E-commerce deve crescer até 12% em 2017

Por 5 de maio de 2017 Sem categoria Sem Comentários
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Perfil dos consumidores é um dos fatores para a expansão contínua no setor; Entrada da Geração Z no mercado de trabalho é expectativa de ‘boom’.

 Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), que reúne representantes de lojas virtuais, mostram que a previsão de crescimento dos e-commerces brasileiros é de até 12% em relação a 2016, alcançando R$ 59,9 bilhões de faturamento, com mais de 200 milhões de compras virtuais. No ano passado, o setor teve faturamento de R$ 53,4 bilhões.

 Diferente de outros mercados, que estão em recessão devido à crise econômica no país, o serviço de e-commerce continua se expandindo, gerando empregos e arrecadação. Enquanto as vendas de varejo tiveram uma retração de 6,2% em 2016, o e-commerce, no mesmo período, teve 7,4% de aumento. Embora a diferença seja expressiva, a taxa é pequena em relação ao histórico dos últimos anos, se considerarmos os números brutos. Em 2013, por exemplo, o mercado de e-commerce chegou a crescer 28% no Brasil.

 O brasileiro e a internet

Além da facilidade e maior número de ofertas, a expansão do e-commerce também é consequência do perfil de quem compra online. O brasileiro é quem mais passa tempo na internet: cerca de 78% de usuários no país acessam a rede todo dia. Os dados são de uma pesquisa divulgada pela agência internacional We Are Social.

Para Bruno Borges, gerente de Marketing da JN2 e-commerce expert, empresa membro não-residente do BH-TEC que desenvolve tecnologia para e-commerce desde 2006, os resultados otimistas também são reflexo de um crescimento da familiaridade do brasileiro com a internet, que já tem 102 milhões de usuários ativos (TIC Domicílios 2015). “Fatores antropológicos, culturais e econômicos explicam a constante expansão do e-commerce até aqui e porque o segmento vai continuar crescendo por muitos anos”, explica Borges.

Mas não é só na presença online que o brasileiro se destaca: o acesso via mobile também tem força especial por aqui. Para 89% dos entrevistados da pesquisa, o celular é o principal meio usado para se conectar. “No mundo inteiro, alguns setores do e-commerce já registram um volume de consumo via mobile mais alto que o de origem desktop, e a tendência é que essa configuração se torne regra para todos os segmentos nos próximos anos”, esclarece Borges.

 O Impulso da Nova Geração

O gerente também pontua a entrada da Geração Z (nascidos a partir da segunda metade da década de 90) no mercado como fator que impulsiona essa expansão. “Quem nasceu já na era da internet está atingindo a maioridade agora, começando a ter renda própria e cartão de crédito. Para essas pessoas, fazer compras na internet é algo bastante natural. Um público consumidor com menos receio impacta diretamente no volume de vendas”, garante Borges.

Novidades tecnológicas tendem a conquistar adeptos de forma acelerada nos primeiros anos e, depois, atingirem um crescimento menor, mas estável. Bruno acredita que esse ainda não é o caso do e-commerce. Para o especialista, essa mudança no perfil do consumidor pode se traduzir em um ‘boom’ de expansão nos próximos anos.

Oportunidades à vista

 A Feira do Empreendedor do SEBRAE-SP, maior evento de empreendedorismo do país, aconteceu em fevereiro deste ano e teve destaque para o auditório de Negócios Digitais. A JN2 esteve presente com a palestra “E-commerce e o comportamento do consumidor digital”, que apresentou as perspectivas de crescimento projetadas para o e-commerce no Brasil nos próximos anos.

De acordo com Borges, a JN2 recebeu centenas de oportunidades de negócios em sua participação no evento. Com atuação no desenvolvimento de plataformas para e-commerce, a organização investe na tecnologia open source Magento, que cresceu a passos largos desde seu lançamento em 2008, sendo hoje usada em 01 de cada 04 lojas virtuais no mundo.

Com essas perspectivas, o CEO da JN2, Leonardo Neves, prevê a expansão da empresa. “Em 2017, esperamos crescer 120% em relação ao ano anterior”, afirma. Neves explica que as tecnologias e serviços relacionados ao comércio eletrônico ficaram mais acessíveis nos últimos anos às micro, pequenas e médias empresas e que, com a retomada do crescimento da economia, cada vez mais empresas estarão vendendo seus produtos pela internet.

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