Ciência e Esporte de mãos dadas

Por 2 de outubro de 2017 Sem categoria Sem Comentários

Tecnologia, Ciência e Esporte estão definitivamente juntos; Sediada no BH-TEC, a empresa Treinus tem plataforma digital para incentivar a prática esportiva com qualidade

Calçados e roupas que colaboram para a melhoria da performance. Equipamentos que avaliam o desempenho em tempo real. Sistemas utilizados para predizer ações dos adversários. Instrumentos de realidade virtual que possibilitam a simulação de diversos ambientes. No mundo dos atletas de alto rendimento, Ciência e Tecnologia já são requisitos básicos para definir quem sobe ou não ao pódio.

Principalmente entre os atletas de nível profissional, o uso de tecnologias, especialmente as da informação, é imprescindível para uma preparação eficiente. Por meio da coleta de dados sobre desempenhos técnico, tático, físico e esportivo, treinadores conseguem determinar pontos fortes e fracos dos esportistas, a fim de que eles trabalhem mais aquilo que lhes é falho. A importância desses dados para os treinadores é tanta que, em muitos casos, existe um profissional designado apenas para coletá-los.

Esse diálogo entre tecnologia e esporte, porém, não tem afetação restrita aos atletas profissionais. Pessoas que se exercitam apenas por prazer ou por questões de saúde já encontram soluções em tecnologia para o exercício com qualidade, e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) sedia uma delas.

Em BH, Treinus amplia possibilidades para o esporte

A Treinus foi criada em Belo Horizonte, em 2011, para tornar mais viável e acessível o exercício físico acompanhado por um profissional. Hoje com mais de 80 mil usuários, a plataforma digital da empresa permite que um educador físico acompanhe seus alunos à distância e de forma eficiente. Por meio delas, é possível organizar as planilhas de treinamento, anotar os desempenhos de cada um e até emitir boletos de pagamento.

Os usuários da Treinus são, na maioria, atletas profissionais ou antigos sedentários que iniciaram trabalho de treinamento. O uso pode ser misto, combinando encontros presenciais e à distância. “O professor recebe o desempenho do atleta a cada quilômetro percorrido, o ritmo, a quantidade de calorias gastas, a potência desenvolvida. Isso alimenta o treinador com uma série de informações, e assim ele consegue prescrever a melhor combinação de exercícios para aquela pessoa”, explica Gutenberg Dias, criador da Treinus.

“Diferente de aplicativos que sugerem treinamentos sem nenhuma prescrição, a plataforma da Treinus é uma forma de utilizar a tecnologia a favor do trabalho do coaching. Defendemos que só um profissional tem condições de formular um treino adequado ao perfil de cada pessoa”, destaca Dias. “Estamos crescendo a uma taxa de 40% ao ano, e acreditamos que a massificação do uso de nossa plataforma é um meio para incentivar a população brasileira a praticar atividades físicas com mais regularidade” completa.

Segundo pesquisa inédita divulgada pelo Ministério do Esporte em 2015, quase metade dos brasileiros entre 14 e 71 anos (aproximadamente 67 milhões de pessoas), não pratica nenhum tipo de atividade física. Entre as mulheres, o índice de sedentarismo é maior do que o dos homens: 50,4% contra 41,2%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera ativo quem pratica atividade física, com duração mínima de 30 minutos, pelo menos três vezes por semana.

Inovação e esporte pelo mundo

Pelo mundo, a inovação para o esporte não para de impressionar. A Adidas recentemente lançou uma chuteira com chip acoplado que permite monitorar o desempenho de um jogador. Chamado MiCoach, o dispositivo permite identificar os momentos que o corpo fica inerte ou em constante movimento, facilitando o preparo de treinos e rotinas. O argentino Lionel Messi utiliza a tecnologia, que custa cerca de r$300 e é vendida separadamente da chuteira, que custa R$800.

A maior liga de basquete da América do Norte, por sua vez, é também a mais inovadora do mundo. Durante a final da temporada de 2017 da National Basketball Association (NBA), os torcedores do Golden State Warriors (equipe vencedora do campeonato) receberam, pelo Messenger do Facebook, o vídeo da cesta feita pelo jogador Stephen Curry segundos após ela ter ocorrido, e sem interferência humana. A tecnologia que permitiu que isso acontecesse foi desenvolvida em Israel, e descoberta em um dos eventos de networking organizado pela Liga para conhecer investimentos e startups.

As equipes que competem na NBA, por sua vez, têm dezenas de câmeras espalhadas, que conseguem verificar exatamente as chances de cada jogador acertar a bola na cesta, de qualquer distância da quadra. Cada lance ou movimentação que acontece transforma-se em dados, que são utilizados para aperfeiçoar o desempenho de cada jogador.

Outro cenário de lançamento de grandes inovações são as Paralimpíadas. O ciclista britânico Jody Cundy, por exemplo, utilizou nas Paralimpíadas de Londres em 2012, um modelo de prótese que dispensa a necessidade de tênis, pois se encaixa perfeitamente ao pedal adaptado. Em categorias como atletismo, hipismo, vela e levantamento de peso as próteses são cada vez mais aperfeiçoadas, em relação aos materiais utilizados e às possibilidades do esporte. E essas novidades acabam, muitas vezes, sendo incoporadas para próteses do cotidiano.

A Ciência entra cada vez mais no Esporte, tornando possível a superação de limites, o controle de informações e a potencialização de capacidade humana. As possibilidades são cada vez maiores, e iniciativas mineiras estão caminhando junto a esse movimento que, no mundo profissional já mudou a forma de fabricar campeões e, no mundo do esporte amador, já oferece possibilidades e incentivo à promoção da saúde.

Deixe uma Resposta