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Universidades, empresas e governo se reúnem para fomentar a mobilidade nacional

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Nesta segunda, 09/03, a UFMG sedia evento sobre oportunidades para o setor automotivo reúne autoridades do Governo federal, MCTIC, ME, BDMG, Codemge, Cemig, PROMOB-e; representantes das universidades brasileiras e da indústria. Edital do Programa Rota 2030 vai investir R$21 milhões em pesquisas para o futuro da mobilidade nacional

Na próxima segunda, 09/03, representantes de Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), empresas do setor automotivo e do Governo se reúnem na UFMG para parcerias e soluções para o futuro da mobilidade nacional. Na programação, as tendências de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o setor, como carros elétricos e novas fontes de energia serão discutidas.

As sessões contam com a participação do coordenador das indústrias para mobilidade e logística do Ministério da Economia, Ricardo Zomer; do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), Dante Matos; do presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sérgio Suchodolski; do coordenador do projeto para a consolidação da mobilidade elétrica no Brasil (PROMOB-e), Marcus Regis; do superintendente de estratégia, meio ambiente e inovação da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Lauro Vasconcelos; entre outras autoridades.

As oportunidades do Programa Rota 2030, iniciativa do Governo Federal para o desenvolvimento do setor automotivo, também serão apresentadas tendo em vista a redução de impostos para a indústria automotiva, como a isenção fiscal mínima de 10,2% do valor dispendido em P&D, podendo alcançar a taxa de 15,3%.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), uma das coordenadoras das linhas do Rota2030, compõem a programação, abordando como a conexão entre universidade e indústria pode potencializar soluções aderentes às necessidades do setor. “A conexão entre ICTs e empresas tem sido amplamente utilizada no mundo contemporâneo, em que as tecnologias estão avançando de forma acelerada, com impactos em toda a sociedade”, ressalta o diretor da Fundep, prof. Martin Ravetti. O encontro será, ainda, ambiente para rodada de conexões.

“A indústria automotiva vive hoje uma revolução tecnológica sem precedentes. Nesta revolução, baseada no conhecimento, a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação são as chaves para a competitividade. Nesse sentido, a política de Programas Prioritários do Programa Rota 2030 tem como um de seus pilares o fomento à interação entre universidades, centros de pesquisa, e empresas do setor, de modo estruturação das competências que levarão à participação ativa da engenharia nacional nos processos de desenvolvimento globais”, diz Ricardo Zomer, do Ministério da Economia.

O evento será realizado das 13h às 17h na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. A participação é gratuita – inscrições neste link.

Programação completa aqui.

Chamadas do Rota 2030 vão investir R$ 21 milhões em projetos

Na última semana, a Fundep lançou três chamadas públicas do Programa Rota 2030, no âmbito da coordenação da linha V – Biocombustíveis, Segurança Veicular e Propulsão Alternativa à Combustão. As chamadas irão aportar ao todo R$ 21 milhões em projetos que contemplem os eixos temáticos de bioenergia eficiente, condução segura e propulsão alternativa à combustão. A estimativa é que sejam selecionados doze projetos.

Para participar das chamadas, os Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) devem submeter projetos em parceria com empresas e startups do segmento em todo o território nacional. As submissões de projetos para as três chamadas poderão ser feitas pelo site da Fundep de 9 de março a  6 de abril de 2020.

A previsão é que mais três chamadas sejam lançadas ainda este ano, contemplando outras frentes da linha V do Rota 2030, que conta com a coordenação técnica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Centro Universitário FEI.

“A participação das empresas em conexão com as ICTs é fundamental para fortalecer a aderência das iniciativas com as necessidades do mercado. A expectativa é que a realização dos projetos resulte em pesquisas científicas, soluções tecnológicas, capacitações técnicas e formação de recursos humanos, aumentando, assim, a competitividade do setor automotivo do país”, ressalta Martín Ravetti.

Fundep no Rota 2030

O Programa Rota 2030 estimula o investimento e o fortalecimento das empresas brasileiras do setor automotivo por meio da redução de impostos e outros benefícios para projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor.

Como coordenadora de duas linhas do Programa – Biocombustíveis, Segurança Veicular e Propulsão Alternativa à Combustão; e Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas –, a Fundep conecta as necessidades da cadeia automotiva nacional com o desenvolvimento de inovações tecnológicas específicas, por meio da gestão de soluções e oportunidades em recursos financeiros, de capital intelectual e de infraestrutura.

Nova empresa, novas conexões

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A Tera Geosoluções iniciou suas atividades no BH-TEC. A empresa desenvolve produtos de geotecnologias para levar o uso de inteligência geográfica ao planejamento territorial de setores públicos e privados. As principais áreas de atuação são gestão municipal para smart cities, gestão estadual, mineração, concessionárias de água e energia, entidades de classe e outros.

“Que o ambiente do Parque Tecnológico seja um local que propicie a aceleração do nosso processo de consolidação no mercado e crescimento. Esperamos que o BH-TEC nos renda boas parcerias, relacionamentos estratégicos e ótimos contratos! Que esse novo ciclo seja de muita prosperidade para a Tera e todos nós”, espera a CEO da empresa, Débora Brier,

A equipe do BH-TEC e as empresas residentes desejam boas-vindas!
Conheça a atuação da Tera.

O Brasil está preparado para o Coronavírus?

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Pesquisadores ressaltam importância de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação;
Brasil descumpre meta estabelecida nos últimos anos de investir, pelo menos, 2% do PIB nestas áreas;
A segurança biológica do país passa pela sua capacidade científica.

 

O surto do Coronavírus (2019-nCoV) joga luz sobre a capacidade científico-tecnológica de o Brasil lidar com essa epidemia. Apesar de, até o momento, o Ministério da Saúde monitorar somente 14 casos suspeitos no país, a Organização Mundial da Saúde declarou estado de emergência global. Nesse contexto, estamos preparados? Segundo pesquisadores, não.

No que tange ao diagnóstico, o Ministério da Saúde orientou a atualização de planos de contingência aos estados. “Contudo, é preciso muito mais. É um vírus com ampla capacidade de disseminação e que demanda novas frentes de estudos e pesquisas e níveis de segurança biológica maiores. Nesse sentido, surgem oportunidades para trazer eficiência (segurança e agilidade) no diagnóstico por meio da análise molecular e testes sorológicos”, ressalta o pesquisador Flávio Guimarães Fonseca do Centro de Tecnologia em Vacinas (CT Vacinas), do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), o pesquisador conta que, por questões de biossegurança, todo processamento de amostra em caso suspeito deve ocorrer apenas em Laboratório com Nível de Biossegurança 3 (Laboratório NB-3). Contudo, segundo o Ministério da Saúde, há atualmente somente 12 em instituições de referência que foram construídos para realizar o diagnóstico laboratorial em condições de nível de biossegurança 3. Esses laboratórios permitem a realização de ensaios diagnósticos que, pela sua complexidade, exigem condições especiais de segurança.

Outra frente fundamental é a vacinação. O microbiologista e médico Yuen Kwok-yung anunciou que pesquisadores de Hong Kong desenvolveram uma vacina contra o novo Coronavírus. No entanto, ela ainda precisa ser testada em animais, o que deve levar um longo período, segundo reportagem do “South China Morning Post”. Uma equipe de cientistas do Instituto Peter Doherty, na Austrália, também informou que desenvolveu uma versão de laboratório do novo vírus, ação que pode acelerar a criação de uma vacina. Essa amostra foi compartilhada com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e laboratórios de todo o mundo.

A pesquisadora do CT Vacinas Ana Paula Salles Moura Fernandes, orientadora dos programas de pós-graduação em Genética e Ciências Farmacêuticas da UFMG, enfatiza que o Brasil tem importante comunidade científica, que oferece respostas a diversas crises na saúde pública nacional, como a zika. “Porém, ainda há dependência de centros internacionais para importação de vacinas. É essencial o investimento em infraestruturas – como centros de tecnologia e pesquisas – para a garantia da segurança biológica no país e para a promoção do desenvolvimento.”

Desinvestimento

Os dados vão na contramão deste cenário. Segundo levantamento realizado em 2015 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Brasil ainda está distante dos países mais avançados, tanto no dispêndio em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como nos recursos humanos envolvidos, sendo imprescindíveis investimentos crescentes para que esse quadro seja alterado nos próximos anos.

Em termos de percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil investe muito pouco se comparado à média dos países da OCDE e menos ainda se comparado a países desenvolvidos e algumas nações emergentes do BRICS (formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).  Em média, o Brasil investiu nas últimas duas décadas entre 1 e 1,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, tendo alcançado seu pico de investimento em 2015. De lá para cá, esse investimento vem caindo, descumprindo a meta então estabelecida de investir pelo menos 2% do PIB até 2019. Considerando apenas a participação pública nesses investimentos, que é de cerca e 0,5, a 0,6% do PIB (ou cerca de 50% do total de investimento em CT&I), verifica-se que este valor é, pelo menos, duas vezes menor do que o investimento público médio realizado em outros países da OCDE.

Caminho

As pesquisas realizadas nas universidades e nos institutos, bem como as respostas aos problemas da sociedade, são meios para o avanço do conhecimento, necessário ao desenvolvimento socioeconômico sustentável. O Brasil conta com centros de excelência científica, capazes de oferecer respostas a importantes questões de saúde pública.

O Centro de Tecnologia em Vacinas (CT Vacinas) é um deles. Resultado da parceria entre a UFMG, Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), é um centro de pesquisas em biotecnologia que desenvolve novas tecnologias ligadas à produção de kits de diagnóstico e vacinas contra doenças humanas e veterinárias como a leishmaniose, doença de Chagas, zika, dengue, chicungunha, entre outras.

Os pesquisadores Flávio Fonseca e Ana Paula Fernandes reforçam a necessidade de implementação de políticas públicas de investimento em pesquisa e desenvolvimento, garantindo a cobertura universal da saúde. Eles participam, no próximo dia 10, de uma reunião no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em que serão discutidas as prioridades de investimento e de pesquisa em Coronavírus e viroses emergentes.

LLK representa Mining Hub em reunião do IBRAM

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A LLK, empresa de soluções e desenvolvimento de produtos em diversos campos da engenharia, apresentou recentemente em Brasília suas inovações tecnológicas ao Conselho do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Essa instância conta com representantes das Presidências das mineradoras brasileiras.

O CEO da LLK, Luiz Henrique Machado, representou o Mining Hub e teve oportunidade de mostrar os sistemas de análise de teor online de minério de ferro e novo Radec® Visão: produto da empresa que detecta rasgos e desalinhamentos nas correias transportadoras de minério.

Essas iniciativas de inovação aberta foram aprovadas nos Ciclos I e II do Mining Hub, ambos em parceria com a Vale. “A LLK foi a única empresa que teve soluções aprovadas nas duas rodadas. O prêmio é um reconhecimento pela criatividade, produção e entrega na estratégia e geração de inovações que atendem esse mercado”, avalia o CEO.
LLK

Empresa residente no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), a LLK oferece desenvolve produtos em todas as áreas da indústria, como mineração, siderurgia, metalurgia, mecânica, alimentícia, automotiva, OEM, farmacêutica, eletrônica, editorial, agronegócio, energética, petróleo e gás, química e petroquímica.

Especializada em visão computacional, monitoramento e proteção de equipamentos e processos, desenvolve soluções específicas em hardware e software de forma a atender as demandas da planta, processo, gerência e equipes. Conta com uma estrutura de laboratório e equipe especializada em automação, instrumentação, mecânica, computação e sistemas para fornecer soluções horizontais, abrangendo conhecimento que gera confiabilidade, simplicidade, robustez e viabilidade para as mesmas.

Ibram
É uma organização nacional privada e sem fins lucrativos, que representa as empresas e instituições que atuam no setor mineral em busca do estabelecimento de um ambiente favorável aos negócios, à competitividade e ao desenvolvimento sustentável. Para fomentar inovações no setor e difusão das melhores práticas e tecnologias disponíveis no mercado, elabora debates, eventos, estudos, pesquisas e estatísticas relativos à economia mineral, tributação, legislação, tendências, proteção do meio ambiente, riscos e oportunidades e outros temas associados às atividades desempenhadas pela indústria mineraria.

Sobre o Mining Hub
O Mining Hub, localizado em Belo Horizonte (MG), foi criado com o propósito de ser um canal direto de inovação aberta, avaliação das tendências do setor e relacionamento entre mineradoras, fornecedores e startups. O ambiente tem como objetivo gerar oportunidades e conexões colaborativas para diferentes atores da cadeia da mineração, como as próprias mineradoras, além de fornecedores, startups, pesquisadores e investidores.
O hub da mineração encerrou há pouco as inscrições para o 3º ciclo de aceleração de projetos, com inscrição de 134 startups, total superior aos ciclos anteriores (100 startups cada).

Reconhecimento: Coordenadora do CT Vacina, Santuza Teixeira, é eleita titular da Academia Brasileira de Ciências

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A professora titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG Santuza Teixeira, coordenadora do CT Vacinas – localizado no BH-TEC –, foi eleita membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

A eleição se dá a partir de rigoroso processo de seleção, levando em conta também a “liderança exercida no avanço das atividades científicas e tecnológicas do país”, segundo a ABC.

Atualmente um dos seus projetos mais relevantes envolve o uso de técnicas de edição de genoma para o desenvolvimento de vacinas inéditas contra a doença de Chagas e a leishmaniose.

A posse será em maio, no Rio de Janeiro.

Interação universidade-empresa em pauta

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Evento da Rede Mineira de Inovação (RMI) dedicou um debate sobre esse tema entre especialistas com diversos olhares

 

A interação universidade-empresa foi um dos temas do XXI Encontro da Rede Mineira de Propriedade Intelectual (RMI) nessa sexta-feira (22/11) que contou com a participação do CEO do BH-TEC, Marco Crocco. Ele contextualizou os Parques Tecnológicos como área de inovação. A International Association of Science Parks and Areas of Innovation (IASP) define que são “locais projetados e administrados para atrair pessoas de espírito empreendedor, talento qualificado, negócios e investimentos intensivos em conhecimento, desenvolvendo e combinando um conjunto de ativos de infraestrutura, institucionais, científicos, tecnológicos, educacionais e sociais, em conjunto com serviços de valor agregado, aprimorando assim o desenvolvimento econômico sustentável e a prosperidade para a comunidade”.

Baseado nesta definição, os Parques englobam não apenas as necessidades de empresas e universidades de colaborar entre si, mas também de cidades, a sociedade civil – o quarto elemento da quádrupla hélice.

“Esse cenário incentiva a ampliação e o aprimoramento do escopo de atuação do BH-TEC, incorporando novos objetivos e um novo posicionamento no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de Minas Gerais. É preciso integrar instituições científico-tecnológicas e setor empresarial por meio de estratégias e mecanismos inovadores e oferecer ambientes dinâmicos para a prestação de serviços em gestão, networking, acesso a financiamento, suporte legal, propriedade intelectual etc.”, destaca Crocco.

O professor titular do Departamento de Parasitologia (ICB/UFMG), Alvaro Eiras, apresentou o case de tecnologias inovadoras de monitoramento e controle Aedes aegypti. Ele é fundador da empresa de biotecnologia Ecovec Ltda., lotada no BH-TEC.

Também participaram do painel o presidente da Fundep, professor Alfredo Gontijo, que falou sobre o Outlab, e o diretor para Desenvolvimento de Negócios da Clarke, Modet & Co, Louis Lozouet, apresentou pílulas do Guia de Boas Práticas ICT-Empresa da CCI Brasil.

Imersão

Com o tema “Novos arranjos para inovação”, o evento trouxe nos dias 21 e 22 debates e painéis de discussões sobre o ecossistema mineiro de inovação, instrumentos jurídicos do Marco Legal de CT&I e encomenda tecnológica.

Entre as autoridades presentes: Prof. Alessandro Moreira (Vice-Reitor UFMG); @Juliano Alves (Subsecretario de Estado e de Promoção de Investimento e Cadeiras Produtivas); Prof. Evaldo Vilela (Presidente Fapemig Oficial); Prof. Rodrigo Gava (UFV); Marcos Antonio Mandacaru (Assessor Especial do Vice-Governador de Minas Gerais); Prof. Ado Jorio (UFMG); Juliana Crepalde e gilberto medeiros ribeiro (CTIT UFMG).

Quíntupla hélice

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Sociedade e sustentabilidade são parte do processo de geração de inovação e conhecimento

 

“Quanto maior a diversidade de conhecimento espalhado pela sociedade, maior é o conhecimento global.”  A fala do CEO do BH-TEC, Marco Crocco, no Seminário Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Econômico e Social de Minas Gerais, enfatiza a importância do saber social. Ele apresentou que a sociedade acumula conhecimento por meio da diversificação produtiva, da educação e da inovação. Nesse sentido, o atual arcabouço contempla a sociedade como ator no modelo de geração do conhecimento e da inovação, compondo a quadrupla hélice que também associa a mídia, indústrias criativas, cultura, valores, estilos de vida e arte. O quinto elemento é a sustentabilidade. “A sociedade civil é central e incentiva o desenvolvimento de inovações que sejam pertinentes. O meio ambiente é o drive para a produção do conhecimento e, também, da inovação.”

A pró-reitora de Extensão da UFMG, professora Claudia Andrea Mayorga Borges, corroborou quanto à importância de a sociedade ser realmente contemplada nas políticas públicas. “Por isso, o olhar para o desenvolvimento econômico social pede soluções interdisciplinares e diálogo com diversos atores e instituições.”

O presidente da Fapemig, prof. Evaldo Vilela, ressaltou que o momento é difícil, mas não impede o trabalho de construção de um plano estadual de C, T e I. “Esse instrumento, realizado por meio da construção coletiva, é fundamental para orientar a sociedade no desenvolvimento e na aplicação do conhecimento, gerando riquezas e qualidade de vida.”

Construção conjunta

O Seminário realizado nesta quarta-feira (20), no CAD III da UFMG, é uma das atividades da construção de políticas públicas de C,T&I para Minas Gerais para os próximos anos. Diversas instituições públicas, privadas e do terceiro setor do ecossistema participam da elaboração de um plano estadual que será apresentado pelo Legislativo ao Executivo.

Nova Presidência do Conselho de Administração

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O professor titular no Departamento de Física da UFMG, Ado Jorio de Vasconcelos, é o novo presidente do Conselho de Administração do BH-TEC nos próximos três anos. Essa instância tem funções estratégicas, deliberando sobre diretrizes e metas do Parque Tecnológico, bem como avalia os resultados das atividades.

“Belo Horizonte e o Estado de Minas Gerais têm evoluído muito na construção do seu ecossistema de inovação. Muitas vezes, entretanto, os esforços dos diversos atores são realizados de forma desconexa. Estamos trabalhando para dar coerência aos esforços dos diversos atores e acreditamos que o BH-TEC tem a missão de ser o locus para essa sinergia, para que as ações de todos sejam mais efetivas”, ressalta o presidente do Conselho, prof. Ado Jorio.

A nova gestão do BH-TEC tem como diretriz estratégica tornar o Parque um dos principais atores da interação universidade-empresa (ambiente de negócio) e do fomento à pesquisa, à inovação e à transferência de tecnologia, compondo a política pública de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Minas Gerais.

Trajetória

Ado Jorio é membro da Academia Brasileira de Ciências, da Ordem Nacional do Mérito Científico e recebeu o “membership award” da “American Chemical Society” (2015-2018), além de diversos prêmios nacionais e internacionais pelas suas contribuições científicas. Em 2016 foi incluído na lista dos “Highly Cited Researchers” da Thomson Reuters. Ocupou os cargos de Coordenador de Estudos Estratégicos e Informação no Inmetro (2008-2009) e, na UFMG, de Diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (2010-2012), chefe do Departamento de Física (2015-2016) e Pró-Reitor de Pesquisa (2016-2018). Em 2016 recebeu a Medalha da Inconfidência do Governo do Estado de MG.

Eventos fomentam alianças estratégicas entre universidade, empresas e governo

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UFMG, BH-TEC e Fundep impulsionam o desenvolvimento de projetos de pesquisa, tecnologia e inovação no setor empresarial

A sinergia entre Universidade-Empresa-Governo é uma das principais alternativas para a promoção do desenvolvimento socioeconômico e, para fomentar a realização de projetos conjuntos entre esses atores, são realizados eventos estratégicos. Na última quinta-feira (23/10), a UFMG sediou encontro promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) para apresentar duas iniciativas inéditas de apoio a ideias inovadoras: a chamada Tríplice Hélice: Interação Governo-ICT-Empresa e o Programa Centelha estão em sua primeira edição.

O Programa Centelha vai estimular a criação de empreendimentos com base na geração de novas ideias e a chamada pública distribuirá valor total de R$ 1 milhão – submissão de proposta até o dia 30 de outubro. Saiba mais aqui. Com a chamada Tríplice Hélice, por sua vez, que conta com R$ 60 milhões para investimento, a Fapemig pretende transformar tecnologias desenvolvidas por equipes de pesquisadores em novos produtos, serviços e processos para o mercado – submissão de proposta até o dia 4 de novembro (saiba mais aqui).

O objetivo central da agência mineira é fomentar a interação de universidades e empresas. Também foi realizado, em 17 de outubro, o evento “Conexão Universidade-Empresa-Governo”, em uma parceria entre o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), a Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG (CTIT) e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). A iniciativa reuniu mais de 80 representantes de empresas mineiras e instituições de pesquisa, ensino e inovação.

Durante esse evento, o diretor de ciência, tecnologia e inovação da Fapemig, prof. Paulo Sérgio Beirão, revelou que há expectativa de o Edital Tríplice Hélice se tornar um programa, com o aporte de cerca de 180 milhões em três anos. “É importante que haja uma compreensão do governo de que a ciência e a tecnologia são soluções no contexto econômico”, diz Beirão.

UNINDO POTÊNCIAS

“Cada vez mais, a competitividade e a produtividade das empresas estão relacionadas à forma com que elas aplicam as tecnologias e pesquisas em seus produtos, processos e serviços”, avalia o CEO do BH-TEC, Marco Crocco. O presidente da Fundep, prof. Alfredo Gontijo de Oliveira, destacou a relevância da integração nesta era em que o universo do conhecimento está em expansão acelerada: “Não podemos viver numa sociedade fragmentada. Um belo desafio consiste em emaranhar universidade com empresas por meio do conhecimento”.

Quem também concorda é o investidor Romero Bittar. Para ele, iniciativas que impulsionem essa sinergia são uma das únicas oportunidades para o Brasil avançar. “As empresas precisam andar juntas com o conhecimento para que a inovação seja um caminho para o Brasil crescer”, salientou.

EXCELÊNCIA E TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é, atualmente, uma das principais instituições depositantes de patentes no Brasil. Detentora de um vasto portfólio de tecnologias protegidas em âmbito nacional e internacional, a Universidade disponibiliza 883 tecnologias aptas de serem apoiadas por esse Edital Fapemig. A lista contempla tecnologias de diversas áreas, como Engenharia, Química, Energia, Biotecnologia, Farmácia, Tecnologias Ambientais, Desenho Industrial, Ciência da Computação, entre outras. Clique aqui e conheça todas as tecnologias.

Segundo o diretor da CTIT, prof. Gilberto Medeiros, o histórico de trabalho é positivo porque o solo fértil em conhecimento básico da UFMG é forte. “Hoje temos 10% do nosso portfólio licenciado, ou seja, há uma inadequação da oferta de tecnologias, precisamos equilibrar a oferta e demanda, e, assim as empresas devem conhecer o que a UFMG tem a oferecer”, afirmou.

AMBIENTE DE NEGÓCIOS INOVADORES

O evento “Conexão Universidade-Empresa-Governo”, no BH-TEC, contou com cases de empreendimentos instalados no BH-TEC que tiveram sucesso com as aplicações tecnológicas. Entre os palestrantes, o prof. Nívio Ziviani, pesquisador da UFMG, referência internacional em empreendedorismo acadêmico e membro da Academia Brasileira de Ciências, apresentou sobre sua empresa Kunumi, especializada em ferramentas de segmentação, análise do comportamento e deeplearning, que está sendo destaque no mercado de inteligência artificial. Na parceria com a empresa Spotify, construíram o primeiro rap do mundo escrito a partir da combinação de inteligência artificial e da criação humana. Também participou a prof. ª Ana Paula Salles, do Centro de Tecnologia de Vacinas (CT Vacinas); e o professor Robson Santos, um dos criadores do tônico capilar Sanctio, que tem sido destaque pelos resultados, em parceria com a empresa que comercializa o produto, Yeva Cosmétique. A programação contou, ainda, com a participação do prof. Departamento de Física da UFMG, Ado Jorio, que é pequisador referência internacional em nanotecnologia e considerado um dos cientistas mais influentes do mundo.

Conexão Universidade – Empresa – Governo

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Oportunidade Edital Fapemig – Tríplice Hélice

Com o objetivo de potencializar a sinergia entre o conhecimento gerado no centro acadêmico-científico, a iniciativa pública e o mercado, será realizado o evento “Conexão Universidade-Empresa-Governo”, no dia 17 de outubro, das 8h30 às 12h, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte – BH-TEC.

O encontro reunirá esses atores para a formação de parcerias com a oportunidade da chamada pública da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O edital “Tríplice Hélice” prevê um investimento global de R$ 60 milhões em projetos de empresas mineiras que busquem aplicar tecnologias com requisição de proteção intelectual perante os órgãos competentes no Brasil e/ou exterior para novas soluções para o mercado.

Na programação, serão apresentados os benefícios dessa Chamada Fapemig, cases de empreendimentos que tiveram sucesso com as aplicações tecnológicas, exposição das tecnologias da UFMG e profissionais especializados para promoção de um ambiente de negócios.

O evento é fruto de uma parceria entre BH-TEC, Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG (CTIT) e Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

 

Faça parte deste evento!  Inscrições gratuitas.

BH-TEC - Parque Tecnológico de Belo Horizonte