Espírito Santo investe em tecnologia para monitoramento do Aedes aegypti em 100% dos municípios

Por 31 de janeiro de 2017 Sem categoria Sem Comentários
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A partir deste ano, todas as cidades capixabas serão monitoradas por meio de tecnologia de ponta. O sistema MI-Aedes, desenvolvido pela empresa Ecovec, especializada em integração de informações para prevenção e controle epidemiológico, permite monitoramento em tempo real das áreas de maior risco pelo mosquito e pelo vírus. Programa é o mais completo do País

Na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya, uma coisa é certa: sem tecnologia, inteligência e estratégia não há avanços positivos. Entendendo essa premissa, o Governo do Estado do Espírito Santo deu início, nesta quarta-feira, dia 25, ao monitoramento de todos os 78 municípios capixabas, visando identificar as áreas mais atingidas pelo mosquito transmissor. É o mais completo e integrado sistema de monitoramento do Aedes aegypti já realizado no País.

A empresa responsável pelo trabalho é a Ecovec, especializada em biotecnologia e em prevenção e controle epidemiológico. Criada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, hoje acumula premiações internacionais e é dona de quatro patentes na área, com experiências positivas de redução de índices de dengue de até 60% em cidades já atendidas em outros estados, como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Monitoramento em tempo real

O projeto, chamado de MI-Aedes, consiste na distribuição de armadilhas para a captura de mosquitos adultos, que serão devidamente identificados ainda em campo e encaminhados para análise no laboratório sede da empresa, localizada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde serão realizadas as análises para a presença dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya nesses mosquitos. Para isso, é utilizada uma metodologia muito sensível e específica, chamada PCR, em tempo real. Os resultados são atualizados imediatamente, alimentando automaticamente um sistema virtual georreferenciado, que gera mapas, gráficos e indicadores das regiões infectadas e mais atingidas, orientando o gestor público.

O grande diferencial do sistema contínuo e integrado de monitoramento, como explica a diretora Executiva e Científica da empresa, Cecília Marques Toledo, está na assertividade do trabalho combativo e preventivo, uma vez que os esforços são muito otimizados, pois são direcionados para as regiões de mais risco e mais vulneráveis, economizando recursos e melhorando a eficácia no controle do mosquito.

“Com a tecnologia, os gestores públicos passam a contar com dados confiáveis, em tempo real, para a tomada de decisões de forma rápida e eficiente. Acima de três mosquitos fêmeas capturadas na armadilha, a área é considerada de alto risco. Aliado a isso, a análise virológica permite identificar antecipadamente a circulação de vírus antes da ocorrência nas pessoas, contribuindo para implantação de políticas preventivas pelos gestores municipais de saúde”, ressalta.

Implantação e treinamentos

A implantação do projeto levará menos de um mês, incluindo a capacitação dos agentes de saúde e a distribuição das armadilhas. Os primeiros treinamentos têm início já nesta quinta-feira nas quatro regionais do Estado: Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus. Na ocasião, além de aprenderem a reconhecer as diferentes espécies de mosquito, os agentes receberão os kits, compostos por tablets para transmissão on-line dos dados, adesivos, luvas, pinças e tubos para coleta, bem como manuais e cartilhas.

As armadilhas são colocadas em pontos estratégicos da cidade, com grande circulação de pessoas, e diferenciam-se por simular um ambiente perfeito para reprodução do mosquito Aedes aegypti, com essência atraente para a fêmea. Ao entrar no dispositivo, o mosquito fica preso na fita adesiva, possibilitando que sejam recolhidos.

Projeto em números

78 municípios atendidos (100% do Espírito Santo)

7.323 armadilhas instaladas nos 78 municípios

443,29 km² de áreas monitoradas

 Fonte: Ecovec

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