenvolvimento tecnológico. São poucos grupos no mundo trabalhando com essa abordagem aplicada à saúde”, destaca Malard.

Além do Alzheimer, a tecnologia abre possibilidades para diagnósticos em outras áreas, como análise de tecidos e aplicações em ambiente hospitalar, com respostas mais rápidas e precisas.

Reconhecimento que projeta o futuro

Mais do que um prêmio, o reconhecimento consolida uma trajetória que integra ciência, infraestrutura e inovação aplicada.

Para o ecossistema do BH-TEC, a conquista reforça um movimento já em curso: conectar pesquisa de ponta a soluções com impacto real na sociedade.

E evidencia que, quando universidade, empresas e ambientes de inovação atuam de forma integrada, o resultado é mais do que avanço científico — é transformação concreta.

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