Empreendedorismo

DR corporativa: por que o conflito é importante?

Por 28 de junho de 2018 Nenhum Comentário

Como boa mineira, sempre fui daquele tipo de gente que dá um boi pra não entrar numa briga… e uma boiada pra não sair dela! Há muitas situações negativas na nossa vida pessoal e profissional e, na minha opinião, a maioria delas não merece a nossa energia – que deve ser dirigida ao que realmente importa. Foi na Fundação Dom Cabral que aprendi a refletir um pouco mais sobre o conflito: em alguns casos, ele não é apenas necessário – é importante para o crescimento das nossas relações e para que sejamos melhor.

Quantas vezes na nossa empresa perdemos a oportunidade de olhar no olho dos nossos clientes e da nossa equipe e dizer em bom tom: vamos falar sobre os nossos problemas? É melhor colocar o dedo na ferida, sim. Entender o que incomoda e pode ser melhorado. Caso contrário, só vamos adiando o inevitável: o fim daquela relação. E olha que, se discutida, ela poderia vingar. Essa é a famosa DR corporativa!

Recentemente, iniciamos um trabalho de marketing digital para um cliente grande e de sólida reputação. Ao abrir o canal de comunicação no LinkedIn com seus públicos, para nosso azar, o primeiro comentário que recebemos foi negativo. Pontual, mas negativo. Nessa hora, muitas dúvidas surgem: será que devemos fechar o canal e deixar para “lavar a roupa suja” em casa, fora dessa impiedosa vitrine digital que são as redes sociais? A primeira medida foi: vamos solucionar a questão do cliente insatisfeito. Como deve ser. Vida que segue. As postagens continuam e o engajamento é muito mais positivo que negativo.

É interessante observar como, muitas vezes, recorremos a um canal público para reclamar antes mesmo de falar com quem é de direito. Vamos ao Reclame Aqui antes de ligar para a empresa que, por algum motivo, nos decepcionou. Somos críticos severos quando temos um filtro: um computador ou celular que nos separa dos nossos reais interlocutores. Alguns vendedores relatam exatamente isso: o cliente esbraveja pelo Whatsapp, mas, ao sentar com uma pessoa representante da empresa, diz que “não é bem assim”. Depois de uma DR, tudo fica resolvido.

Hoje em dia, felizmente ou infelizmente, não temos como fugir das discussões virtuais. Não adianta fechar o botão de comentários nos posts corporativos. O problema continuará crescendo ao nosso lado e, alguma hora, transforma-se num monstro que nos engole. Então, meus caros, melhor encarar o front e dialogar. Admitir o erro, quando ele existe, e propor alternativas. Não é vergonha fazer o mea culpa! Ao contrário, em muitos dos casos bem geridos de crise de imagem (e isso também vale para o campo pessoal), a maior competência se revela na adversidade. Por que, afinal, todo mundo é amigo na mesa de bar!

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* As opiniões apresentadas pelos colunistas nos artigos são de responsabilidade dos mesmos e não necessariamente refletem o posicionamento institucional do BH-TEC.

Autor Flavia Fonseca

Empreendedora, doutoranda e mestre em Ciência da Informação (UFMG). É especialista em Gestão de Negócios (FDC), em Comunicação e Gestão Empresarial (PUC Minas) e graduada em Comunicação Social/Jornalismo (PUC.Minas). Fundadora da Tinno, agência de marketing de conteúdo para empresas de tecnologia e inovação, acredita no empreendedorismo como alavanca de desenvolvimento social.

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