Grupo Labfar e Yeva Cosmétiques fecham parceria para levar produto inovador para calvície ao mercado

Por 3 de fevereiro de 2017 Sem categoria Sem Comentários
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Método pioneiro, desenvolvido pela empresa residente do BH-TEC, é eficiente também em casos de alopecia androgenética e queda de cabelo pós quimioterapia.

Um produto que estimula o crescimento dos fios de forma não agressiva, com eficácia comprovada em testes clínicos e sem efeitos colaterais conhecidos. Esta é a inovação desenvolvida, junto à UFMG, pela Alamantec, empresa do Grupo Labfar. A previsão para sua entrada no mercado é ainda neste ano, em parceria com a mineira YEVA Cosmétiques, responsável por sua produção industrial e distribuição comercial. Trata-se de um tônico de uso tópico, que pode inclusive tratar a queda de cabelo de pessoas que passaram por procedimentos agressivos como quimio ou radioterapia.

 Preocupação comum entre homens, a calvície (ou alopecia androgênica, no termo científico) é resultado de um desequilíbrio no ciclo natural da produção de fios, em que a queda supera o crescimento. Por preocupações estéticas, homens e mulheres atingidos pela calvície recorrem a medicamentos que podem ter efeitos colaterais desagradáveis. Outros tipos de alopecia, como aquelas causadas por tratamentos contra o câncer, ainda não possuem solução. No entanto, essa descoberta – desenvolvida aqui mesmo em Belo Horizonte – promete mudar esse cenário.

Agindo nas duas pontas do problema

O Grupo Labfar é focado em inovação e prestação de serviços para a saúde sediada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC). Robson Santos, doutor em fisiologia e CEO da empresa, conta que a descoberta aconteceu em meio aos trabalhos com a Angiotensina-(1-7), um dos principais componentes de tratamentos que o laboratório desenvolve para doenças cardiovasculares. “Este peptídeo tem efeitos benéficos para o organismo, promovendo a melhora da circulação e do metabolismo. Percebemos que, além de ser eficaz para a manutenção da pressão arterial e da função renal, essa substância também tem uma ação antialopecia, melhorando o fluxo sanguíneo no couro cabeludo e facilitando o crescimento do cabelo”, explica.

Diferente dos tratamentos para calvície disponíveis, que podem causar efeitos indesejados como a impotência sexual, a solução desenvolvida pela Alamantec age estimulando o crescimento dos fios e é livre de efeitos colaterais conhecidos. Além disso, a indústria farmacêutica e cosmética ainda não oferecem soluções para os outros tipos de alopecia, como aqueles resultantes de tratamentos agressivos contra o câncer. “Existe hoje uma demanda muito grande por produtos de maior eficácia na área de crescimento capilar, mas ela é ainda pouco explorada pelos laboratórios. Então vimos nessa descoberta a possibilidade da entrada de um produto único no mercado”, diz Carina Soares, sócia da YEVA.

Segundo seu sócio, Samuel Campos, o produto já tem a formulação desenvolvida em escala laboratorial e falta pouco para começar seu processo de industrialização, que tem como objetivo também atingir o mercado internacional.  Após a aquisição de uso da tecnologia, YEVA e o Grupo Labfar trabalham juntas em sua produção, somando recursos e expertise em suas áreas. O próximo passo é definir questões sobre sua escala de produção, criar identidade e embalagem para o produto e lançá-lo em todo o país.

Solução pioneira

Robson conta que já existe uma patente semelhante registrada nos Estados Unidos, que usa a Angiotensina-(1-7), o mesmo princípio ativo, para combater a calvície. A solução da Alamantec, porém, tem uma via de aplicação menos agressiva. “A patente dos Estados Unidos prevê aplicação por via subcutânea – ou seja, o medicamento seria injetado no paciente, o que pode ser complicado. Nossa solução é de uso tópico – o paciente aplicaria o produto diretamente no couro cabeludo, e sua formulação faz com que ele seja absorvido pela pele e entre em contato direto com o folículo capilar”, explica.

Ainda segundo Robson, além do pioneirismo, a inovação se destaca também por cumprir um ciclo importante para o desenvolvimento tecnológico do país: extrapolar a barreira da pesquisa dentro da universidade e chegar ao mercado. “É muito importante sair da ideia ao produto e o produto cumprir o seu objetivo sendo transferido ao mercado. É um ciclo que se fecha, mas são muitas oportunidades que se abrem”, conclui.

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