Fundo Primatec é oportunidade para empresas vinculadas a Parques Tecnológicos e Incubadoras

Por 19 de agosto de 2016 Evento, Sem categoria Sem Comentários
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Um fundo de investimento dedicado exclusivamente a capitalizar empresas incubadas ou ligadas a Parques Tecnológicos. Foi com o objetivo de preencher essa lacuna que surgiu o fundo Primatec, idealizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em conjunto com outras ações de incentivo a ambientes de inovação. O projeto já está em fase de captação de possíveis investidas e é uma oportunidade para pequenas e médias empresas de todo o país com faturamento anual inferior a R$ 16 milhões. Os setores prioritários para investimento são Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Economia Criativa, Sustentabilidade e Energia.

Gerido nacionalmente pela Antera, uma gestora de recursos do Rio de Janeiro, o fundo conta com uma rede de operadores locais – em sua maioria, incubadoras e parques tecnológicos – que funcionam como uma ponte entre os investidores e as empresas interessadas. Em Minas Gerais, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) está atuando como operador local do Fundo Primatec, auxiliando na prospecção e no acompanhamento de empresas.

Investimento inteligente                                                                                                

O capital destinado ao fundo é de 100 milhões de reais, dos quais 40 milhões já foram comprometidos pela Finep. O restante será garantido por investidores como fundos de pensão e bancos regionais e de desenvolvimento, cujas parcerias estão em processo de negociação.

Além do investimento financeiro, o projeto contempla aporte de recurso para expertise, em áreas como governança e marketing. Isso se dá graças ao relacionamento com uma grande rede de atores nacionais e internacionais, que torna possível acelerar o desenvolvimento da investida ao máximo, permitindo que ela atinja um estágio de desenvolvimento mais próximo de seu potencial, em um menor espaço de tempo.

Informação é a primeira barreira

O desconhecimento de iniciativas dispostas a investir em uma ideia é a primeira barreira que empresas encontram na hora de captar recursos. É o que afirma Marcello Ladeira, CEO da Siteware, especializada em soluções tecnológicas corporativas residente do BH-TEC. Em 2015, a Siteware foi uma das contempladas na primeira rodada de investimentos do Criatec II, direcionado para empresas de tecnologia com faturamento líquido anual inferior a R$ 10 milhões.

O primeiro contato da empresa com o fundo foi em 2013, época em que foi lançada a linha de financiamento, em um evento no BH-TEC. “Pude conhecer os requisitos de seleção e percebi que era a hora da Siteware”, conta Marcello. Durante o processo, o fundo ofereceu apoio para que a empresa desenvolvesse os projetos de produtos a serem investidos. “Já mantínhamos boas práticas de funcionamento antes mesmo de pleitear o fundo. Acho que isso contou muito a nosso favor”, comenta.

Hoje, os quatro produtos desenvolvidos pela Siteware com o investimento do Criatec passaram por um processo de aceleração em Stanford – onde foram premiados –  e já estão sendo comercializados. São soluções de tecnologia da informação para gerenciamento de empresas, incluindo uma plataforma de gestão de reuniões e pendências e outra para o desenvolvimento de planos de ação.

Nesse sentido, a adoção de uma rede de operadores se mostra especialmente vantajosa. Além de atuarem como parceiros na prospecção e acompanhamento das empresas investidas, os operadores locais trabalham como propagadores de informação e mediadores do contato entre empresas e cotistas. “Temos percebido que as empresas se tornam mais receptivas a propostas de investimento, quando ocorre a intermediação feita pelo Parque”, afirma Mariana Santos, Gestora Executiva do BH-TEC.

Ambientes de inovação são referência

O contato direto com o cenário de empreendedorismo local por meio da parceria com ambientes de inovação também colabora para aumentar a assertividade do fundo. “Podemos apontar elementos que só quem testemunha o dia a dia das empresas consegue enxergar, como detalhes sobre o perfil de gestão de cada negócio”, afirma Mariana.

Estar com tudo organizado antes mesmo de procurar linhas de financiamento é, inclusive, uma das dicas do CEO da Siteware para quem vai entrar no processo agora. “Ter uma governança bem estruturada e seguir leis como as trabalhistas à risca é primordial. O fundo quer encontrar uma empresa em ordem para que possa trabalhar com os projetos que ela desenvolve, elevando-os a outros mercados”, aconselha.

Candidatura facilitada

As candidaturas acontecem em fluxo contínuo, e a empresa interessada pode entrar em contato com o operador local para estabelecer um primeiro contato com o Primatec. “A interação com os gestores do fundo é muito interessante para a empresa, porque facilita a confecção do relatório de investimento”, comenta Mariana. Oficialmente, a candidatura deve ser iniciada pelo portal do Primatec (http://www.fundoprimatec.com.br/pt-BR).

Para as empresas terem vínculo com Parques Tecnológicos, não necessariamente precisam ser residentes. No BH-TEC, por exemplo, há a possibilidade de vínculo por meio da categoria não residente, onde os empreendimentos passam a fazer parte do universo de oportunidades promovidos pelo Parque sem estar com estrutura física no BH-TEC. Podem encaminhar propostas para candidatura empresas ou organizações que estejam formalmente constituídas e/ou formalmente incubadas, que demonstrem sua contribuição e interação com o sistema de ciência, tecnologia e inovação. Mais informações podem ser encontradas na chamada publicada no site do BH-TEC.

O fundo será apresentado em um evento promovido pelo Parque na próxima quarta-feira, 24/08, às 14h. Na oportunidade, os representantes do fundo Marcelo e André Massa detalharão a proposta de investimento e estarão à disposição para o esclarecimento de dúvidas. O evento é gratuito e aberto ao público. Para participar, basta realizar a inscrição pelo Sympla.

 

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