Inovação em debate na FIEMG

Por 28 de junho de 2011 Evento, Sem categoria Sem Comentários

CARLOS BRAGA.

Dois importantes instrumentos de incentivo à inovação em Minas foram pauta da segunda reunião do Conselho de Tecnologia e Inovação da Fiemg: o projeto do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) e os Encontros de Inovação do Sistema Mineiro de Inovação (Simi). O primeiro foi apresentado pelo presidente do BH-TEC, Ronaldo Tadeu Pena; o segundo, pelo secretário de estado adjunto de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior Evaldo Vilela. A reunião foi realizada ontem (28), na sede da Fiemg.

O presidente do Conselho, Valentino Rizzioli, abriu a reunião lembrando a importância de perseguir a qualidade do produto. Isto significa economia e competitividade para a indústria mineira. Como dado de comparação, Rizzioli informou que o custo da qualidade fica entre 7% e 11% no setor automotivo. Como solução, propôs o investimento em tecnologias e processos inovadores. “Há dez anos a Fiat tem investido em processos de qualidade. Hoje temos os produtos mais competitivos do Brasil. Somos campeões de venda de todas as fábricas Fiat do mundo”, disse.

Ronaldo Tadeu Pena explicou que parques tecnológicos, como o BH-TEC, são organizações sociais que promovem o desenvolvimento econômico e social através do estímulo à cultura de inovação tecnológica. Caracterizam-se por reunir empresas de base tecnológica em um espaço físico comum – uma espécie de condomínio. Surgiram em 1930, na Universidade de Stanford (Califórnia, EUA) quando o reitor permitiu que empresas fizessem pesquisas no campus. “Há 1.200 parques no mundo. No Brasil há 74; 32 em projeto, 17 em implantação e 25 em operação. Em Minas há três parques em fase de implantação: Belo Horizonte, Viçosa e Itajubá”, listou.

O BH-TEC é resultado de uma parceria entre governo do estado, prefeitura, Fiemg, UFMG e Sebrae – e está sendo construído em área contígua à UFMG. Pena contou que já existem 15 empresas selecionadas para se instalar no terreno de 535 mil metros quadrados, dos quais apenas 93 mil podem ser ocupados devido a leis ambientais. Entre as áreas de interesse que o BH-TEC quer atrair estão ciências da vida, tecnologia da informação e comunicação, tecnologia de materiais e processos e energias alternativas. Uma das vantagens de um parque tecnológico oferece, porém, não está em suas instalações físicas. “A grande questão do parque é a convivência entre pessoas que estão pensando a inovação. Tanto as que pensam no extermínio do mosquito da dengue quanto na extração de minério. Precisamos de lugares no parque que promovam esta aproximação”, disse Pena.

A convivência nos Encontros de Inovação promovidos pelo Simi, desde 2007, começa virtual. Vilela explica que encontros de inovação ainda não são prática usual no país. Para mudar essa cultura, o Simi, através do seu site, constrói pontes entre indústria e pesquisadores – por Demanda Tecnológica ou por Vitrine Tecnológica. Na primeira, o Simi reúne empresas de grande porte com pesquisadores que têm soluções tecnológicas para suas demandas. Na segunda, pesquisadores apresentam tecnologias de ponta de suas instituições para empresários e investidores. O contato inicial é feito pelo site, que depois se torna presencial. “Fazemos pesquisa e triagem para levar ao empresário a ideia que realmente pode resolver seu problema. Depois fazemos uma avaliação do resultado desse encontro. Trata-se de uma rede de relacionamento, como o Facebook, mas para aproximar quem gera conhecimento e quem precisa dele”, definiu Vilela.

Matéria publicada em 29/06/2011.

Fonte: http://www5.fiemg.com.br/Default.aspx?tabid=13356&mid=30568&ctl=Ver&id=126

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