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“Um mundo completamente paralelo”: estudantes de Itaverava viajam mais de 120 km para participar do EcoParque

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Às 4h30 da manhã, enquanto grande parte da cidade ainda começava o dia, um grupo de estudantes da Escola Estadual Conselheiro Antão, de Itaverava, interior de Minas Gerais, já estava na estrada rumo a Belo Horizonte. Cerca de três horas e meia depois, às 8h, eles chegaram ao BH-TEC para participar do EcoParque 2026 e conhecer, de perto, espaços, projetos e experiências ligados à ciência e à tecnologia.

A viagem de Itaverava foi uma das experiências que deram ao EcoParque uma dimensão que vai além das atividades realizadas dentro do BH-TEC: a possibilidade de estudantes de diferentes regiões conhecerem espaços de ciência, tecnologia e inovação e ampliarem as referências sobre onde o conhecimento científico é produzido. Pela estrada, são cerca de 123 quilômetros entre Itaverava e Belo Horizonte.

Dentro de um novo mundo

A experiência foi especialmente marcante para Maria Cristina Silva, estudante do 8º ano. Para ela, estar no BH-TEC ampliou a visão sobre os espaços onde a ciência acontece.

“Isso aqui para nós que viemos de escola pública é um mundo completamente paralelo. Eu vim de escola pública, a gente viajou mais ou menos 4 horas para estar aqui e eu não imaginei que fosse um lugar tão científico, bem organizado, assim, não sabia de tantas coisas e é um lugar maravilhoso”, exalta Maria Cristina.

Os estudantes participaram de muitas atividades do EcoParque, como a visita ao CTNano | Gabriel Guerra/BH-TEC

Durante a visita, os estudantes circularam pelas atividades do EcoParque, participaram de oficinas e conheceram diferentes possibilidades de aproximação com a ciência.

“Foi muito importante ver como funciona a parte de pesquisa. Eu, por exemplo, nunca tinha visto, nunca tinha ido a um centro de pesquisa. É a primeira vez e achei muito bom, e tenho certeza de que os alunos também gostaram muito”, conta Lucimar Ferreira, professora de Geografia na escola.

Para Lucimar, a viagem também representou uma oportunidade de conhecer um ambiente que, até então, fazia parte apenas do imaginário.

“E ano que vem, se tiver oportunidade novamente de voltar, eu voltarei com certeza”, reforça Maria Cristina.

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