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Dia do Agricultor marca ‘uma das tecnologias mais disruptivas do agronegócio’

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No dia em que é celebrado o Dia do Agricultor, neste 28 de julho, o BH-TEC ressalta a importância desse trabalhador essencial para o mundo e revela um dado que provavelmente você não sabia: uma tecnologia inovadora – e até fascinante – que promete repaginar o agronegócio foi desenvolvida por empresa daqui, do Parque.

Vamos contar essa história pra você!

Antes, contextualizar esse primeiro parágrafo. Quando exaltamos a importância do agricultor para o mundo não é um exagero! O Brasil alimenta 10% da produção com a produção de grãos, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

A importância do agricultor não é de hoje! A data comemorativa foi instituída no dia 28 de julho de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitscheck com o objetivo de comemorar os 100 anos do Ministério da Agricultura, criado pelo imperador D. Pedro II.

Certo… e a tal tecnologia fascinante?

Você conhece o agrotóxico, certo?! Agora imagine um fungicida que não é tóxico – e mais: se, por acaso, cair nos olhos humanos, não faz mal algum!

“Criamos uma plataforma de produtos baseados em nióbio e, dentro desses estudos, começamos a observar a ação microbicida deles. E vimos que combatiam não só vírus, como bactérias e fungos”, afirma Luiz Carlos Oliveira, sócio-fundador da Nanonib e professor do departamento de Química da UFMG.

Professor Luiz Carlos Oliveira | Crédito: Arquivo pessoal

Os pesquisadores observaram a potencialidade desses compostos aplicados na agropecuária e, dessa forma, desenvolveram “uma das maiores tecnologias do agronegócio”, conforme Oliveira define: produtos químicos como fungicidas não tóxicos e com insumos nacionais.

Produtos nacionais para o agronegócio

“Todas as culturas – como milho, trigo, café, soja – usam fungicidas, moléculas tóxicas importadas. O nosso produto não só é de tecnologia totalmente brasileira, como todos os estudos indicaram que eles não são tóxicos”, garante o professor da UFMG.

Sabe qual foi um dos motivadores para o desenvolvimento da tecnologia?

“Uma das coisas que nos motivou foi o período da pandemia. A gente ficou muito dependente de tecnologias externas, importação e, então, pensamos: ‘e se acontece algo assim no agronegócio brasileiro? Vamos depender de fungicidas, insumos, defensivos importados?’ Então isso nos motivou a desenvolver uma tecnologia nossa”, contextualiza Oliveira.

Agricultor mais seguro

Além de combater uma das maiores preocupações dos produtores de soja – principal exportação do Brasil -, a “Ferrugem-asiática”, uma doença que pode causar perda de até 90% da produção, os compostos contribuem para a segurança dos trabalhadores que realizam a aplicação.

Lembra do ‘agrotóxico’ que pode espirrar nos olhos? 🧐

“Fizemos teste clínico de irritação ocular e não deu nenhum problema. Se cair no olho das pessoas, não tem problema – além dos estudos de irritação dérmica. Segundo o relato de um parceiro nosso da Embrapa, ele confirmou que, com resultados em campo, talvez seja uma das maiores tecnologias disruptivas do agronegócio”, afirma Luiz Carlos Oliveira.

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