A inovação na linha de frente para melhorar BH

Por 9 de outubro de 2017 Sem categoria Sem Comentários
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Belo Horizonte se empenha no projeto de tornar-se uma Smart City, e o BH-TEC caminha junto. Em setembro, as empresas residentes do Parque tiveram oportunidade de se reunir com Leandro Garcia, Presidente da Prodabel (Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte), para apresentar soluções que podem colaborar com a missão de tornar BH uma Cidade Inteligente.

 Fundamental na discussão sobre desenvolvimento sustentável por todo o mundo, o conceito de Smart City do século XXI se refere à utilização da tecnologia para a melhoria da qualidade de vida nas cidades. Por meio da integração de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) às necessidades das populações urbanas, há evolução da eficiência no uso dos recursos, mobilidade e serviços. “A tecnologia é o melhor meio de otimizar os serviços públicos com o menor gasto”, destaca Leandro Garcia.

 Segundo a FGV, mais da metade das cidades europeias acima de 100 mil habitantes já possuem ou estão implementando iniciativas para se tornarem de fato Smart Cities. Nesse movimento, a estimativa é que os investimentos em um mercado global de soluções tecnológicas chegue a US$ 408 bilhões até 2020.

Seguindo essa tendência mundial, os esforços em BH se voltam para encontrar tecnologias aplicáveis ao cotidiano da população. A partir de novembro estará aberto, para empresas e cidadãos, uma espécie de laboratório na sede da Prodabel, em que será possível simular a aplicação de diversas tecnologias no espaço da cidade. Em tal contexto, as empresas residentes do BH-TEC se dispõem a trazer soluções.

Neocontrol traz solução para economia em prédios públicos

A Neocontrol, especializada em automação residencial, apresentou um sistema que possibilita a gestão e o controle automatizado de ares-condicionados, além das cargas de iluminação, áudio e vídeo. Em prédios públicos, ele diminuiria os gastos com energia, além de facilitar a gestão desses elementos. “Uma grande vantagem é que nosso sistema permite o armazenamento de informações em formato de nuvem. Os dados estariam distribuídos, e uma secretaria poderia ‘desligar’ um prédio a distância, caso não houvesse ninguém ali” explica Higor Fernandes, gestor da empresa.

WayCarbon quer integrar dados para permitir a gestão ambiental participativa

A WayCarbon, especializada no desenvolvimento de soluções que promovam a economia de baixo carbono, propôs uma plataforma participativa, em ambiente WebGIS, para que a população possa interagir e fornecer dados que melhorem os resultados de um estudo realizado para a PBH em 2016.

Nomeado “Análise de Vulnerabilidade às Mudanças Climáticas no Município de Belo Horizonte”, o projeto empregou o MOVE (Model of Vulnerability Evaluation), plataforma computacional integrada desenvolvida pela WayCarbon que utiliza análise espacial e estatística para avaliação da vulnerabilidade e riscos associados à mudança do clima. Os resultados permitem identificar as principais causas da vulnerabilidade e do risco à mudança climática na capital, informações essenciais para redefinir e repriorizar o planejamento urbano. A análise levou em conta os níveis das ocorrências históricas de inundações, deslizamentos, dengue e ondas de calor no município construindo cenários para 2030.

PrimeTS, uma integração tecnológica para melhoria  do sistema educacional

A PrimeTS, empresa focada em Tecnologia da Informação e com frente muito forte no segmento da educação, apresentou o Upnote, solução que contribui para a gestão da informação nas escolas e para o desenvolvimento pedagógico. Por meio dela, é possível unificar a base de escolas, alunos e gerar uma rede de escolas conectadas, com informações e dados.

Com isso, pode-se compreender o nível de desenvolvimento, demandas internas, atividades escolares, processos e até prever a curva de desenvolvimento do aluno. “Compreendemos que para um desenvolvimento social, a educação é prioridade. A mudança da cidade normalmente é mais lenta que da sociedade, em questão de amplitude, estrutura e adequações as necessidades. Para que tudo seja feita de forma bem planejada, é preciso entender como o cidadão está se desenvolvendo e se a cidade e escola estão permitindo esse desenvolvimento. É aí que a tecnologia da PrimeTS entra, contribuindo para uma inclusão dos alunos, desenvolvimento das escolas e tratamento da informação gerada por elas”, pontua Vinícius Pereira, gestor de marketing da empresa.

Ecovec e o controle eficiente do Aedes

Engajada no combate às arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, a Ecovec trabalha o monitoramento do Aedes Aegypti por meio da captura das fêmeas e da virologia do mosquito. Com essa tecnologia, é possível predizer infestações e otimizar o controle de forma inteligente, reduzindo o uso de inseticidas e promovendo ações onde o mosquito realmente está.

“Atualmente BH se baseia no PNCD, onde é feita a pesquisa de larvas, casa a casa. O processo não é eficaz, pois demora de 2 a 3 meses. Levando em conta o ciclo de vida do mosquito, ele não consegue mensurar onde realmente temos a infestação do vetor. A nossa solução tornaria o controle do Aedes eficiente, com resultados semanais”, chama a atenção Ana Márcia Cabral, diretora executiva da Ecovec.

Temos vocação

Leandro Garcia, Presidente da Prodabel, ressalta que BH tem vocação para Smart City. “A cidade tem uma rede de fibra óptica sofisticada, com 700km de extensão, e que será expandida, por meio de um convênio com o MCTIC”. Ele destaca ainda a renovação da iluminação pública, que será uma realidade graças à Parceria Público-Privado (PPP) de Iluminação Pública, fechada em junho deste ano com o consórcio BH Iluminação Pública.

As lâmpadas de todos os postes da capital, atualmente de sódio e mercúrio, serão substituídas pelas de LED. Além de terem maior eficiência energética, elas são o ponto de partida para uma Smart City: a telegestão presente em luminárias inteligentes são veículos que permitem transitar dados de qualquer estrutura urbana.

Para andamento do projeto, Garcia ressalta a importância de parcerias com empresas e espaços de inovação. “Muito tem se falado sobre vivermos uma nova revolução industrial, em que as Smart Cities e a IoT estão incluídas. Nesse cenário, uma verdade é incontestável: não se faz uma revolução dessa natureza sozinho. As ideias de o que fazer e como fazer vêm do ambiente tecnológico, por isso a interação com espaços como o BH-TEC é fundamental”.

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