nos acompanhe:

Outlab oferece capacitação gratuita para ampliar o impacto das pesquisas da UFMG

Ouvir:

Conhecimentos, métodos e tecnologias já desenvolvidos na UFMG podem estar a um passo de se transformar em serviços, parcerias e soluções para a sociedade. Com inscrições abertas até 4 de setembro, o Outlab UFMG 2026 amplia seu alcance e passa a receber, pela primeira vez, grupos de pesquisa, além de laboratórios e infraestruturas da Universidade.

Em uma jornada de capacitações, workshops, mentorias e acompanhamento individualizado, o programa prepara as equipes para identificar oportunidades, organizar suas competências e percorrer caminhos de transferência de tecnologia, prestação de serviços, desenvolvimento de soluções e criação de startups ou spin-offs.

>> FAÇA A SUA INSCRIÇÃO NO OUTLAB UFMG 2026 AQUI

“O Outlab é um programa já bem estabelecido, com uma metodologia desenvolvida pelo BH-TEC. A ideia é abrir as portas dos laboratórios e mostrar um pouco do que é feito para o mundo, mas também mostrar para a equipe – professores, alunos, pesquisadores e técnicos – as possibilidades de prestação de serviços tecnológicos, desenvolvimento tecnológico ou até mesmo de abertura de novas startups ou spin-offs”, afirma Ricardo Fujiwara, diretor de Inovação da UFMG.

Mais portas abertas

A entrada dos grupos de pesquisa amplia a capilaridade do Outlab dentro da Universidade. A proposta é alcançar equipes que acumulam conhecimentos e experiências em diferentes áreas, mas ainda precisam reconhecer com mais clareza como essas competências podem responder a demandas externas.

O programa também apresenta os processos institucionais, jurídicos e gerenciais envolvidos nessa aproximação. Não se trata apenas de encontrar uma empresa interessada, mas de compreender responsabilidades, modelos de parceria e etapas necessárias para levar o conhecimento acadêmico à aplicação.

O OUTLAB combina teoria, conexão com o mercado e acompanhamento individualizado | AMANDA CANHESTRO/OUTLAB UFMG

“O programa apresenta à comunidade aspectos que precisam ser considerados para prestar serviços, desenvolver uma nova empresa e compreender os processos e questões legais envolvidos. Essa formação e essa informação ajudam a preparar a comunidade para a política de transferência de tecnologia e para sua atuação no ecossistema de inovação”, reforça Fujiwara.

Tradução e método

O Outlab UFMG é coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPq), por meio da Diretoria de Inovação, com correalização da Fundep e do BH-TEC. Desde a retomada do programa, o Parque responde pelo desenvolvimento e pela execução da metodologia aplicada às equipes.

“Costumo dizer que o BH-TEC é o tradutor entre a linguagem da universidade e a linguagem do setor produtivo, da sociedade como um todo. O que o BH-TEC faz é treinar laboratórios”, afirma Marco Crocco, presidente do Parque.

CROCCO AFIRMA QUE O BH-TEC “TREINA LABORATÓRIOS” | AMANDA CANHESTRO/OUTLAB UFMG

A metodologia combina teoria, conexão com o mercado e acompanhamento individualizado. Durante a jornada, os participantes trabalham temas como modelagem de negócios, captação de recursos, precificação, comunicação, divulgação, prospecção de parceiros e construção de estratégias próprias.

O ponto de partida nem sempre é criar algo novo. Muitas vezes, o trabalho consiste em identificar conhecimentos, técnicas e infraestruturas que já existem, mas ainda não foram organizados ou apresentados de maneira capaz de gerar conexões.

Resultados que avançam

Em 2025, 15 laboratórios participaram de uma jornada de oito semanas, com encontros presenciais, mentorias personalizadas, rodadas de negociação e a construção de planos estratégicos para captação de negócios. A diversidade das equipes – da produção de cerveja artesanal ao estudo da diversidade genética – mostrou que a metodologia pode ser aplicada a diferentes campos do conhecimento.

As conexões não se encerram com o programa. Durante o OutlabDay, por exemplo, a Harpia Harpyja se aproximou de laboratórios da UFMG com competências ligadas ao desenvolvimento de equipamentos e internet das coisas. A empresa também participou do Conexões, outra iniciativa do ecossistema BH-TEC. A sequência de experiências ampliou sua rede e ajudou a catapultar o projeto.

Hamo Harpia Harpyja
Com depósito de patente em processo de aceitação, o Hamo é pioneiro no Brasil | Harpia Harpyja/Divulgação

A experiência do Outlab também ganhou projeção fora da Universidade. Em 2025, o programa foi tema de um painel no Minas Summit, um dos principais encontros de inovação e empreendedorismo do estado, ampliando a circulação da metodologia e das discussões sobre empreendedorismo científico.

Desde a retomada, em 2023, o Outlab vem expandindo sua capacidade de atuação. Foram 13 laboratórios na primeira edição da nova fase, 12 equipes e mais de 60 pesquisadores envolvidos em 2024 e outros 15 laboratórios em 2025.

Trajetória compartilhada

Criado pela Fundep em 2019, o Outlab passou a operar, a partir de 2023, como programa de extensão coordenado pela PRPq, com a Fundep e o BH-TEC. A configuração reúne a política de inovação da Universidade, a experiência da Fundação e a metodologia desenvolvida pelo Parque.

“Para a Fundep, os objetivos estão em fortalecer a colaboração no ecossistema de inovação e ampliar a capacidade dos laboratórios da UFMG de reconhecer seu potencial, estruturar suas competências, identificar oportunidades e expandir suas interações com o setor produtivo”, afirma Matheus Azzi, coordenador de Inovação da Fundep.

Como participar

Laboratórios, infraestruturas e grupos de pesquisa interessados devem acessar o site da PRPq, baixar o edital e realizar a submissão pelo link indicado no documento.

As inscrições para o Outlab UFMG 2026 ficam abertas até 4 de setembro.

O QUE VOCÊ ACHOU DO CONTEÚDO QUE ACABOU DE ACESSAR?

Direcione o seu feedback em apenas um clique

MAIS NOTÍCIAS

VEJA TAMBÉM