Empreendedorismo

Comunicação e marketing: a pergunta não é se sua empresa deve investir ou não, é quanto

Por 23 de junho de 2017 Nenhum Comentário

Houve um tempo em que as empresas podiam se dar ao luxo de decidir se iam ou não desenvolver estratégias de comunicação com seus públicos. Pensando pelo lado das agências, o desafio era bem menor: tínhamos maior controle sobre as ferramentas, as informações e conseguíamos gerir crises de uma forma mais contundente.

Hoje, o silêncio por si só já é capaz de provocar uma crise de imagem sem limites na internet. Exemplo? Basta acompanhar as redes sociais dos políticos e envolvidos com escândalos recentemente. Se há alguma manifestação da parte deles nas redes sociais, logo são rechaçados por milhares de usuários; se não há nenhuma, idem. Como em outras épocas, o silêncio continua sendo a pior alternativa (muito embora seja difícil justificar o injustificável).

Desenvolver estratégias de comunicação, a princípio, pode parecer algo trivial. Não é raro encontrarmos clientes (de tecnologia) gastando horas fazendo seu próprio site e gerindo as suas redes sem planejamento. Perdem tempo e gastam dinheiro em iniciativas pouco efetivas. Aliás, considere que hoje as agências têm dois problemas: não têm à disposição um belo budget por parte dos clientes e os desafios, em tempos digitais, é extremamente maior. Até mesmo as grandes empresas investem menos e querem mais resultados.

Nesse sentido, para a própria sobrevivência dos empreendedores de comunicação e marketing, o trabalho tem que ser de alta qualidade. Tem que trazer retorno para o cliente (e ROI já é uma frequente nas propostas comerciais). O mercado de comunicação se transformou brutalmente nos últimos anos (e continua mudando), lançando desafios para os profissionais nunca vistos. Uma empresa que lidera hoje amanhã pode estar morta. Alguma semelhança com empresas de tecnologia?

Por falar em empreendedorismo, embora os ambientes de tecnologia tenham predominância masculina, queria chamar a atenção para um dado curioso no Brasil: de forma particular, o número de empreendedores homens e mulheres se equipara no país, conforme relatórios do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), responsável pelas maiores pesquisas mundiais sobre o tema. Sem mimimi ou feminismo, esse é um assunto interessante que também gostaria de comentar por aqui.

Afinal, empreender não é para qualquer um: é para quem tem carne, osso e coração. Não porque as empresas se tornaram boazinhas – as questões ligadas a gestão de pessoas estão no centro da estratégia de qualquer organização. O Brasil vem se destacando nos últimos anos em termos de quantidade de empreendedores, mas o maior desafio continua sendo a qualidade desses novos negócios. Continuamos lá embaixo no ranking dos países inovadores, e isso diz muito sobre nossas deficiências em relação à educação e às políticas públicas.

Bem, agradeço a você que teve paciência de ler este post até o final e à equipe do BH-TEC, por confiar a mim a missão de contribuir com os colegas empreendedores por meio deste blog. Que seja um espaço de diálogo e de confrontos também, pois a inovação e as melhores ideias nascem a partir das discussões construtivas.

Autor Flávia Fonseca

Empreendedora e professora de Empreendedorismo na UFMG. Mestre em Ciência da Informação (UFMG), especialista em Gestão de Negócios (FDC) e em Comunicação e Gestão Empresarial (PUC Minas), e graduada em Comunicação Social/Jornalismo (PUC.Minas). É fundadora da Tinno, agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e inovação.

Mais posts de Flávia Fonseca

Deixe um Comentário