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Anbiotec e a sinergia entre instituições e empresas dentro de um ambiente de inovação

Por 6 de outubro de 2017 Nenhum Comentário

O setor de Biotecnologia é extremamente importante para o Brasil. O crescimento desse mercado é tido como estratégico por todos os níveis de Governo devido à possibilidade de diversificação do setor produtivo e à qualificação dos produtos e serviços fabricados, que ganham em valor agregado. O forte investimento de empresas públicas e privadas nacionais e de grandes grupos multinacionais promoveu uma considerável evolução ao setor de biotecnologia brasileiro que hoje já conta com mais de 400 empresas do setor.

Neste contexto, a ANBIOTEC – Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida, com sede e foro no BH-TEC, atua para estabelecer uma ponte entre os interesses privados e as exigências públicas, trabalhando, tanto para transformar demandas individuais em solicitações de peso, quanto para facilitar o processo de adaptação das empresas às regulamentações, que são extremamente rígidas nessa área. A Associação é considerada o maior polo de biotecnologia da América Latina, e conta hoje com 60 associados, que apresentam um PIB superior a dois bilhões de reais.

Desafios individuais, força coletiva
Tradicionalmente, a pesquisa em biotecnologia leva mais tempo para chegar ao mercado. Isso se deve, em partes, aos rigorosos testes de qualidade e à necessidade de investimento financeiro alto para produção em grande escala. A presença de um órgão reconhecido e de atuação nacional colabora para que as demandas do setor cheguem às esferas governamentais.

Contando com o reconhecimento de órgãos governamentais como a Anvisa, a ANBIOTEC garante autoridade para exigir posicionamento da esfera pública diante das principais demandas do setor. Essa é uma forma de fazer a representação sem que a empresa tenha que entrar diretamente no processo. Como um grupo que representa a voz de dezenas de companhias, a ANBIOTEC tem o poder de falar em nome de todo um setor. Assim, as solicitações ganham mais peso.

Um ecossistema de trocas
Segundo o presidente da associação, Sílvio Arndt, Minas Gerais sai à frente de outros estados por conter duas características interessantes: a presença de uma universidade federal forte e um certo caráter empreendedor dos profissionais. Prova disso, é que no Estado encontram-se mais de 200 empresas de Biotecnologia, o que representa quase a metade das indústrias brasileiras, que atuam nas áreas da saúde humana, saúde animal, meio ambiente e agronegócios.

Com a missão de estabelecer uma ponte entre a pesquisa, o mercado e as instituições governamentais, a presença da ANBIOTEC em um ambiente de inovação é um fator importante para que o trabalho tenha sucesso. Para Vanessa Silva, gerente executiva da Associação, esse foi um dos fatores que determinaram a escolha do BH-TEC como sede para as atividades.

Historicamente, a universidade concentra profissionais de destaque na área de biotecnologia. A proximidade com a pesquisa desenvolvida em meio acadêmico é o que faz nascer novas parcerias, projetos e produtos inovadores. Dessa forma, a ANBIOTEC também se torna peça importante na missão de transformar o conhecimento gerado em benefício para a sociedade.

Segundo a ANBIOTEC, o Parque facilita o contato com empresas e acaba sendo um ponto de convergência entre empreendimentos da área, mesmo os não-associados. Promovendo ações como eventos, reuniões e cursos dentro do ecossistema, a Associação amplia seu escopo de atuação, enquanto representante nacional de uma indústria.

A proximidade com o mercado facilita a disseminação de informação e promoção de benefícios para esta indústria. Por fim, há também o contato facilitado com instituições governamentais e de fomento, outro ponto importante para que a associação continue promovendo conquistas nesse sentido.

O intercâmbio de ideias
Estar dentro do Parque também colabora para o crescimento da instituição. Em agosto deste ano, Vanessa esteve na Universidade de Berkeley, no Vale do Sílicio, participando de um Workshop sobre métodos de empreendedorismo (Berkeley Method Of Entrepreneurship Bootcamp).

A oportunidade surgiu graças ao convênio entre o BH-TEC, a FIEMG e a Escola de Engenharia da UFMG e teve o intuito de absorver ideias sobre empreendedorismo e inovação no maior polo do mundo dá área.

Estar inserida dentro do BH-TEC é um ganho institucional enorme. O bootcamp na Universidade de Berkeley não seria possível sem o apoio do Parque. E aqui temos algo semelhante ao Vale do Silício, a atuação de diferentes atores de inovação que gera a troca de oportunidades, algo muito importante. No Vale do Silício eles realmente trabalham com muita conexão e sinergia, todas as ações são elaboradas levando em conta a atuação de diferentes atores da região, como universidades, empresas e parques tecnológicos. É algo ainda pouco desenvolvido no Brasil, a soma de esforços fomentando mais projetos de inovação em colaboração

Vanessa Silva

Autor BH-TEC

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