Empreendedorismo

Aquele media training que vale pra vida

Por 4 de outubro de 2017 Nenhum Comentário

Semanalmente, participo de um curso de inglês para negócios que tem como referência a cultura inglesa e seus modos particulares de agir no ambiente de trabalho. Alguns comportamentos mostram o quão distantes nós, brasileiros, estamos de um padrão minimamente aceitável de conduta. O tema da última aula foi: o que você diria a um cliente ou parceiro negócios sobre a sua empresa, caso você não tivesse as informações em mãos? Ou: o que você responderia no caso de uma pergunta relacionada a informações que você não quer ou não pode divulgar?

Depois de anos trabalhando com media training de executivos (treinamento para falar com a imprensa, de forma específica), a gente já sabe as respostas de cor. Para profissionais de Comunicação e Marketing, a técnica é sempre a mesma: não mentir, facilitar o acesso à informação (o que significa assumir que não tem os dados na mão e repassá-los a seguir) e assumir que determinadas informações são estratégicas e não podem ser divulgadas. Transparência, sempre.

Parece simples, no entanto, o que se vê de gente se atrapalhando no discurso não é brincadeira. Mais que uma técnica, essas orientações representam condutas éticas esperadas. Mas, o senso comum não é tão comum, certo? Muitas vezes, nós nos deparamos com informações sendo mal construídas pelos porta-vozes das empresas e até mesmo inventadas, na ânsia de responder alguma coisa. Isso vale para entrevistas, palestras ou mesmo conversas informais. Obviamente, tudo fica registrado no ambiente on e offline. Como disse no post 1, depois não adianta apagar. Se caiu na rede, já era.

Se as pessoas tivessem uma postura mais correta perante a vida e se assumissem mais as verdades nas suas empresas, talvez, o media training fosse totalmente dispensável. Isso não significa abolir o planejamento, a construção do discurso e da reputação. Falo sobre agir de forma positiva e construtiva, em qualquer circunstância. Pensar nos negócios de maneira sustentável. Porque as informações que não são verdadeiras geram grandes e perigosos passivos. Mais do que em qualquer outra época.

Autor Flávia Fonseca

Empreendedora e professora de Empreendedorismo na UFMG. Mestre em Ciência da Informação (UFMG), especialista em Gestão de Negócios (FDC) e em Comunicação e Gestão Empresarial (PUC Minas), e graduada em Comunicação Social/Jornalismo (PUC.Minas). É fundadora da Tinno, agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e inovação.

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