Empreendedorismo

Open Innovation: como a parceria entre empresas acelera a inovação

Por 23 de Janeiro de 2018 Nenhum Comentário

Inovar é a saída para empresas que buscam se manter competitivas no mercado. E a gestão dos recursos internos está fortemente ligada à capacidade de manter os melhores resultados a longo prazo. Nesse cenário, o open innovation cresce como alternativa para reduzir os riscos do investimento em pesquisa e aumentar as chances de sucesso. Se, antes, grandes empresas tendiam a manter sigilo sobre seus processos internos, a tendência agora é que a estratégia de inovação seja compartilhada com o mercado, por meio de parcerias com outros negócios e instituições.

No BH-TEC, os Centros de Tecnologia (CTs) cumprem a missão de aproximar a universidade do mercado. Além disso, ambientes de inovação como Parques Tecnológicos já são reconhecidos por possuírem em seu portfólio empreendimentos intensivos em conhecimento, dessa forma, grandes empresas procuram de forma sistemática esses locais em busca de parcerias e realização de negócios com as empresas de base tecnológicas neles instaladas.

Os exemplos no Brasil tem se tornado cada vez mais numerosos. MRV, Localiza e Banco Inter juntamente com empreendedores do San Pedro Valley inauguraram, recentemente, o Órbi Conecta, um espaço de coworking voltado para conectar startups e iniciativas de inovação e empreendedorismo em Belo Horizonte. Votorantim e Santander são exemplos de empresas que já possuem seus próprios programas de aceleração, incentivando a co-criação com profissionais de fora. Outras empresas fazem parcerias com programas de aceleração (Seed e FiemgLab por exemplo) abrindo o jogo sobre seus gargalos internos em busca de soluções inovadoras.

Mas o que justifica esse movimento?

O fator startup
Como estratégia, o open innovation ganhou ainda mais força aliado ao conceito de startup. Grandes empresas podem desenvolver novos negócios aliados a universidades ou centros de pesquisa e outras empresas – no Brasil, Natura é um bom exemplo de quem já trabalha dessa forma há algum tempo. As startups são um novo grupo de entidades com as quais é possível fazer parcerias, e têm características específicas que colaboram para que as trocas sejam produtivas.

Como empresas flexíveis, as startups estão muito mais propensas a riscos que negócios consolidados. Em vez de investir alto em recursos de pesquisa internos, na tentativa de solucionar um problema de forma inovadora, as grandes empresas têm a chance de investir apenas nas ferramentas que já comprovaram o resultado esperado. Isso se dá quando a empresa investe nesses negócios em fase inicial.

Para as startups, os benefícios vão além da possibilidade de receber investimento. É evidente que os projetos precisam de dinheiro, mas isso não é tudo. Há também as dificuldades relacionadas a acessar o mercado e validar o produto. A parceria com empresas consolidadas também permite que a startup teste a tecnologia desenvolvida.

É mais fácil encontrar um “Steve Jobs” olhando para todo mercado que dentro de uma única empresa
Inovar pode ser um problema para grandes empresas. Profissionais envolvidos na produção acabam presos na rotina da empresa e dificilmente conseguem interromper esse ciclo para desenvolver ferramentas inovadoras. Além do mais, uma equipe de inovação interna é limitada a um pequeno número de profissionais. O open innovation permite que a empresa acesse potencialmente qualquer profissional ou empresa do mercado. Incluindo pessoas com ideias complementares, as chances de inovar com sucesso aumentam.

Inovação acelerada
No Brasil, um dos maiores obstáculos para o empreendedor iniciante é a dificuldade de acessar crédito. Sem garantias ou histórico de vendas, os fundadores de startups acabam fazendo os investimentos iniciais com dinheiro do próprio bolso ou ajuda de anjos, amigos ou familiares. Quando há a oportunidade de desenvolver seu produto em conjunto com uma empresa maior, a necessidade de investimento é reduzida e a experiência, enriquecida.

A parceria acaba sendo um suporte para a startup nos primeiros estágios, mesmo se a empresa parceira decidir não investir na solução. Quando chega o momento de captar investimentos maiores, como os de venture capital, a startup já tem um produto validado, case consolidado para apresentar, e por vezes já efetuou as primeiras vendas.

Aumentam as chances de captar o recurso e, consequentemente, as chances de o projeto sobreviver. Em um país onde ¼ das startups morrem em menos de um ano, o open innovation é uma alternativa para acelerar a inovação e diminuir essa taxa de mortalidade.

*Esse artigo foi produzido em parceria com a empresa residente do BH-TEC, IEBT.

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Autor BH-TEC

O objetivo do Blog do BH-TEC é compartilhar, por meio das experiências dos nossos colunistas, informações inerentes a CT&I, que perpassam a rotina das empresas de base tecnológica e impactam a vida de todos nós. Bem-vindo(a) a essa brilhante viagem!

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