Ambientes de inovação

Um ambiente que respira e pensa inovação

Por 6 de junho de 2018 Nenhum Comentário

Marco Crocco, presidente do Conselho de Administração do BH-TEC, reflete sobre os seis anos de atuação

A inovação está no cerne do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (o BH-TEC).  Ele foi idealizado por meio de um arranjo institucional diferenciado e único no Brasil. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – reconhecida pela excelência de sua pluridisciplinaridade em ensino, pesquisa e extensão – se reúne a outros atores do ecossistema para implementar um novo lócus de inovação. O Governo do Estado de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Minas Gerais tornam-se parceiros para, cada um com seu olhar, promover um ambiente que respira e pensa novos produtos, serviços e tecnologias que buscam um objetivo comum: inserir a estrutura produtiva mineira na economia do século XXI.

Mais que empresas de base tecnológicas reunidas, o BH-TEC favorece a difusão de conhecimento e a interatividade com outros elementos do ecossistema, gerando um ambiente pulsante que fomenta o processo produtivo e ganho de competitividade em um cenário tecnológico.

Em seis anos de atuação, seus empreendimentos lançaram mais de 250 novos produtos ou serviços e iniciaram cerca de 100 novos processos. São 8 patentes concedidas e 23 pedidos de patentes. E todo esse trabalho gerou um investimento de cerca R$ 35,1 milhões em pesquisa e desenvolvimento e, sobretudo, benefícios imensuráveis para as pessoas. São inovações, por exemplo, em combate a epidemias, em vacinas, na inteligência artificial como aliada do dia a dia, em diagnósticos em diversas áreas do conhecimento e muita tecnologia de informação e comunicação.

Esse resultado atraiu olhares de atores de Tecnologia e Inovação do Brasil e de âmbito internacional. O BH-TEC tornou-se vitrine e ambiente de debate, network e troca de experiência das empresas que abriga, trazendo vantagens competitivas. É um ativo da sociedade mineira e, como deve ser o processo inovativo, as oportunidades de sua atuação não se esgotam.

Neste momento comemorativo, é premente seu papel no debate de políticas públicas de inovação. O Parque inicia um novo ciclo de atuação para promover estratégias que gerem avanços no processo inovativo, bem como para proporcionar sua expansão e sustentabilidade. Esses pilares de trabalho contribuirão para a geração de oportunidades de negócios, capacitação, sinergias em atividades de pesquisa e desenvolvimento e de inovação entre empresas e instituições científicas e tecnológicas (ICTs).

Para a reestruturação produtiva de Minas Gerais, é preciso inserir o Estado na economia do século XXI com a implementação de polos de novos setores. Do ponto de vista de equipamentos para inovação, uma política de consolidação e de incentivo do BH-TEC é de especial importância.

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Autor Marco Crocco

Bacharel em economia pela UFMG, mestre em Economia Industrial e da Tecnologia pela UFRJ e PhD em Economia pela Universidade de Londres. Possui também pós-doutoramento pelas Universidades de Cambridge, na Inglaterra, e Paris-Dauphine ou Paris IX, na França. Atualmente, entre outras funções, Crocco é Diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. (BDMG) e Presidente do Conselho de Administração do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).

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